terça-feira, 25 de junho de 2013



23/06/2013- Domingo -  Trecentésima Trigésima Oitava Mensagem.

“Conhecereis a Verdade e a Verdade vos Libertará”. (João 8.32).

A Verdade que Liberta é:

a) O Cristo dos Evangelhos;
b) Incontestável;
c) Renovadora.

A Mensagem do Dia.

O que significa: “Conheça-te a ti mesmo?”.  (III/III)
Tal modificação para ter acesso à verdade, contudo, não é um ato puramente intelectual. Ela exige, por vezes, determinadas renúncias e purificações, das quais Sócrates é um exemplo. Sócrates dizia ter recebido de Deus a missão de exortar os atenienses, fossem eles velhos ou jovens, a deixarem de cuidar das coisas, passando a cuidar de si mesmos. Tal atitude o fez dedicar-se inteiramente à filosofia e à prática dialógica (uma forma especial de diálogo, denominada maiêutica) por meio da qual ele fazia com que seu interlocutor percebesse as inconsistências de seu discurso e se auto-corrigisse. A atitude de Sócrates questionava os valores da sociedade ateniense, razão pela qual seus inimigos o levaram ao tribunal, onde foi julgado e condenado à morte. Não sei se atendi a sua expectativa, mas tentei mesmo sabendo da extensão do assunto. 07/10/2012- Domingo. - Alfredopam. – 19/05/2013- Domingo – 23/06/2013- Domingo.

Notas e Reflexões.

O Chamado de Abrão  -     Maria Clara Lucchetti Bingemer

Introdução:

O homem é um ser histórico . Vive no tempo e no espaço e sabe que nada acontece por acaso. Da mesma maneira acontece para o povo de Israel, assim como para todo aquele ou aquela que tem a graça da fé. Tudo acontece perpassado por um SENTIDO maior que é o próprio Deus e que deixa suas pegadas e sinais no meio dessa mesma história. Assim é a história que está registrada na Bíblia. Nela vamos confrontar-nos com a experiência do povo da Bíblia , que é lição de vida para nós. E vamos também interpretar, com a ajuda da Bíblia, tudo que Deus vem fazendo em nossas vidas e que vai nos "salvando", ou seja, nos libertando daquilo que nos impede de chegarmos mais perto dele.
Afirmar que Deus está presente na história e que é o Sentido maior dessa mesma história é afirmar que é coerente, justo e necessário comprometer-se na história, lutar pela justiça, a paz e a liberdade. O povo de Israel percebeu isto. Percebeu a presença de Deus no meio de acontecimentos como a guerra, a vitória e a derrota, a passagem do Mar Vermelho e a libertação do Egito e o exílio. Ou melhor, onde outros só viam a guerra, a vitória, a derrota, um acaso ou uma fatalidade, o povo de Israel via a presença de seu Deus à frente e por dentro de todos estes fatos.
É a história da Aliança desse Deus com um povo (o povo de Israel) e com uma comunidade (a comunidade do Novo Testamento) que é o conteúdo da Sagrada Escritura, este conjunto de livros que são a norma paradigmática da fé cristã.
A Bíblia é o livro da vida e da verdade. E a verdade bíblica é uma verdade verificada na experiência. O que forma o texto bíblico é um tecido de experiências religiosas, expressas de formas diferentes e narradas e interpretadas sob a perspectiva da fé daqueles e daquelas que experimentam Deus presente em suas vidas.
Deus, portanto, é o principal autor da Bíblia. Ele inspirou os autores humanos que escreveram os textos. Podemos e devemos, portanto, afirmar que a Bíblia é um texto inspirado. Outros textos e obras (a poesia, a pintura, a literatura, etc.) também o são. Porém, a inspiração dos autores bíblicos tem um nível qualitativo de diferença da inspiração do artista. O espírito que habita o autor bíblico e que o move a escrever é o Espírito Santo, ou seja, o próprio Deus. Não se trata somente de uma inspiração estética, mas de uma inspiração carregada pelo peso da Revelação de Deus que vai levar aquele autor a escrever o que Ele (Deus) quer e fala. Assim, tais textos foram entregues à Igreja.
E por eles conhecemos a Palavra de Deus e sua revelação para nós. Se é inspirada por Deus, a Bíblia também não pode errar. Se ela é um conjunto de livros inspirados pelo Espírito Santo, cujo autor é o próprio Deus e onde os autores humanos receberam a inspiração do que escreveram do próprio Deus; se esses livros foram aceitos e acolhidos pela comunidade de fé; é claro que estes livros não podem induzir-nos a erro, a enganos. Mas o que significa que a Bíblia não pode errar? Não podemos esquecer que os livros da Escritura - apesar de serem inspirados por Deus - são escritos por autores humanos, condicionados e limitados pela cultura, língua, ciências.
Assim, a partir desse enfoque é que vamos falar do chamado de Abrão.
Na época em que foram escritos, a humanidade se encontrava numa era pré-técnica e, portanto, ainda se assustava com coisas como trovão, etc., não encontrando explicações científicas para aquilo. É por isto que vemos na Bíblia narrativas onde os elementos da Natureza ainda são vistos como inspiradores do temor de Deus, etc. e várias outras coisas que hoje nós já superamos.
Ora, Deus, ao se revelar, não está preocupado em dar-nos aulas de geografia, astronomia ou outras ciências afins. Pelo contrário, desde o começo Ele vai deixando bem claro que somos nós, seres humanos, que devemos empregar nossa inteligência e nosso trabalho para descobrir estas coisas que trarão benefícios à humanidade. Mas Deus deseja, ardentemente, salvar-nos. Tudo que Ele revela é dirigido à nossa salvação e a nada mais. Portanto, na Escritura, só é pretendido por Deus e ensinado o que se refere à religião, ao ser de Deus e suas intenções de salvação com relação aos homens.
Na Bíblia, então, e na nossa fé também, verdade e salvação se identificam. A verdade verdadeira salva. E a salvação é a verdade verdadeira do e para o homem. É tudo isto que Deus entregou à Igreja e a Igreja cuida com tanto carinho. Deus quer - e a Igreja, obediente a Ele, também quer - que possamos estar seguros de encontrar nos Livros Sagrados a Verdade que nos salvará. Porém quer também que não sejamos ingênuos nem tomemos ao pé da letra todas as palavras que ali estão. Deus quer - e a Igreja também - que saibamos que a nossa época é diferente daquela em que viveram os autores bíblicos e que o núcleo da Revelação tem que ser vivido na nossa época, com toda fidelidade possível, mas também com a preocupação de ser comunicável ao mundo de hoje.
O chamado:
Sabemos que toda a história de um Homem de Deus inicia com um chamado.
O capítulo 12 começa uma nova divisão no livro de Gênesis. Os primeiros onze capítulos costumam ser chamados de “história primitiva”. Os últimos capítulos são conhecidos como “a história dos patriarcas”. Enquanto o efeito do pecado do homem se torna cada vez mais abrangente, o cumprimento da promessa de Deus de Gênesis 3:15 se torna cada vez mais seletivo. O Redentor devia vir do descendente da mulher (Gênesis 3:15), depois dos descendentes de Sete, de Noé e agora de Abraão (Gênesis 12:2-3).
Teologicamente, Gênesis capítulo 12 é a chave para as passagens do Velho Testamento, pois contém aquilo que é chamado de a Aliança Abraâmica. Esta aliança é a linha que une todo o Velho Testamento. É vital para o correto entendimento das profecias da Bíblia.
Em Gênesis capítulo doze não só chegamos a uma nova divisão e à uma importante aliança teológica, mas, principalmente, a um grande e piedoso homem - Abraão. Aproximadamente um quarto do livro de Gênesis é devotado à vida deste homem. São feitas mais de 40 referências a Abraão no Velho Testamento. É interessante notar que, no Islamismo, Abrão é o segundo homem mais importante depois de Maomé, sendo que o Alcorão se refere a ele 188 vezes.128
O Novo Testamento de forma nenhuma diminui a importância da vida e do caráter de Abraão. Há aproximadamente 75 referências a ele no Novo Testamento. Paulo escolheu Abraão como o melhor exemplo do homem que é justificado diante de Deus pela fé e não pelas obras (Romanos 4). Tiago se refere a Abraão como um homem que demonstrou sua fé aos homens por meio das obras (Tiago 2:21-23). O escritor aos Hebreus aponta Abraão como exemplo de um homem que andava pela fé, dedicando mais espaço a ele do que a qualquer outro indivíduo no capítulo onze (Hebreus 11:8-19). Em Gálatas capítulo 3 Paulo escreveu que os cristãos são “filhos de Abraão” pela fé, e assim, justos herdeiros das bênçãos a ele prometidas (Gálatas 3:7-9).
Ao voltarmos nossa atenção para Gênesis capítulo 12, vamos ficar de olho em Abraão como exemplo de quem anda pela fé. Em especial, quero ressaltar o processo empregado por Deus para fortalecer a fé de Abrão e torná-lo o homem temente que ele foi. Muitos erros tão comuns nos círculos cristãos a respeito da natureza de uma vida de fé podem ser corrigidos pelo estudo da vida de Abraão.
A Época do Chamado:

(Josué 24:2-3, Atos 7:2-5)
Moisés não nos deu o panorama necessário para compreendermos completamente a importância do chamado de Abrão, mas isto está registrado na Bíblia para nós. Estêvão esclarece a época em que Abrão recebeu o primeiro chamado de Deus. Não foi em Harã, como uma leitura casual de Gênesis pode nos levar a crer, mas em Ur. Quando Estêvão esteve diante de seus incrédulos irmãos judeus, ele recontou a história do povo escolhido de Deus, começando com o chamado de Abraão:
Estêvão respondeu: Varões, irmãos e pais, ouvi. O Deus da glória apareceu à Abraão, nosso pai, quando estava na Mesopotâmia, antes de habitar em Harã, e lhe disse: Sai da tua terra e da tua parentela e vem para a terra que eu te mostrarei. (Atos 7:2-3)
Apesar de nem todos os estudiosos da Bíblia concordarem com a localização de Ur129, a maioria concorda que seja a Ur da Mesopotâmia meridional, na qual costumava ficar a costa do Golfo Pérsico. O sítio da grande cidade foi descoberto em 1854, e desde aquela época tem sido escavado, revelando muitas coisas sobre a época de Abrão.130 Ainda que o verdadeiro período em que Abrão viveu em Ur possa ser matéria de discussão, podemos dizer com certeza que era justa sua ostentação de ser uma civilização altamente desenvolvida. Há amplas evidências de grandes fortunas, arte trabalhada e ciência e tecnologia avançadas.131 Tudo isso nos fala acerca da cidade que Abrão recebeu ordem para deixar. Nas palavras de Vos,
Sem levar em consideração a época em que Abraão partiu de Ur, ele deu as costas a uma grande metrópole, iniciando sua jornada de fé para uma terra sobre a qual pouco ou nada sabia e que, provavelmente, muito pouco lhe ofereceria do ponto de vista de benefícios materiais.132
Se a cidade que Deus disse a Abrão para deixar era grande, o lar que ele deixou prá trás parece ter sido menos que religioso. Poderia supor que Terá fosse um homem crente, que educou seu filho, Abrão, para crer num único Deus, diferente das pessoas de seus dias, mas isto não foi bem assim. Josué, em suas palavras de despedida no final de sua vida, nos dá uma compreensão melhor do caráter de Terá:
Então, disse Josué a todo o povo: Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Antigamente, vossos pais, Terá, pai de Abraão e de Naor, habitaram dalém do Eufrates e serviram a outros deuses. (Josué 24:2)
Podemos então dizer que Terá foi idólatra, tal como aqueles de seus dias. Não é de se estranhar que Deus ordenasse a Abrão para deixar a casa de seus pais (Gênesis 12:1)!
A idade de Abrão tampouco foi um fator favorável para partir de Ur e ir para alguma terra desconhecida. Moisés nos diz que Abrão tinha 75 anos quando entrou na terra de Canaã. Pense nisso. Abrão já estaria no seguro social há mais de dez anos. Para ele a “crise da meia idade” era coisa do passado. Em vez de pensar numa nova terra e uma nova vida, a maioria de nós estaria pensando numa cadeira de balanço e numa casa de repouso.
Não somos levados a ficar impressionar pela idade de Abrão por causa do longo tempo de vida dos homens primitivos, mas Gênesis capítulo onze nos informa que a longevidade do homem dos tempos antigos era muito maior que na época de Abrão. Abrão morreu com a idade de 175 anos (25:7-8), um pouco mais do que Sem (11:10-11) ou Arfaxede (11:12-13). Um dos propósitos da genealogia do capítulo onze é o de nos informar que os homens estavam vivendo vidas mais curtas, e tendo filhos mais jovens. Abrão não era, em nossa linguagem, nenhum “frangote” quando deixou Harã e partiu para Canaã.
Tudo isto nos leva a pensar nas objeções e empecilhos que deviam estar na cabeça de Abrão quando recebeu o chamado de Deus. Ele partiu de Harã, não porque fosse a coisa mais fácil a fazer, mas porque Deus o levou a isso. Assim dizendo, não estou querendo glorificar a fé de Abrão, pois, como veremos, inicialmente sua fé foi muito fraca. Os obstáculos foram totalmente superados pela iniciativa de Deus logo nas primeiras fases da vida de Abrão. Isto resta ser provado.

A Aliança com Abrão
(Gênesis 12:2-3)

Tecnicamente, a aliança com Abrão não está no capítulo 12, mas nos capítulos 15 (verso 18) e 17 (versos, 2, 4, 7, 9, 10, 11, 13, 14, 19, 21), onde aparece a palavra aliança. É lá que seus detalhes específicos são pronunciados. Aqui no capítulo doze são introduzidas suas características gerais.
As três promessas principais estão contidas nos versos 2 e 3: terra, descendência e bênção. A terra, como já dissemos, está implícita no verso 1. Na época do chamado de Abrão, ele não sabia onde era esta terra. Em Siquém Deus prometeu lhe dar “esta terra” (12:7). Até o capítulo 15 não havia uma descrição completa da terra que seria dada:
“Naquele mesmo dia, fez o Senhor aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência dei esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates...” (Gênesis 15:18)
Esta terra jamais pertenceu a Abrão em vida, conforme Deus mesmo dissera (15:13-16). Quando Sara morreu, ele teve que comprar um pedaço de terra para sua sepultura (23:3 e ss). Aqueles que primeiramente leram o livro de Gênesis estavam prestes a tomar posse da terra que foi prometida a Abrão. Que emoção deve ter sido para as pessoas do tempo de Moisés ler esta promessa e perceber que a época da posse chegara.
A segunda promessa da aliança Abraâmica era que uma grande nação viria de Abrão. Já mencionamos a importância do Salmo 127 com relação aos esforços do homem em Babel. Bênçãos verdadeiras não vêm do trabalho árduo e torturantes horas de labor, mas do fruto da intimidade, chamado filhos. A bênção de Abraão deveria ser vista mais amplamente em seus descendentes. Eis aqui a base para o “grande nome” que Deus daria a Abrão.
Esta promessa exigia fé por parte de Abrão, pois era óbvio que ele já era idoso, e que Sarai, sua esposa, era incapaz de ter filhos (11:30). Passar-se-iam muitos anos antes que Abrão entendesse inteiramente que este herdeiro que Deus prometera viria da união dele com Sarai.
A última promessa era a bênção - bênção para ele, e bênção através dele. Muitas das bênçãos de Abrão viriam na forma de sua descendência, mas havia também a bênção que viria através do Messias, que traria salvação ao povo de Deus. Sobre esta esperança, nosso Senhor disse: “Abraão, vosso pai, alegrou-se por ver o meu dia, viu-o e regozijou-se.” (João 8:56)
Além disso, Abrão estava destinado a se tornar uma bênção para os homens de todas as nações. A bênção viria através de Abraão de muitas maneiras. Aqueles que reconhecessem a mão de Deus em Abrão e seus descendentes seriam abençoados por seu contato com eles. Faraó, por exemplo, foi abençoado ao exaltar José. Os homens de todas as nações seriam abençoados pelas Escrituras que, em grande parte, vieram através da instrumentalidade do povo judeu. Finalmente, o mundo inteiro foi abençoado pela vinda do Messias, que veio salvar homens de todas as nações, não apenas os judeus:
“Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão. Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos. De modo que os da fé são abençoados com o crente Abraão.” (Gálatas 3:7-9)

Conclusão

Crescendo da Lei para a Graça.

Aqui faremos uma breve abordagem sobre a caminhada da Fé. Mais tarde,  voltaremos a tratar deste mesmo assunto em: “Os dez degraus da Escada de Jacob e os dez degraus  da Graça.
Desses primeiros acontecimentos do amadurecimento de Abrão na graça de Deus são encontrados muitos princípios que descrevem o andar da fé em todas as épocas, e, certamente também na nossa.
(1) A fé de Abrão foi ativada pela iniciativa de Deus.
A soberania de Deus na salvação é belamente ilustrada no chamado de Abrão. Abrão veio de um lar pagão. Pelo nosso conhecimento, ele não tinha nenhuma qualidade espiritual que atraísse a Deus. Deus, em Sua graça eletiva, escolheu Abrão para segui-lO, enquanto ele ainda estava em seus próprios caminhos. Abrão, como Paulo, e os verdadeiros crentes de todas as épocas, reconheceria que foi Deus Quem o procurou e o salvou, com base na Sua graça.
(2) A obra soberana de Deus continuou ao longo da vida espiritual de Abrão.
 Deus não é soberano somente na salvação, mas soberano no processo de santificação. Tivesse a vida espiritual de Abrão dependido somente de sua dedicação, a história de Abrão teria terminado muito rapidamente. Tendo chamado Abrão, foi Deus quem providencialmente o levou ao ponto de deixar sua casa e sua terra e entrar em Canaã. Graças a Deus que nossas vidas espirituais são, no final das contas, dependentes de Sua fidelidade e não da nossa!
(3) A caminhada cristã é uma peregrinação. Abrão viveu como peregrino, procurando a cidade de Deus:
Pela fé, peregrinou na terra da promessa como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa; porque aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador. (Hebreus 11:9-10)
Nosso lar permanente não será encontrado nesse mundo, mas naquele que está por vir, na presença de nosso Senhor (cf. João 14:1-3). Essa é a mensagem do Novo Testamento (cf. Efésios 2:19, I Pedro 1:17, 2:11).
A tenda, então, é um símbolo de peregrinação. Ele não investe naquilo que não vai durar. Não ousa ficar atado àquilo que não pode levar com ele. Nesta vida não podemos esperar possuir plenamente aquilo que está reservado para o futuro, mas apenas vislumbrá-lo. A vida cristã não é conhecer exatamente o que o futuro reserva, mas conhecer Aquele que reserva o futuro.
(4) A caminhada cristã está alicerçada na confiabilidade da Palavra de Deus.
 Quando você para pensar sobre isso, Abrão não tinha nenhuma prova concreta, tangível, de que uma vida de bênçãos estava à sua frente, fora de Ur, longe de sua família. Tudo com o que ele podia contar era Deus, O qual se revelara a ele.
No final das contas, isso é tudo o que qualquer um pode ter. Há, claro, evidências para uma fé racional, mas no fundo, no fundo, simplesmente devemos crer naquilo que Deus nos diz em Sua Palavra. Se a Sua “Palavra não é verdadeira e confiável, então, nós, de todos os homens, somos os mais miseráveis.”
Mas isso não é suficiente? O que mais podemos querer além da Palavra de Deus? Outro dia ouvi um pregador colocar isso de forma muito explícita. Ele citou o tão batido: “Deus falou. Eu creio. Tá falado.” O pregador disse que poderia ser até mais conciso: “Deus falou, tá falado, creia você ou não.” Gosto disto. A Palavra de Deus é suficiente para a fé do homem.
Deus disse que todos os homens são pecadores, merecedores e destinados à punição eterna. Deus mandou Seu filho Jesus Cristo, Aquele a quem Abrão aguardava no futuro, morrer na cruz para sofrer a penalidade pelo pecado do homem. Somente Ele oferece ao homem a justificação necessária para a vida eterna. Deus disse. Você crê?
(5) A caminhada cristã é simplesmente fazer aquilo que Deus nos diz para fazer e crer que Ele está nos guiando para tal. Deus disse a Abrão para partir sem saber aonde o caminho da obediência o levaria, mas, crendo que Deus o guiava, ele foi. Não espere que Deus indique cada curva da estrada com uma sinalização clara. Faça aquilo que Deus lhe diz para fazer da maneira mais consciente que você conheça. A fé não é desenvolvida por viver uma vida com alguma espécie de mapa, mas pelo uso da Palavra de Deus como bússola, apontando-nos a direção certa, embora desafiando-nos a andar pela fé e não pela vista.
À medida que Abrão ia de um lugar para outro, a vontade de Deus deve ter parecido um enigma. Mas, quando olhamos para o caminho trilhado por ele, podemos ver que Deus o esteve guiando o tempo todo. Se parou ou não ao longo da jornada foi irrelevante ou sem propósito. Tal será o caso quando pudermos olhar para trás em nossas vidas com a vantagem do ponto de vista do tempo.
(6) A caminhada cristã é um processo de crescimento na graça de Deus. Muitas vezes lemos sobre Abraão, um homem de fé, supondo que ele sempre foi esse tipo de homem. Espero que nosso estudo do período inicial de sua vida indique outra coisa. Há quanto tempo você é cristão, meu amigo? Um ano? Cinco anos? Vinte anos? Você percebe que, provavelmente, foram anos desde a época do chamado de Abrão até ele terminar em Canaã? Você sabe que depois dele entrar em Canaã foram outros 25 anos até ele ter seu filho Isaque? Você pode imaginar o fato de que depois de partir de Harã para Canaã, Deus trabalhou na vida de Abrão durante uma centena de anos? A fé cristã cresce. Cresce com o tempo e com as provações. Tal foi verdade na vida de Abrão139. Tal é o caso com todos os crentes.
“Possa Deus nos capacitar a crescer no Conhecimento e  na graça na medida em que trilhamos o caminho que Ele ordena, e na medida em que continuamos a estudar o crescimento da fé de Abrão ao longo do anos.”
“Que o DEUS que CHAMA, CURA, CAPACITA, ENVIA E SUSTENTA nos abençoe e nos guarde para os seus propósitos hoje, amanhã e para sempre. AMÉM! AMÉM e AMÉM!!! – (Alfredopam)”

 (Todo material desse blog pertence ao arquivo do PAM-CVL. Seu uso é liberado sem restrição, solicitando-se  apenas a citação da fonte: PAM-CVL-Alfredopam).

(Visite meu  blog: pamcvl.blogspot.com.br)

Nenhum comentário:

Postar um comentário