15/09/2013- Domingo. – PAM: Cristo, Verdade que
Liberta.
004.7ªfase.2013.15agom5. – Portais da Espiritualidade.
A MENSAGEM DO DIA:
“...porque a vossa obra tem uma recompensa.”- (II Crônicas 15.7b).
Estas palavras foram ditas pelo Espírito de Deus ao rei Asa, logo após uma grande batalha e uma tremenda vitória. Muitas vezes a vitória é mais perigosa do que o fracasso. Na derrota as pessoas se sensibilizam, e humilhadas, recorrem a Deus com mais facilidade. No sucesso, elas tendem a se sentir auto-suficientes e confortáveis. Por isso, o Senhor lembrou o rei e todo o seu exército de algo muito importante. Ele disse: “O Senhor está convosco, enquanto
vós estais com ele; se o buscardes, o achareis; mas se o deixardes, ele vos deixará” (II Crônicas 15.2).- 03022013D.
Estas palavras foram ditas pelo Espírito de Deus ao rei Asa, logo após uma grande batalha e uma tremenda vitória. Muitas vezes a vitória é mais perigosa do que o fracasso. Na derrota as pessoas se sensibilizam, e humilhadas, recorrem a Deus com mais facilidade. No sucesso, elas tendem a se sentir auto-suficientes e confortáveis. Por isso, o Senhor lembrou o rei e todo o seu exército de algo muito importante. Ele disse: “O Senhor está convosco, enquanto
vós estais com ele; se o buscardes, o achareis; mas se o deixardes, ele vos deixará” (II Crônicas 15.2).- 03022013D.
(Terceiro
módulo – Relacionamento com o sagrado (místico, religioso e espiritual)
Textos Básicos
- O processo do Conhecimento de Deus.
Pela inteligência
conhecemos os objetos através de sua passagem pelos sentidos; formamos a ideia
das coisas, abstraindo a forma que nos é introduzida na inteligência.
Para o conhecimento de
pessoa, esse processo é insuficiente, pois pessoa não é objeto de laboratório;
ela só será conhecida, caso se revele. A abertura através do diálogo é
fundamental para o conhecimento interpessoal. Isso se realiza progressivamente,
ao longo da história da pessoa. Ora, com relação a Deus, pela nossa
inteligência, quando muito podemos perceber a necessidade de sua existência e
alguns atributos bastante abstratos. Precisamos de sua revelação ou
manifestação para saber de fato quem Ele é. Justamente aqui entra o papel das
religiões; estas propõem vindas ou encarnações de Deus no mundo, geralmente
contidas em escritos sagrados, como o judaísmo, hinduísmo, cristianismo,
islamismo, etc. (P/AViS/Primavera/1968).
- “Encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram. Da terra brota a verdade, dos céus a justiça baixa o seu olhar.” (Sl 85.10-11). Esta é a visão do Salmista: manter a tensão na busca de uma ética que inclua o sagrado e reconstrua a esperança.
- A Graça do Altíssimo vai-se concretizando ao passo que os excluídos vão se tornando objetos de mudança social, buscando a igualdade, a liberdade e a fraternidade entre todos, não importando seu gênero, nacionalidade, credo religioso ou condição social. (P/AViS-Primavera/2.008).
- A ética tem quatro princípios básicos: o princípio do respeito, da justiça, da solidariedade e do bem-comum. Se você segue esses quatro princípios, tenha a certeza de que você já está no caminho da ética.
Introdução
Como dissemos no
módulo anterior: “O homem é um ser
espiritual. Tomamos aqui a palavra “espírito” no sentido bíblico-cristão; é a
dimensão do infinito que existe no homem, que por sua vez, é satisfeita
com a presença de Deus na vida da
pessoa; portanto, a religião, uma das formas mais comum de viver a fé, é a
resposta a esse anseio do homem. Também aqui a ética encontra fenômenos a serem
estudados: a liberdade religiosa, as crenças, as magias, as superstições, o
pecado, o mercado religioso, etc.”
C.J. Hernandez em seu livro “O Lugar do Sagrado na Terapia” descreve de
forma magistral o relacionamento íntimo que deve haver entre o homem e Deus
para assegurar uma vida saudável: “ABBA (PAPAI), COMO RESPOSTA AO
RECONHECIMENTO QUE DISSOLVE A ANGÚSTIA DA SEPARAÇÃO - A angústia primordial traduz o sofrimento da
separação. A consciência embrionária, para levar em conta essa separação,
pergunta-se pela origem da vida. Entre a origem e a separação, transcorrem
todos os fantasmas que habitam a noite na qual o herói vigia as armas. É por
isso que a biografia, necessariamente, contará o confronto e a ruptura com a
mãe natureza. O sentimento que surge dessa separação dilacerante, será a
experiência fundamental onde se recebe a voz do reconhecimento. O
reconhecimento primordial é o que dá Jesus Cristo ao revelar que Deus pode ser
requerido como Abba (papai). Segundo Jeremias, essa expressão foi a que
provocou o escândalo maior nos Judeus contemporâneo de Jesus Cristo. Eles não
podiam entender essa familiaridade. Sua dureza de coração é também um símbolo
da dificuldade que ainda temos para encontrar um Deus que seja papai... Por
tudo isso, dizemos que o sagrado contém os símbolos primordiais, tais como
redenção, reconciliação, ressurreição,
(libertação, renúncia e amor*), através dos quais o sofrimento é desligado do
sem-sentido ou, até mesmo, do demônio...”
Assim, o homem consegue transferir o que lhe incomoda para os deuses
(anjos ou demônios, não importa) à semelhança de Adão que transferiu para a Eva
a culpa do seu erro e dela (Eva) que transferiu para a serpente.- (P/AViS-
Primavera de 2009).
Estaremos fazendo três abordagens
como base de discussão:
a) O Homem, este desconhecido;
b) O Homem em busca da liberdade e da verdade;
c) O Homem e o Tempo.
O Homem, este desconhecido
Esquecemos o que a religião e a ética ensinam: só a verdade liberta.
Disse o Grande Mestre Jesus: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.
Para Sartre (1905-1980), é o homem com sua liberdade que deve escolher,
criar e inventar seus valores. A interpretação da realidade e sua escolha são
totalmente subjetivas. O homem é aquilo que deseja ser; ele é o seu projeto; é
o homem quem legisla o que quer ser: “O homem é livre; o homem é liberdade
(...) o homem está condenado a ser livre”.
Esta é a grande questão, afinal de contas o homem poderá vir a ser
livre? Os filósofos tradicionalmente perguntam se o homem é livre ou não? Nós
ignoramos essa pergunta e afirmamos que o homem não é livre, colocando a
questão em termos mais práticos e viáveis, perguntando então; o homem poderá
vir a ser livre?
Para responder essa questão vamos recorrer à Antropologia, analisando
com brevidade as suas perspectivas.
Primeira: Perspectiva Cosmocêntrica. – Considera o mundo como o ponto de
partida para a análise do homem; a visão que se tem do mundo determina a
compreensão do homem. Representantes: Platão, Aristóteles, os Epicureus, os
Estóicos e outros.
Segunda: Perspectiva Teocêntrica. – Considera o homem a partir da
Revelação bíblica. Representantes: Os chamados Doutores da Igreja, os
Escolásticos; os Reformadores e os Contra Reformadores.
Terceira: Antropocêntrica. – Considera o homem como o próprio ponto de
referência, enfocando algum aspecto que lhe seja peculiar. “O homem é a sua
própria medida ou padrão”. Representantes: A Filosofia Moderna de modo geral;
Descartes, Hume, passando por Kant, Hegel, Freud, Nietzche, Heidegger e outros.
Quarta: Cristocêntrica. Considera o homem a partir dos ensinamentos de
Cristo como revelação “Emanuel” (Deus se fez presente entre os homens) e a
revelação do Espírito Santo que é dinâmica e completa naquele que crê aquilo que
Jesus não ensinou porque os discípulos não estavam prontos para receber esses
ensinamentos. Representantes; Os Evangélicos em geral
Concluindo podemos dizer que há esperança para o homem e para o nosso
planeta, porém está muito mais na dependência do próprio homem do que de
qualquer princípio, filosófico, religioso ou ideológico. Daí a importância do
aprofundamento do estudo da ética, vista não como uma solução em si, mas uma
busca constante da verdade, incluindo todos os segmentos do saber humano, promovendo
o respeito numa ação conciliadora. A ética pode contribuir, de maneira
decisiva, para que o homem possa libertar de dentro de si, aquilo que o
Apóstolo Paulo chama de “O Homem Interior” que luta contra o “homem exterior” e
assim promover a salvação da humanidade.
“E o homem que determina as decisões
dos céus, e não o contrário”.
O Homem em Busca da Liberdade e da Verdade
A pessoa humana, com sua complexidade, sempre foi alvo das mais diversas
observações. Isto se deve, em parte, à dificuldade em se definir o homem,
prever suas reações, enquadrá-lo dentro de padrões definitivos. O homem é
sempre um ser imprevisível; ele é incompreensível, um abismo, um mistério...
Exemplificando, em parte, o que estamos dizendo, Diógenes de Sinope
(cerca de 413-323 AC)
foi visto em Atenas, em plena luz do dia, com uma lanterna acesa e dizendo:
“Procuro um homem.”
Com todo o conhecimento que o homem tem adquirido nestes últimos
séculos, ele ainda não conseguiu se conhecer para resolver seus problemas. Ele
explica o micro e macrocosmo, viaja pelo espaço, visita planetas, conhece as
partículas microscópicas das moléculas, das bactérias e vírus, mas não consegue
resolver os grandes problemas que afligem o seu relacionamento com os
semelhantes e nem com a natureza. As guerras são cada vez mais cruentas, os
rios e a atmosfera são poluídos, colocando em risco a possibilidade de
sobrevivência do homem na terra, mas, contudo isto, ele continua na sua vaidade
e no seu egoísmo, buscando o domínio sobre tudo e sobre todos a qualquer custo.
A violência toma novas formas e a sociedade se torna refém da sua própria
ganância e desejo de acumular riquezas em detrimentos de muitos que vivem
excluídos e carentes até mesmo do mínimo para a sua sobrevivência. A corrupção
campeia nos meios políticos e serviços públicos numa verdadeira geléia
putrefata e nojenta que os homens de bem já não sabem mais como conviver. Por
outro lado cresce a omissão daqueles que pela graça de Deus têm tendência para
o bem. Alguns poucos homens têm coragem de se posicionar a favor da honestidade
e da dignidade. Mas logo são marginalizados, perseguidos e até mortos. Este é
um quadro bastante negro da sociedade atual, mas também bastante real.
Paulo destacou esse conflito no homem dizendo o seguinte: “Porque o que
faço não aprovo; pois o que quero fazer, isso não faço, mas o que me aborrece,
isso faço.” (Rm 7. 15).
Nenhuma outra época soube tão pouco do homem do que a nossa.
O pensador inglês, Thomas Hobbes (1588-1679), observou, em 1651, que os
homens, por serem egoístas, estão sempre se destruindo, quer a pretexto de
competição, de desconfiança, ou de glória. (Leviatã, São Paulo – Abril
Cultural). Por isso, há uma guerra
constante; que é de todos os homens contra todos os homens. A máxima: “se
queres a paz, prepara-te para a guerra”, cada vez mais se torna real nas
relações entre os homens e as nações.
O homem, pela sua própria natureza, busca a liberdade, mas se torna cada
vez mais escravo de si mesmo e muita vez morre de forma inglória se julgando
mártir da luta pela Liberdade e a Verdade...
O Homem e o Tempo
“Tudo tem o seu tempo determinado, e
há tempo para todo o propósito debaixo do céu.” (Ec 3. 1).
O que fazer com a sensação de que o tempo sempre é curto e não permite
que façamos as coisas que gostaríamos? Sempre que vem um novo ano, percebemos
como o tempo voa. Eu sou um apaixonado pelas coisas da vida e amo tudo o que
faço.
Mas no anseio de viver fazendo de tudo um pouco, descobri que acabo
fazendo quase nada de tudo. Muitos são assim.
O Senhor Jesus disse: “Aquele que quiser salvar sua vida (o seu tempo de
vida) perdê-la-á: mas aquele que perder sua vida por amor de mim e do meu
reino, esse a salvará”.
Se você é como eu, um faz tudo maníaco que se frustra por acabar fazendo
muito pouco no final, talvez possa lucrar com o que aprendi e que transformou
minha vida de um turbilhão confuso numa corrente intensa e constante que opera
mudanças significativas: o primeiro passo para a verdadeira eficácia é ter um
propósito específico. A maioria das pessoas simplesmente “vive” sem propósito.
Não ter um propósito é condenar-se à frustração e ao fracasso no final.
Essa é a mãe da depressão. Já outros (como eu) possuem propósitos demais e
acabam divididos. A Bíblia diz que o homem de coração dividido não alcançará
coisa alguma. Quando se desejam todas as coisas de uma vez, tudo é raso,
malfeito, incompleto. Esses são os que começam cinco faculdades diferentes e
não termina nenhuma.
Há muitas coisas empolgantes e desejáveis no mundo, mas uma só vida para
experimentá-las. O que merece o investimento de minha vida? Servir ao Senhor
com certeza! Perder (gastar) a vida em favor de Cristo e seu Reino é o
propósito que vale a pena.
Onde? Ah, isso varia. Cada um tem um chamado específico. Se você
consultar ao Senhor, em oração e buscar com perseverança, encontrará o que Ele
espera de você. Aplique o seu coração e o seu tempo em uma direção específica –
seja um homem de um só propósito diante de Deus, e a própria vida o levará a
sério. Cada propósito consumado nos prepara para um novo propósito e é assim
que nos tornaremos uma pessoa de sucesso diante de Deus e dos homens.
“Disse-lhes pois Jesus: Ainda não é
chegado o meu tempo, mas o vosso tempo sempre está pronto.” (Jo 7. 6).
Agora a palavra está com os presentes para
qualquer consideração que julgar objetiva e conveniente.
Após o uso da palavra pelos presentes, o preletor tentará dar respostas
ou abordar os assuntos propostos de forma breve e sucinta, dividindo os
presentes em pequenos grupos.
Relatórios dos grupos:
Nome do
grupo: (se possível, o nome dos participantes ou o número dos mesmos)
Questões a
serem respondidas pelo grupo:
a -
O que significa para o grupo o Tema proposto?
b -
Os assuntos abordados pelo conferencista têm alguma
coisa a ver com a nossa realidade?
c -
Dos três tópicos abordados destaque um como mais
importante.
d -
Faça três ou mais destaques sobre o tópico
considerado mais importante.
e -
Faça um breve resumo da discussão realizada.
Questões a serem encaminhadas para o
grande grupo:
- Perguntas ao preletor:
- Propostas de encaminhamento:
- Sugestões e observações finais:
- Avaliação: Nota de 1 a 5 pela validade e oportunidade da reunião.
Conclusão
No
passado, os sábios faziam relação entre
os sonhos e a função do profeta, isto é, o homem que conhece e fala com Deus.
Há sonhos e pesadelos: a diferença entre eles é que o sonho proclama a vontade
de Deus de forma transparente e corajosa, enquanto o pesadelo é tolerante e
procura falar daquilo que o povo gosta e deseja ouvir. O sonho aponta para o
Reino de Deus e o pesadelo reforça o Reino dos Homens.
Podemos ter
sonhos e pesadelos de forma inconsciente, porém existem aqueles que proclamam o
pesadelo para explorar a boa fé do povo e tirar proveito próprio com a
proclamação de heresias e enganos que só servem para semear a discórdia a
descrença no “Deus Altíssimo” e assim manter a sociedade escrava das injustiças
e da violência. O Espírito Santo convoca homens para serem profetas que sonham
para que sejam instrumentos de transformação da sociedade.
Jeremias,
profeta do Velho Testamento, (Jr 17.14), depois de uma forte mensagem de
julgamento e exortação ao povo, depois de amaldiçoar sua condição de pecado e
chorar por sua degradação, exclama: “Cura-me, Senhor, e serei curado, salva-me,
e serei salvo: porque tu és o meu louvor”. Há relação entre saúde, santidade e
salvação. Do latim, a raiz “san”, da
qual origina sanidade e saúde, assemelha-se à palavra “salvus” que significa
salvação. Assim, podemos afirmar que existe uma estreita afinidade entre
sanidade, salvação e santidade.
Quando
propusemos falar da Ética do Relacionamento com o Sagrado, era nossa intenção
despertar no leitor a ideia de que a ética tem muito a ver com a “Graça de
Deus”; e esta “Ética e Graça” só têm sentido quando nos faz voltar para o “Deus
Altíssimo”, “O Inefável”, “O Eu Sou” aquele que é o que é, “O Alfa e Ômega” e
nos libertar das crendices e dos milhares de deuses que povoam as mentes dos
homens tomando o lugar do “DEUS” que é
“AMOR”. Este é o Deus que nos chama e nos adverte que se queremos amá-lo,
devemos primeiramente amar ao próximo, onde ele, verdadeiramente, se
revela.{47}
Esta “Ética
e Graça” afirmam que somos capazes de
lutar pela transformação dos pesadelos em sonhos e os sonhos em manifestações
de sanidade, santidade e salvação.
“Uma ética que rompe a
escravidão do conformismo e que nos faz sonhar com novas visões é sinal do
Reino. Uma ética baseada no AMOR pode tudo.”
“Que
o DEUS que CHAMA, CURA, CAPACITA, ENVIA E SUSTENTA nos abençoe e nos guarde
para os seus propósitos hoje, amanhã e para sempre. AMÉM! AMÉM e AMÉM!!! –
(Alfredopam)”
(Todo material desse blog pertence ao arquivo do PAM-CVL.
Seu uso é liberado sem restrição, solicitando-se apenas a citação da fonte: PAM-CVL-Alfredopam.
Seu uso é exclusivamente para a Ação Missionária sem fins lucrativos).
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