domingo, 19 de janeiro de 2014

O Chanado de Abrão - Introdução.



19/01/2014- Domingo– PAM: Cristo, Verdade que Liberta.
01.7ªfase.2013.15agom19. – Portais da Espiritualidade.

A MENSAGEM DO DIA:
Atitudes que geram  bênçãos: Lavar as mãos e o rosto.
Lavar as mãos e o rosto não é somente uma atitude de higiene corporal, mas de higiene espiritual. Este ato contribui para lavar os olhos que choraram de tristeza, das marcas de dor, fisionomia de derrota... Ao lavar o rosto jogue todos esses sentimentos que trazem angústia pelo ralo. “Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos... Lava-me completamente da minha iniqüidade e purifica-me do meu pecado.” – (Isaias 1.16 e Salmo 51.2). – 11082012S.- 19/01/2014- Domingo.
ESTUDANDO A PALAVRA.

O Chamado de Abrão (Gênesis 11:31 - 19:9)

Introdução

O capítulo 12 começa uma nova divisão no livro de Gênesis. Os primeiros onze capítulos costumam ser chamados de “história primitiva”. Os últimos capítulos são conhecidos como “a história dos patriarcas”. Enquanto o efeito do pecado do homem se torna cada vez mais abrangente, o cumprimento da promessa de Deus de Gênesis 3:15 se torna cada vez mais seletivo. O Redentor devia vir do descendente da mulher (Gênesis 3:15), depois dos descendentes de Sete, de Noé e agora de Abraão (Gênesis 12:2-3).
Teologicamente, Gênesis capítulo 12 é a chave para as passagens do Velho Testamento, pois contém aquilo que é chamado de a Aliança Abraâmica. Esta aliança é a linha que une todo o Velho Testamento. É vital para o correto entendimento das profecias da Bíblia.
Em Gênesis capítulo doze não só chegamos a uma nova divisão e à uma importante aliança teológica, mas, principalmente, a um grande e piedoso homem - Abraão. Aproximadamente um quarto do livro de Gênesis é devotado à vida deste homem. São feitas mais de 40 referências a Abraão no Velho Testamento. É interessante notar que, no Islamismo, Abrão é o segundo homem mais importante depois de Maomé, sendo que o Alcorão se refere a ele 188 vezes. O Novo Testamento de forma nenhuma diminui a importância da vida e do caráter de Abraão. Há aproximadamente 75 referências a ele no Novo Testamento. Paulo escolheu Abraão como o melhor exemplo do homem que é justificado diante de Deus pela fé e não pelas obras (Romanos 4). Tiago se refere a Abraão como um homem que demonstrou sua fé aos homens por meio das obras (Tiago 2:21-23). O escritor aos Hebreus aponta Abraão como exemplo de um homem que andava pela fé, dedicando mais espaço a ele do que a qualquer outro indivíduo no capítulo onze (Hebreus 11:8-19). Em Gálatas capítulo 3 Paulo escreveu que os cristãos são “filhos de Abraão” pela fé, e assim, justos herdeiros das bênçãos a ele prometidas (Gálatas 3:7-9).
Ao voltarmos nossa atenção para Gênesis capítulo 12, vamos ficar de olho em Abraão como exemplo de quem anda pela fé. Em especial, quero ressaltar o processo empregado por Deus para fortalecer a fé de Abrão e torná-lo o homem temente que ele foi. Muitos erros tão comuns nos círculos cristãos a respeito da natureza de uma vida de fé podem ser corrigidos pelo estudo da vida de Abraão.

As Circunstâncias que Envolveram o Chamado de Abrão
(Josué 24:2-3, Atos 7:2-5)

Moisés não nos deu o panorama necessário para compreendermos completamente a importância do chamado de Abrão, mas isto está registrado na Bíblia para nós. Estêvão esclarece a época em que Abrão recebeu o primeiro chamado de Deus. Não foi em Harã, como uma leitura casual de Gênesis pode nos levar a crer, mas em Ur. Quando Estêvão esteve diante de seus incrédulos irmãos judeus, ele recontou a história do povo escolhido de Deus, começando com o chamado de Abraão:
Estêvão respondeu: Varões, irmãos e pais, ouvi. O Deus da glória apareceu à Abraão, nosso pai, quando estava na Mesopotâmia, antes de habitar em Harã, e lhe disse: Sai da tua terra e da tua parentela e vem para a terra que eu te mostrarei. (Atos 7:2-3)
Apesar de nem todos os estudiosos da Bíblia concordarem com a localização de Ur, a maioria concorda que seja a Ur da Mesopotâmia meridional, na qual costumava ficar a costa do Golfo Pérsico. O sítio da grande cidade foi descoberto em 1854, e desde aquela época tem sido escavado, revelando muitas coisas sobre a época de Abrão. Ainda que o verdadeiro período em que Abrão viveu em Ur possa ser matéria de discussão, podemos dizer com certeza que era justa sua ostentação de ser uma civilização altamente desenvolvida. Há amplas evidências de grandes fortunas, arte trabalhada e ciência e tecnologia avançadas. Tudo isso nos fala acerca da cidade que Abrão recebeu ordem para deixar. Nas palavras de Vos,
Sem levar em consideração a época em que Abraão partiu de Ur, ele deu as costas a uma grande metrópole, iniciando sua jornada de fé para uma terra sobre a qual pouco ou nada sabia e que, provavelmente, muito pouco lhe ofereceria do ponto de vista de benefícios materiais.
Se a cidade que Deus disse a Abrão para deixar era grande, o lar que ele deixou prá trás parece ter sido menos que religioso. Poderia supor que Terá fosse um homem crente, que educou seu filho, Abrão, para crer num único Deus, diferente das pessoas de seus dias, mas isto não foi bem assim. Josué, em suas palavras de despedida no final de sua vida, nos dá uma compreensão melhor do caráter de Terá:
Então, disse Josué a todo o povo: Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Antigamente, vossos pais, Terá, pai de Abraão e de Naor, habitaram dalém do Eufrates e serviram a outros deuses. (Josué 24:2)
Podemos então dizer que Terá foi idólatra, tal como aqueles de seus dias. Não é de se estranhar que Deus ordenasse a Abrão para deixar a casa de seus pais (Gênesis 12:1)!
A idade de Abrão tampouco foi um fator favorável para partir de Ur e ir para alguma terra desconhecida. Moisés nos diz que Abrão tinha 75 anos quando entrou na terra de Canaã. Pense nisso. Abrão já estaria no seguro social há mais de dez anos. Para ele a “crise da meia idade” era coisa do passado. Em vez de pensar numa nova terra e uma nova vida, a maioria de nós estaria pensando numa cadeira de balanço e numa casa de repouso.
Não somos levados a ficar impressionar pela idade de Abrão por causa do longo tempo de vida dos homens primitivos, mas Gênesis capítulo onze nos informa que a longevidade do homem dos tempos antigos era muito maior que na época de Abrão. Abrão morreu com a idade de 175 anos (25:7-8), um pouco mais do que Sem (11:10-11) ou Arfaxede (11:12-13). Um dos propósitos da genealogia do capítulo onze é o de nos informar que os homens estavam vivendo vidas mais curtas, e tendo filhos mais jovens. Abrão não era, em nossa linguagem, nenhum “frangote” quando deixou Harã e partiu para Canaã.
Tudo isto nos leva a pensar nas objeções e empecilhos que deviam estar na cabeça de Abrão quando recebeu o chamado de Deus. Ele partiu de Harã, não porque fosse a coisa mais fácil a fazer, mas porque Deus o levou a isso. Assim dizendo, não estou querendo glorificar a fé de Abrão, pois, como veremos, inicialmente sua fé foi muito fraca. Os obstáculos foram totalmente superados pela iniciativa de Deus logo nas primeiras fases da vida de Abrão. Isto resta ser provado.

A Ordem de Deus

O chamado de Abrão está registrado em Gênesis 12:1 “Ora, disse o Senhor a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei.”
Uma tradução melhor da primeira sentença deste chamado é encontrada nas versões King James e Nova Versão Internacional, onde se lê: “O Senhor dissera a Abrão...”
A diferença é importante. Sem ela somos levados a pensar que o chamado de Abrão veio em Harã, não em Ur. Mas sabemos, pelas palavras de Estêvão, que o chamado de Abrão veio em Ur (Atos 7:2). O passado mais que perfeito (dissera) é tanto gramaticalmente correto quanto exegeticamente necessário. Ele nos diz que os versos 27 a 32 do capítulo 11 são um parênteses, não seguindo rigorosamente uma ordem cronológica.
O chamado de Abrão veio junto com uma aparição de Deus. Embora Moisés tenha mencionado a aparição de Deus depois que Abrão já estava em Canaã (12:7), Estêvão nos informa que Deus apareceu a Abrão ainda em Ur (Atos 7:2). À luz de todas as objeções que poderiam ser levantadas por Abrão, tal aparição não deveria ser incomum. Deus também apareceu a Moisés na época de seu chamado (Êxodo 3:2, etc.).
Em certo sentido, a ordem de Deus para Abrão foi muito específica. Foi dito a Abrão, em detalhes, o que ele deveria deixar prá trás. Deveria deixar sua terra, seus parentes e a casa de seu pai. Deus iria fazer uma nova nação, não simplesmente revisar alguma já existente. Pouco da cultura, religião ou filosofia do povo de Ur deveria fazer parte daquilo que Deus planejou fazer com Seu povo, Israel.
Por outro lado, a ordem de Deus foi deliberadamente vaga. Enquanto aquilo que devia ser deixado prá trás era muito claro, aquilo que estava à frente era angustiantemente desprovido de detalhes “... para a terra que eu te mostrarei.”
Abrão não sabia nem mesmo onde habitaria. Como o escritor de Hebreus colocou: “...e partiu sem saber para onde ia.” (Hebreus 11:8)
A fé à qual somos chamados não é uma fé nalgum plano, mas numa pessoa. Muito mais do que onde ele estava, Deus se preocupava com quem ele estava, e em Quem confiava. Deus não está preocupado tanto com geografia quanto o está com santidade.
A relação entre a ordem de Deus a Abrão no verso um e o incidente em Babel no capítulo onze não deveria passar despercebida. Em Babel os homens preferiram desprezar a ordem de Deus de se dispersar e povoar a terra. Eles se empenharam em encontrar segurança e renome ao se unir e construir uma grande cidade (11:3-4). Eles procuraram bênção no fruto de seu próprio labor em vez de procurarem na promessa de Deus.
A ordem de Deus a Abrão é, com efeito, uma reversão daquilo que o homem tentou fazer em Babel. Abrão estava seguro e confortável em Ur, uma grande cidade. Deus o chamou para deixar aquela cidade e trocar sua casa por um tenda. Deus prometeu a Abrão um grande nome (aquilo que as pessoas de Babel procuravam, 11:4) por sair de Ur, deixando a segurança de sua parentela, e confiando somente em Deus. Quão diferentes são os caminhos do homem dos caminhos de Deus!

“PORQUE ESTA É A MENSAGEM QUE OUVISTES DESDE O PRINCÍPIO: QUE NOS AMEMOS UNS AOS OUTROS.”  (1º João 3.11).
 
Que o DEUS que CHAMA, CURA, CAPACITA, ENVIA E SUSTENTA nos abençoe e nos guarde para os seus propósitos hoje, amanhã e para sempre. AMÉM! AMÉM e AMÉM!!! – (Alfredopam).

(Meus endereços eletrônicos: www.alfredopam.adm.br - Email: alfredovieira3@gmail.com  -  Blogs: alfredopam.blogspot.com.br  - pamcvl.blogspot.com.br- Posto também: na OTPB- otpbdobrasil ning.com  -  Ordem dos Teólogos e Pastores do Brasil  -  e na WWW.ubeblogs.com.br – União de Blogueiros Evangélicos)

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