domingo, 2 de fevereiro de 2014

A Obediência de Abrão



02/02/2014- Domingo– PAM: Cristo, Verdade que Liberta.
01.7ªfase.2013.15agom21. – Portais da Espiritualidade.

A MENSAGEM DO DIA:

Família de Deus. Uma Mensagem Profética Para a Sua Vida.
Este é o maior privilégio que podemos alcançar nesta vida: o de pertencermos à família de Jesus. A Bíblia diz que Jesus e as pessoas que ele santificou pertencem todos à mesma família. Por isso Ele não se envergo­nha de nos chamar de irmãos e irmãs. Dei­xe essa verdade maravilhosa penetrar em você. Você é parte da família de Deus, e, por Jesus tê-lo feito santo, Deus tem orgulho de você! As palavras de Jesus são inequívo­cas: E, [Jesus] estendendo a mão para os discípulos, disse: Aqui es­tão minha mãe e meus irmãos! Pois quem faz a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe.- 29072012D – 02/02/2014- Domingo.
ESTUDANDO A PALAVRA.

O Chamado de Abrão (Gênesis 11:31 - 19:9)- (3)


A Obediência de Abrão
(Gênesis 11:31-32, 12:4-9)

Fico extremamente preocupado com a exaltação de heróis, especialmente pelos cristãos. Os gigantes da fé parecem ser personagens excelentes sem nenhuma falha evidente, como uma máquina de disciplina, e fé infalível. Não encontro tais pessoas na Bíblia. Os heróis da Bíblia são homens “sujeitos a paixões” (Tiago 5:17) e pés de barro. Esse é o meu tipo de herói. Posso me identificar com homens e mulheres como este. E, o mais importante, posso encontrar esperança para uma pessoa como eu. Pouco se admira de que homens como Pedro e não Paulo, sejam nossos heróis, pois podemos nos ver neles.

Abrão foi um homem como você e eu. O relato de Moisés desses primeiros passos da fé deixa evidente que muito mais deveria ser desejado e desenvolvido nele. Deus o chamou em Ur, mas Abrão não deixou a casa de seu pai ou de sua parentela. Agora realmente Abrão deixou Ur e foi para Harã, mas me parece que isto foi apenas porque seu pai pagão decidiu deixar Ur. Pode muito bem ter havido fatores econômicos ou políticos que tornaram a mudança oportuna, fora de qualquer consideração espiritual.

Muitas das primeiras mudanças de Abrão não foram nem propositais, nem piedosas, antes foram mais reações passivas a forças externas. Deus providencialmente levou Terá a arrancar as raízes de Ur e mudar para Canaã (11:31). Por alguma razão, Terá e sua família parou próximo a Canaã, e permaneceu em Harã. Desde que Abrão não teve disposição ou foi incapaz de deixar a casa de seu pai, Deus levou o pai de Abrão à morte (11:32). Então Abrão obedeceu a Deus pela fé e entrou na terra de Canaã, mas somente após consideráveis passos preparatórios serem tomados por Deus.

Não estou dizendo que Abrão não obedeceu a Deus pela fé, mas foi uma fé muito fraca, e muito tardia. No entanto, será que tal afirmação contradiz as palavras das Escrituras? É inconsistente com as palavras do escritor aos Hebreus?

“Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia.” (Hebreus 11:8)
Pelo menos duas coisas devem ser ditas em resposta a esta questão. Primeiro, a ênfase de Hebreus 11 está na fé. O escritor desejava ressaltar os aspectos positivos do caminhar dos cristãos, não suas falhas. Assim, as falhas não são mencionadas. Segundo, coerentemente com esta abordagem, o autor não ressalta o quanto demorou a obediência de Abrão. Ele simplesmente escreveu “...Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir.” Lembremos que Abrão realmente foi para Canaã, exatamente como Moisés foi para o Egito, mas não sem uma considerável pressão por parte de Deus.

Não deveríamos achar isto desanimador, mas coerente com nossa própria relutância em colocar nosso futuro em linha com uma fé ativa, agressiva e inquestionável. Abraão foi um homem de grande fé - depois de anos de provações dadas por Deus. Mas na época do chamado de Abrão, ele era um homem cuja fé era muito pequena; verdadeira, mas pequena. E se formos honestos conosco mesmos, isso é justamente como a maioria de nós é. Em nossos melhores momentos, nossa fé é vibrante e vigorosa, mas nos momentos de provação, é fraca e escassa.

Uma vez na terra de Canaã, a rota tomada por Abrão é algo digno de nota. Antes de mais nada deve ser dito que foi uma rota que qualquer um esperaria que ele tivesse tomado se estivesse indo naquela direção. Uma olhadela no mapa do mundo antigo da época dos patriarcas indicaria que Abrão viajou por estradas bem movimentadas de sua época.135 Esta rota era aquela comumente usada por aqueles que estavam engajados no comércio daquele tempo.

Creio que esta é uma observação importante, pois muitos cristãos parecem sentir que o jeito de Deus é um jeito bizarro ou incomum. Não esperam que Deus os conduza de forma normal e previsível. A lição que precisamos aprender é esta: muitas vezes a maneira como Deus nos mandaria ir é, de qualquer forma, a mais lógica que teríamos escolhido. Somente quando Deus deseja nos afastar daquilo que é esperado é que devemos procurar por algo espetacular ou incomum.

Cassuto lembra que os lugares mencionados (Siquém, Betel, Neguebe) são muito importantes. Ele crê que a terra foi assim dividida em três regiões: a primeira, que se estendia desde o norte até Siquém, a segunda de Siquém até Betel, e a terceira de Betel até o limite ao sul.136

Jacó, após seu retorno de Padã-Harã, veio primeiramente a Siquém (33:18). Mais tarde foi instruído a subir até Betel (35:1, cf. verso 6). Tanto em Siquém quanto em Betel ele edificou altares, como Abrão, seu avô. (33:20, 25:7).

Quando Israel entrou em Canaã, para possuí-la sob a liderança de Josué, estas mesmas cidades chaves foram capturadas.

Assim Josué os enviou, e eles se foram à emboscada, colocando-se entre Betel e Ai, ao ocidente de Ai; porém Josué passou aquela noite no meio do povo. (Josué 8:9)

Então, Josué edificou um altar ao Senhor, Deus de Israel, no monte Ebal. (Josué 8:30)

Cassuto conclui que a jornada incerta de Abrão delineou o território que pertenceria a Israel, e que os lugares onde ele parou previram simbolicamente a conquista da terra.137 Num comentário a parte, Cassuto acrescenta o fato de que esses lugares também foram os centros religiosos da adoração cananita.138 De fato, os atos de Abrão ao erigir os altares e proclamar o nome do Senhor profetizaram a época vindoura quando a verdadeira adoração sobrepujaria a religião pagã dos cananeus. Apesar de não ser conhecido o significado exato da expressão “invocou o nome do Senhor”, esta certamente é uma descrição de adoração. É difícil crer que o ato público de adoração de Abrão não fosse notado ou visto com especial interesse pelos cananeus. Pessoalmente, creio que haja algum tipo de papel missionário sendo desempenhado por Abrão. Como tal, teria sido um ato decorrente da fé.
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“Antes que qualquer profeta usasse o termo, “Temor a Deus”; Moises já decretara o “Temor ao Senhor” como um ato de amor, fidelidade e compromisso recíprocos entre nós e o Criador na jornada dessa vida.” – Confere Êxodo 20.1-11. – (Alfredopam- 01/02/2014- Sábado).
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 “PORQUE ESTA É A MENSAGEM QUE OUVISTES DESDE O PRINCÍPIO: QUE NOS AMEMOS UNS AOS OUTROS.”  (1º João 3.11).
 
Que o DEUS que CHAMA, CURA, CAPACITA, ENVIA E SUSTENTA nos abençoe e nos guarde para os seus propósitos hoje, amanhã e para sempre. AMÉM! AMÉM e AMÉM!!! – (Alfredopam).
(Meus endereços eletrônicos: www.alfredopam.adm.br - Email: alfredovieira3@gmail.com  -  Blogs: alfredopam.blogspot.com.br  - pamcvl.blogspot.com.br- Posto também: na OTPB- otpbdobrasil ning.com  -  Ordem dos Teólogos e Pastores do Brasil  -  e na WWW.ubeblogs.com.br – União de Blogueiros Evangélicos)

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