sábado, 29 de junho de 2013



30/06/2013- Domingo -  Trecentésima Quadragésima Quinta Mensagem.

“Conhecereis a Verdade e a Verdade vos Libertará”. (João 8.32).

A Verdade que Liberta é:

a) O Cristo dos Evangelhos;
b) Incontestável;
c) Renovadora.

A Mensagem do Dia.

Olhar e esperar no Senhor!

"Eu, porém, olharei para o SENHOR e esperarei no Deus da minha salvação; o meu Deus me ouvirá." Miquéias 7:7.  Eva recebeu tudo que alguém poderia querer, tinha tudo e ainda a presença de Deus, que conversava com ela pessoalmente. Aí, de repente, perdeu tudo, e foi expulsa do Jardim, prejudicando sua família e sua descendência! Por que isso aconteceu? Porque ela colocou os olhos no que Deus disse que não seria bom, e também deu ouvidos à serpente, fazendo assim a pior escolha! Sabe o que é mais triste? É saber que estamos falando de alguém que antes de estar com o inimigo, já tinha estado com o Pai de Amor.  Ei, não precisa e não tem que ser assim! Olha para Deus e ouça sempre a voz do Salvador! Ela vai te ajudar!  -  Pastora Jeane Mendonça – 10/06/2013- Segunda Feira  -  30/06/2013- Domingo.

Notas e Reflexões.

Estudando a Palavra:

SATANÁS, O AUTOR DAS HERESIAS  -  (I/IV)

Pr. Elias Ribas

Para entendermos o caminho das seitas e heresias, é de suma importância conhecer o autor de todas as confusões religiosas que atuam no mundo espiritual. No caminho das seitas, está o espírito de Satanás, que sutilmente engana os homens com sua astúcia e estratégica, desviando-os da verdade. Somente a Bíblia como Palavra do Deus Altíssimo, pode mostrar-nos o Caminho da Verdade.

I.     OS ANJOS SÃO CRIATURAS:

No princípio de todas as coisas, antes da criação do mundo físico, Deus criou os anjos. A expressão “exércitos do céu”, dependendo do contexto, pode ter duas interpretações. Em Gênesis 2.1; Salmos 33.6 e Neemias 9.6, refere-se aos astros físicos do espaço sideral; porém em outros textos (Sl 148.2, 5; Cl 1.16; 2º RS 22.19; Sl 103.20-21) refere-se aos anjos. É impossível fixar o tempo em que foram criados os anjos, mas a resposta de Deus ao patriarca Jó declara que eles foram criados antes de todas as coisas (Jó 38.4,7).

A Bíblia diz que os anjos são seres espirituais, por isso não possuem limitações físicas. São seres poderosos que executam as ordens de Deus e lhe obedecem (Sl 103.20). Os anjos são seres imortais. Os homens podem morrer fisicamente, mas os anjos são espíritos imortais (Lc 20.34-36). Os anjos são espíritos ministradores em favor dos homens sob a ordem de Deus (Hb 1.14). Eles exercem serviços especiais aos interesses do Reino de Deus. Na experiência com os homens, os anjos falam, orientam, ouvem e determinam. A Bíblia dá a entender que os anjos possuem uma inteligência superior à dos homens, mas não igual a Deus (2º Sl 14.20); 1ª Pe 1.12).

Todos os seres humanos reconhecem o fato real e lamentável do mal no Universo. Verdadeiramente, a presença do mal no mundo é um dos problemas mais desorientantes para a filosofia e para a teologia. Os anjos foram criados perfeitos e sem pecado. Quando a Bíblia faz o relato da criação em Gênesis 1.1: “No princípio criou Deus os céus e a terra”. E tudo que Deus havia feito era bom. Isso certamente inclui a perfeição dos anjos em santidade quando originalmente foram criados. É bom lembrar que a criatura era dotada de capacidade de pecar e a capacidade de não pecar. A criatura foi colocada na posição de poder fazer obedecer ou desobedecer. Em outras palavras, sua vontade era autônoma, isto é, vontade independente, livre-arbítrio.

II.   SATANÁS, SUA ORIGEM E QUEDA:

Existem pessoas que tem em si, uma pergunta, e buscam a resposta. Essa pergunta é: Como surgiu Satanás e os demônios? A Bíblia nos ensina que Deus é o Criador de todas as coisas, visível e invisível (Gn 1.1). Deus criou os anjos para louvor de sua glória. Porém, Ele não criou Satanás, mas sim o querubim Lúcifer.

Há indícios da obra de Satanás nos vários nomes dado a ele, pois cada nome expressa uma qualidade de caráter ou um método de operação, ou ambos.
O texto do profeta Ezequiel é uma profecia com sentido duplo. Inicialmente, os primeiros dez versículos falam do “príncipe de Tiro” para referir-se ao seu orgulho que o levou a exaltar-se qual divindade. Por isso, o seu julgamento foi inevitável. Em segundo plano, a profecia tem uma referência a Lúcifer.

1.     Algumas características originais da queda.
O texto de Ezequiel 28.12 1 16, indica que Lúcifer era possuidor de elevada distinção e detentor de honrosos títulos e posições, conforme destacaremos a seguir:

O aferidor de medidas (v.12). A palavra “selo” (aferidor) é uma tradução fiel do original hebraico, porque significa que ele era a imagem perfeita da criação divina e uma imagem refletida em si mesmo que lhe conferia o privilégio de ser a masi bela e inteligente criatura de Deus (12). Nele se encontrava a medida perfeita da criação daquilo que Deus queria.

A Bíblia diz que Lúcifer era um querubim ungido (“querubim” do hb. kerub, que significa protetor, guardião e zelador), “Tu eras querubim ungido para proteger, e te estabeleci” (Ez 28.14).

Deus criou-o perfeito, cheio de sabedoria e em formosura (Ez 28.12, 15). Habitava no Éden jardim de Deus: “... ó querubim da guarda, em meio ao brilho das pedras” (Ex 28.16b0. A Bíblia mostra a glória que o querubim Lúcifer usufruía antes de sua queda; guardava a presença de Deus, vivendo no brilho das pedras, ou seja, no meio do fulgor de relâmpagos que para Deus serve como pavimento. Habitou no paraíso até o dia de sua queda.

Se perguntarmos que motivo em particular pode ter estado por trás dessa rebelião, obtemos diversas respostas da Bíblia: Grande prosperidade, beleza, sabedoria e grandeza foram as causas apontadas para elevar seu coração (Ez 28.2 e 28.17). O poder, a riqueza e a sabedoria perdem seu valor quando se misturam com a soberba; é como tomada elétrica desligada da força. Até mesmo um arcanjo que se desliga do contado amoroso de Deus nada mais faz com seus poderes sobrenaturais senão arruinar os homens e decretar sua própria e eterna destruição.

Cobiçou o que não lhe pertencia (Is 14.13-14). O orgulho e a cobiça entraram no coração de Lúcifer, a ponto de igualar a um deus. Qualquer criatura quer seja visível ou invisível que se coloca no lugar de Deus, perde a comunhão com Ele e por fim recebe a condenação eterna.

A soberba de Lúcifer fez com que Deus expulsasse do Éden. Lúcifer querendo elevar-se acima do seu nível, foi precipitado à destruição: (Is 14.12, 15). Não se deixará de perceber aqui uma aplicação a Satanás que, ao se exaltar contra Deus, foi rebaixado até o inferno. Estrela da manhã, no hb. hêlel, “glorioso”, “luzente”, que alguns interpretam como nome próprio. “Lúcifer”, o assim considerado nome original do diabo.

Não só Lúcifer, mas muitos homens têm caído pelo orgulho e a cobiça; Deus abomina o pretensioso, mas exalta o humilde.

A queda de Lúcifer foi inevitável e conseqüente. Sua avidez irrefreada de quere ser igual a Deus, aguçou o interesse de grande número se anjos que resolveu acompanhá-lo. Levou consigo a terça parte dos anjos: “Com a cauda ele arrastou do céu a terça parte das estrelas e a jogou sobre a terra. E houve guerra no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão e os seus anjos. Mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar achou nos céus. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, que engana a todo mundo. Ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele” (Ap 12.4, 7-9).

Por esse ato pecaminoso contra o seu Criador, Lúcifer foi destituído de suas funções celestiais e condenado a execração eterna.

Lúcifer, ao exaltar seu trono nas mais altas nuvens, foi precipitado “na terra”, ou seja, foi lançado para baixo, perdendo o seu estado original de anjo de luz.
Satanás perdeu a glória e o paraíso que habitava. Agora Satanás ficou sem moradia e passou a viver no ar. (Ef 2.2), tornou-se o príncipe das trevas deste século nos lugares espirituais da maldade, nos lugares celestiais (Ef 6.12).
Nestas passagens bíblicas, foram mostrados que os motivos da queda foi: a ambição, a vaidade, o egoísmo, o descontentamento com aquilo que tinha e o desejo de ter tudo o que os outros tinham. Sem nenhuma dúvida, a causa da queda de Satanás foi também à causa da queda dos outros anjos maus.

O pecado não foi uma criação, mas uma originação. Veio à existência pela ajuda daquilo que já existia, a saber, personalidade e poder de livre arbítrio. Deus criou esse ser, não como diabo, mas como um anjo santo; este, porém originou o pecado por meio da desobediência, transformando-se assim no perverso diabo de hoje.

"Devemos, portanto, concluir que a causa da queda de Lúcifer e seus os anjos, foi a sua revolta deliberada e auto-determinada contra Deus. Foi a escolha de seus próprios interesses em vez de escolherem os interesses e a vontade de Deus."

 “Que o DEUS que CHAMA, CURA, CAPACITA, ENVIA E SUSTENTA nos abençoe e nos guarde para os seus propósitos hoje, amanhã e para sempre. AMÉM! AMÉM e AMÉM!!! – (Alfredopam)”

 (Todo material desse blog pertence ao arquivo do PAM-CVL. Seu uso é liberado sem restrição, solicitando-se  apenas a citação da fonte: PAM-CVL-Alfredopam).

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29/06/2013- Sábado -  Trecentésima Trigésima Quarta Mensagem.

“Conhecereis a Verdade e a Verdade vos Libertará”. (João 8.32).

A Verdade que Liberta é:

a) O Cristo dos Evangelhos;
b) Incontestável;
c) Renovadora.

A Mensagem do dia.

O que significa: “Conheça-te a ti mesmo?”.  (II/III)
Sócrates marcou o seu tempo, assim como do Cristo dos cristãos.  Na Filosofia Antiga, os filósofos anteriores a ele são tradicionalmente chamados de pré-socráticos. De fato, Sócrates provoca uma mudança radical no rumo das discussões filosóficas sobre a verdade e o conhecimento. Os primeiros filósofos estavam preocupados em encontrar o fundamento (arké) de todas as coisas. Sócrates, por sua vez, está mais interessado em nossa relação com os outros e com o mundo. Curiosamente, Sócrates nada escreveu - e tudo o que sabemos dele é graças a seus discípulos, particularmente Platão. Sócrates teria tomado a inscrição da entrada do templo de Delfos como inspiração para construir sua filosofia: Conhece-te a ti mesmo.  Para compreendermos o sentido dessa frase, segundo o filósofo francês Michel Foucault (1926 - 1984), devemos entende-la com um sentido mais geral, referindo-se não apenas ao cuidado de si mesmo mas numa visão bem mais ampla.- 06/10/2012- Sábado. – 18/05/2013- Sábado  -  29/06/2013- Sábado.
Notas e Reflexões

1- A certeza de sermos ouvidos!

"Do mesmo modo também o Espírito nos ajuda na fraqueza; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis." Rm 8:26. O Espírito Santo intercede por nós. Quem geralmente sabe pedir por nós é alguém com quem convivemos e nos relacionamos, revelando quem somos, do que gostamos, do que precisamos e quais são as nossas reais intenções e necessidades. Então não abra mão desse convívio com aquele que pode explicar pra Deus o que nem você mesmo conseguiu expressar por mais que tentasse. Que tal falar com ele agora mesmo? Não ficará sem resposta! Pastora Jeane Mendonça :)

2-  As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se a cada manhã.” – ( Lamentações 3.22-23.).

268- As misericórdias diárias de Deus,

Leia Isaías 43.1-4.

Minha irmã, que está internada em um hospital, sofre dores terríveis por causa de uma doença renal. Sei e compreendo que Deus não Se alegra no seu sofrimento. Antes, Ele conhece nossa condição e nos oferece a misericórdia divina. Essa misericórdia se derrama sobre nossa angústia com o bálsamo do puro amor divino. Nós não compreendemos por que há tanto sofrimento no mundo. Na verdade, algo dentro de nós busca uma razão para a nossa adversidade. Então, em nossa luta para compreender, reconhecemos que Deus nos oferece algo mais: amor e misericórdia que nos sustentam quando estamos fracos. Toda vez que clamamos: "Senhor, salva-me", Deus nos envolve em Seus braços amorosos. O sofrimento pode nos ajudar a compreender o valor da vida e o poder do amor de Deus.

Oração: Gracioso Deus, graças por seres o farol de misericórdia e o amor que brilha em meio à nossa tristeza, e por nos sustentares em nossos momentos de necessidade. Oramos como Jesus nos ensinou, dizendo: "Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; [...]. Amém!"*

Pensamento para o dia: A misericórdia de Deus nos sustenta em toda adversidade.
Jesús Quintanilla Osorio (Quintana Roo, México)

Oremos pelas pessoas que estão aguardando um transplante de órgão.

  • Faça a oração completa do Pai Nosso como em Mateus 6.9-13. No Cenáculo de 22/10/2009.

- Veja amanhã, em “Estudo da Palavra”:  “Satanás, o Autor das Heresias (I/III)”.
“Que o DEUS que CHAMA, CURA, CAPACITA, ENVIA E SUSTENTA nos abençoe e nos guarde para os seus propósitos hoje, amanhã e para sempre. AMÉM! AMÉM e AMÉM!!! – (Alfredopam)”

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sexta-feira, 28 de junho de 2013



28/06/2013- Sexta Feira- Trecentésima Quadragésima Terceira Mensagem.

“Conhecereis a Verdade e a Verdade vos Libertará”. (João 8.32).

A Verdade que Liberta é:

a) O Cristo dos Evangelhos;
b) Incontestável;
c) Renovadora.

A Mensagem do Dia.

O que significa:”Conheça-te a ti mesmo?”.  (I/III)
Você faz uma pergunta muito complexa, mas vou tentar responde-la em três pequenas mensagens. É uma expressão filosófica normalmente ligada a Sócrates que a teria tirada do Templo de Delfos. As vezes ela é complementada da seguinte forma: “Conheça-te a ti mesmo e conhecerás os deuses”. Alguns dizem que ela significa: “Deixar de viver a vida externa com intensidade e adentrar ao mundo interno. Isso se faz através da “meditação”. Ao se conhecer, o homem sábio descobre que ele não está sozinho e por isso parte em busca do outro e da própria natureza que também é parte de nós mesmos. Amanhã voltaremos a tratar desse mesmo assunto.- 05/10/2012- 6ª Feira. – 17/05/2013- Sexta Feira – 28/06/2013- Sexta Feira.


Notas e Reflexões.

“Jesus, porém, disse: Deixai os pequeninos, não os embaraceis de vir a mim, porque dos tais é o reino dos céus”.   -  ( Mateus 19.14)

187- A dádiva maior .

Leia Provérbios 22.6 e Efésios 6.1-4

As pessoas frequentemente me perguntam sobre o momento da minha vida em que aceitei Jesus Cristo como meu Salvador. Tenho certeza de que minha resposta é muitas vezes frustrante, porque não vivi nenhuma experiência extraordinária, nenhuma experiência de quase morte que me levasse à fé. Porque meus pais eram cristãos, firmes em sua fé, conheci Jesus e O senti próximo de mim desde sempre. Lembro-me de estar sentada, na classe de escola dominical, vendo as figuras de Jesus com uma criancinha no colo e desejando, de todo o coração, que eu fosse aquela criança sentada em Seu colo. Pode-se dizer que a fé me foi dada por meus pais no dia em que eu nasci e que ela evoluiu ao longo dos anos. O presente que eles me deram é, definitivamente, um "presente eterno". Por meio do estudo da Palavra de Deus, fiz de minha fé o alicerce de muitas decisões que tomei na vida. A fé é minha rocha ? imóvel, inabalável, imutável ?, a única coisa de que pude depender e em que pude confiar inteiramente durante os inevitáveis momentos sombrios e difíceis da vida. Esse presente tem sido um legado inestimável e precioso que alegremente transmiti a meus filhos, que agora o passam a meus netos. Embora hoje já seja idosa, sei que ainda sou filha de Deus, uma das criancinhas a quem Jesus ainda chama para perto de Si.

Oração: Graças, Senhor, pelos cristãos e cristãs amorosos que nos ensinam sobre Ti e nos mostram como viver para Ti e servir-Te. Em nome de Jesus. Amém.

Pensamento para o dia: De quem posso ser pai ou mãe na fé hoje?
Anne Sheffield (Virgínia, EUA)
Oremos pelas pessoas que nos ensinaram a fé.

Medite: 1 João 4

“Que o DEUS que CHAMA, CURA, CAPACITA, ENVIA E SUSTENTA nos abençoe e nos guarde para os seus propósitos hoje, amanhã e para sempre. AMÉM! AMÉM e AMÉM!!! – (Alfredopam)”

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quinta-feira, 27 de junho de 2013



 27/06/2013- Quinta Feira –Trecentésima Quadragésima Segunda Mensagem.

“Conhecereis a Verdade e a Verdade vos Libertará”. (João 8.32).

A Verdade que Liberta é:

a) O Cristo dos Evangelhos;
b) Incontestável;
c) Renovadora.

A Mensagem do Dia:

NÃO IMPORTA:
Não importa o que dizem sobre a Bíblia. Jesus nos deu o exemplo de como agradar ao Pai em todas as coisas. “Se alguém me amar, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos a ele, e faremos nele morada. Quem não me ama, não guarda as minhas palavras; ora, a palavra que estais ouvindo não é minha, mas do Pai que me enviou” (Jo 14.23,24). Demonstre o seu amor por Ele através de sua obediência. Apegue-se à Palavra de Deus, estenda as suas raízes e busque o crescimento através da revelação de Cristo. “Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos”, disse Jesus (Jo 15.8). Desta forma você poderá “andar de maneira digna do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus” (Cl 1.10).13/06/2013- Quinta Feira

Notas e Reflexões:
(Como prometemos no mês de agosto de 2012, a partir do mês de setembro estariamos publicando a verdadeira história do “Projeto Amor: Cristo, Verdade que Liberta”. Assim todas as quintas feiras  estamos publicando nessa sessão parte de sua história).
GRUPOS DE CRESCIMENTO.
BASES PARA A FORMAÇÃO.

Tomamos como base para a formação de um Cristão capaz de entender e vivenciar a “Verdade que Liberta” quatro áreas fundamentais:

Primeira área- Dez (10) Metas a serem alcançadas;
Segunda área- Dez (10)  credos a serem confessados;
Terceira área- Dez (10) Virtudes a serem vivenciadas;
Quarta área- Oito (8) Princípios Teologais a serem objetivos de estudos profundos e reflexões demoradas.

Dez (10) Virtudes a serem vivenciadas;

1- São consideradas virtudes fundamentais apontadas pelos presentes estatutos: a sinceridade; a justiça; a verdade; o respeito ao próximo e a natureza criada pelo Altíssimo, assim como os próprios homens e mulheres; tolerância; o juramento; a ordem; obediência. humildade; e a honestidade.
2- Estas 10 virtudes deverão ser ensinadas pelas escolas, pelas religiões e por todas entidades que de alguma modo visem a formação do caráter do cidadão. Elas estarão registradas de muitas formas a fim de facilitar a todos a sua assimilação. Deverão ser cantadas em versos e prosas por toda a comunidade.
3- O ensinamento destas virtudes deverá seguir as orientações que se seguem:
<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> 
4ª- O Respeito ao Próximo e a Natureza Criada pelo Altíssimo.
Introdução.
NOVOS PARADIGMAS DA ÉTICA

O tripé do bem viver

O Mestre reunido com os seus discípulos anunciou que daria uma lição especial sobre a solidariedade, a prioridade e a amizade, o tripé do bem viver.
Tomando um vaso o mestre colocou dentro dele bolas de pingue pong até alcançar suas bordas. Perguntou aos discípulos: este vaso está cheio? Todos concordaram que sim. Em seguida o mestre foi colocando com cuidado algumas esferas até preencher todo espaço existente entre as bolas e perguntou aos discípulos: e agora o vaso está cheio? – todos concordaram, que agora sim, o vaso estava cheio. O Mestre tomou ainda uma porção de areia e colocou, cuidadosamente, dando a impressão de que não restava espaço no vaso, e mais uma vez perguntou aos discípulos se o vaso estava repleto. Já desconfiados os discípulo se entreolhavam curiosamente sem coragem de responder, até que um discípulo, o mais íntimo do mestre se aventurou dizendo: Sim mestre eu acredito que agora não existe mais espaço no vaso. O mestre tomou ainda um copo com água e um cafezinho e lentamente foi derramando a água e por fim o cafezinho até todo o líquido ser absorvido pela a areia e disse aos discípulos: agora sim o vaso está repleto. Aquele discípulo que afirmou não existir mais espaço no vaso perguntou então ao mestre. Mas respeitoso mestre onde estão as lições do Bem Viver.

Explicou então o mestre:

a)     O vaso é a vida que pode ser pessoal ou coletiva;
b)    As bolas maiores são as preocupações fundamentais da vida, aquelas obrigatórias no dia a dia da vida individual ou social;
c)    As bolas menores são as diversas preocupações que servem para dar um colorido especial na vida, que podem ser adiadas sem danos imediatos
d)    A areia são as providencias que apesar de parecerem supérfluas e perfeitamente adiáveis, são também importantes para permitir um sentido mais alegre e beleza ao nosso dia a dia;
e)     A água serve para nos lembrar que precisamos de momentos de refrigério, de descanso e de lazer para promover a nossa felicidade e, finalmente, o cafezinho deve nos lembrar que mesmo com todas as exigências da vida, precisamos encontrar um momento para cultivar as nossas amizades.
Os discípulos, eufóricos, discutiram entre si as maravilhosas lições daquela demonstração, quando o mestre retomando a palavra, perguntou-lhes: mas não sentiram falta, de alguma lição prometida no início de minha prédica?
Os discípulos se colocaram a pensar até que um deles lembrou e interpelou ao mestre: sim mestre, onde estão as lições da solidariedade e da prioridade. – muito bem amados discípulos estas duas lições mais a amizade são o tripé do bem viver.
A prioridade está na ordem em que coloquei o material no vaso e a solidariedade na forma como cada coisa encontrou o seu lugar perfeito constituindo assim um objeto com forma definida.
Precisamos saber fixar nossas prioridades e lutar por elas levando-se em conta a solidariedade que tem como princípio motivador a amizade que precisa reinar entre todos.


Algumas considerações iniciais

Em torno do tripé do Bem Viver transitam os demais fatos da vida tais como:
a)     Preocupações com o progresso, inspirada na consciência das realidades da vida;
b)    Busca de uma compreensão cada vez mais profunda do real sentido da vida, buscando resposta as perguntas milenares dos filósofos: de onde viemos, para que viemos e para onde iremos.
c)    Vencer a inércia das incertezas e acomodações que impedem o crescimento emocional, espiritual e material do homem e da humanidade;
d)    Manter uma atitude positiva diante da vida, principalmente nos momento de crise (CRISE – elimine o “S”, e creia que o momento de crise é uma oportunidade de criar).
Em todos os momentos busque o conhecimento das causas, procure controlar as conseqüências e cultive um comportamento ético.


Comportamento Ético

O comportamento ético, neste caso obedecerá aos critérios do relacionamento humano. O próprio relacionamento impõe e define certos critérios que podemos conceituar como fundamentais:

1)     Fazer ao outro, aquilo que desejamos que ele nos faça;
2)     Além de não praticar conscientemente o mal, fazer o bem;
3)     Pergunte para si mesmo, em meu lugar o que o outro faria;
4)     Pergunte para si mesmo, no lugar do outro o que eu faria;
5)     Quando eu sou o problema;
6)     Quando outro é o problema;  NB – Diante destes dois critérios é fundamental levar em conta a abrangência ética e definir as normas dentro das abordagens normativas teleológicas ou situacionais;
7)     Lembrar que normas (Leis e regulamentos) são como vestes que envelhecem ou caem da moda.
8)     A maioria não tem o direito de impor danos à minoria;
9)     A moral deve estar a serviço do homem e não o contrário;
10)           O Critério de todos os critérios é a própria vida que se manifesta em todas as dimensões e surpreende sempre pela sua infinita capacidade de improvisar. (PAUSA)

Não furtar é uma norma ética e moral, que a princípio parece inquestionável e que visa defender a segurança e garantir a convivência social. Mas, em alguns casos, precisamos fazer algumas considerações e até concessões. Roubar para si mesmo, visando acumular bens, não é o mesmo que roubar um pão para saciar a própria fome ou de algum ente querido. No primeiro caso trata-se de um crime sem a possibilidade de qualquer defesa ou justificação, já no segundo caso trata-se da defesa do direito a sobrevivência que é perfeitamente discutível e até justificável. Portanto, não é apenas o ato de roubar que determina que uma ação seja eticamente justa ou não. É preciso fazer diferença entre um ato ético e um ato moral. Às vezes o ético não é moral em outros casos o moral não é ético.


Moral

Não há como tratar do comportamento ético sem considerar algumas questões sobre a moral.
No módulo I afirmamos que vivemos numa sociedade em que os homens buscam ansiosos novos paradigmas éticos e morais colocando em discussão a tradição que nos foi legada pelos filósofos e religiosos Greco-latino e judaico-cristão. Assim a sociedade vem quebrando tabus e princípios morais nunca dantes discutidos. Com isto, o lícito e o ilícito, o vício e as virtudes se tornam cada vez mais difusos e etéreos dentro de uma sociedade cujos princípios morais se encontram em constante avaliação e revisão. Assim, saímos de um comportamento moral tradicional ou essencialista, estamos passando pelo o individualismo em busca de uma moral com base no direito e na razão.
Assuntos como genoma, reprodução humana, homossexualismo, ecologia, economia, desigualdades, linhas de pobreza, saúde, violências, democracia, consciência, sustentabilidade, escuta telefônica, domínio tecnológico, espaço sideral, liberdades individuais, de ir e vir, de expressão do pensamento, de informações e outras estão em franca discussão, enquanto o número daqueles que vivem na miséria, pobreza absoluta, excluídos da sociedade sem condições de acesso ao mínimo indispensável para viver com dignidade vai se aumentando. Em contraposição o número dos detentores das maiores fortunas vai se reduzindo, concentrando assim as riquezas em poucas mãos.
Tudo isto precisa ser avaliado à luz dos dez critérios fundamentais e medidas concretas precisam ser tomadas enquanto é possível a salvação da vida neste planeta.
Para encontrar a solução destes problemas que afligem a humanidade precisamos desenvolver a capacidade de promover o “Diálogo Ético”.


Diálogo Ético

O dialogo é a forma mais eficiente para realizar o confronto de idéias diferentes.
A sociedade, a pretexto de franqueza e sinceridade, desenvolveu uma agressividade verbal, que ultrapassa os limites do respeito mútuo. Quando perdemos o senso do respeito ao outro, as conseqüências são imprevisíveis e facilmente chegam à violência.
O uso de palavras, gestos e tonalidade da voz são fundamentais para determinar o nível do  “Diálogo Ético”.
O Diálogo Ético deve observar alguns princípios:

a)     Ser objetivo – não se perder em divagações e colocações vãs;
b)    Manter uma atitude conciliatória, evitando qualquer tipo de agressividade verbal;
c)    Evitar dissimulações e ironias;
d)    Falar e buscar exclusivamente a realidade (verdade) dos fatos que possa ser comprovada;
e)     Sempre que possível alcançar o consenso e concluir o diálogo de forma elegante e construtiva. Na falta de um consenso, que cada um respeite a opinião do outro e se possível que se unam através de idéias e fatos consensuais que permitam um relacionamento respeitoso e produtivo.

Jesus recomendou “que a palavra deve ser sim, sim – não, não e que cada um fale a verdade ao outro”, assim o consenso se tornará mais acessível aos que, com honestidade, buscam a realidade dos fatos.



Conclusão

Ao fazermos esta abordagem sobre a ética no relacionamento com a outra pessoa partimos do princípio de que as sociedades existem para garantir a sobrevivência dos seres humanos e, mais do que isto, uma existência digna com acesso a tudo que seja necessário ao seu pleno desenvolvimento.
Esperamos que todos tenham entendido que a função social da moral é exatamente contribuir na obtenção desse objetivo, normalizando as relações dos seres humanos entre si, com a comunidade e com a natureza;
A humanidade carece de mecanismos para promover a paz e só através do diálogo (diplomacia) é possível minimizar ou quem sabe extinguir os conflitos bélicos entre os homens. E preciso dar um novo sentido à expressão: “Se queres paz, prepara-te para a guerra”; promovendo assim o confronto através dos meios de comunicação, onde o diálogo ético seja a principal arma de combate.
Esta era a proposta de Jesus para a sociedade de seu tempo, onde tudo era resolvido através de lutas sangrentas e a ordem era imposta pelas armas romanas. Em contraposição ele dizia: “aprendei de mim que sou manso e humilde de coração” – “sejam simples como as pombas e prudentes como as serpente” – “o que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma” – “ninguém tem maior amor do que este – dar a sua vida em prol do outro”. Com estes ensinamentos e muitos outros, Jesus deixou claro para os homens que a humanidade só tem um caminho para a salvação, “O AMOR”.
Podemos concluir, dizendo que O Amor é o elixir para a cura de todos os conflitos humanos e que aonde há amor predomina o comportamento ético apesar de qualquer situação apresentada pela vida. Assim o tripé do bem viver tem como base, ser solidário, priorizar o bem e desenvolver amizade a partir de si mesmo, independentemente do que o outro possa dizer, pensar ou oferecer.

A ÉTICA DOS RELACIONAMENTOS:


A sua aplicação é infinita, principalmente quando nos dispomos a considerar novos paradigmas, isto é, novas formas, novos modelos, o que significa possibilidades de mudanças. As mudanças são traumáticas e exigem cautelas.

Nesta oportunidade somos desafiados a cogitar sobre a ética em diversos relacionamentos:

a)    Relacionamento consigo mesmo;      (Segundo Módulo)
b)   Relacionamento com o Sagrado;       (Terceiro Módulo)     
c)    Relacionamento com o Meio Ambiente;     (Quarto Módulo)
d)   Relacionamento com o Outro.  (Quinto Módulo)
e)    Relacionamento com o Poder.                      (Sexto Módulo)

As Instituições Religiosas, de um modo geral, pelas suas tradições milenares e seus rituais, facilita a prática da ética. As questões que surgem são em regra geral de ordem comportamental de seus membros que às vezes não observam suas leis e costumes.

Conclusão

 

O cristão é desafiado a uma vida de coerência entre o que fala e o que pratica.

Jesus disse que a palavra do homem deve ser sim, sim; não, não. Isto significa que ela deve ser sempre a expressão da sua verdade.

A ética baseia-se na moralidade, por isso deve ser normativa de forma objetiva e sem sofismas. Ela não se situa nas áreas, puramente, do abstrato. Fundamenta-se em ideias que tenham como base as virtudes, o bem e o progresso de todos. A sociedade no seu fluir determina valores, e as ações humanas começam de imediato a cristalizar-se em normas (Moral) que orientam para a obtenção e realização das mesmas. Somente aquelas atitudes e coisas que levam ao aperfeiçoamento e ao bem comum do grupo é que possuem verdadeiro valor moral e ético.

Sempre que o homem se encontra num dilema  se deve ou não fazer isso ou aquilo – são os valores pró ou contra o bem comum do grupo que determinam a sua escolha.

As nossas questões sociais não são insolúveis. Podemos sonhar, criar e até propor utopias que parecem além de nossas condições humanas. Mas, com certeza, a solução dos problemas sociais faz parte de sonhos factíveis. E são esses sonhos que nos lançam a novos horizontes para cogitar novas formas de organização social. Sem esse tipo de sonhos e projetos a vida seria uma mera caminhada na direção à morte.

Estamos comprometidos com a vida e através dela com o “Deus Altíssimo”, o inspirador das almas mais elevadas que transitam neste planeta. Não podemos esquecer que o objetivo final da  vida é “Construir” homens bons e justos.  Assim, Deus precisa de  homens “livres e de bons costumes” para fazer deles líderes autênticos para realizar o seu projeto, isto é, transformar este planeta no jardim do Édem, onde haverá justiça, paz e alegria para toda a humanidade, o que permitirá que o homem seja finalmente feito  à sua imagem e  semelhança.

Textos Básicos

Das Escolhas da Vida

·        Você poderá ter muitos amigos e conselheiros, mas as decisões mais sérias da sua vida terão que ser tomadas depois de consultar o seu interior, onde  o seu “eu” se esconde e comanda soberano a maioria de seus atos.

·        É no seu interior que os valores mais elevados e mais baixos também ficam de prontidão aguardando a sua decisão.

·        Escolha com sabedoria e, com certeza, do seu interior fluirá como um rio toda a energia necessária para conduzi-lo com segurança no caminho da paz e da harmonia interior.

·        Não se esqueça nunca de que da mesma forma como os sentimentos interiores reagem, o seu relacionamento com as emoções do dia-a-dia  reagirão e determinarão fatos positivos ou negativos.

·        A conquista da “Verdade que Liberta” está em se tornar cada dia mais semelhante ao Cristo, e aí como diz o Apóstolo Paulo: “você alcançará a plenitude do varão perfeito” e se tornará imagem e semelhança do Criador. (P/AViS-Primavera/1986).

·          Estilo de Vida é a gestão do Prazer e da Felicidade (Bem Viver).

·        A maior parte das atitudes para melhorar seu estilo de vida dependem só de decisão e gerenciamento e não de dinheiro, como pensa a maioria das pessoas.

·        Estilo de vida é cuidar da saúde, conquistar a felicidade e alcançar longevidade saudável

Introdução


Somos de opinião que viver dentro da sociedade atual é ao mesmo tempo desconcertante e desafiador. É desconcertante porque o ontem foi muito diferente de hoje e o amanhã é sempre uma incógnita. É desafiador em consequência desta incerteza que nos convida a rever nossas ideias e opiniões diariamente. Não há mais como afirmar e nem firmar valores, está tudo em discussão. A globalização reduziu o planeta a um pequeno bairro, onde todos sabem tudo de todos. Pela manhã acessamos a internet e o mundo se coloca escancarado à nossa frente. Corremos o risco de a qualquer momento ouvirmos dizer que o homem conseguiu produzir a antimatéria e descobriu a célula com a qual Deus deu início a todas as coisas.
Os jornais anunciam que o “Conseil Européen pour La Recherche Nucléaire –  (CERN) – na Suíça, recentemente conseguiu produzir as primeiras partículas de antimatéria.
Foi pensando nessas coisas que decidimos escrever Novos Paradigmas da Ética. Não estamos escrevendo para nenhum grupo em especial. A nossa intenção é colocar em discussão um assunto que pode parecer próprio dos intelectuais, em condições de ser discutido pelo povo em geral. Assim, religiosos, estudantes, livres pensadores, buscadores da verdade em qualquer comunidade poderão encontrar abordagens que venham a interessar. Não é matéria apenas para ser lida, mas principalmente, para ser estudada. O tema foi abordado pelo autor, pela primeira vez em 1979 no meio estudantil.
Foi quando coordenava as Assembléias do Instituto Granbery da Igreja Metodista, que ele traçou os primeiros tópicos e a metodologia de análise e discussão. Já naquele tempo era de seu entendimento que a ética não podia ser vista apenas da maneira clássica como era tratada. Ela abrangia muitos campos que não eram lembrados pelos mestres e escritores de então. Foi a partir daí que ele fixou alguns temas interessantes como: ética e saúde, ética e religião, ética profissional, ética da amizade e outros.
         A partir destas experiências estudantis que ele desenvolveu com outros grupos de tendências diversificadas a idéia da Ética do Relacionamento e deu início a montagem dos módulos de estudo, pesquisa e discussão que estão expostos no presente livro.  Ele é o resultado de pesquisas, estudos e discussões durante as aulas, encontros e seminários.

Estaremos fazendo três abordagens como base de discussão:

a)    Os “Atos” dependem do “Ser”;
b)   Da Natureza Humana;
c)    Elementos da Natureza Humana.

Os “Atos” dependem do “Ser”


Todo “Ser” descobre seu verdadeiro sentido ou valor a partir dos elementos que o compõem, não tomados isoladamente, mas no seu conjunto. Assim, por exemplo, sabemos que o lápis serve para escrever, uma vez que os ingredientes de que foi feito a isso se prestam..

A este “Ser” ou “conjunto de elementos” chamamos de “natureza”. Todavia, esta palavra pode ser entendida em dois sentidos. Num primeiro, que chamamos “estático” ou “popular”, natureza indica, portanto, aquilo que é oposto a artifício ou manipulado; por exemplo, uma pedra, que ainda não foi trabalhada pelo homem, estaria no seu estado natural. Num segundo sentido, que chamamos “dinâmico” ou “filosófico”, natureza implica o conjunto de leis, forças ou energias que brotam dum ser e pedem seu crescimento, aperfeiçoamento e desenvolvimento, que deve ser feito por si mesmo ou por outrem. No caso do “Ser Humano” a sua natureza exige esse crescimento e ele se dá por forças interiores e forças exteriores. Esta necessidade de crescimento impõe uma necessidade de relacionamento; daí a nossa proposta de estudar a “Ética” a partir de diversos relacionamentos. Estes relacionamentos são infinitos e decisivos para determinar o tipo de “Ser” que somos. Neste módulo estaremos enfatizando as forças interiores que definem o crescimento do “Ser Humano”.

“Atos” e “Ser” estão de tal forma ligados que não é possível analisar um deles sem levar em conta o outro; sempre que falamos em “Ser”, só é possível identificá-lo pelos seus “atos” e quando falamos em “Atos”, só podemos entendê-los a partir do “Ser” que os praticou.

Para conhecermos o sentido da vida humana, temos que examinar o conteúdo do “Ser”, não de uma forma estática e intocável ou previamente calculado e fechado em compartimentos limitados, mas sim de uma forma dinâmica,  transformável e transformadora. A Ética precisa descobrir as potencialidades internas do ser humano e favorecer o desabrochamento destas potencialidades através de uma moral desinibidora e motivadora.

Da Natureza Humana

A sede do saber é nata no ser humano. Desde o nascimento até a nossa morte procuramos conhecer tudo que nos envolve. Como é isto?.. por que aquilo?.. como é feito?.. De onde vem?
Esta eterna ânsia, que não se satisfaz nunca, é porque, o que se busca é algo que sempre foge e, teimosamente se esconde da luz da sabedoria. Cada cortina que se levanta, outra mais aparece. No campo da ciência, dividimos a matéria até o seu último fragmento, a molécula. Além desta, seria impossível a divisão sem que as características físicas da mesma se alterassem. Mas, não ficamos satisfeitos, esse conhecimento não satisfez a nossa sede, nós queríamos mais; mas o quê?
Fragmentamos a molécula descobrindo o átomo. Neste estado, o Universo ficou algo diferente. A infinita complexidade das coisas que o compunham, formas, cores, sabores, manifestados em coisas simples à primeira vista, como flores, pedras, água, ar, nuvens e outros, se reduziram em somente 96 elementos. Sim, toda esta infinidade de belas coisas que compõem o Universo, o mundo em que habitamos, é simples composições destes 96 tipos de bolinhas sem cor, sem brilho, sem graça.

“Os átomos.”

Ficamos satisfeitos agora? Não; não é isso que queremos; a ansiedade em busca de algo não acabou, mas continua maior ainda.
Disseram que o átomo era indivisível; deveríamos pôr um basta aqui; mas não, a ansiedade nos faz conseguir levantar mais um véu, abrir mais uma cortina na esperança de encontrar o que buscamos. Dividimos o átomo e descobrimos suas partículas; prótons, elétrons e neutrons, ficamos donos de energias descomunais, capazes de acabar com o próprio planeta em que habitamos, mas não conseguimos acabar com a ânsia da busca que nos levou até aí.
Penetramos na essência das partículas, definimos o elétron como sendo UMA PORÇÃO DO NADA NEGATIVAMENTE CARREGADA.
Que ironia! Desde o começo buscávamos o TODO e chegamos ao NADA.. Sócrates tinha razão quando dizia: “Só sei que nada sei”. Mesmo assim não entregamos os pontos; se no todo visível, não encontramos o que buscamos, viramos os nossos olhos para o invisível. Criamos deuses e deuses, paraísos, infernos, purgatórios, anjos e demônios e os colocamos ao nosso serviço para que eles carreguem nossas virtudes e nossas culpas, mas mesmo assim, a ansiedade da busca não acabou. Que fazer? Como satisfazer essa sede? O que é que queremos conhecer?
Queremos conhecer o PRINCÍPIO de tudo, a razão das coisas, o porquê da existência. Neste PRINCÍPO está o FIM da nossa busca, queremos o ALPHA e o ÔMEGA da razão e da criação. No âmago do ALPHA e do ÔMEGA está toda a verdade. Esta é a GNOSE do PAN e este PAN é o ON, é o SOU, a consciência de si mesmo, o “CONHECE-TE A TI MESMO”.

Elementos da Natureza Humana

Queremos destacar agora, para encerrar, os elementos da natureza humana. Na realidade eles são muitos, aqui por uma questão de metodologia vamos destacar os seguintes:

a)    O homem é um ser vivo;
b)   O homem é um ser racional;
c)    O homem é membro duma espécie;
d)   O homem é um ser social;
e)    O homem é um ser espiritual.

·  O homem é um ser vivo: daí decorre diversas consequências: respeito, conservação e manutenção de tudo o que é vida no ser humano. Dependendo disso, muitas questões são colocadas para a ética, independentemente das legislações existentes a respeito, como: suicídio, homicídio, aborto, pena de morte, transplantes, transfusão de sangue, experiências no ser humano, entorpecentes, eutanásia, etc.

·  O homem é um ser racional: isto é, uma pessoa, ser dotado de razão e liberdade para coordenar sua vida. Daqui também se originam diversos problemas éticos: coisificação e massificação da pessoa, exploração do homem pelo homem, manutenção da ignorância, exclusão social, etc.

·  O homem é membro duma espécie: ou seja, ele é sexualidade, donde surgem inúmeras situações que a ética deve ajudar a resolver: planejamento familiar, masturbação, homossexualismo, prostituição, monogamia, virgindade, liberdade sexual, doenças sexualmente transmissíveis, etc.

·  O homem é um ser social: portanto chamado a viver em sociedade, grupo ou comunidade: disso decorrem vários elementos importantes para a preservação da vida, em que a ética deve atuar: necessidade de organização da sociedade, tipos de governo, relação entre autoridade, socialização, trabalho, exercício do poder, liderança, etc.

·  O homem é um ser espiritual: tomamos aqui a palavra “espírito” no sentido bíblico-cristão; é a dimensão do infinito que existe no homem, que por sua vez, é satisfeita com  a presença de Deus na vida  da pessoa; portanto, a religião, uma das formas mais comum de viver a fé, é a resposta a esse anseio do homem. Também aqui a ética encontra fenômenos a serem estudados: a liberdade religiosa, as crenças, as magias, as superstições, o pecado, o mercado religioso, etc.

Conclusão

A vida em grande parte é ação interna como acabamos de ver. Manifesta-se exteriormente: no brotar, no crescer, no verdecer, no florir, no frutificar das plantas; no crescer, no multiplicar-se, no mover-se próprio dos animais, bem como na evolução das espécies para além dos organismos individuais, evolução essa que produz continuamente novas formas no transcurso dos séculos, mas sempre vindas de uma energia interior que foge à compreensão do homem que está sempre a indagar: o que é a vida?

A vida é sempre um devir continuo, como um desdobrar-se de dentro para fora, inesgotavelmente, multiforme, em oposição à rigidez e uniformidade dos corpos inanimados.
Contudo, apesar dessa riqueza, a vida tal como se manifesta nas múltiplas formas interiores e exteriores, como também no conjunto da natureza, é, outrossim, apesar dessa plenitude e poder aparente, uma vida indigente, escassa e frágil.

“A Vida só pode vir da vida.” (P/AViS-Primavera/1.969)

“É justamente essa indigência, essa fragilidade que deve nos levar à busca do conhecimento interior, onde, à semelhança de um vulcão incandescente, fervem todas as nossas angústias e incertezas, carecendo de uma busca constante da “Verdade que Liberta” que se encontra dentro de nós mesmos.”
Que o DEUS que CHAMA, CURA, CAPACITA, ENVIA E SUSTENTA nos abençoe e nos guarde para os seus propósitos hoje, amanhã e para sempre. AMÉM! AMÉM e AMÉM!!! – (Alfredopam)”
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