07/04/2013- Domingo -
Ducentésima Quinquagésima Quarta Mensagem.
“Conhecereis a Verdade e a Verdade
vos Libertará”. (João 8.32).
A Verdade que Liberta é:
a) O Cristo dos Evangelhos;
b) Incontestável;
c) Renovadora.
A Mensagem do Dia.
“Tribulação e angústia virão sobre a
alma de qualquer homem que faz o mal, ao judeu primeiro e também ao grego:
glória, porém, e honra, e paz a todo aquele que pratica o bem, ao judeu
primeiro e também ao grego. Porque para com Deus não há acepção de
pessoas.” (Romanos 2.9-11). Poderá até
haver uma ordem no ato de abençoar de Deus, porem as bênçãos serão para todos
os que fizerem o bem. A Verdade que Liberta nos conduz a uma consciência
crística, isto é, à visão perfeita do que é o bem e o mal, e é por essa
consciência que em última instância todos os homens serão julgados. A única
diferença entre o Cristão e o não Cristão é que para ele não haverá julgamento,
uma vez que nenhuma condenação pesa sobre si, porque o sangue de Jesus cobriu o
seus pecados e o resgatou de todas as dívidas diante do Criador que é o “PAI”.-
31/03/2013- Domingo - 07/04/2013- Domingo.
Notas e Reflexões.
Estudo da Palavra.
ASSUNTO: “UM ALERTA AOS QUE SÃO CHAMADOS PARA O
MINISTÉRIO PASTORAL”.
Este é um estudo do Rev. José
do Carmo da Silva – Pastor Metodista e nosso amigo virtual. Incluímos em nosso Projeto, uma
vez que sua mensagem está em plena consonância com o objetivo principal de
nosso projeto: “Promover o Crescimento Emocional e Espiritual das pessoas que
temem a Deus através do estudo da palavra e pela a Ação do Espírito Santo”.
No momento que escrevo estas palavras, um grande número de obreiros e obreiras do Senhor está considerando deixar o ministério, entregar suas credenciais, pararem com tudo. São cuidadores/as feridos/as que precisam receber cuidados.
Sem dúvida nenhuma as lutas fazem parte do ministério. Homens e mulheres de Deus são provados/as. Na Bíblia existem diversos textos que comprovam isso. Mas vou citar uma passagem que gosto muito. Sei que ela pode arrepiar alguns irmãos, pelo fato de que ela se encontra no Livro de Eclesiástico, um dos deuterocanônicos, os quais se encontram na versão grega (Septuaginta), mas não fazem parte do texto hebraico, não está na Bíblia Protestante, existem somente na Bíblia Católica.
Como atualmente tem sido bem comum pregadores citarem livros de autores da atualidade, alguns até heréticos, não vejo problema em citar um pouco da sabedoria de Jesus, filho de Sirac:
“Meu filho, se te ofereces para servir ao Senhor, prepara-te para a prova. Endireita teu coração e sê constante, não te apavores no tempo da adversidade. Une-te a ele e não te separes, a fim de seres exaltado no teu último dia. Tudo o que te acontecer, o aceita, e nas vicissitudes que te humilharem sê paciente, pois o ouro se prova no fogo, e os eleitos, no cadinho da humilhação” Eclesiástico 2. 1 a 5.
O texto acima já demonstra que o verdadeiro chamado traz consigo a promessa de provação, indubitavelmente não tem como separar uma coisa da outra. Vocação e sofrimento são faces do ministério pastoral. No Novo Testamento Paulo é o exemplo claro de alguém chamado para sofrer. Em relação a Saulo, Jesus disse a Ananias: “Vai, porque este é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel; pois eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome.” (Atos 9:15,16).
De fato o sofrimento, a renuncia, as provações fazem parte do ministério, porém isso não anula a consolação de DEUS. O mesmo Paulo que fora chamado para sofrer pelo nome de Cristo, foi por Deus consolado. Em meio as suas provações, o Apóstolo dos gentios escreveu em II Cor. 7. 4 a 7: “ Grande é a minha franqueza para convosco, e muito me glorio a respeito de vós; estou cheio de consolação, transbordo de gozo em todas as nossas tribulações. Porque, mesmo quando chegamos à Macedônia, a nossa carne não teve repouso algum; antes em tudo fomos atribulados: por fora combates, temores por dentro. Mas Deus, que consola os abatidos, nos consolou com a vinda de Tito; e não somente com a sua vinda, mas também pela consolação com que foi consolado a vosso respeito, enquanto nos referia as vossas saudações, o vosso pranto, o vosso zelo por mim, de modo que ainda mais me regozijei.”
Hoje se fala muito sobre o crescente número de pessoas que abandonam o ministério. Dentre os vários motivos são mencionados a solidão e a depressão. A meu ver isso ocorre pelo fato de necessitar um maior cuidado com quem cuida; o/a pastor/a também precisa de cuidado, bem como a família pastoral também necessita de cuidado, atenção. Muitas vezes a igreja acha que basta orar por seu/sua pastor/a. Oração é importante e válida, mas não é o suficiente, a presença, a companhia, o valorizar, o abraçar, o amar, o deixar descansar na folga, nas férias, visitar não só para partilhar problemas, mas para estar junto a ele/a, tudo isso e muito mais, somado a oração, certamente ajudará a realização de um pastorado sadio e comunidade de fé igualmente sadia. A igreja precisa entender que no resgate de feridos no cada vez mais vasto campo de solidão e depressão pastoral, "Deus não manda criaturas angélicas para resgatar, consolar e curar o “anjo” da Igreja, Ele envia pessoas humanas. Indubitavelmente, a Fonte de consolação é Divina, mas o instrumento, o canal por onde a consolação flui é humano." Paulo fora consolado por Deus através de Tito.
Penso que precisa existir um ministério mais efetivo no sentido de "cuidar de quem cuida". O ministério pastoral ao mesmo tempo em que é exercido em meio a pessoas e para pessoas é muito solitário. Não há comunhão, companheirismo, parceria de julgo nem mesmo entre os colegas pastores. Sinto que faz falta, algo semelhante ao que Paulo fez com Timóteo. Eu, enquanto pastor, e sei de muitos outros colegas, passamos por momentos em que necessitamos de ouvir de outro colega, bispo, SD, líder... algo assim: Tu, pois, filho meu,...2 Timóteo 2:1
O exército de Deus está cheio de generais feridos, os quais sangram em seus lares, mas escondem as feridas no púlpito. Tais servos e servas precisam de nossas orações e aproximações. Nós pastores precisamos nos aproximar mais. É tempo de comunhão ministerial, a qual reforça a vocação e prolonga a vida pastoral.
Quando nós pastores/as nos encontramos, infelizmente, o assunto que rola entre nós quase sempre é em torno de crescimento da igreja, freqüência aos cultos, recepção de novos membros... uma verdadeira fogueira de vaidade se alastra, onde os números relacionados ao rol, salário e ao tamanho do templo falam mais alto crepitando em meio ao fogo da superprodução pastoral, ao passo que dentro do peito se sufoca a dor, o estresse, a solidão, a depressão, o problema conjugal ou com os filhos, as contas atrasadas por conta da baixa arrecadação da igreja, ocasionada hora por ser uma comunidade pequena e pobre, hora pelo fato de que embora tenha muitos membros, alguns até ricos, os tais sempre querem receber muito do pastor, mas pouco ou nada estão dispostos a doar ou se doar a ele. Nós pastores somos bons ouvintes em relação aos problemas alheios, mas verdadeiramente tememos falar de nossos fracassos principalmente quando o assunto é estatísticas de membros e arrecadação financeira. Há três anos, conversando com um colega de outra denominação, ele falou que estava preocupado, havia muitas noites que não dormia, não comia direito, sentia dores de cabeça, no corpo, pois não tinha alcançado a cota de membros a ser recebido aquele ano. Havia batizado doze pessoas no primeiro semestre e o desafio era batizar vinte e quatro no segundo, mas ele só tinha oito candidatos. Estava tão desesperado que pensava em colocar simpatizantes como membros arrolados, pois não iria suportar no congresso ser humilhado frente aos relatórios dos colegas dele, por ter produzido tão pouco. Ele surtou, não agüentou a pressão, largou tudo. A pena pelo não cumprimento da cota era ser transferido, como tinha esposa trabalhando e filhos estudando, ele largou o ministério, embora fosse um excelente pastor, muito bom conselheiro, amigo, presente, mas nada disso foi levado em consideração frente a frieza das estastíticas.
Certa vez ouvi de um Bispo a quem amo muito, a seguinte colocação: "Eu no ministério pastoral faço o que posso, o que não posso deixo para Deus, confio nele." Quando ouvi tais palavras elas me ajudaram muito, pois eu estava em crise, disposto a largar tudo. A Igreja é um organismo vivo, destinado a crescer. É Deus quem acrescenta. Uma comunidade sadia crescerá naturalmente. Os frutos não podem ser produção meramente humana, pois do contrario não serão discípulos e sim números. Cientes disso deixemos de lado a competição para ver quem tem a maior igreja, a maior arrecadação, o maior número de líderes, de células, de pequenos grupos... Enquanto pastores, passemos a orar uns pelos outros, a nos visitar, a telefonar, mandar um email, marcar encontros entre famílias pastorais. Isso trará saúde ao corpo pastoral, comunhão, solidariedade... Certamente um corpo pastoral sadio irá gerar um rebanho igualmente sadio e os frutos superabundarão.
Pesquisas mostram que a solidão e a depressão têm derrubado ministros/a do Senhor. Ministérios estão sendo encerrados precocemente não pela ausência de Deus, mas pela ausência do humano. Talvez você me considere um herege por isso que vou escrever, mas não me importo, importa passar a frente o que Deus me entregou. Existem momentos na vida que, embora, Deus sendo Tudo somente a presença Dele não nos basta. Prova disso é que Adão desfrutava da comunhão da Divindade, todos os dias na viração do dia havia uma interação entre o humano e o Divino, comunhão plena, porém apesar disso, apesar de estar no mais belo paraíso, Adão se sentiu solitário. Soa estranho falar de tristeza e solidão no paraíso, apesar da presença e da comunhão com Deus. De fato parece estranho, mas não é, pois o próprio Deus viu e entendeu que Adão precisava de alguém como ele, por isso criou a mulher, alguém que lhe fosse igual. Pessoas humanas, mesmo as cristãs, até mesmo os servos mais consagrados precisam de pessoas, de amigos, irmãos...
Segundo veicula em alguns sites: “Um estudo realizado pela Universidade Duke, nos Estados Unidos, revelou que o ofício pastoral pode causar danos graves à saúde do pastor. A pesquisa realizada entre pastores da Carolina do Norte mostrou que o fato de eles se preocuparem excessivamente com os fiéis pode levá-los a adquirir doenças crônicas e depressão. Rae Jean Proeschold-Bell, diretor de pesquisas e professor no Instituto de Saúde Global da Universidade de Duke, comentou sobre o resultado do estudo, “Os pastores reconhecem a importância de cuidar de si mesmos, mas, isso fica em segundo plano quando comparado com as suas responsabilidades profissionais, que inclui cuidar da comunidade”. Os números da pesquisa revelam que mais de 10% dos pastores são depressivos, o que representa quase a metade da média nacional, e ainda tem os que adquirirem doenças crônicas como diabetes, asma, artrite e hipertensão. Além da má alimentação, a pressão interna para que o pastor seja exemplo, viva fielmente, apoie a comunidade, etc, contribuem para a evolução das doenças. Outros estudos semelhantes já foram realizados, como por exemplo, um feito pela Igreja Luterana, que apresentou resultados parecidos, apontando vários pastores com problemas de saúde física e mental.”[1]
Penso que a solução para tais problemas é a comunhão pastoral. Pastores/as unidos/as, irmanados/as em Cristo jamais serão deprimidos/as. Enquanto corpo pastoral nós precisamos uns dos outros, o isolamento enferma o ministro e com o tempo mata o ministério. Um ministério pastoral compartilhado, onde cada colega ajuda a carregar o fardo do/a outro/a é tudo que o diabo mais abomina e teme, pois sabe que isso lhe impede o agir em muitas áreas de nossas vidas. Não existe nada tão poderoso contra as trevas do que a comunhão da Igreja, principalmente de seus líderes. É cuidando daquele/a que cuida que se multiplicará o numero dos que são por ele/a cuidado. Pastores/as com corpos e mentes sadias gerarão e pastorearão ovelhas igualmente sadias, as quais por sua vez se multiplicarão. O inverso disso é suicídio pastoral. Pois do que vale lotar templos e mais templos se vier perder a sanidade no ministério? - (Rev.José do Carmo da Silva – Pastor Metodista).
“Objetivo principal do Projeto Amor: Promover o Crescimento
Emocional e Espiritual das pessoas que temem a Deus através do estudo da
palavra e pela a Ação do Espírito Santo”.
“Que o DEUS que CHAMA, CURA, CAPACITA, ENVIA E
SUSTENTA nos abençoe e nos guarde para os seus propósitos hoje, amanhã e para
sempre. AMÉM! AMÉM e AMÉM!!! – (Alfredopam)”
(Todo
material desse blog pertence ao arquivo do PAM-CVL. Seu uso é liberado sem
restrição, solicitando-se apenas a
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