16/12/2012-
Domingo - Centésima Sexagésima Mensagem.
“Conhecereis a Verdade e a Verdade
vos Libertará”. (João 8.32).
A Verdade que Liberta é:
a) O Cristo dos Evangelhos;
b) Incontestável;
c) Renovadora.
A Mensagem do Dia.
Não
Desista.
Mais ou menos como um time que luta
bravamente em campo até que o juiz dê por encerrada a partida. E se sai o gol
decisivo naquele minutinho final da prorrogação? Não dá para desistir antes da
hora! Assim, precisamos resistir ao desânimo que sugere abandonar aquilo que
queremos, e persistir na busca. De certa forma, parece que a vida tenta medir o
tamanho da nossa vontade ao mesmo tempo em que mensura nossa determinação em
conquistar o que representa felicidade e realização, seja um ideal, um
trabalho, a proximidade com alguém que amamos. Por isso convém avaliar se vale
o esforço de resistência e persistência que nos move na direção dos quereres
que a alma anseia. E se o querer estiver fortalecido, só o poder divino pode
nos deter!- 16/12/2012- Domingo.
Notas e Reflexões.
Estudo da Palavra.
Tema: “A
Importância da Disciplina na Igreja”
Texto
Áureo: E, na verdade, toda a correção,
ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um
fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela. (Hebreus 12.11)
Leitura
Bíblica: Atos 5.1-11.
INTRODUÇÃO:
Estudo
destinado aos Grupos em Crescimento.
- Vivemos hoje uma
verdadeira inversão de valores na sociedade que vem também entrando nas
igrejas.
-
Pela falta de disciplina, aos poucos aquilo que era errado, vai se tornando
certo e vice-versa.
I. A
DISCIPLINA E SUA NECESSIDADE
1.
Definindo a disciplina
-
A disciplina é a atitude que visa corrigir os desvios de conduta no meio do
povo de Deus.
- A disciplina começa com o ensinamento, exortação até a repreensão de qualquer natureza e culmina com uma medida punitiva drástica ou leve.
2.
A disciplina inicia no lar.
- Muitos críticos atuais, sob diversas
alegações, não aceitam a correção incisiva sobre as crianças.
- Comente bem essa parte e mostre que a educação começa em casa.
3. A disciplina no Novo Testamento
- Mostre
para a classe que Deus ensina no Novo Testamento, a observar-mos a disciplina
primeiro no coração (sermão do monte).
- No Novo Testamento a disciplina é mais rigorosa.
II. A OFERTA
DE ANANIAS E SAFIRA
1. O pecado contra o Espírito Santo
-
Diga para os alunos que se seguir-mos a disciplina da Palavra de Deus não
chegaremos a consumação do pecado.
- A disciplina começa antes de errar-mos, porém muitos só dão ouvidos após caírem no pecado.
2.
ma oferta como a de Caim
- A oferta de Ananias e Safira foi semelhante a de
Caim, o Senhor sondou o coração deles.
- Aqui o coordenador pode tornar o assunto mais aplicativo, compare com as ofertas nos dias atuais, pois muitos estão ofertando por troca, esperando receber algum benefício do Senhor, se esquecem que Deus está sondando o coração do ofertante.
III. O
EXTREMO DA DISCIPLINA
- Aqui reside uma das doutrinas mais controversas
acerca do Espírito Santo, "o pecado contra o Espírito Santo".
- É bom esclarecer para os alunos que o pecado contra o Espírito Santo, é aquele consciente onde o pecador sabe exatamente a importância da pessoa do Espírito Santo e as consequencias de seu ato.
1. A sentença de morte:
- Aquela sentença foi o ponto máximo da disciplina.
- Apresente para os alunos como ilustração para a morte espiritual que muitos crentes tem sofrido por viver uma vida de falsidade, ofertam coisas materiais, mas seus corações estão longe de Cristo.
- Apresente para os alunos como ilustração para a morte espiritual que muitos crentes tem sofrido por viver uma vida de falsidade, ofertam coisas materiais, mas seus corações estão longe de Cristo.
2. A maldição é retirada do
arraial dos santos:
-
Todo pecado meio da igreja deve ser de alguma forma disciplinado, seja com
palavras ou com outra atitude.
- Lembre para os membros, que se for necessário, as igrejas atualmente tem autonomia para disciplinar, como retirar temporariamente do grupo que participa, ou até exclusão do rol de membros, porém alguns detalhes devem ser observados:
- a igreja deve ter um estatuto registrado;
- deve ser
feito um processo claro e bem documentado em ata de reunião;
- o membro a ser disciplinado deve ser ouvido;
- o membro a ser disciplinado deve ter acesso a todos os documentos do
processo;
- ninguém pode
ser disciplinado pela acusação de uma pessoa, deve haver pelo menos mais duas
testemunhas.
- deve sempre
ser evitado o constrangimento ilegal.
CONCLUSÃO
- Lembre-se, se deixarmos de
atentar para a disciplina, seja ensinando, exortando ou disciplinando, nunca
seremos visto como uma instituição séria.
- Tem se pregado muito sobre vitória financeira e outros temas, mas a disciplina é pouco lembrada.
LEITURA COMPLEMENTAR:
A verdadeira disciplina na igreja
por Craig Blomberg
“Se seu irmão
pecar contra você, vá e, a sós com ele, mostre-lhe o erro. Se ele o ouvir, você
ganhou seu irmão. Mas se ele não o ouvir, leve consigo mais um ou dois outros,
de modo que ‘qualquer acusação seja confirmada pelo depoimento de duas ou três
testemunhas’. Se ele se recusar a ouvi-los, conte à igreja; e se ele se recusar
a ouvir também a igreja, trate-o como pagão ou publicano.(Mateus
18.15-17)
Tendo crescido em
uma igreja Protestante tradicional, eu não tinha idéia de que havia alguma
coisa como a disciplina na igreja do mundo moderno. Mateus 18.15-17 nunca foi
discutido, muito menos implementado, mesmo quando os líderes da igreja se
divorciam gratuitamente de suas esposas após começarem relacionamentos com
outras pessoas.
Nas igrejas
evangélicas que participei durante minha fase adulta, sempre houve uma política
sobre disciplina na igreja, tentando ser fiel aos ensinamentos de Jesus neste
texto. Mas uma série de observações exegéticas são frequentemente ignoradas:
Primeiro, nada
neste texto limita o pecado a certos tipos de ofensas que sejam consideradas
particularmente graves. Mateus 5.23-24 poderia sugerir que a prioridade de todo
indivíduo é lidar com as formas que os outros da congregação acreditam que você
tenha pecado contra eles. Mas para muitas ofensas pequenas, as pessoas
devem ser capazes de lidar com elas privadamente, o que é justamente a primeira
etapa do processo. A disposição de se desculpar gratuitamente, mesmo quando se
sinta apenas parcialmente responsável por uma ofensa, pode ser um grande passo
em direção à pacificação, uma tarefa que Jesus chama de bem-aventurada (5.9).
Segundo, uma
grande quantidade de ofensas menores podem facilmente ser ignoradas, visando
manter essa mesma paz. Somente quando há um padrão de repetição, um
comportamento pecaminoso, é que normalmente se julga necessária uma
intervenção. Uma parte do processo que Jesus mostra, começando pela privacidade
completa, é limitar o numero de pessoas que saberão.
A
pior coisa a se fazer, mas a mais comum que fazemos, é queixar-se a todas as
pessoas, menos à própria pessoa. Às vezes, elas nem sequer sabem que fomos
feridos! Isto deve ser evitado a todo custo.
Terceiro, os
diferentes significados da palavra “testemunha” causam uma confusão
desnecessária. As pessoas frequentemente me perguntam: “Como posso trazer duas
ou mais testemunhas se ninguém presenciou o fato?” Esta pergunta confunde o
conceito de “testemunha ocular” (autoptēs, no grego), com “aquele que
testemunha” (martus, que é
a palavra usada nesse texto). O ponto não é que as pessoas devem ter um
conhecimento prévio do pecado, muito menos ter presenciado, mas que eles vão
testemunhar a reunião entre o ofendido e o ofensor, o que foi dito, como as
pessoas reagiram, e assim por diante, de modo que não chegue ao ponto de ficar
um “disse-me-disse”.
Quarto, realmente
não há uma maneira de fazer o “conte à igreja” significar um contar apenas para
o pastor, aos anciãos ou a algum subgrupo da igreja. Talvez seja uma idéia
sábia envolver, a não ser que seja a menor das igrejas, um corpo de líderes da
igreja como um passo intermediário entre a reunião com as testemunhas e o
contar de púlpito. Se existe qualquer chance que a reconciliação possa ocorrer
– arrependimento, seguido de perdão e restauração do relacionamento – então,
quanto menos pessoas souberem, melhor. Há sabedoria em não envolver mais
pessoas do que aquelas que já sabem sobre um determinado problema. Mas a “igreja”
é toda a assembléia reunida. Dizer algo à igreja é o ultimo passo antes da
exclusão, e se há possibilidade de se tomar um passo tão drástico, o corpo
inteiro dos crentes deve ser informado, pelo menos, da essência da questão em jogo. Na sociedade
hiper-litigiosa de hoje com leis de confidencialidade insanas, igrejas com a
real intenção de implementar a disciplina precisam ter linguagens em seus
estatutos e assinaturas de seus membros, aprovados pela assessoria jurídica,
renunciando o direito de processar a igreja em tais casos.
Finalmente, tratar
alguns como “pagão ou publicano” significa tratá-los como um não-cristão. Jesus
foi incrivelmente solícito para com os imorais de sua época, mas ele chamava-os
ao arrependimento. O propósito da disciplina na igreja em qualquer lugar do
Novo Testamento é sempre corretivo, mesmo quando em casos extremos em a
reabilitação só vem depois da morte! Entretanto, neste contexto Jesus não está
contemplando tudo ao extremo, nem mesmo a excomunhão de pleno direito ou a
dissociação, mas apenas a exclusão de pessoas de ministérios ou encontros que
se limitam aos crentes. Se e quando eles se arrependerem e demonstrarem um
arrependimento genuíno (que por definição é uma mudança de atitudes, e requer
certo tempo para evidenciar que o comportamento foi verdadeiramente mudado),
então eles poderão ser reintegrados, tanto à membresia da igreja quanto à
liderança. Em nossa frágil sociedade moderna, na qual a excomunhão completa
geralmente leva a pessoa apenas a ir para outra igreja que não faz perguntas ou
então se torna amargurado contra a igreja, e possivelmente contra Deus, uma
abordagem muito mais eficaz é de a congregação, desde o início, declarar amor
ao ofensor, oferecer um processo de restauração e prestação de contas que,
mesmo antes da reintegração, não os obriga a parar de presenciar as reuniões
(assumindo que sejam abertas a não-cristãos), mas que certamente os abstenha da
mesa do Senhor e qualquer reunião aberta apenas para crentes. Traduzido por André Carvalho.
“ A religião pura e imaculada para com Deus, o
Pai, é esta: visitar os orfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se
da corrupção do mundo.” (Tiago 1.27).
“Que o DEUS que CHAMA, CURA, CAPACITA, ENVIA E
SUSTENTA nos abençoe e nos guarde para os seus propósitos hoje, amanhã e para
sempre. AMÉM! AMÉM e AMÉM!!! – (Alfredopam)”
(Todo
material desse blog pertence ao arquivo do PAM-CVL. Seu uso é liberado sem
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