segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

NATAL SEM LUZ




NATAL  SEM  LUZ
                       De Onofre José de Freitas.

               Às bordas de uma montanha solitária
               Verdes pastos.  Flores multicoloridas,
               Jardineiras, sabiás, canários e colibris,  
               Patativas e Bem-te-vis competem com as gralhas.
               Um pouco do céu na terra, é verdade,
               Onde Deus por certo está.  
                   
                              Um casebre, pau a pique
                              De sapé e chão batido
                              Os buracos das paredes
                              Das estrelas, roubam o brilho.

              Mãe, conta uma história pra gente!
                                   (Hoje é Natal)

Todos pelo chão se espalham
O pai com seu cigarro de palha
 Sobre o pilão se assenta.

Era uma vez, tão longe deste lugar                                                                                    
José e Maria deixam a terra
Em Belém vão se alistar
Cumprindo Decreto Imperial,
Quem não se alista não é do Povo
Não terá onde morar.

Embora fossem da terra não lhes havia lugar.
Num estábulo, paus roliços, refúgio vão  encontrar.
Foi tudo que lhes restou para  à noite se abrigar...
Maria esperando um filho por Deus anunciado
Nasceu a pobre criança, envolta em panos,
- Na manjedoura deitado sob os cuidados dos pais
Seu corpo foi aquecido ao sopro dos animais.
Em Belém foi alistado e com o povo contado.

               Mãe, Jesus era pobre como a gente?
               Com certeza. Filho da Natureza que lhe negou a riqueza.
Mãe, Jesus é hoje feliz? – Sim filho.
Quando um coração se abre, e
Nele  reconhece o AMOR por Deus mandado.

Todos em grande euforia. Atentos em suas memórias,
à sua mãe pediam: CONTA OUTRA VEZ A HISTÓRIA!!!

     AOS MEUS AMIGOS, UM FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO E FELIZ ANO DE 2016. – Alfredopam.
(Natal de 2015).

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