domingo, 21 de abril de 2013



21/04/2013- Domingo -  Ducentésima Septuagésima Oitava Mensagem.

“Conhecereis a Verdade e a Verdade vos Libertará”. (João 8.32).

A Verdade que Liberta é:

a) O Cristo dos Evangelhos;
b) Incontestável;
c) Renovadora.

A Mensagem do Dia.

Escrevendo aos Coríntios, Paulo afirmou: “Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”
(II Corintios 5.17). Em Cristo, não somos mais escravos do pecado! O apóstolo Pedro também afirmou que fomos “de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre” (I Pedro 1.23). Jesus é a Palavra viva que está impressa em nossos corações para guiar-nos em sabedoria. O salmista declarou “o mandamento do Senhor é puro e alumia os olhos. Também por eles o teu servo é advertido; e em os guardar há grande recompensa” (Salmo 19.8,11). Busque conhecer mais profundamente a Deus e a Jesus Cristo através de Sua Palavra. “Toda a carne é como a erva, e toda a sua glória como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor; mas a palavra do Senhor permanece para sempre” (I Pedro 1.24,25) – 07/04/2013- Domingo – 21/04/2013- Domingo.

Notas e Reflexões.

Estudo da Palavra.

 GÁLATAS CAPÍTULO 2 - (II)


Estamos estudando este importante capítulo escrito por Paulo aos Gálatas em duas lições.

Na primeira Lição abordamos Gálatas 2.1-10 e agora abordaremos o restante do Capítulo.
Gálatas 2.11-21.- (11) E, chegando Pedro a Antioquia, lhe resisti na cara, porque era repreensível. (12) Porque, antes que alguns tivessem chegado da parte de Tiago, comia com os gentios; mas, depois que chegaram, se foi retirando, e se apartou deles, temendo os que eram da circuncisão. (13) E os outros judeus também dissimularam com ele, de maneira que até Barnabé se deixou levar pela sua dissimulação. (14) Mas, quando vi que não andavam bem e direitamente conforme a verdade do evangelho, disse a Pedro na presença de todos: Se tu, sendo judeu vives como os gentios, e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus? (15) Nós somos judeus por natureza e não pecadores dentre os gentios. (16) Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé de Cristo, e não pelas obras da lei: porquanto pela obras da lei nenhuma carne será justificada. (17) Pois, se nós, que procuramos ser justificados em Cristo, nós mesmos também somos achados pecadores, é porventura Cristo ministro do pecado? De maneira nenhuma. (18) Porque, se torno a edificar aquilo que destruí, constituo-me a mim mesmo transgressor. (19) Porque eu pela lei estou morto para a lei, para viver para Deus. (20) Já estou crucificado com Cristo: e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim: e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim. (21) Não aniquilo a graça: porque, se a justiça provem da lei, segue-se que Cristo morreu debalde.
INTRODUÇÃO.
“Sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado. Mas se, procurando ser justificados em Cristo, fomos nós mesmos também achados pecadores, dar-se-á o caso de ser Cristo ministro do pecado? Certo que não! Porque, se torno a edificar aquilo que destruí, a mim mesmo me constituo transgressor” (2.16-18).

Paulo descreve o crente justificado como tendo sido crucificado com Cristo (v.20), como sendo espiritualmente vivo (Romanos 7.4, 6), como alguém que vive em Cristo (2.20; João 14.20; Colossenses 1.27), que vive uma vida de fé (2.20; Romanos 1.17); e que sabe quem tornou essa vida possível. Paulo aponta, então, que a justificação pelas obras (“a lei”) é oposta a justificação pela graça mediante a fé. Ele também afirma que demais obras são, no final das contas obras (Gálatas 4.19-31). Se a salvação pode ser conquistada, então Deus está meramente dando o que é conquistado ou merecido, o que declara a graça nula e inválida; e nesse caso, Cristo teria morrido em vão. Ninguém jamais foi salvo guardando a lei. Paulo, assim como todos os crentes, teve de morrer para si mesmo (Romanos 7.6).


I. A DISSIMULAÇÃO DE PEDRO

Vejo que a dissimulação é um dos maiores assassinos da graça divina; e isto está identificado na carta do apóstolo  Paulo aos Gálatas.

“Quando, porém, Cefas veio a Antioquia, resisti -lhe face a face, porque se tornara repreensível. (v 11) Com efeito, antes de chegarem alguns da parte de Tiago, comia com os gentios; quando, porém, chegaram, afastou-se e, por fim, veio a apartar -se, temendo os da circuncisão. (v 13) E também os demais judeus dissimularam com ele, a ponto de o próprio Barnabé ter-se deixado levar pela dissimulação deles. (v 14) Quando, porém, vi que não procediam corretamente segundo a verdade do evangelho, disse a Cefas, na presença de todos: se, sendo tu judeu, vives como gentio e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?” (Gálatas 2.11-14).

Os judeus são escrupulosos ao extremo no Kashrut (leis dietéticas dos judeus), observada até hoje – alimentos considerados puros e impuros). Os cristãos de origem judaica (da circuncisão) entendiam ser uma abominação comer com os gentios. O apóstolo Pedro sabia disso e para não ter problemas com os dois grupos, fazia um papel duplo. Paulo, porém, percebeu isso e confrontou a Pedro e sua postura (v11). Essa falta de entendimento de Pedro, lhe causou uma repreensão da parte de Paulo (2.12). Seu grande amigo e colaborador Barnabé, também foi persuadido por essa interpretação errada da Palavra de Deus (2.13).

Nesse consenso mais uma vez foi colocada em dúvida por ocasião da visita de Pedro a Antioquia (2.11-21). Mas também, naquela ocasião, Paulo não cedeu um só milímetro da verdade do evangelho e agora, mais ainda, não tem intenção de diante dos judaizantes.

Porque Deus levantou Paulo como apóstolo? Porque o discípulo Pedro, aquele que havia aprendido com mestre Jesus, estava colocando em jogo a pregação do Evangelho.

Eis duas questões que precisamos entender à luz da palavra profética que vem desde os tempos abraâmicos, quando já duas forças se manifestavam para revelar e fazer cumprir os propósitos de Deus. Para isso nasceram Abel e Caim, Jacó e Ismael,  mais tarde o Reino acabou sendo dividido em dois, o do Norte e o do Sul...

II. PAULO REPREENDE A PEDRO.

“E chegando Pedro a Antioquia, lhe resisti na cara, porque era repreensível. Porque, antes que alguns tivessem chegado da parte de Tiago, comia com os gentios: mas, depois que chegaram se foi retirando e se apartou deles, temendo os que eram da circuncisão” (vvs. 11-12).

Cefas (que quer dizer Pedro), que tinha experimentado a liberdade que há em Cristo depois da visão em Atos 10.10-35, começou a comer com os gentios em Antioquia. Quando vieram os judaizantes de Jerusalém, Pedro, hipocritamente deixou de seguir o princípio dado pelo próprio Deus. Será que podemos aceitar este apóstolo mais do que qualquer outro como infalível? Sendo que afirmam alguns que Pedro foi o primeiro papa e era infalível. Se Pedro era infalível, segundo o ensino de alguns, porque Paulo diz no verso 11 que “se tornara repreensível”.

Paulo resistiu na face um apóstolo que foi escolhido por Jesus. Qualquer líder espiritual que se torna culpado de erro e da hipocrisia deve ser confrontado e repreendido pelos colegas de ministério (I Timoteo 5.19-21). Isso, sem favoritismo; até mesmo uma pessoa de destaque como o apóstolo Pedro, que foi grandemente usado por Deus, necessitou de repreensão corretiva. As Escrituras indicam que Pedro reconheceu a sua falta e aceitou a repreensão de Paulo, de modo humilde e arrependido. Posteriormente, ele refere-se a Paulo “nosso amado irmão Paulo” (II Pedro 3.15).

Dificilmente um falso líder aceitaria uma correção como Pedro aceitou. Uma repreensão de ministro para ministro não é uma ofensa dentro do presbitério! Errar é humano, falhar todos falham, mas devemos reconhecer o erro. Ou será que você iria ficar bravo e chutar o balde e ofender seu irmão? Mas Pedro, como um servo de Deus, arrependeu-se e aceitou a repreensão do amigo Paulo.

O Apóstolo Pedro estava obrigando os gentios a viverem como judeus, estava introduzindo na Igreja da graça, o selo do apostolado de Paulo, a lei, isto deixava Paulo indignado. E eu vou dizer uma coisa, a insensatez espiritual é a realidade de muitas igrejas evangélicas, e quando nós combatemos isso, não é provocação nem arrogância nossa é porque nos deixam indignados ver a situação que as pessoas vivem. Gentios sendo obrigados a viver como judeus, debaixo da lei, das obras da lei.

Então, qual foi o motivo para uma repreensão tão forte, tão contundente, com o apóstolo Pedro? O motivo foi o legalismo, o judaísmo. O que mais mexia com a paciência de Paulo, o que tirava ele do sério, era ver os gentios vivendo como judeus. Porque ele diz que quando vi que não procediam corretamente segundo as verdades do evangelho, por que isto tirava Paulo do sério? Porque esses gentios que estavam sendo obrigados a viverem como judeus, estavam na verdade, desviados do evangelho revelado, desviados da verdade, desviados da graça de Deus, pessoas se submetendo ao jugo da escravidão da lei. O que é o jugo da escravidão da lei? O que escraviza o homem! São obras mortas, é jugo da lei, e Paulo não aceitou isso e repreendeu Pedro. Paulo disse: Pedro você está enganando os irmãos, porque você é judeu e já conhece a graça, já vive como os gentios e está querendo obrigar os gentios a viverem como judeus, quer dizer graça pra si e lei para os outros.

Portanto, Paulo lançou esses fundamentos da graça aos Gálatas, mas Pedro estava tentando escravizá-los, Pedro estava tentando confundi-los com a lei, porque a lei só confunde as pessoas. Por isso Paulo disse:

“Foi para a liberdade que Cristo nos libertou, não vos submetais de novo ao jugo de escravidão” (Gálatas 5.1).

III. VOLTAR PARA A LEI É NEGAR  A OBRA REDENTORA DE JESUS.

“Porque, se torno a edificar aquilo que destruí, a mim mesmo me constituo transgressor. Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo. Não anulo a Graça de Deus, pois, se a justiça é mediante a lei segue-se que Cristo morreu em vão (2.18-21).

A nova vida da ressurreição, a autêntica vida de Cristo, outorgada pelo Espírito Santo, cancela de uma vez por toda a relação com a lei. Se a justiça provém da lei, Cristo morreu em vão, é o que afirma o apóstolo Paulo. Guardar a lei em Cristo é o mesmo que continuar no avião, ao findar a viagem, isto é um absurdo. Partir a lei em duas, ensinar que Cristo cumpriu uma parte e deixou a outra para cumprirmos, é ofender a graça de Deus, entristecer o Espírito Santo, renunciar aos lugares celestiais em Cristo Jesus (Efésios 2.6) e meter-se debaixo do jugo da servidão.

Também Israel, citado na aliança de Abraão, estava condicionado à lei. Contudo, contra argumenta Paulo, assim o Evangelho torna-se um não evangelho (1.6-9), porque desaparece o escândalo da cruz de Cristo, ou seja, Cristo morreu em vão (2.21; 5.11). Assim o Evangelho deixa de ser a graça (1.6; 2.21; 5.4). Por quê? Quem vê a lei como parte integrante da aliança, de tal modo que a eleição da parte gratuita da parte de Deus encontra sua correspondência subseqüente no cumprimento humano da lei, concede à lei um lugar que, segundo Paulo, não lhe corresponde. Essa unidade entre aliança e lei como caminho de salvação para alcançar a vida concede às “obras da lei” uma importância que, conforme a visão do Apóstolo ela não pode ter. Quem assim procede quer ser “justificado pala lei” (2.21; 5.4); pretende apoiar-se em seus êxitos com a lei, e não está disposto a atribuir somente a Cristo a glória da redenção (Gálatas 6.13s). Não lhe basta “ser “justificado em Cristo” (2.17). Ele não confia unicamente na graça da cruz, mas atribui ao cumprimento da lei parte de sua redenção.

Tentar encontrar uma posição de retidão diante de Deus através da lei significa “cair da graça”.

“Cristo se tornou totalmente inútil para vós, a vós todos os que sois justificados pela lei; da graça tendes caído” (Gálatas 5.4).

Vamos, portanto amontoar todas as nossas boas obras numa só pilha, e todos os nossos pecados numa outra – e fujamos de ambas, para a Cruz de Cristo, onde o perdão é oferecido aos penitentes. Pela fé somente em Seu sangue (Romanos 3.25) é que podemos ser justificados.

IV.CONCLUSÃO.

Paulo descreve seu relacionamento com Cristo em termos de união pessoal profunda com seu Senhor e da sua dependência d’Ele. Aqueles que têm fé em Cristo, vivem uma vida em comunhão intima com Ele tanto na sua morte, como na sua ressurreição. Todos os crentes foram crucificados com Cristo na cruz. Morreram para a lei como meio de salvação, e agora vivem para Deus por meio de Cristo (v.19). Por causa da salvação em Cristo o pecado não tem domínio sobre eles (Romanos 6.11;  6.4, 8, 14; Gálatas 5.14; Colossenses 2.12, 20).
A lei para Paulo foi boa para o levá-lo ao entendimento, mas uma vez que o entendimento o alcançou, a lei não tem mais função para ele, ela foi um “AIO” (Gálatas 3.24). Cristo, como seu SENHOR, tem primazia sobre as suas vontades, a ponto de confundir se é ele Paulo que vive ou Cristo que vive em seu lugar. O autor desta epístola nos convida a confundir pessoas com o nosso viver santo, como sendo a vida do próprio Cristo (2.20). A Lei veio como “aio” para compreensão da JUSTIÇA e se a Lei ainda vigorar, a morte de Cristo foi e é vã (2.21).

A justificação pela fé, que ás assusta até aos crentes em Jesus, pela maneira simples de o homem ser salvo pela graça de Deus, pois a tendência humana é complicar o que Deus simplificou, revela uma entrega total e irrestrita a Deus. Não se trata de uma fé intelectual e superficial, mas algo que torna a pessoa em nova criatura por um milagre de Deus – o novo nascimento (II Corintios 5.17), produzindo frutos de arrependimento como decorrência da salvação (Gálatas 5.22).

Se não tivéssemos a posição firme do apóstolo Paulo, colocando a lei no seu devido lugar e explicando a superioridade do evangelho, o cristianismo, além de não ser religião distinta do judaísmo, não poderia ensinar a verdade da justificação dos pecados pela graça.

Então, o tema da mensagem é: pelas obras da lei ou pela pregação da fé. Eu estou mostrando que é pela pregação da fé. “O homem não é justificado pelas obras da lei e sim mediante a fé. Também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado”.

“Mas se, procurando ser justificados em Cristo, fomos nós mesmos também achados pecadores, dar-se-á o caso de ser Cristo ministro do pecado? Certo que não” (Gl 2.17).

“Quando compreendemos  os fundamentos da “Graça Divina” e aceitamos de fato o sacrifício feito na cruz do calvário, e o sangue de JESUS que foi derramado para nos libertar do peso de nossos pecados, aí sim, nos tornamos instrumentos do Espírito Santo para fazer mudanças em nossa comunidade.  Graças a Deus... Aleluia...”

LEITURA ALTERNATIVA

Como o apóstolo Paulo morreu tem alguma referência bíblica?

Pergunta de Davi Barbosa de Sousa, Carapicuiba / SP
Resposta de Odalberto Domingos Casonatto, em 17/12/2012


Olá Davi Barbosa de Sousa de Carapicuíba SP!
 Nos escritos do Novo Testamente encontramos muita literatura paulina, 14 Cartas Paulinas e nos Atos dos Apóstolos boa parte da narrativa descreve a obra evangelizadora de Paulo. Por este motivo chegam até o site muitas perguntas sobre Paulo. Nos últimos tempos com respeito da morte e a figura de Paulo respondi duas perguntas, que podem ajudar a compreensão desta. Uma delas foi:
“Como apóstolo Paulo foi morto?” pergunta de Wellington de Mogi das Cruzes / SP e resposta de Odalberto em 18/11/2012 e uma outra foi “Quero saber sobre o apóstolo Paulo?” pergunta de Hermes Freitas, Harrison / nj e foi respondida por Odalberto em 25/09/2012. Vale a pena conferir.
 Embora não tenhamos uma referência bíblica especifica sobre a decapitação de Paulo pelo Imperador Romano, as Cartas Pastorais em seus textos nos ajudam a compreender as circunstâncias de sua morte.
 Primeiras condenações de Paulo.
 O livro dos Atos dos Apóstolos narram os momentos difíceis que Paulo passou em Jerusalém, no anuncio do Cristo ressuscitado. Apenas recordamos esta passagem dos Atos 25,19-21, que apresentam como Pórcio, Festo, o rei Agripa e Berenice que pressionados pelos judeus tentam condená-lo a morte. Como sabemos Paulo se defende com o título de cidadão Romano, escapando da morte. Enviado para ser julgado a Roma no outono do ano 60 d.C, sob o governo de Festo. Nesta viagem por motivo de tempestade, permanece 90 dias na ilha de Malta. Até que é conduzido a Roma. Depois de um processo de 2 anos recebe a liberdade. Surge neste momento a figura de Nero que acusa os cristão de incendiarem Roma.

Prisão, condenação e morte
 Em 67 d.C. retorna a Roma acompanhado por Lucas e reconstitui a Comunidade, dizimada pelas perseguições de Nero. Paulo passa a viver na margem esquerda do Rio Tibre, perto da ilha Tiberina. Neste local ergueu-se uma Capela dedicada a sua memória “San Paolo alla Regola”. Foi preso e acusado de chefiar a seita cristã. Neste segundo cativeiro, sua situação ficou complicada pelo fato de pesar sobre os cristãos a acusação de terem incendiado Roma e era tratado “como malfeitor”. (2 Tim 2,9).
 Circunstâncias da morte de Paulo:
 Alguns biógrafos de Paulo mencionam que Paulo foi decapitado fora da cidade de Roma, “ad Aquas Salvias”, e os seus discípulos o enterraram numa propriedade particular as margens da via que leva para Óstia.
A Igreja Católica venera o lugar e erigiu um grande Igreja chamada Basílica de São Paulo fora dos muros. Que lembra o fato e considera este local das três fontes o indicado na morte de Paulo.
Existe um grupo de estudiosos que negam a autenticidade das cartas Pastorais, concluindo que ele tenha sofrido o martírio durante a perseguição do Imperador Romano Nero em 64 d.C.
No entanto os últimos anos de Paulo só se consegue conhecer, fazendo uma combinação de datas e notas que foram escritas nas cartas Pastorais. Acreditamos que nesta forma de estudar a biografia de Paulo é a que se aproxima mais da verdade.

Últimos julgamentos e morte de Paulo seguindo as cartas Pastorais Timóteo e Tito:

Paulo por ser cidadão romano, devia ser julgado pelo Tribunal Imperial. No primeiro Interrogatório permitiram ao Apóstolo fazer a sua própria defesa, da acusação de cumplicidade no incêndio de Roma. Mas ninguém o ajudou, senão DEUS. (2 Tim 4,16-17) Contudo, deve ter se saído bem, pois a audiência foi suspensa sem qualquer condenação. Este é um dos textos das cartas pastorais que nos ajudam a entender o final da vida de Paulo.
Na prisão escreveu a Timóteo (a Segunda Epístola a Timóteo), a quem cuidava e o tinha como filho espiritual nomeando-o como executor de seu testamento. Tinha esperança de vê-lo ainda uma vez, pede também uma velha capa que deixara em Trôade, a friagem do calabouço estava minando rapidamente a sua saúde.

No outono do ano 67 na Segunda Sessão do Tribunal Paulo é condenado e só resta a ele a entrada no reino dos Céus, a segunda carta a Timóteo 4,7-8 muito bem descreve:

“Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. Desde já me está reservada a coroa da justiça, que o SENHOR, justo juiz, me dará o Senhor naquele Dia, e não somente a mim mas a todos os que tiverem esperado com amor a sua Aparição” (2 Tim 4,7-8) Bíblia de Jerusalém
 No segundo Interrogatório Paulo é sentenciado a morte.
 Levaram Paulo ao longo da Via Ostiense, seguindo pela Porta Trigemina, passaram pela Pirâmide de Céstio e pelo local onde hoje se encontra a Basílica de São Paulo Extramuros que foi o lugar da morte. A seguir o cortejo deixa a estrada e vão até o local onde ele foi executado. Hoje naquele lugar, existe a “Piazza Tre Fontane”. No local da execução, a cabeça do Apóstolo tombou por um golpe de espada.
De acordo com a opinião mais comum, Paulo sofreu o martírio no mesmo dia e no mesmo ano que o Apóstolo Pedro, mas em locais diferentes.

Fontes:

Bíblia de Jerusalém, Ed. 1981 no quadro cronológico, na parte final.
Dicionário Enciclopédico da Bíblia, A. Van den Born, Vozes, 1977, pág.1138-1147, verbete Paulo.
Paulo Trabalhador e Evangelizador, mês da Bíblia 1991.
Material didático escrito e utilizado nas aulas dos Atos dos Apóstolos e Cartas Paulinas, Instituto de Teologia de Passo Fundo, Rs, 2003.

 “Objetivo principal do Projeto Amor: Promover o Crescimento Emocional e Espiritual das pessoas que temem a Deus através do estudo da palavra e pela a Ação do Espírito Santo”.

“Que o DEUS que CHAMA, CURA, CAPACITA, ENVIA E SUSTENTA nos abençoe e nos guarde para os seus propósitos hoje, amanhã e para sempre. AMÉM! AMÉM e AMÉM!!! – (Alfredopam)”

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