23/06/2013- Domingo -
Trecentésima Trigésima Oitava Mensagem.
“Conhecereis a Verdade e a Verdade
vos Libertará”. (João 8.32).
A Verdade que Liberta é:
a) O Cristo dos Evangelhos;
b) Incontestável;
c) Renovadora.
A Mensagem do
Dia.
O que
significa: “Conheça-te a ti mesmo?”. (III/III)
Tal
modificação para ter acesso à verdade, contudo, não é um ato puramente
intelectual. Ela exige, por vezes, determinadas renúncias e purificações, das
quais Sócrates é um exemplo. Sócrates dizia ter recebido de Deus a missão de
exortar os atenienses, fossem eles velhos ou jovens, a deixarem de cuidar das
coisas, passando a cuidar de si mesmos. Tal atitude o fez dedicar-se
inteiramente à filosofia e à prática dialógica (uma forma especial de diálogo,
denominada maiêutica) por meio da qual ele fazia com que seu
interlocutor percebesse as inconsistências de seu discurso e se
auto-corrigisse. A atitude de Sócrates questionava os valores da sociedade
ateniense, razão pela qual seus inimigos o levaram ao tribunal, onde foi
julgado e condenado à morte. Não sei se atendi a sua expectativa, mas tentei
mesmo sabendo da extensão do assunto. 07/10/2012- Domingo. - Alfredopam. –
19/05/2013- Domingo – 23/06/2013- Domingo.
Notas e Reflexões.
O Chamado de Abrão - Maria Clara Lucchetti Bingemer
Introdução:
O homem é um ser histórico . Vive no tempo e no
espaço e sabe que nada acontece por acaso. Da mesma maneira acontece para o
povo de Israel, assim como para todo aquele ou aquela que tem a graça da fé.
Tudo acontece perpassado por um SENTIDO maior que é o próprio Deus e que deixa
suas pegadas e sinais no meio dessa mesma história. Assim é a história que está
registrada na Bíblia. Nela vamos confrontar-nos com a experiência do povo da Bíblia
, que é lição de vida para nós. E vamos também interpretar, com a ajuda da
Bíblia, tudo que Deus vem fazendo em nossas vidas e que vai nos
"salvando", ou seja, nos libertando daquilo que nos impede de
chegarmos mais perto dele.
Afirmar que Deus está presente
na história e que é o Sentido maior dessa mesma história é afirmar que é
coerente, justo e necessário comprometer-se na história, lutar pela justiça, a
paz e a liberdade. O povo de Israel percebeu isto. Percebeu a presença de Deus
no meio de acontecimentos como a guerra, a vitória e a derrota, a passagem do
Mar Vermelho e a libertação do Egito e o exílio. Ou melhor, onde outros só viam
a guerra, a vitória, a derrota, um acaso ou uma fatalidade, o povo de Israel
via a presença de seu Deus à frente e por dentro de todos estes fatos.
É a história da Aliança
desse Deus com um povo (o povo de Israel) e com uma comunidade (a comunidade do
Novo Testamento) que é o conteúdo da Sagrada Escritura, este conjunto de livros
que são a norma paradigmática da fé cristã.
A Bíblia é o livro da
vida e da verdade. E a verdade bíblica é uma verdade verificada na experiência.
O que forma o texto bíblico é um tecido de experiências religiosas, expressas de
formas diferentes e narradas e interpretadas sob a perspectiva da fé daqueles e
daquelas que experimentam Deus presente em suas vidas.
Deus, portanto, é o
principal autor da Bíblia. Ele inspirou os autores humanos que escreveram os textos.
Podemos e devemos, portanto, afirmar que a Bíblia é um texto inspirado. Outros
textos e obras (a poesia, a pintura, a literatura, etc.) também o são. Porém, a
inspiração dos autores bíblicos tem um nível qualitativo de diferença da
inspiração do artista. O espírito que habita o autor bíblico e que o move a
escrever é o Espírito Santo, ou seja, o próprio Deus. Não se trata somente de
uma inspiração estética, mas de uma inspiração carregada pelo peso da Revelação
de Deus que vai levar aquele autor a escrever o que Ele (Deus) quer e fala.
Assim, tais textos foram entregues à Igreja.
E por eles conhecemos a
Palavra de Deus e sua revelação para nós. Se é inspirada por Deus, a Bíblia
também não pode errar. Se ela é um conjunto de livros inspirados pelo Espírito
Santo, cujo autor é o próprio Deus e onde os autores humanos receberam a
inspiração do que escreveram do próprio Deus; se esses livros foram aceitos e
acolhidos pela comunidade de fé; é claro que estes livros não podem induzir-nos
a erro, a enganos. Mas o que significa que a Bíblia não pode errar? Não podemos
esquecer que os livros da Escritura - apesar de serem inspirados por Deus - são
escritos por autores humanos, condicionados e limitados pela cultura, língua,
ciências.
Assim, a partir desse enfoque é que vamos falar do chamado de Abrão.
Na época em que foram
escritos, a humanidade se encontrava numa era pré-técnica e, portanto, ainda se
assustava com coisas como trovão, etc., não encontrando explicações científicas
para aquilo. É por isto que vemos na Bíblia narrativas onde os elementos da
Natureza ainda são vistos como inspiradores do temor de Deus, etc. e várias
outras coisas que hoje nós já superamos.
Ora, Deus, ao se
revelar, não está preocupado em dar-nos aulas de geografia, astronomia ou
outras ciências afins. Pelo contrário, desde o começo Ele vai deixando bem
claro que somos nós, seres humanos, que devemos empregar nossa inteligência e
nosso trabalho para descobrir estas coisas que trarão benefícios à humanidade.
Mas Deus deseja, ardentemente, salvar-nos. Tudo que Ele revela é dirigido à
nossa salvação e a nada mais. Portanto, na Escritura, só é pretendido por Deus
e ensinado o que se refere à religião, ao ser de Deus e suas intenções de salvação
com relação aos homens.
Na Bíblia, então, e na
nossa fé também, verdade e salvação se identificam. A verdade verdadeira salva.
E a salvação é a verdade verdadeira do e para o homem. É tudo isto que Deus
entregou à Igreja e a Igreja cuida com tanto carinho. Deus quer - e a Igreja,
obediente a Ele, também quer - que possamos estar seguros de encontrar nos
Livros Sagrados a Verdade que nos salvará. Porém quer também que não sejamos
ingênuos nem tomemos ao pé da letra todas as palavras que ali estão. Deus quer
- e a Igreja também - que saibamos que a nossa época é diferente daquela em que
viveram os autores bíblicos e que o núcleo da Revelação tem que ser vivido na
nossa época, com toda fidelidade possível, mas também com a preocupação de ser
comunicável ao mundo de hoje.
O chamado:
Sabemos que toda
a história de um Homem de Deus inicia com um chamado.
O capítulo 12 começa uma nova divisão no livro de
Gênesis. Os primeiros onze capítulos costumam ser chamados de “história
primitiva”. Os últimos capítulos são conhecidos como “a história dos
patriarcas”. Enquanto o efeito do pecado do homem se torna cada vez mais
abrangente, o cumprimento da promessa de Deus de Gênesis 3:15 se torna cada vez
mais seletivo. O Redentor devia vir do descendente da mulher (Gênesis 3:15),
depois dos descendentes de Sete, de Noé e agora de Abraão (Gênesis 12:2-3).
Teologicamente, Gênesis capítulo 12 é a chave para as
passagens do Velho Testamento, pois contém aquilo que é chamado de a Aliança
Abraâmica. Esta aliança é a linha que une todo o Velho Testamento. É vital para
o correto entendimento das profecias da Bíblia.
Em Gênesis capítulo doze não só chegamos a uma nova divisão
e à uma importante aliança teológica, mas, principalmente, a um grande e
piedoso homem - Abraão. Aproximadamente um quarto do livro de Gênesis é
devotado à vida deste homem. São feitas mais de 40 referências a Abraão no
Velho Testamento. É interessante notar que, no Islamismo, Abrão é o segundo
homem mais importante depois de Maomé, sendo que o Alcorão se refere a ele 188
vezes.128
O Novo Testamento de forma nenhuma diminui a
importância da vida e do caráter de Abraão. Há aproximadamente 75 referências a
ele no Novo Testamento. Paulo escolheu Abraão como o melhor exemplo do homem
que é justificado diante de Deus pela fé e não pelas obras (Romanos 4). Tiago
se refere a Abraão como um homem que demonstrou sua fé aos homens por meio das
obras (Tiago 2:21-23). O escritor aos Hebreus aponta Abraão como exemplo de um
homem que andava pela fé, dedicando mais espaço a ele do que a qualquer outro
indivíduo no capítulo onze (Hebreus 11:8-19). Em Gálatas capítulo 3 Paulo
escreveu que os cristãos são “filhos de Abraão” pela fé, e assim, justos
herdeiros das bênçãos a ele prometidas (Gálatas 3:7-9).
Ao voltarmos nossa atenção para Gênesis capítulo 12,
vamos ficar de olho em Abraão como exemplo de quem anda pela fé. Em especial,
quero ressaltar o processo empregado por Deus para fortalecer a fé de Abrão e
torná-lo o homem temente que ele foi. Muitos erros tão comuns nos círculos
cristãos a respeito da natureza de uma vida de fé podem ser corrigidos pelo
estudo da vida de Abraão.
A Época do Chamado:
(Josué 24:2-3, Atos 7:2-5)
Moisés não nos deu o panorama necessário para
compreendermos completamente a importância do chamado de Abrão, mas isto está
registrado na Bíblia para nós. Estêvão esclarece a época em que Abrão recebeu o
primeiro chamado de Deus. Não foi em Harã, como uma leitura casual de Gênesis
pode nos levar a crer, mas em Ur. Quando Estêvão esteve diante de seus
incrédulos irmãos judeus, ele recontou a história do povo escolhido de Deus,
começando com o chamado de Abraão:
Estêvão respondeu: Varões, irmãos e pais, ouvi. O Deus
da glória apareceu à Abraão, nosso pai, quando estava na Mesopotâmia, antes de
habitar em Harã, e lhe disse: Sai da tua terra e da tua parentela e vem para a
terra que eu te mostrarei. (Atos 7:2-3)
Apesar de nem todos os estudiosos da Bíblia
concordarem com a localização de Ur129,
a maioria concorda que seja a Ur da Mesopotâmia meridional, na qual costumava
ficar a costa do Golfo Pérsico. O sítio da grande cidade foi descoberto em
1854, e desde aquela época tem sido escavado, revelando muitas coisas sobre a
época de Abrão.130
Ainda que o verdadeiro período em
que Abrão viveu em Ur possa ser matéria de discussão, podemos
dizer com certeza que era justa sua ostentação de ser uma civilização altamente
desenvolvida. Há amplas evidências de grandes fortunas, arte trabalhada e
ciência e tecnologia avançadas.131
Tudo isso nos fala acerca da cidade que Abrão recebeu ordem para deixar. Nas
palavras de Vos,
Sem levar em consideração a época em que Abraão partiu de
Ur, ele deu as costas a uma grande metrópole, iniciando sua jornada de fé para
uma terra sobre a qual pouco ou nada sabia e que, provavelmente, muito pouco
lhe ofereceria do ponto de vista de benefícios materiais.132
Se a cidade que Deus disse a Abrão para deixar era
grande, o lar que ele deixou prá trás parece ter sido menos que religioso.
Poderia supor que Terá fosse um homem crente, que educou seu filho, Abrão, para
crer num único Deus, diferente das pessoas de seus dias, mas isto não foi bem
assim. Josué, em suas palavras de despedida no final de sua vida, nos dá uma
compreensão melhor do caráter de Terá:
Então, disse Josué a todo o povo: Assim diz o Senhor,
Deus de Israel: Antigamente, vossos pais, Terá, pai de Abraão e de Naor,
habitaram dalém do Eufrates e serviram a outros deuses. (Josué 24:2)
Podemos então dizer que Terá foi idólatra, tal como
aqueles de seus dias. Não é de se estranhar que Deus ordenasse a Abrão para
deixar a casa de seus pais (Gênesis 12:1)!
A idade de Abrão tampouco foi um fator favorável para
partir de Ur e ir para alguma terra desconhecida. Moisés nos diz que Abrão
tinha 75 anos quando entrou na terra de Canaã. Pense nisso. Abrão já estaria no
seguro social há mais de dez anos. Para ele a “crise da meia idade” era coisa
do passado. Em vez de pensar numa nova terra e uma nova vida, a maioria de nós
estaria pensando numa cadeira de balanço e numa casa de repouso.
Não somos levados a ficar impressionar pela idade de
Abrão por causa do longo tempo de vida dos homens primitivos, mas Gênesis
capítulo onze nos informa que a longevidade do homem dos tempos antigos era
muito maior que na época de Abrão. Abrão morreu com a idade de 175 anos
(25:7-8), um pouco mais do que Sem (11:10-11) ou Arfaxede (11:12-13). Um dos
propósitos da genealogia do capítulo onze é o de nos informar que os homens
estavam vivendo vidas mais curtas, e tendo filhos mais jovens. Abrão não era,
em nossa linguagem, nenhum “frangote” quando deixou Harã e partiu para Canaã.
Tudo isto nos leva a pensar nas objeções e empecilhos
que deviam estar na cabeça de Abrão quando recebeu o chamado de Deus. Ele
partiu de Harã, não porque fosse a coisa mais fácil a fazer, mas porque Deus o
levou a isso. Assim dizendo, não estou querendo glorificar a fé de Abrão, pois,
como veremos, inicialmente sua fé foi muito fraca. Os obstáculos foram
totalmente superados pela iniciativa de Deus logo nas primeiras fases da vida
de Abrão. Isto resta ser provado.
A Aliança com Abrão
(Gênesis 12:2-3)
Tecnicamente, a aliança com Abrão não está no capítulo
12, mas nos capítulos 15 (verso 18) e 17 (versos, 2, 4, 7, 9, 10, 11, 13, 14,
19, 21), onde aparece a palavra aliança. É lá que seus detalhes específicos são
pronunciados. Aqui no capítulo doze são introduzidas suas características
gerais.
As três promessas principais estão contidas nos versos
2 e 3: terra, descendência e bênção. A terra, como já dissemos, está implícita
no verso 1. Na época do chamado de Abrão, ele não sabia onde era esta terra. Em Siquém Deus prometeu
lhe dar “esta terra” (12:7). Até o capítulo 15 não havia uma descrição completa
da terra que seria dada:
“Naquele mesmo dia, fez o Senhor aliança com Abrão,
dizendo: À tua descendência dei esta terra, desde o rio do Egito até ao grande
rio Eufrates...” (Gênesis 15:18)
Esta terra jamais pertenceu a Abrão em vida, conforme
Deus mesmo dissera (15:13-16). Quando Sara morreu, ele teve que comprar um
pedaço de terra para sua sepultura (23:3 e ss). Aqueles que primeiramente leram
o livro de Gênesis estavam prestes a tomar posse da terra que foi prometida a
Abrão. Que emoção deve ter sido para as pessoas do tempo de Moisés ler esta
promessa e perceber que a época da posse chegara.
A segunda promessa da aliança Abraâmica era que uma
grande nação viria de Abrão. Já mencionamos a importância do Salmo 127 com
relação aos esforços do homem em Babel. Bênçãos verdadeiras não vêm do trabalho
árduo e torturantes horas de labor, mas do fruto da intimidade, chamado filhos.
A bênção de Abraão deveria ser vista mais amplamente em seus descendentes. Eis
aqui a base para o “grande nome” que Deus daria a Abrão.
Esta promessa exigia fé por parte de Abrão, pois era
óbvio que ele já era idoso, e que Sarai, sua esposa, era incapaz de ter filhos
(11:30). Passar-se-iam muitos anos antes que Abrão entendesse inteiramente que
este herdeiro que Deus prometera viria da união dele com Sarai.
A última promessa era a bênção - bênção para ele, e
bênção através dele. Muitas das bênçãos de Abrão viriam na forma de sua
descendência, mas havia também a bênção que viria através do Messias, que
traria salvação ao povo de Deus. Sobre esta esperança, nosso Senhor disse:
“Abraão, vosso pai, alegrou-se por ver o meu dia, viu-o e regozijou-se.” (João
8:56)
Além disso, Abrão estava destinado a se tornar uma
bênção para os homens de todas as nações. A bênção viria através de Abraão de
muitas maneiras. Aqueles que reconhecessem a mão de Deus em Abrão e seus
descendentes seriam abençoados por seu contato com eles. Faraó, por exemplo,
foi abençoado ao exaltar José. Os homens de todas as nações seriam abençoados
pelas Escrituras que, em grande parte, vieram através da instrumentalidade do
povo judeu. Finalmente, o mundo inteiro foi abençoado pela vinda do Messias,
que veio salvar homens de todas as nações, não apenas os judeus:
“Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão.
Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios,
preanunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos. De
modo que os da fé são abençoados com o crente Abraão.” (Gálatas 3:7-9)
Conclusão
Crescendo da Lei para a Graça.
Aqui faremos uma breve abordagem sobre a caminhada da
Fé. Mais tarde, voltaremos a tratar
deste mesmo assunto em: “Os dez degraus da Escada de Jacob e os dez degraus da Graça.
Desses primeiros acontecimentos do amadurecimento de
Abrão na graça de Deus são encontrados muitos princípios que descrevem o andar
da fé em todas as épocas, e, certamente também na nossa.
(1) A fé de Abrão
foi ativada pela iniciativa de Deus.
A soberania de Deus na
salvação é belamente ilustrada no chamado de Abrão. Abrão veio de um lar pagão.
Pelo nosso conhecimento, ele não tinha nenhuma qualidade espiritual que
atraísse a Deus. Deus, em Sua graça eletiva, escolheu Abrão para segui-lO,
enquanto ele ainda estava em seus próprios caminhos. Abrão, como Paulo, e os
verdadeiros crentes de todas as épocas, reconheceria que foi Deus Quem o
procurou e o salvou, com base na Sua graça.
(2) A obra
soberana de Deus continuou ao longo da vida espiritual de Abrão.
Deus não é soberano somente na salvação, mas
soberano no processo de santificação. Tivesse a vida espiritual de Abrão
dependido somente de sua dedicação, a história de Abrão teria terminado muito
rapidamente. Tendo chamado Abrão, foi Deus quem providencialmente o levou ao
ponto de deixar sua casa e sua terra e entrar em Canaã. Graças a Deus
que nossas vidas espirituais são, no final das contas, dependentes de Sua
fidelidade e não da nossa!
(3) A caminhada
cristã é uma peregrinação. Abrão
viveu como peregrino, procurando a cidade de Deus:
Pela fé, peregrinou na terra
da promessa como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó,
herdeiros com ele da mesma promessa; porque aguardava a cidade que tem
fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador. (Hebreus 11:9-10)
Nosso lar permanente não será
encontrado nesse mundo, mas naquele que está por vir, na presença de nosso
Senhor (cf. João 14:1-3). Essa é a mensagem do Novo Testamento (cf. Efésios
2:19, I Pedro 1:17, 2:11).
A tenda, então, é um símbolo
de peregrinação. Ele não investe naquilo que não vai durar. Não ousa ficar
atado àquilo que não pode levar com ele. Nesta vida não podemos esperar possuir
plenamente aquilo que está reservado para o futuro, mas apenas vislumbrá-lo. A
vida cristã não é conhecer exatamente o que o futuro reserva, mas conhecer
Aquele que reserva o futuro.
(4) A caminhada
cristã está alicerçada na confiabilidade da Palavra de Deus.
Quando você para pensar sobre isso, Abrão não
tinha nenhuma prova concreta, tangível, de que uma vida de bênçãos estava à sua
frente, fora de Ur, longe de sua família. Tudo com o que ele podia contar era
Deus, O qual se revelara a ele.
No final das contas, isso é
tudo o que qualquer um pode ter. Há, claro, evidências para uma fé racional,
mas no fundo, no fundo, simplesmente devemos crer naquilo que Deus nos diz em Sua Palavra. Se a
Sua “Palavra não é verdadeira e confiável, então, nós, de todos os homens,
somos os mais miseráveis.”
Mas isso não é suficiente? O
que mais podemos querer além da Palavra de Deus? Outro dia ouvi um pregador
colocar isso de forma muito explícita. Ele citou o tão batido: “Deus falou. Eu
creio. Tá falado.” O pregador disse que poderia ser até mais conciso: “Deus
falou, tá falado, creia você ou não.” Gosto disto. A Palavra de Deus é
suficiente para a fé do homem.
Deus disse que todos os homens
são pecadores, merecedores e destinados à punição eterna. Deus mandou Seu filho
Jesus Cristo, Aquele a quem Abrão aguardava no futuro, morrer na cruz para
sofrer a penalidade pelo pecado do homem. Somente Ele oferece ao homem a
justificação necessária para a vida eterna. Deus disse. Você crê?
(5) A caminhada
cristã é simplesmente fazer aquilo que Deus nos diz para fazer e crer que Ele
está nos guiando para tal. Deus disse a Abrão para partir sem
saber aonde o caminho da obediência o levaria, mas, crendo que Deus o guiava,
ele foi. Não espere que Deus indique cada curva da estrada com uma sinalização
clara. Faça aquilo que Deus lhe diz para fazer da maneira mais consciente que
você conheça. A fé não é desenvolvida por viver uma vida com alguma espécie de
mapa, mas pelo uso da Palavra de Deus como bússola, apontando-nos a direção
certa, embora desafiando-nos a andar pela fé e não pela vista.
À medida que Abrão ia de um
lugar para outro, a vontade de Deus deve ter parecido um enigma. Mas, quando
olhamos para o caminho trilhado por ele, podemos ver que Deus o esteve guiando
o tempo todo. Se parou ou não ao longo da jornada foi irrelevante ou sem
propósito. Tal será o caso quando pudermos olhar para trás em nossas vidas com
a vantagem do ponto de vista do tempo.
(6) A caminhada
cristã é um processo de crescimento na graça de Deus. Muitas vezes lemos sobre Abraão, um homem de fé,
supondo que ele sempre foi esse tipo de homem. Espero que nosso estudo do
período inicial de sua vida indique outra coisa. Há quanto tempo você é
cristão, meu amigo? Um ano? Cinco anos? Vinte anos? Você percebe que,
provavelmente, foram anos desde a época do chamado de Abrão até ele terminar em
Canaã? Você sabe que depois dele entrar em Canaã foram outros 25 anos até ele
ter seu filho Isaque? Você pode imaginar o fato de que depois de partir de Harã
para Canaã, Deus trabalhou na vida de Abrão durante uma centena de anos? A fé
cristã cresce. Cresce com o tempo e com as provações. Tal foi verdade na vida
de Abrão139.
Tal é o caso com todos os crentes.
“Possa Deus nos capacitar a crescer no
Conhecimento e na graça na medida em que
trilhamos o caminho que Ele ordena, e na medida em que continuamos a estudar o
crescimento da fé de Abrão ao longo do anos.”
“Que o DEUS que CHAMA, CURA, CAPACITA,
ENVIA E SUSTENTA nos abençoe e nos guarde para os seus propósitos hoje, amanhã
e para sempre. AMÉM! AMÉM e AMÉM!!! – (Alfredopam)”
(Todo material desse blog pertence ao arquivo
do PAM-CVL. Seu uso é liberado sem restrição, solicitando-se apenas a citação da fonte:
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