Minha Breve Autobiografia.
A minha biografia não tem nada de muito especial. Alfredo Vieira de
Souza é meu nome. Na vida militar, durante trinta anos fui conhecido como
Vieira. No entanto na vida civil continuei sendo conhecido como Alfredo. Nasci
em Itamuri, hoje um bairro de Muriaé, Minas Gerais no dia três de dezembro de
l936. Meu pai, Joaquim de Souza Fonseca, filho de pais portugueses; minha mãe
Mariana Vieira da Fonseca, filha de pais italianos. Venho de uma família
constituída de sete filhos vivos, sendo quatro mulheres e três homens. Dos sete
eu sou o mais velho.
A minha educação foi levada muito a sério pelos meus
pais e baseava-se no amor e na disciplina. Minha mãe, educada em colégio de
freiras e criada no regime de família italiana era muito exigente e observava o
princípio de que o “pai que ama o filho não poupa-lhe a vara”. Às vezes eu
mesmo buscava no campo a vara para me corrigir. Mas perdi minha mãe muito cedo,
aos treze anos. A partir daí comecei a assumir minha vida e aqueles ensinamentos
recebidos de meus pais muito me ajudaram e hoje agradeço a Deus pelas cobranças
e correções que recebi, principalmente até os doze anos. O meu pai seguia o
princípio de que o filho devia ser
disciplinado até aos doze anos, daí em
diante ou ele se torna amigo do pai ou então não há como conviver.
Com a morte prematura de minha mãe, num processo de
parto, e as dificuldades financeiras em que o meu pai se encontrava, em pleno
acordo com ele saí de casa para tentar a vida e também no desejo de por algum meio
ajudá-lo na criação dos meus irmãos mais novos. Assim, me mudei para Além
Paraíba, onde fui recebido membro da Igreja Metodista, aos quinze anos. Dois
anos depois, eu era recomendado ao ministério pastoral pelo Rev. Carlindo
Teixeira Alves, de quem guardo gratas recordações e gratidão. Em face desse
encaminhamento mudei para Juiz de Fora em l954. Após diversos acontecimentos,
acabei me incorporando ao Exército Brasileiro, onde fiz carreira durante trinta
anos.
A imagem de minha mãe, o seu amor e seus conselhos me
acompanharam por muitos anos e nos momentos especiais da vida ela continuava
sendo minha conselheira. Ainda hoje, aos meus setenta e dois anos ela e também
o meu pai são figuras inspiradoras para minha vida. Minha mãe insistia na
importância de eu estudar e ser um dia doutor, por isto ela lutou enquanto pôde
e soube fixar esta idéia em minha mente, de tal forma que isto se tornou uma
espécie de obsessão para mim. No dia das minhas duas formaturas mais
importantes, Contador e Bacharel em Administração eu dediquei algumas horas de
meditação à sua memória e como orador das duas turmas, dediquei longa citação
no discurso à sua lembrança, aos sonhos que ela me repassou e que marcaram
minha vida. Por isto também eu me alonguei um pouco nesta citação.
Fui premiado por Deus por uma excelente companheira,
que se tornou minha esposa em 23 de janeiro de l960. Judite Gomes de Souza,
naquele momento difícil de minha vida, veio a ser para mim tudo o que um homem
jovem pode desejar de uma mulher e cobriu de forma maravilhosa a lacuna deixada
por minha mãe. Muito jovem, mais nova do que eu oito anos, teve maturidade
suficiente para ser esposa e mãe exemplar, acumulando ainda com os cuidados
necessários para que eu cumprisse a minha função de irmão mais velho, dando
abrigo e educação aos irmãos menores, que com a morte do meu pai em l961,
ficaram sob minha responsabilidade. De nossa união nasceram sete filhos
maravilhosos, sendo cinco homens e duas mulheres. Na ordem de chegada são eles:
Marcos, Márcia, Márcio, Marcelo, Mário, Mariluci e Marcel.
Com o passar dos anos a família foi acrescida de dois
genros, quatro noras e oito netos. Genros: Ricardo e Leandro. Noras: Elis
Regina, Ariane, Raquel e Maristela. Netos: Matheus, Mariâni, Gabriel, Sarah,
Lucas, Marco Antônio, Marcella e Isabela.
Desde criança temos tido gosto em escrever. Já
publicamos alguns artigos em jornais, revistas e fomos o Coordenador da
produção do livro 120 Anos de Metodismo
em Juiz de Fora. Os nossos principais artigos e projetos encontram-se no site:
www.alfredopam.adm.br desde l999 e
reformulado em 2009.
Sonhando fazer carreira de médico ou advogado, fui
encaminhado para o Instituto Granbery da Igreja Metodista para fazer teologia e
ser pastor. Em face de diversos contratempos acabei seguindo a carreira de
militar, no Exército Brasileiro, ao qual reconheço uma dívida impagável, pois
foi como militar que estudei, criei minha família e gozo hoje de boas condições
para realizar alguns sonhos. Como Militar, Contador e Administrador de Empresas
estive sempre ligado as causas religiosas e sociais, atuando em diversas Igrejas
e Denominações Evangélicas e Cristãs em geral, bem como em Instituições Sociais,
sendo fundador de algumas em diversas cidades do Brasil. Sempre preocupado com
o meu auto-aperfeiçoamento participo de entidades de estudos e tradições que me
oferecem oportunidade para expor minhas opiniões e adquirir novos
conhecimentos.
Assim, fiel aos princípios e práticas de Jesus tenho
vivido e convivido com todas as pessoas que buscam a verdade, o bem e o
progresso da humanidade. Não posso entender um Jesus Cristo que não seja Senhor
de minha vida e que convive com todas as pessoas e idéias, desde que haja sinceridade de propósito e
busque a prática do amor que é a essência da revelação divina que se dá de
forma maravilhosa e mais surpreendente do que podemos imaginar. Assim, eu
mesmo, me classifico como um sonhador
que não ignora a realidade, trilhando por ela, desde que o custo não seja o
abandono dos meus sonhos.
MESMO QUE SOUBESSE QUE O MUNDO SE DESINTEGRARIA
AMANHÃ, AINDA ASSIM PLANTARIA A MINHA MACIEIRA.
(Martin Luther King, Líder anti-racista
norte-americano.)
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