segunda-feira, 29 de julho de 2013

Vem aí o RECESSO.



31//07/2013- Quarta Feira- Trecentésima Septuagésima Sexta Mensagem.
“Conhecereis a Verdade e a Verdade vos Libertará”. (João 8.32).

A Verdade que Liberta é:

a) O Cristo dos Evangelhos;
b) Incontestável;
c) Renovadora.

A Mensagem do Dia:

Nada justifica o comodismo, a desistência ou incredulidade. Josué e Calebe queriam tomar posse da terra, mas a decisão dos hebreus foi voltar para o deserto e viver quarenta anos de suas vidas em sofrimento e agonia. Calebe poderia ter murmurado e lamentado porque a decisão não havia sido dele. Ele estava sofrendo por causa dos erros dos outros. Mas ele não fez isso. Ele disse a Josué: “qual era a minha força então, tal é agora a minha força, tanto para a guerra como para sair e entrar. Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou aquele dia; pois naquele dia tu ouviste que estavam ali os anaquins, e grandes e fortes cidades. Porventura o Senhor será comigo, para os expulsar, como o Senhor disse. E Josué o abençoou, e deu a Calebe, filho de Jefoné, a Hebrom em herança” (Js 14.11-13). Depois de quarenta e cinco anos de espera, sua fé estava intacta e forte com antes.- 10/07/2013- Quarta Feira.- 31/07/2013- Quarta Feira.

Notas e Reflexões:

 “Estaremos de volta no dia 15/08/2013- Quinta Feira. Até lá!!!”

 “Que o DEUS que CHAMA, CURA, CAPACITA, ENVIA E SUSTENTA nos abençoe e nos guarde para os seus propósitos hoje, amanhã e para sempre. AMÉM! AMÉM e AMÉM!!! – (Alfredopam)”

(Todo material desse blog pertence ao arquivo do PAM-CVL. Seu uso é liberado sem restrição, solicitando-se  apenas a citação da fonte: PAM-CVL-Alfredopam).

(Visite meu  blog: pamcvl.blogspot.com.br)

Encerrando Grupos de Crescimento.



29/07/2013- Segunda Feira – Trecentésima Septuagésima Quarta Mensagem.
“Conhecereis a Verdade e a Verdade vos Libertará”. (João 8.32).

A Verdade que Liberta é:

a) O Cristo dos Evangelhos;
b) Incontestável;
c) Renovadora.

A Mensagem do dia.

- Calma! Tire os olhos do problema e olhe para Deus! Ele fará prosperar os seus caminhos e lhe dará uma colheita abundante. Davi disse: “Encontraram-me no dia da minha calamidade, porém o Senhor se fez o meu esteio. Conduziu-me para um lugar espaçoso; livrou-me, porque tinha prazer em mim” (2Sm 22.19,20). Mesmo que os seus olhos não consigam ver, Deus está conduzindo os seus pés a lugares mais que abundantes. Quanto mais você se concentrar na crise maior ela parecerá. Mesmo que você queira uma solução rápida, não vale a pena se preocupar e se encher de ansiedade. Olhe para Cristo e confie no Seu poder de abençoar (Hb 11.6). Sabemos que há um tempo certo para cada coisa. Por mais ansioso que o agricultor esteja pela colheita, as sementes não brotarão antes do tempo, e mesmo que ele queira, cada espécie frutificará na estação própria. Cada fruto tem o seu tempo determinado e Deus tem o controle das estações. Descanse Nele. – 08/07/2013- Segunda Feira. – 29/07/2013-Segunda Feira.

Notas e Reflexões.
 “Estamos chegando ao final de mais uma fase do PAM. Faltam apenas 02 (duas) lições e em seguida entraremos numa nova fase, após 15 dias de recesso (1º- a 15/08/2013).”
Da nossa proposta de 07/02/2013, faltam apenas duas abordagens (Primeira área- Dez (10) Metas a serem alcançadas; Segunda área- Dez (10)  credos a serem confessados;)que serão feitas na próxima faze a iniciar em 15 de agosto de 2013. No período de 1º de agosto até o dia 14, estaremos em recesso.

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Para ajudar a nossa memória estamos postando novamente o nosso texto de 07/02/2013, quando lançamos as bases para implantação e funcionamento dos “Grupos de Crescimentos”:
07/02/2013- Quinta Feira – Ducentésima Décima Terceira  Mensagem.
“Conhecereis a Verdade e a Verdade vos Libertará”. (João 8.32).

A Verdade que Liberta é:
a) O Cristo dos Evangelhos;
b) Incontestável;
c) Renovadora.

A Mensagem do Dia:

A vida é como um piano. Tem teclas brancas e teclas negras. As brancas representam as alegrias e as negras representam as angústias. É preciso entender que só com o uso das duas é que o piano produz as mais lindas melodias. (P/AViS-Primavera de 1993). Cada um há de questionar a si mesmo: “COMO PODEREI SER FELIZ SE A MINHA FELICIDADE CONSTRANGE AO MEU IRMÃO?”. (P/AViS- Primavera de 1998). “Lembremo-nos do Samaritano. O maior Dom é o amor. O Samaritano possuía esse Dom. Façamos nós o mesmo.” – P/AViS- Primavera de 2003)- 07/02/2013 - Quinta Feira.


Notas e Reflexões:
(Como prometemos no mês de agosto de 2012, a partir do mês de setembro estariamos publicando a verdadeira história do “Projeto Amor: Cristo, Verdade que Liberta”. Assim todas as quintas feiras  estamos publicando nessa sessão parte de sua história).
GRUPOS DE CRESCIMENTO.
BASES PARA A FORMAÇÃO.

Tomamos como base para a formação de um Cristão capaz de entender e vivenciar a “Verdade que Liberta” quatro áreas fundamentais:

Primeira área- Dez (10) Metas a serem alcançadas;
Segunda área- Dez (10)  credos a serem confessados;
Terceira área- Dez (10) Virtudes a serem vivenciadas;
Quarta área- Oito (8) Princípios Teologais a serem objetivos de estudos profundos e reflexões demoradas.

Esta proposta é o resultado de cinco (5) anos de reflexão e experiência de uma vida sofrida e uma ansiosa busca de respostas a perguntas que ainda estão para serem respondidas.

Para que o leitor possa entender melhor os fundamentos e as motivações desta proposta acho importante o registro sintético dos fatos que me conduziram até aquele dia (31/12/1959).

Primeira Parte.

Depois de uma experiência traumatizante em Além Paraíba (registrada em “Lembranças de Além Paraíba”)transfiro-me para Juiz de Fora, no final do ano de 1955.

Era 1956, 20 de junho, eu acabava de me incorporar no Exército por obrigação legal com a idéia de servir ao Exército Brasileiro, dar baixa e voltar aos meus estudos, visando a minha formação para o pastorado da Igreja Metodista. Me sentia chamado para o sacerdócio desde criança. A minha mãe sonhava para mim, ser médico ou pregador do evangelho. Eu nunca poderia pensar que um dia eu estaria naquela condição; decidir entre ser pastor ou um militar. Foi um momento muito difícil. As orientações do Sargenteante, Marcílio Gonçalves Pereira, então 2º Sargento, muito me ajudaram. Ele era um homem de Deus, que se colocou ao meu lado para me ajudar a entender os planos divinos que me pareciam tão obscuros naquele momento. Era e ainda é membro da Igreja Metodista de Monte Castelo em Juiz de Fora – MG.

O Rev. Adriel de Souza Motta, Capelão do Instituto Granbery, havia entrado com um requerimento solicitando minha dispensa do Serviço Militar no mes de maio de 1956. A data de incorporação chegou e o despacho do Ministro da Guerra não havia chegado. Em função disto fui obrigado a incorporar-me em 20 de junho de 1956. No final do período básico fui matriculado no curso de cabo. Encerrado o curso fui imediatamente promovido a cabo.

Segunda Parte.

Em abril de 1957, eu tinha que decidir entre dar baixa e voltar para o Instituto Granbery ou me engajar nas forças armadas por mais três anos para tentar fazer carreira militar. A luta íntima,  as angústias e incertezas deste momento acham-se registradas no texto “As minhas batalhas, derrotas e vitórias da década de cinquenta”, escritas em 1961, quando nasceu o meu primeiro filho, Marcos Alfredo.

Depois de muitas noites de reflexões, muitas vigílias em oração e jejuns decidi pela carreira militar, mediante um pacto com Deus que se acha registrado em um texto intitulado: “Um Pacto com Deus”, escrito na mesma noite da experiência, quando um Anjo do Senhor se revelou e determinou o meu futuro religioso.

Sem nenhuma sombra de dúvida, hoje posso afirmar que Deus foi fiel e me deu mais do que fora prometido pelo seu Anjo naquela noite. Iniciei minha carreira como soldado e alcancei o oficialato do Exército. Ao lado da Carreira Militar, constitui uma linda família que me tem servido de grande apoio e estímulo nestes tempos mais difíceis, quando se avança pela 3ª idade, que eu intitulo como “a melhor idade”. Aqui não posso deixar de registrar minha gratidão a Deus pela esposa que Ele me deu.

Voltemos aos anos de 1957. Decidido a seguir carreira militar, pedi minha matrícula no curso de Sargento, no que fui atendido imediatamente. Naquele tempo o curso tinha a validade de apenas um ano. Conclui o curso em 1º lugar, ainda em 1957. Porem não foi aberta nenhuma vaga na minha especialidade. Repeti o mesmo curso em 1958, quando também não abriu vaga. Solicitei mudança de QM- Qualificação Militar, e fiz o curso de burocrata, passando novamente em 1º lugar.

Terceira Parte.

Com este curso fui transferido para a então, “Fábrica de Itajubá”, hoje “IMBEL”, onde foi promovido a Sargento em abril de 1960. Porem, tendo em vista o objetivo dessa introdução, preciso retornar ao ano de 1956, para falar sobre a minha evolução espiritual. Ao decidir pela carreira militar, já promovido a cabo a algum tempo, deixei de dormir no quartel e passei a morar com uma família espírita que residia próximo do quartel. Com esta mudança conheci uma moça, cujo nome mantenho em sigilo, tendo em vista garantir reservada sua identidade. Era uma moça inteligente, médium espírita e estudiosa da doutrina de Alan Kardec. Era de fato uma linda moça, morena de olhos azuis, porém o que mais me atraia nela era a sua inteligência. Ela sofria de uma enfermidade desde criança que fazia com que ela e sua família estivessem sempre a procura de ajuda, principalmente, espiritual. Os registros sobre nosso relacionamento acham-se no texto: “Os amores de minha vida” escritos após o nascimento de minha filha Márcia Regina em 1963.

Essa moça foi um grande desafio espiritual em minha vida.

“ Como Cabo do Exército eu era relativamente bem remunerado. Com o que ganhava podia viver confortavelmente numa pensão, pagar meus estudos noturno e ainda fazer uma pequena economia. Neste tempo adquiri uma residência para o meu pai em Muriaé. Uma residência humilde, mas que o livrou do aluguel até o final de sua vida.”

O meu desafio agora era conhecer o que a doutrina espírita ensinava a respeito de Deus, uma vez que desde cedo desenvolvi um espírito bastante crítico sobre o que me ensinavam a seu respeito. A moça além de me transformar em orientador de seus transes mediúnicos, me incentivava a ler todas as obras de Alan Kardec e outras literaturas espíritas que eram publicadas na época, bem como frequentar reuniões de Centros de Estudos e Experimentação Espíritas. Isso abriu para mim um novo mundo que me desafiava e colocava-me em confronto com todos os princípios recebidos de minha mãe e do meio evangélico onde foi formado desde criança.

Quarta Parte.

Com essa moça, agora já mais do que uma simples amiga, comecei a conhecer o mundo espírita e também outras escolas de mistérios que ela adorava estudar. Com ela visitei José Arigó (o mais famoso curandeiro da época) diversas vezes a pretexto de pesquisa e até mesmo de esperança para a sua cura. Frequentamos alguns centros de Umbanda e de estudos kardecistas, conhecidas na época como “mesa branca”. Entramos em contato com algumas escolas chamadas “secretas” e com os estudiosos de hipnotismo e parapsicologia, inclusive escolas internacionais. Fiz um curso de hipnotismo com o maior hipnotizador da época, Oret Bei e sua parceira Ilca que davam show, inclusive na Rádio Nacional – no Rio de Janeiro. Cheguei a praticar por algum tempo o hipnotismo . Presenciei e provoquei muitos fenômenos, ilusionismo e muito charlatanismo, o que ocorria as vezes até no meio evangélico (Leia meu texto – Esquisitices Religiosas de 1965). As décadas de 50 e 60  foram muito ricas nessas atividades no meio evangélico.

Assim eu chego em 1959 com uma cabeça cheia de informações sem saber o que fazer com elas. A minha maior angústia era saber o que era Deus, como era o mundo espiritual e a razão da existência do bem e do mal.

Final de 1959, estou noivo e pronto para casar com Judite, minha esposa a mais de cinqüenta anos (53).  Nosso casamento está marcado para o dia 22 de janeiro de 1960.

 Era o dia 31 de dezembro de 1959. Minha noiva insistia para que eu fosse com ela ao culto de vigília. Aceitei o convite e fomos. Pastor Presbiteriano da Igreja do Morro dos Ingleses – Bairro Bela Vista, mais conhecido como “O Bichiga” – em São Paulo – Capital – Samuel era o nome do Pastor, já,  meu conhecido, pois já havíamos acertado o nosso casamento nessa Igreja. Era ele o dirigente do culto.

Conclusão.

Para mim estava tudo sem sentido, eu me encontrava distante de tudo aquilo. É claro que eu não tenho a menor lembrança do sermão pregado naquela noite. O Pastor convidou a Igreja para se colocar de joelho e eu atendi ao convite, naturalmente. Uma vez de joelho comecei a fazer uma introspecção, perguntando a mim mesmo; porque estou aqui? – Não passo de um hipócrita! Só para agradar a minha noiva e sua família? Eu não acredito em nada disto! Talvez se justificasse em dar uma atenção ao Pastor da Igreja que de maneira tão simpática nos recebeu em seu gabinete para fazer os acertos para o casamento.  Tudo bem... (veja descrição mais detalhada  deste momento no meu texto “A   Primeira Grande Revelação”.

E assim comecei a me penalizar e me acusar por não ter coragem de romper de uma vez os meus laços com essa tradição ou costume de me apresentar como evangélico e metodista. Passei a desafiar ao mundo espiritual, que se não passasse de uma ilusão me manifestasse ali e me dissesse o que ou quem, afinal de contas era Deus. Uma grande angústia foi tomando conta de mim e mesmo em silêncio eu clamava e desafiava todo o meu entendimento, minhas crenças, aos anjos, ao mundo espiritual e ao próprio Deus... Em um momento especial passei a insistir, mas o que ou quem é Deus? E quando mais eu insistia nisso, lá do fundo da Igreja uma voz forte, clara e cheia de convicção exclamou! “DEUS É AMOR’.

Foi como um banho de amor... o amor divino me pegou de surpresa e neste momento recebi um chamado especial para elaborar um “Projeto de Amor”.

 O esquema ou estrutura que aqui apresento foi me dado de uma maneira maravilhosa naquele momento e fui orientado a escrever durante 50 (cinqüenta) anos uma mensagem especial que só deveria ser divulgada a partir de 2010. É assim que surgiu o “Projeto de Amor” que de revelação em revelação recebeu em 1988, o titulo definitivo que permanece até hoje: “Projeto Amor: Cristo, Verdade que Liberta”.

Parte inferior do fo“Que o DEUS que CHAMA, CURA, CAPACITA, ENVIA E SUSTENTA nos abençoe e nos guarde para os seus propósitos hoje, amanhã e para sempre. AMÉM! AMÉM e AMÉM!!! – (Alfredopam).

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São Francisco de Assis - (II)



30/07/2013- Terça Feira –Trecentésima Septuagésima Quinta Mensagem.
“Conhecereis a Verdade e a Verdade vos Libertará”. (J oão 8.32).

A Verdade que Liberta é:

a) O Cristo dos Evangelhos;
b) Incontestável;
c) Renovadora.

A Mensagem do dia.

“Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga ao seu santo nome. Bendize, ó minha alma ao Senhor, e não te esqueças de nenhum só de seus benefícios.” (Salmo 103:1-2). Quando o salmista escreveu este salmo, ele estava trazendo recordações tão gloriosas! Quantas vezes você inicia o dia não bendizendo, mas murmurando? E a murmuração é a linguagem daqueles que ainda não conhecem do favor do Senhor. É a linguagem daqueles que começam o dia reclamando, não bendizendo, agindo em contrário àquela expectativa de fé, marcada de esperança e de certeza. Eu não sei como você começou o dia de hoje, mas eu gostaria tanto que em seus lábios houvesse cânticos de louvor e de adoração, que você pudesse dizer como o salmista: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome.” – 09/07/2013- Terça Feira.- 30/07/2013- Terça Feira.

Notas e Reflexões.

São Francisco de Assis – (II)

Anos finais e morte

Seus anos finais foram passados em tranquilidade interior, quando segundo seus biógrafos primitivos seu amor e compaixão por todas as criaturas fluíam abundantes, ao mesmo tempo que ele experimentava repetidas visões e êxtases místicos, fazia outros milagres, continuava a percorrer a região em pregações, e multidões acorriam para vê-lo e tocá-lo. No Natal de 1223 foi convidado pelo senhor de Greccio para celebrar a festa numa gruta com pastores e animais, desejando recriar o nascimento de Cristo em Belém, sendo a origem da tradição dos presépios. Na primavera seguinte viajou para a Porciúncula a fim de assistir a reunião do Capítulo Geral, e em seguida retirou-se para o santuário do Monte Alverne, acompanhado dos irmãos Leo, Ruffino, Angelo, Silvestre, Illuminato, Masseo e talvez também Bonizzo. Muitas vezes os deixava e se embrenhava nas matas, a fim de meditar solitário, levando consigo apenas os Evangelhos e comendo muito pouco. Às vezes o Irmão Leo, em segredo, o observava, e por mais de uma vez testemunhou seus êxtases e viu parte das visões que o santo via. Nos estados contemplativos eram-lhe reveladas por Deus não somente coisas do presente, mas também do futuro, assim como lhe fazia conhecer as dúvidas, os secretos desejos e os pensamentos dos irmãos. Numa dessas ocasiões, segundo relata a coletânea I Fioretti di San Francesco, o Irmão Leo o viu levar a mão ao peito e parecer tirar algo de lá e oferecer a uma língua de fogo que descera sobre ele. Perguntando depois o que sucedera, Francisco respondeu:
"Por que vieste aqui, irmão cordeirinho? Diz-me: viste ou ouviste alguma coisa?
"Leo respondeu: Pai, ouvi-te falar e repetir várias vezes: 'Quem és Tu? Quem és Tu, oh dulcíssimo Deus? E eu quem sou, verme desprezível e teu inútil servo?'

"Ao que Francisco disse: Sabe, irmão cordeirinho de Jesus Cristo, que, enquanto eu dizia aquelas palavras que ouviste, eram nesse momento mostradas à minha alma duas luzes, uma a da revelação e do conhecimento do Criador, a outra a do conhecimento de mim mesmo. Quando eu dizia 'Quem és Tu, oh meu dulcíssimo Deus?', estava numa luz de contemplação na qual via o abismo de infinita bondade, sabedoria e poder de Deus; e quando dizia 'Que sou eu, etc.', estava numa luz de contemplação na qual via a profundidade lamentável da minha abjeção e miséria, e era por isso que indagava do Senhor da infinita bondade o mistério de Ele dignar-Se a visitar-me, a mim que não sou mais que um verme desprezível e inútil. E entre outras coisas que Ele me disse, pediu-me que Lhe fizesse três dádivas, e eu respondi-Lhe: 'Meu Senhor, sou Teu, e bem sabes que nada tenho além da túnica, da corda e das bragas, e estas três coisas também são Tuas. Que posso pois oferecer ou dar à Tua majestade?' Então Deus disse-me: 'Procura no teu íntimo e oferece-me o que lá encontrares.' Eu procurei e encontrei lá uma bola de ouro e ofereci-a a Deus; e fiz isso três vezes, pois três vezes Deus mo ordenou; depois ajoelhei três vezes e bendisse e agradeci a Deus que me dera alguma coisa para eu Lhe oferecer. E logo me foi dado compreender que essas três oferendas significavam a santa obediência, a extrema pobreza e a belíssima castidade que Deus, por Sua graça, me concedeu observar tão perfeitamente. E como Deus depositara no meu íntimo aquelas três bolas de ouro, assim também deu à minha alma essa virtude de sempre O louvar e enaltecer, com o coração e a boca, por todos os bens e por todas as graças que Ele me concedeu, por Sua santíssima bondade."
Durante uma dessas meditações, em 14 de setembro de 1224, no dia da festa da Exaltação da Cruz, Francisco viu a figura de um homem com seis asas, semelhante a um serafim, e pregado a uma cruz, e à medida que continuava na contemplação, que lhe dava imensa felicidade mas era sombreada de tristeza, sentiu se abrirem em seu corpo as feridas que o tornaram uma imitação do próprio Cristo crucificado. Foi, dessa forma, o primeiro cristão a ser estigmatizado, mas enquanto isso lhe trazia alegria, sendo um sinal do favor divino, foi-lhe motivo de muito embaraço e sofrimento físico. Sempre tentou ocultar os estigmas com faixas e seu hábito, e poucos irmãos os viram enquanto ele viveu. Mas eles lhe causavam muita dor e com isso dificultavam seus movimentos, além de sangrarem com frequência. Muitas vezes teve de ser carregado por não poder andar, ou teve de viajar sobre uma mula, o que não era permitido aos irmãos por ser um luxo. Também padeceu de outras enfermidades, ficou quase cego, e as suas dores de cabeça eram terríveis, mas apesar de receber ordem de procurar tratamento, os médicos nada puderam fazer para aliviá-lo. Passou algum tempo sob os cuidados de Clara, e ali deve ter composto, em 1225, seu Cântico ao irmão Sol, mas sua condição se deteriorava diariamente, e ditou seu Testamento. Melhorou então, e viajou para um eremitério perto de Cortona, mas ali piorou novamente, e foi levado para Assis, hospedando-se na casa do bispo em meados de 1226. Pouco depois, pediu para ser levado à Porciúncula, para que pudesse morrer entre os irmãos.
Sentindo a morte próxima, solicitou a uma amiga romana, a nobre Jacopa de' Settesoli, que trouxesse o necessário para seu sepultamento, e também alguma comida bem preparada, que ele havia provado em sua residência em Roma e que deveria aliviar seu sofrimento. Foi despedir-se de Clara e das irmãs em São Damião e voltou à Porciúncula, deu instruções para ser sepultado nu, e no por do sol de 3 de outubro de 1226, depois de ler algumas passagens do Evangelho, faleceu rodeado de seus companheiros, nobres amigos e outras personalidades. As fontes antigas dizem que nesse momento um bando de aves veio pousar no telhado e cantou. Logo em seguida o Irmão Elias notificou a todos de seu desaparecimento e divulgou sua estigmatização, até ali mantida em sigilo, seu corpo foi examinado por muitas testemunhas a fim de comprová-lo, e o povo de Assis e dos arredores acorreu para prestar-lhe sua última homenagem.
Foi enterrado no dia seguinte na igreja de São Jorge. Menos de dois anos depois, o papa Gregório IX foi pessoalmente para Assis para canonizá-lo, o que aconteceu em 6 de julho de 1228 com grande pompa. Em 1230 foi inaugurada uma nova basílica em Assis, que recebeu seu nome e hoje guarda as suas relíquias e abriga o seu túmulo definitivo. A basílica foi decorada no fim do século XIII por Giotto di Bondone com uma grande série de afrescos que retratam a vida do santo.  (Fonte: Internete – Portal dos Santos).
 “Estamos chegando ao final de mais uma fase do PAM. Faltam apenas 01 (Uma) lição e em seguida entraremos numa nova fase, após 15 dias de recesso (1º- a 15/08/2013).”

 “Que o DEUS que CHAMA, CURA, CAPACITA, ENVIA E SUSTENTA nos abençoe e nos guarde para os seus propósitos hoje, amanhã e para sempre. AMÉM! AMÉM e AMÉM!!! – (Alfredopam).

 (Todo material desse blog pertence ao arquivo do PAM-CVL. Seu uso é liberado sem restrição. Fonte: PAM-CVL-Alfredopam).

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domingo, 28 de julho de 2013

Investimento no discipulado.



28/07/2013- Domingo -  Trecentésima Septuagésima Terceira Mensagem.

“Conhecereis a Verdade e a Verdade vos Libertará”. (João 8.32).

A Verdade que Liberta é:

a) O Cristo dos Evangelhos;
b) Incontestável;
c) Renovadora.

A Mensagem do Dia.

Cuidado com os espinhos do caminho. Na medida em que a Palavra de Deus vai crescendo em sua mente e coração, os espinhos ao seu redor vão crescendo na mesma proporção. A intenção do inimigo não é outra senão sufocar a planta que está crescendo de maneira que ela não venha a dar frutos perfeitos. Durante muito tempo ele nos manteve cativos através de nossos pensamentos, sentimentos e vontades. Esteja certo de que ele não facilitará nem entregará as áreas de seu domínio facilmente. Lembre-se que foi à custa de muitas pragas que Faraó deixou o povo livre. Mesmo assim, ele resistiu e tentou impedir o propósito divino. Este é um tempo de liberdade, prosperidade e crescimento em sua vida. O poder do decreto apostólico está sobre você, por isso a semente prosperará e a terra dará a sua novidade. Contudo, o inimigo fará o possível para que este processo de crescimento seja interrompido. Ele quer que você erre o alvo que é Cristo. Para isso, ele tentará desviar os seus olhos para o mundo e as suas riquezas. – 07/07/2013- Domingo. – 28/07/2013 – Domingo.

Notas e Reflexões.

Estudando a Palavra:

A importância do investimento no discipulado

Investimento é a aplicação de algum tipo de recurso com a expectativa de receber algum retorno futuro superior ao aplicado.
O mundo investe em negócios, mas a Igreja deve investir em vidas. Esse foi o investimento de Deus. Ele enviou Jesus com o propósito de ter como retorno a salvação de vidas (Jo 3.16).
Jesus e Paulo investiram também em vidas. O resultado pode ser visto hoje em todo o mundo.
Investir no Reino de Deus tem a garantia de ter a direção e a participação de nosso Deus que trará o crescimento. Somos apenas cooperadores. Paulo diz: “Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento. Por isso, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento” (1Co 3.6-7).
Depois de Jesus, com toda certeza, Paulo foi o maior discipulador do cristianismo. Uma igreja sempre começava com a sua pregação ou com o discipulado. Foi assim com Lídia em Filipos (At 16.11-15) e em suas viagens missionárias na organização de igrejas.
Em Éfeso, ele encontrou cerca de 12 discípulos de João Batista que tinham um cristianismo incompleto. Paulo investiu nesse pequeno grupo.
Além da ministração pessoal durante um longo período, Paulo escreveu uma longa epístola aos efésios orientando a eles sobre a vida cristã. Posteriormente, enviou um ministro do Senhor (Ef 6.21-22) para fortalecê-los na fé. Ele teve o cuidado de enviar alguém que era amado e fiel.
Vamos verificar o procedimento do apóstolo nesse discipulado. Veremos como ele fez esse investimento.
Investimento em vidas
Paulo fazia tendas, mas em Éfeso decidiu investir em vidas. Ele achou ali alguns discípulos e se interessou pela sua vida espiritual, ao perguntar-lhes: “Recebestes, porventura, o Espírito Santo quando crestes?” (At 19.2). E depois lhes perguntou sobre o batismo.
Ele discerniu que os discípulos tinham falhas em sua formação doutrinária. Eles foram batizados no nome de Jesus e receberam o Espírito Santo em suas vidas.
Paulo acreditava no potencial das pessoas e no que o Senhor poderia fazer em suas vidas. Ele mesmo era a maior prova disso. O Senhor investiu nele quando ele estava corrompido e o fez um apóstolo, um servo.
Aos pregadores metodistas, Wesley disse: “Tua tarefa única na terra é esta: salvar almas”.
Investimento individual
Ministrar no grupo é importante, pois traz unidade. Mas Paulo também se preocupou com cada um. Ele disse: “Não cessei de admoestar, com lágrimas, a cada um” (At 20.31).
Investir em cada um é fundamental. Individualmente, o discípulo pode se abrir mais ao discipulador e colocar suas dúvidas e perguntas.
Paulo procurou criar um relacionamento de comunhão com os discípulos. Ele tinha um coração aberto, não tinha nada que esconder. Isso gerou confiança. Quando ele enviou Tíquico à Éfeso, disse:“E, para que saibas também a meu respeito e o que faço, de tudo vos informará Tíquico” (Ef 6.21).
Em Savannah, Geórgia, abril de 1736, Wesley mostra a importância de um investimento individual com o discípulo: “Dentre esses, eleger um grupo menor para uma união mais íntima, que poderia ser favorecido, em parte por uma conversa particular que teríamos com cada um, e em parte convidando-os todos juntos para nossa casa, e isto, conseqüentemente, decidimos fazer todo domingo à tarde” (1).
Investimento no ensino e capacitação
Esse grupo havia sido somente batizado no batismo de João e nem sabia da existência do Espírito Santo (At 19.1-7). Tinha um cristianismo incompleto e não tinha poder espiritual.
Paulo percebeu a deficiência dos doze, os orientou e completou o conhecimento dos discípulos. Com isso, eles foram capacitados também pelo Espírito Santo recebendo dons espirituais.
Mais a frente, Paulo disse: “Jamais deixei de vos anunciar todo o desígnio de Deus” (At 20.27). O discípulo recebe gradualmente o ensino até chegar a todo Evangelho.
Wesley investiu no ensino, no discipulado. Em Savannah, Geórgia, abril de 1736, ele diz: “E concordamos em, 1. Recomendar aos mais compromissados entre eles para se organizarem numa espécie de pequena sociedade, e se reunirem uma ou duas vezes na semana, a fim de admoestar, instruir e exortar uns aos outros”.(2)
Investimento em um lugar adequado
Depois da orientação preliminar, Paulo os orientou junto com os judeus, numa sinagoga, quando percebeu que os discípulos estavam sendo prejudicados por causa dos judeus que resistiam e criticavam o cristianismo.
Ele, então, tomou a decisão de separá-los desses críticos e passou ministrar somente para eles (At 19.8-9).
Paulo os levou para a escola de Tirano, um lugar mais apropriado.
Investimento de tempo
Paulo investiu tempo nesses discípulos.
Ele ministrou diariamente durante dois anos. O sentido do texto é que ele ministrou das 11 às 16h diariamente. O resultado é que esse pequeno grupo foi instrumento para levar o Evangelho a toda Ásia (At 19.10), que, na verdade, é a Ásia Menor.
Em Savannah, Wesley investiu tempo. “Ele diz em seu diário, em junho de 1736: “Começamos a cumprir em Frederica o que tínhamos anteriormente concordado fazer em Savannah. Nosso objetivo era [similar ao que faziam em Oxford, no Clube Santo], aos domingos, à tarde, e toda noite, após o culto público, passar algum tempo com os mais comprometidos dos comungantes, cantando, lendo e conversando. Esta noite tivemos somente Mark Hird [o primeiro metodista em Frederica]. Mas, no domingo, o Sr. Hird e outros dois mostraram interesse em ser admitidos. Após um salmo e um pouco de conversa, lemos a Perfeição Cristã do Sr. Law e concluímos com outro salmo”. (3)

 O resultado do investimento
 
Investimento é uma semente lançada. Não espere frutos imediatos. Nem sempre é assim, mas não desanime!
Wesley adverte: “Oh! Que ninguém pense que seu trabalho de amor é perdido, porque os frutos não se manifestam logo! Por quase quarenta anos meu pai trabalhou aqui, e mui pouco chegou a ver do fruto do seu trabalho. E eu também trabalhei entre este povo; e meus esforços pareciam em vão. Mas agora os frutos aparecem. Não existia na cidade ninguém que ficasse fora dos esforços de meu pai e dos meus. A semente lançada anos atrás nasceu agora, produzindo o arrependimento e a remissão de pecados”. (4)
Os resultados do discipulado de Paulo com os discípulos, em Éfeso, foram:
Organização de uma Igreja madura e fiel
A Igreja em Éfeso surgiu desse grupo de doze discípulos. Ele escreve a esta igreja e disse: “Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, por vontade de Deus, aos santos que vivem em Éfeso e fiéis em Cristo Jesus” (Ef 1.1).
Sobre a maturidade da igreja, Paulo disse: “Tendo ouvido a fé que há entre vós no Senhor Jesus e o amor para com todos os santos, não cesso de dar graças por vós” (Ef 1.15-16).
Uma liderança forte
Mais tarde, o texto diz: “De Mileto, mandou a Éfeso chamar os presbíteros da igreja” (At 20.17).
Certamente, os doze assumiram a liderança da Igreja e se tornaram presbíteros.
Em sua despedida, Paulo lembra a responsabilidade deles: “Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue” (At 20.28).
Comunhão e fidelidade dos discípulos
Um investimento na ministração da Palavra, no tempo e num lugar adequado trará como resultado uma liderança madura e fiel. Quando Paulo se separou deles, “houve grande pranto entre todos, e, abraçando afetuosamente a Paulo, o beijavam” (At 20.37).
É necessário investir no discipulado. Os resultados serão altamente benéficos. Em sua epístola aos coríntios, ele fala sobre isso: “Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com abundancia também ceifará” ( 2Co 9.6).

O que você tem investido no discipulado?

Vamos colher o resultado do nosso investimento, por isso, invista no discipulado!

Pastor Odilon Massolar Chaves

2.     Idem
3.     Idem
4.     Wesley, João – Trechos do Diário de João Wesley. São Pulo:JGEC, 1965, p. 75.

 “Que o DEUS que CHAMA, CURA, CAPACITA, ENVIA E SUSTENTA nos abençoe e nos guarde para os seus propósitos hoje, amanhã e para sempre. AMÉM! AMÉM e AMÉM!!! – (Alfredopam)”

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sábado, 27 de julho de 2013

São Francisco de Assis - (i)



27/07/2013- Sábado -  Trecentésima Septuagésima Segunda Mensagem.

“Conhecereis a Verdade e a Verdade vos Libertará”. (João 8.32).

A Verdade que Liberta é:

a) O Cristo dos Evangelhos;
b) Incontestável;
c) Renovadora.

A Mensagem do dia.

        " ... e tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis."  MT 21: 22  "Só teremos Vitória sobre nosso inimigo, se fortalecermos no Senhor diariamente."  "Alegra-te no Senhor e ELE satisfará os desejos de seu Coração." Sl 37:4.  Email de 27/03/2010. . Observe que é a partir do vale que as oportunidades surgem. Após vencer o filisteu, a vida de Davi tomou um novo rumo e ele foi conduzido ao trono da nação. Sua vida secreta será recompensada com fronteiras ampliadas. Por isso Jesus disse: “Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente” (Mt 6.6). – 06/07/2013- Sábado. – 27/07/2013- Sábado.
Notas e Reflexões

Estamos chegando ao final de mais uma fase do PAM. Faltam apenas 04 (quatro) lições e em seguida entraremos numa nova fase, após 15 dias de recesso (1º- a 15/08/2013). Que tal conhecermos um pouco de São Francisco de Assis neste final de estudos.

São Francisco de Assis – (I)


Biografia.
Era filho do comerciante italiano Pietro di Bernadone dei Moriconi e sua esposa Pica Bourlemont, cuja família tinha raízes francesas. Os pais de Francisco faziam parte da burguesia da cidade de Assis, e graças a negócios bem sucedidos na Provença, França, conquistaram riqueza e bem estar. Na ausência do pai, em viagem à França, sua mãe o batizou com o nome de Giovanni (João, em português, a partir do profeta São João Batista) na igreja construída em homenagem ao padroeiro da cidade, o mártir Rufino. A origem de seu nome Francesco (Francisco) é incerta. Para uns, depois de uma viagem à França, onde o menino teria ficado cativado pela vida francesa, sua música, sua poesia e seu povo, seu pai teria começado a chamá-lo de "francesco", que significa "francês" em italiano. Para outros seu pai teria feito, em vez, uma homenagem ao país natal de sua esposa, embora não haja provas de sua naturalidade francesa. Também foi sugerido que o nome foi dado por seu gosto pela língua francesa, que perdurou por toda a vida de Francisco e era em sua época a linguagem por excelência da literatura cavaleiresca e da expressão amorosa.
O menino cresceu e se tornou um jovem popular entre seus amigos, por sua indisciplina e extravagâncias, por sua paixão pelas aventuras, pelas roupas da moda e pela bebida, e por sua liberalidade com o dinheiro, mas mostrava uma índole bondosa. Era nessa época fascinado pelas histórias de cavalaria, e desejava ganhar fama como um herói. Assim, em 1202 alistou-se como soldado na guerra que Assis desenvolvia contra Peruggia, mas foi capturado e permaneceu preso, à espera de um resgate, por cerca de um ano. Ao ser libertado caiu doente, com episódios de febre que duraram quase todo o ano de 1204. Ali se apresentaram as duas afecções que o acompanharam por toda a sua vida: problemas de visão e no aparelho digestivo.

Depois de recuperado tentou novamente a carreira das armas, engajou-se em 1205 no exército papal que lutava contra Frederico II, incentivado por um sonho que tivera. Nele apareceu-lhe alguém chamando-o pelo nome e levando-o a um rico palácio, onde vivia uma linda donzela, e que estava cheio de armas resplandecentes e outros apetrechos de guerra. Indagando de quem eram essas armas esplêndidas e o palácio magnífico, foi-lhe respondido que tudo aquilo era seu e de seus soldados. Animado com a perspectiva de glória, pôs-se a caminho, mas no trajeto teve outro sonho, ou uma visão, onde ouviu, segundo a versão da Legenda trium sociorum, uma voz a dizer: Quem te pode ser de mais proveito? O senhor ou o servo? Como Francisco respondesse: O senhor, ouviu novamente a voz: Então por que deixas o senhor pelo servo e o príncipe pelo vassalo?. Confundido, Francisco disse: Que queres que eu faça?, e a voz replicou: Volta para tua terra, e te será dito o que haverás de fazer. Pois deves entender de outro modo a visão que tiveste.  Poucos dias depois, já em Assis, durante uma algazarra com seus amigos, teria sido tocado pela presença divina, e desde então, segundo a Legenda, começou a perder o interesse por seus antigos hábitos de vida e mostrar preocupação pelos necessitados. Eleito "rei da juventude" em um festejo folclórico tradicional, em vez de preparar-se para a entrada em uma vida de casado, como seria o costume, retirou-se, conforme relatou seu primeiro biógrafo Tomás de Celano, para uma caverna a fim de meditar, acompanhado de apenas um amigo fiel, para quem revelou suas preocupações e seu desejo de obter o tesouro da sabedoria e de desposar a vida religiosa. Mas ainda era um período de hesitação. Quando tinha arroubos de devoção e os expressava publicamente, era ridicularizado; tinha pesadelos com uma horrível mulher corcunda, e imaginava que esta era a imagem de sua futura vida de pobreza.

Certo dia saiu em um passeio pelos campos nos arredores, e ao penetrar em uma clareira ouviu o som do sino que os leprosos, proscritos pela sociedade, deviam usar para indicar a sua aproximação, e logo se viu frente a frente com o homem doente. Fazia frio e o leproso tinha apenas trapos sobre o corpo. Francisco sempre sentira repulsa dos leprosos, mas nesse momento desceu de seu cavalo e cobriu o homem com seu próprio manto. Espantado consigo mesmo, olhou nos olhos do outro, e viu sua gratidão, e enquanto ele mesmo chorava, beijou aquele rosto deformado pela moléstia. Este parece ter sido o ponto de virada em sua vida, mas sua vocação não se declarou toda subitamente, e a cronologia desses e outros episódios preparatórios para sua conversão não é clara nas fontes antigas. Também parece ter tentado seguir o ofício de seu pai, mas sem conseguir devotar-se a ele. Ao contrário, estava cada vez mais interessado em ajudar os pobres.

Mas certa feita entrou para orar na igreja de São Damião, fora das portas da cidade, e ali, diz a tradição, ele ouviu pela primeira vez a voz de Cristo, que lhe falou de um crucifixo. A voz chamou a sua atenção para o estado de ruína de sua Igreja, e instou para que Francisco a reconstruísse. Imediatamente voltou para sua casa, recolheu diversos tecidos caros da loja de seu pai e os vendeu a baixo preço no mercado da cidade, e voltou para a igreja onde tivera sua revelação doando o dinheiro para o padre, a fim de que ele restaurasse o prédio decadente. Ao saber disso o pai se enfureceu e mandou que o buscassem. Atemorizado, Francisco se escondeu em um celeiro, onde seu amigo lhe levava um pouco de comida. Passado algum tempo, decidiu revelar-se, e diante do povo de Assis se acusou de preguiçoso e desocupado. A multidão o tomou por louco e divertiu-se apedrejando-o. O pai ouviu o tumulto e o recolheu para sua casa, mas o acorrentou no porão. Alguns dias depois sua mãe, por compaixão, livrou-o das correntes, e Francisco foi buscar refúgio junto ao bispo. O pai seguiu-o e o acusou de dissipador de sua fortuna, reclamando uma compensação pelo que ele havia tirado sem licença de sua loja. Então, para a surpresa de todos, Francisco despiu todas as suas belas roupas e as colocou aos pés do pai, renunciou à sua herança, pediu a bênção do bispo e partiu, completamente nu, para iniciar uma vida de pobreza junto do povo, da qual jamais retornou.   O bispo viu nesse gesto um sinal divino e se tornou seu protetor pelo resto da vida. (Fonte: Internete – Portal dos Santos).

- Veja amanhã, em “Estudo da Palavra”:  A importância do investimento no discipulado”.

“Que o DEUS que CHAMA, CURA, CAPACITA, ENVIA E SUSTENTA nos abençoe e nos guarde para os seus propósitos hoje, amanhã e para sempre. AMÉM! AMÉM e AMÉM!!! – (Alfredopam)”

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Agostinho de Hipona (II)



26/07/2013- Sexta Feira- Trecentésima Septuagésima Primeira Mensagem.

“Conhecereis a Verdade e a Verdade vos Libertará”. (João 8.32).

A Verdade que Liberta é:

a) O Cristo dos Evangelhos;
b) Incontestável;
c) Renovadora.

A Mensagem do Dia.
Santificai-vos porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós”. Estas palavras foram ditas por Josué ao povo hebreu durante a sua peregrinação rumo à terra prometida (Js 3.5).
De fato, esta tem sido uma tônica na vida de todos os servos de Deus que decidiram caminhar com Ele a fim de viverem o Seu propósito nesta terra. A consagração gera a santificação, a santificação aumenta a nossa FÉ e a FÉ abre os portais da espiritualidade.  (Leia meu texto: “Os Portais da Espiritualidade”. “Levantai, ó portas, as vossas cabeças ;levantai-vos o entradas eternas, e entrará o Rei da Glória.” – (Salmo 24.7). – P/AViS-Primavera de 2006. – 05/07/2013- Sexta Feira. – 26/07/2013 – Sexta Feira.
 

Notas e Reflexões.

Estamos chegando ao final de mais uma fase do PAM. Faltam apenas 05 (cinco) lições e entraremos numa nova fase, após 15 dias de recesso (1º- a 15/08/2013). Que tal conhecermos um pouco de Agostinho neste final de estudos.

Agostinho de Hipona.

Aurélio Agostinho (em latim: Aurelius Augustinus), dito de Hipona,1 conhecido como Santo Agostinho2 (Tagaste, 13 de novembro de 354 - Hipona, 28 de agosto de 430), foi um bispo, escritor, teólogo, filósofo e é um Padre latino e Doutor da Igreja Católica.
Agostinho é uma das figuras mais importantes no desenvolvimento do cristianismo no Ocidente. Em seus primeiros anos, Agostinho foi fortemente influenciado pelo maniqueísmo e pelo neoplatonismo de Plotino,3 mas depois de tornar-se cristão (387), ele desenvolveu a sua própria abordagem sobre filosofia e teologia e uma variedade de métodos e perspectivas diferentes.4 Ele aprofundou o conceito de pecado original dos padres anteriores e, quando o Império Romano do Ocidente começou a desintegrar-se, desenvolveu o conceito de Igreja como a cidade espiritual de Deus (num livro de mesmo nome), distinta da cidade material do homem.5 Seu pensamento influenciou profundamente a visão do homem medieval. A Igreja se identificou com o conceito de "Cidade de Deus" de Agostinho, e também a comunidade que era devota de Deus.6
Na Igreja Católica, e na Igreja Anglicana, é considerado santo, e importante Doutor da Igreja, e o patrono da ordem religiosa agostiniana. Muitos protestantes, especialmente os calvinistas mas também os luteranos (basta recordar que Martinho Lutero era inicialmente um sacerdote católico agostiniano), consideram-no como um dos pais teólogos da Reforma Protestante ensinando a salvação e a graça divina.
Na Igreja Ortodoxa Oriental ele é louvado, e seu dia festivo é celebrado em 15 de junho, apesar de uma minoria ser da opinião que ele é um herege, principalmente por causa de suas mensagens sobre o que se tornou conhecido como a cláusula filioque.7 Entre os ortodoxos é chamado de "Agostinho Abençoado", ou "Santo Agostinho, o Abençoado".

Agostinho é batisado por Ambrósio. 

Enquanto ele estava em Milão, Agostinho mudou de vida. Ainda em Cartago, começou a abandonar o maniqueísmo, em parte, devido a um decepcionante encontro com um chefe expoente da teologia maniqueísta, Fausto.10
Em Roma, ele relata ter completamente se afastado do maniqueísmo, e abraçou o movimento cético da Academia Neoplatónica. Sua mãe insistia para que ele se tornasse cristão e também seus próprios estudos sobre o neoplatonismo também foram levando-o neste sentido, e seu amigo Simplicianus instou-o dessa forma também. Mas foi a oratória do bispo de Milão, Ambrósio, que teve mais influência sobre a conversão de Agostinho.
A mãe de Agostinho havia-o seguido para Milão e insistiu para que abandonasse a relação com a mulher com quem vivia ilegalmente e procurasse outra para casar, conforme as leis do mundo e a doutrina cristã. A amada foi mandada de volta para a África e Agostinho deveria esperar dois anos para contrair casamento legal; mas logo ligou-se a uma concubina.10
No verão de 386, após ter lido um relato da vida de António do Deserto, de Atanásio de Alexandria, que muito inspirou-lhe, Agostinho sofreu uma profunda crise pessoal. Decidiu se converter ao cristianismo católico, abandonar a sua carreira na retórica, encerrar sua posição no ensino em Milão, desistir de qualquer ideia de casamento, e dedicar-se inteiramente a servir a Deus e às práticas do sacerdócio.
A chave para esta transformação foi à voz de uma criança invisível, que ouviu enquanto estava em seu jardim em Milão, que cantava repetidamente, "Tolle, lege"; "tolle, lege" ("toma e lê"; "toma e ler"). Ele tomou o texto da epístola de Paulo aos romanos, e abriu ao acaso em 13:13-14, onde lê-se: "Não caminheis em glutonerias e embriaguez, nem em desonestidades e dissoluções, nem em contendas e rixas, mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não procureis a satisfação da carne com seus apetites".10
Ele narra em detalhes sua jornada espiritual em sua famosa Confissões (Confessions), que se tornou um clássico tanto da teologia cristã quanto da literatura mundial. Ambrósio batizou Agostinho, juntamente com seu filho, Adeodato, na vigília da Páscoa, em 387, em Milão, e logo depois, em 388 ele retornou à África. Em seu caminho de volta à África sua mãe morreu, e logo após também seu filho, deixando-o sozinho, sem família.

Agostinho é feito Bispo.

Após o regresso ao Norte da África, vendeu seu patrimônio e deu o dinheiro aos pobres. A única coisa com que ele ficou foi a casa da família, que se converteu em uma fundação monástica para si e um grupo de amigos.
Em 391, ele foi ordenado sacerdote em Hipona (atual Annaba, na Argélia). Em 396, foi eleito bispo coadjutor de Hipona (auxiliar, com o direito de sucessão depois da morte do bispo corrente) e pouco depois bispo principal. Ele permaneceu nessa posição em Hipona até sua morte em 430.10
Ele deixou o seu mosteiro, mas continuou a levar uma vida monástica na residência episcopal. Ele deixou uma regra (latim, regulamentos) para seu mosteiro que o levou ser designado o "santo padroeiro do clero regular", isto é, sacerdotes que vivem por uma regra monástica.

Obras de Agostinho.

Agostinho foi um autor prolífico em muitos géneros — tratados filosóficos, teológicos, comentários de escritos da Bíblia, além de sermões e cartas.10
Dele restaram algumas centenas de cartas (Epistulae) e de sermões (Sermones) considerados autênticos. Além disso, deixou 113 obras escritas.13
Agostinho é chamado de o Doutor da Graça, por sua compreensão sobre o tema.
  • Textos autobiográficos:
As suas Confissões (Confesiones), escritas entre os anos 397-398, são geralmente consideradas como a primeira autobiografia. Agostinho descreve sua vida desde sua concepção até à sua então relação com Deus, e termina com um longo discurso sobre o livro do Génesis, no qual ele demonstra como interpretar a Bíblia. A consciência psicológica e auto-revelação da obra ainda impressionam leitores.
Mesmo sendo uma autobiografia, as Confissões não deixam de ter a marca filosófica de Agostinho. No Livro X, Agostinho escreve sobre a memória e suas atribuições. Já no Livro XI, Agostinho fala sobre a Criação, sobre o Tempo e da noção psicológica que se tem deste.
No fim da sua vida, Agostinho revisitou os seus trabalhos anteriores por ordem cronológica e sugeriu que teria falado de forma diferente numa obra intitulada Retratações, que nos daria uma imagem considerável do desenvolvimento de um escritor e os seus pensamentos finais.

Pensamentos de Agostinho (Frases).

"A amizade entre as pessoas torna-se querida pelo vínculo suave que une muitas almas numa só."

"A arte de viver consiste em tirar o maior bem do maior mal."

"A boa consciência conduz à esperança. A má consciência, ao desespero."

"A boa ordem se impõe pela disciplina."

"A busca de Deus é a busca da felicidade. O encontro com Deus é a própria felicidade."

"A caridade é como o andar do espírito. Se tens dois pés, não coxeies. Ama a Deus e ama a teu próximo."

"A castidade da alma é o amor ordenado que submete o inferior ao superior."

"A certeza dada pela luz divina é maior do que a que é dada pela luz da razão natural."

"A esperança é o fermento do amor."

"A fé abre a porta ao conhecimento. A incredulidade a fecha."

"A fé é tão necessária para a vida como a raiz é para a árvore."

"A fé é um grau de conhecimento. O conhecimento é o auge da fé."

"A felicidade do homem consiste em crer no que Deus promete. A de Deus, em dar ao homem o prometido."

"A ignorância mais refinada é a ignorância da própria ignorância."

"A Igreja avança em sua peregrinação através das perseguições do mundo e das consolações de Deus."

"A Igreja recebeu as chaves do Reino dos Céus para que se opere nela a remissão dos pecados pelo sangue de Cristo e pela ação do Espírito Santo. É nesta Igreja que a alma revive, ela que estava morta pelos pecados, a fim de viver com Cristo, cuja graça nos salvou."

"A lei, ao proibir o pecado, de alguma forma o reforça. A proibição aumenta o desejo de pecar, quando o amor não é suficientemente forte para superar a atração do desejo pecaminoso."

"A medida do amor é amar sem medida."

“Sabendo que cada uma receberá do Senhor todo o bem que fizer, seja servo, seja livre.” (Efésios 6.8).

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