sábado, 12 de janeiro de 2013



12/01/2013- Sábado – Centésima Octogésima Sétima Mensagem.

“Conhecereis a Verdade e a Verdade vos Libertará”. (João 8.32).

A Verdade que Liberta é:

a) O Cristo dos Evangelhos;
b) Incontestável;
c) Renovadora.

A Mensagem do dia.

Qualquer coisa, por mais simples ou mais complexa que seja, inicialmente foi pensada por alguém que a definiu por palavras, para que uma mente inteligente a formalizasse. A partir daí dá se início a um processo que fará com que ela se torne uma realidade concreta ao alcance dos nossos sentidos poderem perceber e avaliar. Será que o universo que podemos perceber e avaliar não segue as mesmas leis que regem o formação desses objetos? Não vejo como negar a existência de uma inteligência arquiteta que esteja dando forma em todo o universo macro e micro. “No princípio criou Deus os céus e a terra.” (Gênesis 1.1)- No princípio era o Verbo (a palavra), e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. (João 1.1-3) – 12/01/2013- Sábado.


Notas e Reflexões.

1- Agrave-se o Serviço.

“Fizeram com que a vida deles se tornasse amarga, obrigando-os a fazer trabalhos pesados na fabricação de tijolos, nas construções e nas plantações.” ( Ex 1.14).

Em Êxodo 5.9 está escrito: “Agrave-se o serviço sobre estes homens, para que não confiem em palavras mentirosas”. Esse parecer do faraó, Rei do Egito, demonstra como o inimigo tenta impedir o homem de ser liberto pelo Senhor. Enquanto estavam alegres pela possibilidade de se libertar do jugo e vergonha, o inimigo procurava liberar ainda maior aflição sobre eles.

 É o retrato da sociedade: agravadas pelo serviço, as pessoas estão cansadas, oprimidas e sobrecarregadas ao extremo para poder ouvir Deus. Almejam um pouco de paz, mas as ocupações sem-fim não lhes permitem prosperar. Trabalho sem-fim em busca do que não podem alcançar.

 Precisamos saber o tempo de Deus em nossa vida, pois Ele mesmo diz que há tempo para tudo.

 Amado leitor, seja sábio como Maria.  Enquanto sua irmã Marta encontrava-se atolada no trabalho, ela separou tempo para ouvir as palavras de Deus através de Cristo Jesus, sendo grandemente edificada. A outra, ainda que preocupada em servir o Senhor, não atentou para o tempo de Deus, perdendo assim a bênção que Jesus veio trazer.

 “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei.”

“Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão acrescentadas.”

 Se essas e tantas outras promessas de Deus fossem realmente ouvidas por nossa sociedade, esta, há muito, teria encontrado a almejada paz de que desfruta todo filho de Deus, que aprendeu a gastar o tempo com o Senhor, saindo assim do agravamento trabalhoso que o diabo impõe. O trabalho de Deus sim nos garante o pão de cada dia sem pesar, sem dor, pois tudo o que vem dele para nós é abençoado.

“Cristo nos libertou para que nós sejamos realmente livres. Por isso, continuem firmes como pessoas livres e não se tornem escravos novamente.” (Gl 5.1).

2- O vaso e o Oleiro

Quero compartilhar com vocês nesta semana uma estória muito interessante escrita pelo escritor cristã Max Lucado que nos remete ao texto bíblico de Jeremias 18.1-6 e a uma reflexão de como temos nos colocado nas mãos do nosso Criador, nos mais diversos momentos de nossas vidas, sejam eles bons ou ruins. E esta estória é a estória de Marcinelo.

Marcinelo era um Xulingo, e os Xulingos tinham uma mania que passavam o tempo todo executando: se um deles fizesse algo legal, todos colavam nele uma bolinha dourada, e se fizessem algo errado, feio, estranho, eles colavam bolinhas cinza... E o coitado do Marcinelo só ganhava bolinhas cinza. Por mais que tentasse ganhar bolinhas douradas não conseguia, ele era desastrado. E mais ele ficava irritado com aquilo e tentava tirar a todo custo as bolinhas de seu corpo, só que elas não saiam.

Um dia ele conheceu uma menina alegre e saltitante, a felicidade estava em seu rosto, e o que mais chamava a atenção de Marcinelo é que ela não se importava de fazer a coisa certa ou errada, pois as bolinhas que colavam nela, fossem douradas ou cinzas não grudavam nela, caiam no chão imediatamente. Ele ficou intrigado e foi até ela e perguntou, e ela respondeu que não se importava com o9 que os outros pensavam dela, pois ela sabia que era preciosa e que tinha muito valor. Marcinelo então perguntou:
        -- Preciosa, muito valor, como assim?
         -  É que vou sempre à casa do Criador e converso com ele, pra ele eu tenho valor...
         -  Criador? – Perguntou Marcinelo. – Quem é o Criador?
         -  Ué, aquele que te fez... Ele te fez como você é e te ama muito...
         -  E eu posso ir até lá?
         -  Claro, é só seguir aquele caminho.

Marcinelo já havia visto aquele caminho, só que não sabia onde iria dar, então nunca se aventurou, mas naquele dia foi diferente... Decidiu e foi. Chegando lá meio sem jeito, temeroso, ouviu chamarem pelo seu nome...
         -  Como você sabe meu nome?
         -  Fui eu que te criei, como não saberia seu nome?

E ali a conversa rolou, Marcinelo, que a princípio estava acuado, envergonhado, logo se soltou... E queria saber por que ele só ganhava bolinhas cinza. O Criador foi explicando e ele entendendo, e Marcinelo pediu que ele as tirasse dele, mas o Criador não podia fazer, pois ele as havia aceitado mesmo sem querer aceitar...
         -  Mas não as quero!!
         -  Então você tem que rejeitá-las.
         -  Como faço isso?
         -  Procure gostar de você...

Marcinelo saiu da casa do Criador meio que sem entender, mas todo dia ele voltava lá e conversava por horas com Ele. Marcinelo já estava ficando mais animado e um dia, quando foi saindo, uma bolinha se desgrudou dele...

Fico pensando que, assim como Marcinelo, vivemos preocupados com o que as pessoas pensam ou acham de nós. Queremos reconhecimentos, fazemos coisas esperando receber “bolinhas douradas” e para isso tentamos moldar as nossas vidas de acordo com o meio ou com as pessoas com quem convivemos.  Deixamos de descer a casa do “oleiro” por medo de sermos quebrados; mas para sermos moldados por Ele é preciso que nos entreguemos sem reservas para que ele aja de acordo com aquilo que Ele quer de nós.

Pode ser que, para isso, tenhamos que descer várias vezes. Não tem problema, Deus quer moldar as nossas vidas segundo a sua vontade e fazer de nós vasos de honra (Rm 9.21) que não se preocupam com aquilo que as pessoas esperam de nós, mas com aquilo que Deus quer e espera de cada um de nós.

Deus molda a nossa vida, nosso caráter, nos transforma em pessoas segundo o seu coração não apenas para que sejamos bonitos, nem para sermos meramente exibidos e nos deixar orgulhosos. Não somos estátuas decorativas, lindos vasos em uma exposição de arte. O que Ele quer é que sejamos vasos úteis em suas mãos. Mas para que isso aconteça, precisamos depender exclusivamente do seu moldar em nossas vidas.

Creia que o seu Criador te reconhece pelo seu nome, e sabe o melhor que pode ser feito em sua vida. Deixe que Deus te molde, e receba a dádiva de ser um vaso de honra.
Pastor Alysson Freitas – Pastor da Igreja Metodista Central                                             de Juiz de Fora – Congregação Itatiaia.

- Veja amanhã, em “Estudo da Palavra”:  Quando o Corpo e a Alma não se Harmonizam”.

“Que o DEUS que CHAMA, CURA, CAPACITA, ENVIA E SUSTENTA nos abençoe e nos guarde para os seus propósitos hoje, amanhã e para sempre. AMÉM! AMÉM e AMÉM!!! – (Alfredopam)”

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