27/06/2013-
Quinta Feira –Trecentésima Quadragésima Segunda Mensagem.
“Conhecereis a Verdade e a Verdade
vos Libertará”. (João 8.32).
A Verdade que Liberta é:
a) O Cristo dos Evangelhos;
b) Incontestável;
c) Renovadora.
A Mensagem do Dia:
NÃO IMPORTA:
Não importa o que dizem sobre
a Bíblia. Jesus nos deu o exemplo de como agradar
ao Pai em todas as coisas. “Se alguém me amar, guardará a minha palavra; e meu
Pai o amará, e viremos a ele, e faremos nele morada. Quem não me ama, não
guarda as minhas palavras; ora, a palavra que estais ouvindo não é minha, mas
do Pai que me enviou” (Jo 14.23,24). Demonstre o seu amor por
Ele através de sua obediência. Apegue-se à Palavra de Deus, estenda as suas
raízes e busque o crescimento através da revelação de Cristo. “Nisto é
glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos”,
disse Jesus (Jo 15.8). Desta forma você poderá “andar de maneira digna do
Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no
conhecimento de Deus” (Cl 1.10). – 13/06/2013- Quinta Feira
Notas e Reflexões:
(Como prometemos no mês de agosto de 2012, a partir do mês de
setembro estariamos publicando a verdadeira história do “Projeto Amor: Cristo,
Verdade que Liberta”. Assim todas as quintas feiras estamos publicando nessa sessão parte de sua
história).
GRUPOS DE
CRESCIMENTO.
BASES PARA A FORMAÇÃO.
Tomamos como base para a formação de um Cristão capaz
de entender e vivenciar a “Verdade que Liberta” quatro áreas fundamentais:
Primeira área- Dez (10) Metas a serem alcançadas;
Segunda área- Dez (10)
credos a serem confessados;
Terceira área- Dez (10) Virtudes a serem vivenciadas;
Quarta área- Oito (8) Princípios Teologais a serem
objetivos de estudos profundos e reflexões demoradas.
Dez (10) Virtudes a serem vivenciadas;
1- São consideradas virtudes fundamentais apontadas
pelos presentes estatutos: a sinceridade; a justiça; a verdade; o respeito ao
próximo e a natureza criada pelo Altíssimo, assim como os próprios homens e
mulheres; tolerância; o juramento; a ordem; obediência. humildade; e a
honestidade.
2-
Estas 10 virtudes deverão ser ensinadas pelas escolas, pelas religiões e por
todas entidades que de alguma modo visem a formação do caráter do cidadão. Elas
estarão registradas de muitas formas a fim de facilitar a todos a sua
assimilação. Deverão ser cantadas em versos e prosas por
toda a comunidade.
3-
O ensinamento destas virtudes deverá seguir as orientações que se seguem:
<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
4ª- O
Respeito ao Próximo e a Natureza Criada pelo Altíssimo.
Introdução.
NOVOS PARADIGMAS DA ÉTICA
O tripé do bem viver
O Mestre reunido com os seus discípulos anunciou que
daria uma lição especial sobre a solidariedade, a prioridade e a amizade, o
tripé do bem viver.
Tomando um vaso o mestre colocou dentro dele bolas de
pingue pong até alcançar suas bordas. Perguntou aos discípulos: este vaso está
cheio? Todos concordaram que sim. Em seguida o mestre foi colocando com cuidado
algumas esferas até preencher todo espaço existente entre as bolas e perguntou
aos discípulos: e agora o vaso está cheio? – todos concordaram, que agora sim,
o vaso estava cheio. O Mestre tomou ainda uma porção de areia e colocou,
cuidadosamente, dando a impressão de que não restava espaço no vaso, e mais uma
vez perguntou aos discípulos se o vaso estava repleto. Já desconfiados os
discípulo se entreolhavam curiosamente sem coragem de responder, até que um
discípulo, o mais íntimo do mestre se aventurou dizendo: Sim mestre eu acredito
que agora não existe mais espaço no vaso. O mestre tomou ainda um copo com água
e um cafezinho e lentamente foi derramando a água e por fim o cafezinho até
todo o líquido ser absorvido pela a areia e disse aos discípulos: agora sim o
vaso está repleto. Aquele discípulo que afirmou não existir mais espaço no vaso
perguntou então ao mestre. Mas respeitoso mestre onde estão as lições do Bem
Viver.
Explicou
então o mestre:
a)
O vaso é a vida
que pode ser pessoal ou coletiva;
b)
As bolas maiores
são as preocupações fundamentais da vida, aquelas obrigatórias no dia a dia da
vida individual ou social;
c)
As bolas menores
são as diversas preocupações que servem para dar um colorido especial na vida,
que podem ser adiadas sem danos imediatos
d)
A areia são as
providencias que apesar de parecerem supérfluas e perfeitamente adiáveis, são
também importantes para permitir um sentido mais alegre e beleza ao nosso dia a
dia;
e)
A água serve para
nos lembrar que precisamos de momentos de refrigério, de descanso e de lazer
para promover a nossa felicidade e, finalmente, o cafezinho deve nos lembrar
que mesmo com todas as exigências da vida, precisamos encontrar um momento para
cultivar as nossas amizades.
Os discípulos, eufóricos, discutiram entre si as
maravilhosas lições daquela demonstração, quando o mestre retomando a palavra,
perguntou-lhes: mas não sentiram falta, de alguma lição prometida no início de
minha prédica?
Os discípulos se colocaram a pensar até que um deles
lembrou e interpelou ao mestre: sim mestre, onde estão as lições da
solidariedade e da prioridade. – muito bem amados discípulos estas duas lições
mais a amizade são o tripé do bem viver.
A prioridade está na ordem em que coloquei o material
no vaso e a solidariedade na forma como cada coisa encontrou o seu lugar
perfeito constituindo assim um objeto com forma definida.
Precisamos saber fixar nossas prioridades e lutar por
elas levando-se em conta a solidariedade que tem como princípio motivador a
amizade que precisa reinar entre todos.
Algumas considerações iniciais
Em torno do tripé do Bem Viver transitam os demais
fatos da vida tais como:
a)
Preocupações com
o progresso, inspirada na consciência das realidades da vida;
b)
Busca de uma
compreensão cada vez mais profunda do real sentido da vida, buscando resposta
as perguntas milenares dos filósofos: de onde viemos, para que viemos e para
onde iremos.
c)
Vencer a inércia
das incertezas e acomodações que impedem o crescimento emocional, espiritual e
material do homem e da humanidade;
d)
Manter uma
atitude positiva diante da vida, principalmente nos momento de crise (CRISE –
elimine o “S”, e creia que o momento de crise é uma oportunidade de criar).
Em todos os momentos busque o conhecimento das causas,
procure controlar as conseqüências e cultive um comportamento ético.
Comportamento Ético
O comportamento ético, neste caso obedecerá aos
critérios do relacionamento humano. O próprio relacionamento impõe e define
certos critérios que podemos conceituar como fundamentais:
1)
Fazer ao outro,
aquilo que desejamos que ele nos faça;
2)
Além de não
praticar conscientemente o mal, fazer o bem;
3)
Pergunte para si
mesmo, em meu lugar o que o outro faria;
4)
Pergunte para si
mesmo, no lugar do outro o que eu faria;
5)
Quando eu sou o
problema;
6)
Quando outro é o
problema; NB – Diante destes dois
critérios é fundamental levar em conta a abrangência ética e definir as normas
dentro das abordagens normativas teleológicas ou situacionais;
7)
Lembrar que
normas (Leis e regulamentos) são como vestes que envelhecem ou caem da moda.
8)
A maioria não tem
o direito de impor danos à minoria;
9)
A moral deve
estar a serviço do homem e não o contrário;
10)
O Critério de
todos os critérios é a própria vida que se manifesta em todas as dimensões e
surpreende sempre pela sua infinita capacidade de improvisar. (PAUSA)
Não furtar é uma norma ética e moral, que a princípio
parece inquestionável e que visa defender a segurança e garantir a convivência
social. Mas, em alguns casos, precisamos fazer algumas considerações e até
concessões. Roubar para si mesmo, visando acumular bens, não é o mesmo que
roubar um pão para saciar a própria fome ou de algum ente querido. No primeiro
caso trata-se de um crime sem a possibilidade de qualquer defesa ou
justificação, já no segundo caso trata-se da defesa do direito a sobrevivência
que é perfeitamente discutível e até justificável. Portanto, não é apenas o ato
de roubar que determina que uma ação seja eticamente justa ou não. É preciso
fazer diferença entre um ato ético e um ato moral. Às vezes o ético não é moral
em outros casos o moral não é ético.
Moral
Não há como tratar do comportamento ético sem
considerar algumas questões sobre a moral.
No módulo I afirmamos que vivemos numa sociedade em
que os homens buscam ansiosos novos paradigmas éticos e morais colocando em
discussão a tradição que nos foi legada pelos filósofos e religiosos
Greco-latino e judaico-cristão. Assim a sociedade vem quebrando tabus e
princípios morais nunca dantes discutidos. Com isto, o lícito e o ilícito, o
vício e as virtudes se tornam cada vez mais difusos e etéreos dentro de uma
sociedade cujos princípios morais se encontram em constante avaliação e
revisão. Assim, saímos de um comportamento moral tradicional ou essencialista,
estamos passando pelo o individualismo em busca de uma moral com base no
direito e na razão.
Assuntos como genoma, reprodução humana,
homossexualismo, ecologia, economia, desigualdades, linhas de pobreza, saúde,
violências, democracia, consciência, sustentabilidade, escuta telefônica,
domínio tecnológico, espaço sideral, liberdades individuais, de ir e vir, de
expressão do pensamento, de informações e outras estão em franca discussão,
enquanto o número daqueles que vivem na miséria, pobreza absoluta, excluídos da
sociedade sem condições de acesso ao mínimo indispensável para viver com
dignidade vai se aumentando. Em contraposição o número dos detentores das
maiores fortunas vai se reduzindo, concentrando assim as riquezas em poucas mãos.
Tudo isto precisa ser avaliado à luz dos dez critérios
fundamentais e medidas concretas precisam ser tomadas enquanto é possível a
salvação da vida neste planeta.
Para encontrar a solução destes problemas que afligem
a humanidade precisamos desenvolver a capacidade de promover o “Diálogo Ético”.
Diálogo Ético
O dialogo é a forma mais eficiente para realizar o
confronto de idéias diferentes.
A sociedade, a pretexto de franqueza e sinceridade,
desenvolveu uma agressividade verbal, que ultrapassa os limites do respeito
mútuo. Quando perdemos o senso do respeito ao outro, as conseqüências são
imprevisíveis e facilmente chegam à violência.
O uso de palavras, gestos e tonalidade da voz são
fundamentais para determinar o nível do
“Diálogo Ético”.
O Diálogo Ético deve observar alguns princípios:
a)
Ser objetivo –
não se perder em divagações e colocações vãs;
b)
Manter uma
atitude conciliatória, evitando qualquer tipo de agressividade verbal;
c)
Evitar
dissimulações e ironias;
d)
Falar e buscar
exclusivamente a realidade (verdade) dos fatos que possa ser comprovada;
e)
Sempre que
possível alcançar o consenso e concluir o diálogo de forma elegante e
construtiva. Na falta de um consenso, que cada um respeite a opinião do outro e
se possível que se unam através de idéias e fatos consensuais que permitam um
relacionamento respeitoso e produtivo.
Jesus recomendou “que a palavra deve ser sim, sim –
não, não e que cada um fale a verdade ao outro”, assim o consenso se tornará
mais acessível aos que, com honestidade, buscam a realidade dos fatos.
Conclusão
Ao fazermos esta abordagem sobre a ética no
relacionamento com a outra pessoa partimos do princípio de que as sociedades
existem para garantir a sobrevivência dos seres humanos e, mais do que isto,
uma existência digna com acesso a tudo que seja necessário ao seu pleno
desenvolvimento.
Esperamos que todos tenham entendido que a função
social da moral é exatamente contribuir na obtenção desse objetivo,
normalizando as relações dos seres humanos entre si, com a comunidade e com a
natureza;
A humanidade carece de mecanismos para promover a paz
e só através do diálogo (diplomacia) é possível minimizar ou quem sabe
extinguir os conflitos bélicos entre os homens. E preciso dar um novo sentido à
expressão: “Se queres paz, prepara-te para a guerra”; promovendo assim o
confronto através dos meios de comunicação, onde o diálogo ético seja a
principal arma de combate.
Esta era a proposta de Jesus para a sociedade de seu
tempo, onde tudo era resolvido através de lutas sangrentas e a ordem era
imposta pelas armas romanas. Em contraposição ele dizia: “aprendei de mim que
sou manso e humilde de coração” – “sejam simples como as pombas e prudentes
como as serpente” – “o que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a
sua alma” – “ninguém tem maior amor do que este – dar a sua vida em prol do
outro”. Com estes ensinamentos e muitos outros, Jesus deixou claro para os
homens que a humanidade só tem um caminho para a salvação, “O AMOR”.
Podemos concluir, dizendo que O Amor é o elixir para a
cura de todos os conflitos humanos e que aonde há amor predomina o
comportamento ético apesar de qualquer situação apresentada pela vida. Assim o
tripé do bem viver tem como base, ser solidário, priorizar o bem e desenvolver
amizade a partir de si mesmo, independentemente do que o outro possa dizer,
pensar ou oferecer.
A ÉTICA DOS
RELACIONAMENTOS:
A sua aplicação é infinita, principalmente quando nos dispomos a
considerar novos paradigmas, isto é, novas formas, novos modelos, o que
significa possibilidades de mudanças. As mudanças são traumáticas e exigem
cautelas.
Nesta oportunidade somos desafiados a cogitar sobre a ética em diversos
relacionamentos:
a) Relacionamento consigo mesmo; (Segundo
Módulo)
b) Relacionamento com o Sagrado; (Terceiro
Módulo)
c) Relacionamento com o Meio Ambiente; (Quarto
Módulo)
d) Relacionamento com o Outro. (Quinto
Módulo)
e) Relacionamento com o Poder. (Sexto Módulo)
As Instituições Religiosas, de um modo geral, pelas suas tradições
milenares e seus rituais, facilita a prática da ética. As questões que surgem
são em regra geral de ordem comportamental de seus membros que às vezes não
observam suas leis e costumes.
O cristão é desafiado a uma vida de coerência entre o que fala e o que
pratica.
Jesus disse que a palavra do homem deve ser sim, sim; não, não. Isto
significa que ela deve ser sempre a expressão da sua verdade.
A ética baseia-se na moralidade, por isso deve ser normativa de forma
objetiva e sem sofismas. Ela não se situa nas áreas, puramente, do abstrato.
Fundamenta-se em ideias que tenham como base as virtudes, o bem e o progresso
de todos. A sociedade no seu fluir determina valores, e as ações humanas
começam de imediato a cristalizar-se em normas (Moral) que orientam para a
obtenção e realização das mesmas. Somente aquelas atitudes e coisas que levam
ao aperfeiçoamento e ao bem comum do grupo é que possuem verdadeiro valor moral
e ético.
Sempre que o homem se encontra num dilema se deve ou não fazer isso ou aquilo – são os
valores pró ou contra o bem comum do grupo que determinam a sua escolha.
As nossas questões sociais não são insolúveis. Podemos sonhar, criar e
até propor utopias que parecem além de nossas condições humanas. Mas, com
certeza, a solução dos problemas sociais faz parte de sonhos factíveis. E são
esses sonhos que nos lançam a novos horizontes para cogitar novas formas de
organização social. Sem esse tipo de sonhos e projetos a vida seria uma mera
caminhada na direção à morte.
Estamos comprometidos com a vida e através dela com o “Deus Altíssimo”,
o inspirador das almas mais elevadas que transitam neste planeta. Não podemos
esquecer que o objetivo final da vida é
“Construir” homens bons e justos. Assim,
Deus precisa de homens “livres e de bons
costumes” para fazer deles líderes autênticos para realizar o seu projeto, isto
é, transformar este planeta no jardim do Édem, onde haverá justiça, paz e
alegria para toda a humanidade, o que permitirá que o homem seja finalmente
feito à sua imagem e semelhança.
·
Você
poderá ter muitos amigos e conselheiros, mas as decisões mais sérias da sua
vida terão que ser tomadas depois de consultar o seu interior, onde o seu “eu” se esconde e comanda soberano a
maioria de seus atos.
·
É
no seu interior que os valores mais elevados e mais baixos também ficam de
prontidão aguardando a sua decisão.
·
Escolha
com sabedoria e, com certeza, do seu interior fluirá como um rio toda a energia
necessária para conduzi-lo com segurança no caminho da paz e da harmonia
interior.
·
Não
se esqueça nunca de que da mesma forma como os sentimentos interiores reagem, o
seu relacionamento com as emoções do dia-a-dia
reagirão e determinarão fatos positivos ou negativos.
·
A
conquista da “Verdade que Liberta” está em se tornar cada dia mais semelhante
ao Cristo, e aí como diz o Apóstolo Paulo: “você alcançará a plenitude do varão
perfeito” e se tornará imagem e semelhança do Criador. (P/AViS-Primavera/1986).
·
Estilo de Vida é a gestão do
Prazer e da Felicidade (Bem Viver).
·
A maior parte das atitudes para
melhorar seu estilo de vida dependem só de decisão e gerenciamento e não de
dinheiro, como pensa a maioria das pessoas.
·
Estilo de vida é cuidar da saúde,
conquistar a felicidade e alcançar longevidade saudável
Somos de opinião que viver dentro da sociedade atual é ao mesmo tempo
desconcertante e desafiador. É desconcertante porque o ontem foi muito
diferente de hoje e o amanhã é sempre uma incógnita. É desafiador em
consequência desta incerteza que nos convida a rever nossas ideias e opiniões
diariamente. Não há mais como afirmar e nem firmar valores, está tudo em discussão. A
globalização reduziu o planeta a um pequeno bairro, onde todos sabem tudo de
todos. Pela manhã acessamos a internet e o mundo se coloca escancarado à nossa
frente. Corremos o risco de a qualquer momento ouvirmos dizer que o homem
conseguiu produzir a antimatéria e descobriu a célula com a qual Deus deu
início a todas as coisas.
Os jornais anunciam que o “Conseil Européen pour La Recherche Nucléaire
– (CERN) – na Suíça, recentemente
conseguiu produzir as primeiras partículas de antimatéria.
Foi pensando nessas coisas que decidimos escrever Novos Paradigmas da Ética.
Não estamos escrevendo para nenhum grupo em especial. A nossa
intenção é colocar em discussão um assunto que pode parecer próprio dos
intelectuais, em condições de ser discutido pelo povo em geral. Assim,
religiosos, estudantes, livres pensadores, buscadores da verdade em qualquer
comunidade poderão encontrar abordagens que venham a interessar. Não é matéria
apenas para ser lida, mas principalmente, para ser estudada. O tema foi
abordado pelo autor, pela primeira vez em 1979 no meio estudantil.
Foi quando coordenava as Assembléias do Instituto Granbery da Igreja
Metodista, que ele traçou os primeiros tópicos e a metodologia de análise e
discussão. Já naquele tempo era de seu entendimento que a ética não podia ser
vista apenas da maneira clássica como era tratada. Ela abrangia muitos campos
que não eram lembrados pelos mestres e escritores de então. Foi a partir daí
que ele fixou alguns temas interessantes como: ética e saúde, ética e religião,
ética profissional, ética da amizade e outros.
A partir destas experiências
estudantis que ele desenvolveu com outros grupos de tendências diversificadas a
idéia da Ética do Relacionamento e deu início a montagem dos módulos de estudo,
pesquisa e discussão que estão expostos no presente livro. Ele é o resultado de pesquisas, estudos e
discussões durante as aulas, encontros e seminários.
Estaremos fazendo três abordagens como base de discussão:
a) Os “Atos” dependem do “Ser”;
b) Da Natureza Humana;
c) Elementos da Natureza Humana.
Todo “Ser” descobre seu verdadeiro sentido ou valor a partir dos
elementos que o compõem, não tomados isoladamente, mas no seu conjunto. Assim,
por exemplo, sabemos que o lápis serve para escrever, uma vez que os
ingredientes de que foi feito a isso se prestam..
A este “Ser” ou “conjunto de elementos” chamamos de “natureza”. Todavia,
esta palavra pode ser entendida em dois sentidos. Num primeiro, que chamamos
“estático” ou “popular”, natureza indica, portanto, aquilo que é oposto a
artifício ou manipulado; por exemplo, uma pedra, que ainda não foi trabalhada
pelo homem, estaria no seu estado natural. Num segundo sentido, que chamamos
“dinâmico” ou “filosófico”, natureza implica o conjunto de leis, forças ou
energias que brotam dum ser e pedem seu crescimento, aperfeiçoamento e desenvolvimento,
que deve ser feito por si mesmo ou por outrem. No caso do “Ser Humano” a sua
natureza exige esse crescimento e ele se dá por forças interiores e forças
exteriores. Esta necessidade de crescimento impõe uma necessidade de
relacionamento; daí a nossa proposta de estudar a “Ética” a partir de diversos
relacionamentos. Estes relacionamentos são infinitos e decisivos para
determinar o tipo de “Ser” que somos. Neste módulo estaremos enfatizando as
forças interiores que definem o crescimento do “Ser Humano”.
“Atos” e “Ser” estão de tal forma ligados que não é possível analisar um
deles sem levar em conta o outro; sempre que falamos em “Ser”, só é possível
identificá-lo pelos seus “atos” e quando falamos em “Atos”, só podemos
entendê-los a partir do “Ser” que os praticou.
Para conhecermos o sentido da vida humana, temos que examinar o conteúdo
do “Ser”, não de uma forma estática e intocável ou previamente calculado e
fechado em compartimentos limitados, mas sim de uma forma dinâmica, transformável e transformadora. A Ética
precisa descobrir as potencialidades internas do ser humano e favorecer o
desabrochamento destas potencialidades através de uma moral desinibidora e
motivadora.
A sede do saber é nata no
ser humano. Desde o nascimento até a nossa morte procuramos conhecer tudo que
nos envolve. Como é isto?.. por que aquilo?.. como é feito?.. De onde vem?
Esta eterna ânsia, que não
se satisfaz nunca, é porque, o que se busca é algo que sempre foge e,
teimosamente se esconde da luz da sabedoria. Cada cortina que se levanta, outra
mais aparece. No campo da ciência, dividimos a matéria até o seu último
fragmento, a molécula. Além desta, seria impossível a divisão sem que as
características físicas da mesma se alterassem. Mas, não ficamos satisfeitos,
esse conhecimento não satisfez a nossa sede, nós queríamos mais; mas o quê?
Fragmentamos a molécula
descobrindo o átomo. Neste estado, o Universo ficou algo diferente. A infinita
complexidade das coisas que o compunham, formas, cores, sabores, manifestados
em coisas simples à primeira vista, como flores, pedras, água, ar, nuvens e
outros, se reduziram em somente 96 elementos. Sim, toda esta infinidade de
belas coisas que compõem o Universo, o mundo em que habitamos, é simples
composições destes 96 tipos de bolinhas sem cor, sem brilho, sem graça.
Ficamos satisfeitos agora?
Não; não é isso que queremos; a ansiedade em busca de algo não acabou, mas
continua maior ainda.
Disseram que o átomo era
indivisível; deveríamos pôr um basta aqui; mas não, a ansiedade nos faz
conseguir levantar mais um véu, abrir mais uma cortina na esperança de
encontrar o que buscamos. Dividimos o átomo e descobrimos suas partículas;
prótons, elétrons e neutrons, ficamos donos de energias descomunais, capazes de
acabar com o próprio planeta em que habitamos, mas não conseguimos acabar com a
ânsia da busca que nos levou até aí.
Penetramos na essência das
partículas, definimos o elétron como sendo UMA PORÇÃO DO NADA NEGATIVAMENTE
CARREGADA.
Que ironia! Desde o começo
buscávamos o TODO e chegamos ao NADA.. Sócrates tinha razão quando dizia: “Só
sei que nada sei”. Mesmo assim não entregamos os pontos; se no todo visível,
não encontramos o que buscamos, viramos os nossos olhos para o invisível.
Criamos deuses e deuses, paraísos, infernos, purgatórios, anjos e demônios e os
colocamos ao nosso serviço para que eles carreguem nossas virtudes e nossas
culpas, mas mesmo assim, a ansiedade da busca não acabou. Que fazer? Como
satisfazer essa sede? O que é que queremos conhecer?
Queremos conhecer o
PRINCÍPIO de tudo, a razão das coisas, o porquê da existência. Neste PRINCÍPO
está o FIM da nossa busca, queremos o ALPHA e o ÔMEGA da razão e da criação. No
âmago do ALPHA e do ÔMEGA está toda a verdade. Esta é a GNOSE do PAN e este PAN
é o ON, é o SOU, a consciência de si mesmo, o “CONHECE-TE A TI MESMO”.
Queremos destacar agora, para encerrar, os elementos da natureza humana.
Na realidade eles são muitos, aqui por uma questão de metodologia vamos destacar
os seguintes:
a)
O homem é um ser vivo;
b)
O homem é um ser racional;
c)
O homem é membro duma espécie;
d)
O homem é um ser social;
e)
O homem é um ser espiritual.
· O homem é um ser vivo: daí decorre diversas consequências: respeito, conservação e manutenção
de tudo o que é vida no ser humano. Dependendo disso, muitas questões são
colocadas para a ética, independentemente das legislações existentes a
respeito, como: suicídio, homicídio, aborto, pena de morte, transplantes,
transfusão de sangue, experiências no ser humano, entorpecentes, eutanásia,
etc.
· O homem é um ser racional: isto é, uma pessoa, ser dotado de razão e liberdade para coordenar sua
vida. Daqui também se originam diversos problemas éticos: coisificação e
massificação da pessoa, exploração do homem pelo homem, manutenção da
ignorância, exclusão social, etc.
· O homem é membro duma espécie: ou seja, ele é sexualidade, donde surgem inúmeras situações que a
ética deve ajudar a resolver: planejamento familiar, masturbação,
homossexualismo, prostituição, monogamia, virgindade, liberdade sexual, doenças
sexualmente transmissíveis, etc.
· O homem é um ser social: portanto chamado a viver em sociedade, grupo ou comunidade: disso
decorrem vários elementos importantes para a preservação da vida, em que a
ética deve atuar: necessidade de organização da sociedade, tipos de governo,
relação entre autoridade, socialização, trabalho, exercício do poder,
liderança, etc.
· O homem é um ser espiritual: tomamos aqui a palavra “espírito” no sentido bíblico-cristão; é a
dimensão do infinito que existe no homem, que por sua vez, é satisfeita
com a presença de Deus na vida da pessoa; portanto, a religião, uma das
formas mais comum de viver a fé, é a resposta a esse anseio do homem. Também
aqui a ética encontra fenômenos a serem estudados: a liberdade religiosa, as
crenças, as magias, as superstições, o pecado, o mercado religioso, etc.
A vida em grande parte é ação interna como acabamos de ver. Manifesta-se
exteriormente: no brotar, no crescer, no verdecer, no florir, no frutificar das
plantas; no crescer, no multiplicar-se, no mover-se próprio dos animais, bem
como na evolução das espécies para além dos organismos individuais, evolução
essa que produz continuamente novas formas no transcurso dos séculos, mas
sempre vindas de uma energia interior que foge à compreensão do homem que está
sempre a indagar: o que é a vida?
A vida é sempre um devir continuo, como um desdobrar-se de dentro para
fora, inesgotavelmente, multiforme, em oposição à rigidez e uniformidade dos
corpos inanimados.
Contudo, apesar dessa riqueza, a vida tal como se manifesta nas
múltiplas formas interiores e exteriores, como também no conjunto da natureza,
é, outrossim, apesar dessa plenitude e poder aparente, uma vida indigente,
escassa e frágil.
“A Vida só pode vir da vida.” (P/AViS-Primavera/1.969)
“É justamente essa
indigência, essa fragilidade que deve nos levar à busca do conhecimento
interior, onde, à semelhança de um vulcão incandescente, fervem todas as nossas
angústias e incertezas, carecendo de uma busca constante da “Verdade que
Liberta” que se encontra dentro de nós mesmos.”
Que o
DEUS que CHAMA, CURA, CAPACITA, ENVIA E SUSTENTA nos abençoe e nos guarde para
os seus propósitos hoje, amanhã e para sempre. AMÉM! AMÉM e AMÉM!!! –
(Alfredopam)”
(Todo material desse blog pertence ao arquivo do PAM-CVL.
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