NATAL SEM LUZ
De Onofre José de
Freitas.
Às bordas de uma montanha
solitária
Verdes pastos. Flores multicoloridas,
Jardineiras, sabiás, canários e
colibris,
Patativas e Bem-te-vis competem
com as gralhas.
Um pouco do céu na terra, é
verdade,
Onde Deus por certo está.
Um casebre, pau a
pique
De sapé e chão batido
Os buracos das
paredes
Das estrelas,
roubam o brilho.
Mãe, conta uma história pra
gente!
(Hoje é
Natal)
Todos pelo chão se
espalham
O pai com seu cigarro
de palha
Sobre o pilão se assenta.
Era uma vez, tão longe deste lugar
José e Maria deixam a
terra
Em Belém vão se
alistar
Cumprindo Decreto
Imperial,
Quem não se alista
não é do Povo
Não terá onde morar.
Embora fossem da
terra não lhes havia lugar.
Num estábulo, paus
roliços, refúgio vão encontrar.
Foi tudo que lhes
restou para à noite se abrigar...
Maria esperando um
filho por Deus anunciado
Nasceu a pobre
criança, envolta em panos,
- Na manjedoura
deitado sob os cuidados dos pais
Seu corpo foi aquecido
ao sopro dos animais.
Em Belém foi alistado
e com o povo contado.
Mãe, Jesus era pobre como a
gente?
Com certeza. Filho da Natureza
que lhe negou a riqueza.
Mãe, Jesus é hoje
feliz? – Sim filho.
Quando um coração se
abre, e
Nele reconhece o AMOR por Deus mandado.
Todos em grande
euforia. Atentos em suas memórias,
à sua mãe pediam:
CONTA OUTRA VEZ A HISTÓRIA!!!
AOS MEUS AMIGOS, UM FELIZ NATAL E UM
PRÓSPERO E FELIZ ANO DE 2016. – Alfredopam.
(Natal de 2015).
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