15/12/2013- Domingo . – PAM: Cristo, Verdade que
Liberta.
03.7ªfase.2013.15agom14. – Portais da Espiritualidade.
A MENSAGEM DO DIA:
“Tribulação e angústia virão sobre a
alma de qualquer homem que faz o mal, ao judeu primeiro e também ao grego:
glória, porém, e honra, e paz a todo aquele que pratica o bem, ao judeu
primeiro e também ao grego. Porque para com Deus não há acepção de
pessoas.” (Romanos 2.9-11). Poderá até
haver uma ordem no ato de abençoar de Deus, porem as bênçãos serão para todos
os que fizerem o bem. A Verdade que Liberta nos conduz a uma consciência
crística, isto é, à visão perfeita do que é o bem e o mal, e é por essa
consciência que em última instância todos os homens serão julgados. A única
diferença entre o Cristão e o não Cristão é que para ele não haverá julgamento,
uma vez que nenhuma condenação pesa sobre si, porque o sangue de Jesus cobriu o
seus pecados e o resgatou de todas as dívidas diante do Criador que é o “PAI”.- 31032013D.- 15/12/2013- Domingo.
Para a Sua Reflexão:
Estudo da Palavra.
As leituras do 3º Domingo do Advento garantem-nos que Deus tem um projecto de salvação e de vida plena para propor aos homens e para os fazer passar das “trevas” à “luz”.
Na primeira leitura, um profeta pós-exílico
apresenta-se aos habitantes de Jerusalém com uma “boa nova” de Deus. A missão
deste “profeta”, ungido pelo Espírito, é anunciar um tempo novo, de vida plena
e de felicidade sem fim, um tempo de salvação que Deus vai oferecer aos
“pobres”.
O Evangelho apresenta-nos João Baptista, a “voz” que
prepara os homens para acolher Jesus, a “luz” do mundo. O objectivo de João não
é centrar sobre si próprio o foco da atenção pública; ele está apenas
interessado em levar os seus interlocutores a acolher e a “conhecer” Jesus,
“aquele” que o Pai enviou com uma proposta de vida definitiva e de liberdade
plena para os homens.
Na segunda leitura Paulo explica aos cristãos da
comunidade de Tessalónica a atitude que é preciso assumir enquanto se espera o
Senhor que vem… Paulo pede-lhes que sejam uma comunidade “santa” e
irrepreensível, isto é, que vivam alegres, em atitude de louvor e de adoração,
abertos aos dons do Espírito e aos desafios de Deus.
LEITURA I – Is 61,1-2a.10-11.
O espírito do Senhor está sobre mim,
porque o Senhor me ungiu e me enviou
a anunciar a boa nova aos pobres,
a curar os corações atribulados,
a proclamar a redenção aos cativos
e a liberdade aos prisioneiros,
a promulgar o ano da graça do Senhor.
Exulto de alegria no Senhor,
a minha alma rejubila no meu Deus,
que me revestiu com as vestes da salvação
e em envolveu num manto de justiça,
como noivo que cinge a fronte com o diadema
e a noiva que se adorna com as suas jóias.
Como a terra faz brotar os germes
e o jardim germinar as sementes,
assim o Senhor Deus fará brotar a justiça e o louvor
diante de todas as nações.
AMBIENTE
A liturgia deste domingo volta a propor-nos um texto
do Trito-Isaías (capítulos 56-66 do Livro do profeta Isaías). Os capítulos
atribuídos a essa figura que se convencionou chamar Trito-Isaías apresentam-nos
um conjunto de textos cuja proveniência não é totalmente clara… Para alguns,
são textos de um profeta anônimo, pós-exílico, que exerceu o seu ministério em
Jerusalém após o regresso dos exilados da Babilónia, nos anos 537/520 a.C.;
para a maioria, trata-se de textos que provêm de diversos autores pós-exílicos
e que foram redigidos ao longo de um arco de tempo relativamente longo
(provavelmente, entre os sécs. VI e V a.C.).
Em qualquer caso, os textos do Trito-Isaías situam-nos
na época posterior ao Exílio e numa Jerusalém em reconstrução. Para
os retornados do Exílio, são tempos difíceis e incertos… A população da cidade
é pouco numerosa, a reconstrução é lenta e modesta, os inimigos estão à
espreita. Por outro lado, os retornados são recebidos com frieza e hostilidade
pelos poucos habitantes de Jerusalém que tinham ficado na cidade e que não
tinham ido para o exílio… Aos poucos, com a reorganização da vida na cidade,
voltam as injustiças dos poderosos sobre os fracos e os pobres, bem como a
corrupção, a venalidade e a prepotência dos chefes. O Povo está desanimado e
sem esperança.
Os profetas que desenvolvem a sua missão nesta fase vão tentar acordar a esperança num futuro de vida plena e de salvação definitiva. Nesse sentido, vão falar de uma época em que Deus vai voltar a residir em Jerusalém, oferecendo em cada dia ao seu Povo a vida e a salvação. Essa “salvação” implicará, não só a reconstrução de Jerusalém e a restauração das glórias passadas, mas também a libertação dos pobres, dos oprimidos, dos fracos, dos marginalizados.
O texto que hoje nos é proposto é o princípio (vers.
1-2) e o fim (vers. 10-11) do capítulo 61 do Livro de Isaías. A menção do “Senhor
Deus” (em hebraico, Jahwéh-Adonai) no versículo 1 e no versículo 11 confirma
que todo este capítulo apresenta uma clara unidade textual e temática. O
capítulo está claramente dividido em três secções. Na primeira (vers. 1-3a), o
profeta expressa o sentido da sua própria vocação; na segunda (vers. 3b-9), o
profeta transmite palavras do Senhor, prometendo a restauração do Povo, da
Aliança e de Jerusalém; na terceira (vers. 10-11), o profeta apresenta uma
declaração de alegria, provavelmente de Jerusalém, em face da promessa de Deus.
A primeira parte do nosso texto (vers. 1-2a) pertence
à primeira secção do capítulo. Aí, o profeta apresenta o sentido da sua vocação
e missão. Antes de mais, ele apresenta-se como o “ungido” do Senhor, sobre quem
repousa o Espírito; e é o mesmo Espírito que o move e o impele para a missão –
como acontecia com os juízes e os antigos profetas (cf. Nm 11,25-26; 24,2).
Embora não se mencione o termo “profeta”, essa missão apresenta-se como
eminentemente profética: ele é enviado por Deus e a missão tem a ver com o
serviço da Palavra.
Em concreto, a missão do profeta consiste em anunciar uma “boa notícia” (“evangelho”), em curar os corações feridos, em proclamar a libertação aos prisioneiros, em promulgar “o ano da graça do Senhor”. O anúncio do “ano da graça” alude aos anos jubilares (celebrados de cinquenta em cinquenta anos – cf. Lev 25,10-17) e aos anos sabáticos (celebrados de sete em sete anos). De acordo com a Lei de Deus, eram anos destinados a restaurar a situação original de justiça e implicavam, por isso, a libertação dos escravos (cf. Ex 21,2; Dt 15,12), o perdão das dívidas (cf. Dt 15,1) e a restituição dos bens e propriedades alienados durante esse período.
Os destinatários dessa mensagem de esperança são os
“pobres”. A categoria “pobres”, no contexto bíblico, é menos uma categoria
sociológica e mais uma categoria espiritual… Os pobres são os carentes de bens,
de dignidade, de liberdade e de direitos, mas que pela sua especial situação de
miséria e de necessidade são considerados os preferidos de Deus e o objecto de
uma especial protecção e ternura de Deus. Por isso, são olhados com simpatia e
até, numa visão simplista e idealista, são retratados como pessoas pacíficas,
humildes, simples, piedosas, cheias de “temor de Deus” (isto é, que se colocam
diante de Jahwéh com serena confiança, em total obediência e entrega).
Representam essa parte do Povo de Deus frequentemente maltratada e oprimida
pelos poderosos, mas que se entrega com fé, humildade e confiança nas mãos de
Deus e que Deus ama de forma especial.
A missão deste “profeta” é, portanto, anunciar um tempo novo, de vida plena e de felicidade sem fim, um tempo de salvação que Deus vai oferecer aos “pobres”.
A segunda parte do texto que nos é proposto (vers.
10-11) pertence à terceira secção do capítulo. Trata-se da parte final do
oráculo: após o anúncio de salvação apresentado pelo profeta, a cidade de
Jerusalém manifesta o seu regozijo e contentamento porque Deus a vai revestir
de salvação e de justiça, como o noivo que cinge o diadema ou a noiva que se
adorna com suas jóias… A última imagem (“como a terra faz brotar os gérmenes e
o jardim germinar as sementes”) sugere a vida e a fecundidade que resultarão da
acção salvadora e libertadora de Deus.
Esta profecia tem cumprimento durante o ministério de
Cristo. Isaias é considerado como um resplendor ou precursor de Jesus Cristo.
Confere Lucas 3.21 e 4.16-21.
Que o DEUS
que CHAMA, CURA, CAPACITA, ENVIA E SUSTENTA nos abençoe e nos guarde para os
seus propósitos hoje, amanhã e para sempre. AMÉM! AMÉM e AMÉM!!! – (Alfredopam)
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Seu uso é exclusivamente para a Ação Missionária sem fins lucrativos).
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