domingo, 28 de abril de 2013



28/04/2013- Domingo -  Ducentésima Octogésima Quinta Mensagem.

“Conhecereis a Verdade e a Verdade vos Libertará”. (João 8.32).

A Verdade que Liberta é:

a) O Cristo dos Evangelhos;
b) Incontestável;
c) Renovadora.

A Mensagem do Dia.

Quando o nosso coração está entristecido, a impressão que temos é que um véu sombrio fechou o caminho a nossa frente com a cortina da adversidade e que nem mesmo o brilho mais intenso da fé poderá atravessá-lo. Resista este espírito de tristeza em nome de Jesus! Para os corações felizes, a nuvem pode ser vista como sombra e o vento forte e refrescante canta uma doce melodia, mas para os abatidos de espírito, ele está uivando como os cães numa noite fria e escura. Salomão disse que a esperança que se adia, adoece o coração. Não se deixe envolver por este manto de angustia e depressão, porque Deus têm planos melhores para a sua vida. Paulo aconselhou os tessalonicenses a manter a alegria. “Regozijai-vos, sempre” é um mandamento que não pode ser ignorado (I Tessalonicences 5.16). 14/04/2013- Domingo – 28/04/2013- Domingo.



Notas e Reflexões.

Estudo da Palavra.

Primeira Carta do Apóstolo Pedro.

INTRODUÇÃO

I Pedro 1-1 e 2- (l)- “PEDRO, apóstolo de JESUS CRISTO, aos estrangeiros dispersos no Ponto, Galácia, Capadócia, Asia e Bitínia;  (2)- Eleitos segundo o preciência de DEUS PAI, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de JESUS CRISTO: graça e paz vos seja multiplicada.”

Chamando a si mesmo pelo novo nome que Cristo lhe deu  (Mateus 16.18), Pedro saúda seus leitores declarando seu ofício e autoridade de apóstolo de Jesus Cristo (1). Pedro escreveu na qualidade de apóstolo, com aquela autoridade apostólica de que tanto precisavam aqueles a quem se dirigia, em tempo de provação para eles, a prova de fogo que estava para chegar (ainda não havia chegado). O termo "apóstolo" significa pessoa comissionada ou delegada, e assim combina as idéias de autoridade, capacidade e garantia. A autoridade, porém, não é propriamente sua. Recebeu-a de Cristo, a quem deve sua chamada e perante quem afinal é responsável. Sua carta é dirigida aos eleitos (2), isto é, os chamados por Deus. O termo emprega-se nos LXX em referência ao povo escolhido de Deus, sendo que a eleição foi um fato que caracterizou a Israel em sua generalidade  (Deuteronômio 4.37;
7.6;  14.2). O mesmo pensamento passou para o Novo Testamento. No cap. I Pedro 2.9 os cristãos são declarados "raça eleita". A eleição depende inteiramente de Deus e não de alguma idoneidade ou ato especial da parte dos eleitos. No caso em apreço, os eleitos eram pessoas do vulgo, pertencentes em sua maioria à classe dos escravos.


A eleição envolve dever e obrigação, tanto quanto privilégio. A obediência é uma exigência divina e uma conseqüência inevitável da eleição. A aspersão do sangue de Jesus Cristo (2) diz respeito ao estabelecimento do novo concerto entre Deus e Seu povo pela morte de Cristo, e a ratificação dele pelo Seu sangue. Pedro aí faz alusão ao sacrifício do concerto de Êxodo 24.


Mas não eram somente eleitos, eram também forasteiros da Dispersão, espalhados por toda a Ásia Menor ao norte da cordilheira do Tauro. "Dispersão" tornara-se um termo técnico para significar os judeus que se achavam espalhados pelo mundo, fora da Palestina. Aqui, entretanto, Pedro lhe dá aplicação mais ampla, referindo os cristãos, de modo geral, nas províncias nomeadas. Com toda probabilidade, as pessoas aí visadas eram em sua maioria gentios e escravos. São chamados "forasteiros" (peregrinos), termo que indica a transitoriedade da moradia deles. Graça e paz vos sejam multiplicadas (2).  significando o favor gratuito, livre, não merecido, de Deus, Seu amor em ação, em Jesus Cristo, a favor dos pecadores. A saudação hebraica, tanto nos encontros como nas despedidas, era shalom ("paz"). É o que resulta da graça, e inclui reconciliação e descanso, embora estas idéias secundárias venham depois do sentido básico.

1-   Considerações Gerais.

Escritor da Carta: Apóstolo Pedro.
Lugar onde ela foi escrita: Babilônia – (Roma???)
Escrita de 62-64 E.c.


O livro de Primeira Pedro é o de número 60 no cânon das cartas inspiradas. À medida que os cristãos primitivos divulgavam as excelências de Deus, a obra do Reino prosperava e aumentava em todo o Império Romano. Contudo, surgiram alguns mal-entendidos a respeito desse grupo zeloso. Por um lado, sua religião originara-se de Jerusalém e dentre os judeus, e alguns os confundiam com os judeus fanáticos de mentalidade política, que se agastavam com o jugo romano e eram uma constante fonte de dificuldades para governadores locais. Ademais, os cristãos eram diferentes no sentido de que se recusavam a oferecer sacrifícios ao imperador ou a participar nas cerimônias religiosas pagãs da época. Falava-se mal deles e tinham de suportar muitas tribulações por causa da fé. No tempo certo, e com previsão que denotava inspiração divina, Pedro escreveu sua primeira carta, encorajando os cristãos a permanecerem firmes e aconselhando-os sobre como se conduzirem sob Nero, o César daquele tempo. Esta carta mostrou ser muitíssimo oportuna em vista da tempestade de perseguição que se abateu quase imediatamente depois.


2- Autenticidade da Carta.

Ter sido Pedro o escritor fica estabelecido nas palavras iniciais. Ademais, Irineu, Clemente de Alexandria, Orígenes e Tertuliano citam da carta, mencionando Pedro como seu escritor. A autenticidade de Primeira Pedro acha-se tão bem atestada como quaisquer outras das cartas inspiradas. Eusébio nos diz que os anciãos da igreja usavam amplamente a carta; na sua época, (c. 260-342 EC) não havia dúvida quanto à sua autenticidade. Inácio, Hermas e Barnabé, de princípios do segundo século, fizeram referências a ela. Primeira Pedro está em plena harmonia com o restante das Escrituras inspiradas e apresenta uma poderosa mensagem para os cristãos judeus e não-judeus que moravam como “residentes temporários espalhados por Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia” — regiões da Ásia Menor. — I Pedro. 1:1.

3- Época em que foi Escrita.

Quando foi escrita a carta? O seu teor indica que os cristãos sofriam provações, quer da parte de pagãos, quer dos judeus não-convertidos, mas que a campanha de perseguição de Nero, desencadeada em 64 EC, ainda não havia começado. É evidente que Pedro escreveu a carta pouco antes disso, provavelmente entre 62 e 64 EC. Estar Marcos ainda com Pedro fortalece esta conclusão. Durante o primeiro encarceramento de Paulo em Roma (c. 59-61 EC), Marcos estava com Paulo, mas em vias de viajar para a Ásia Menor; e na época do segundo encarceramento de Paulo (c. 65 EC), Marcos estava para juntar-se novamente a Paulo em Roma. (1 Ped. 5:13; Col. 4:10; 2 Tim. 4:11) No ínterim, ele teria tido oportunidade de estar com Pedro em Babilônia.

4- De onde foi escrita.

Onde foi escrita Primeira Pedro? Embora os comentaristas bíblicos concordem sobre a autenticidade, a canonicidade, a autoria e a data aproximada da escrita, eles divergem quanto ao lugar da escrita. Segundo o testemunho do próprio Pedro, ele escreveu sua primeira carta enquanto estava em Babilônia. (1 Ped. 5:13) Mas alguns afirmam que ele escreveu de Roma, dizendo que “Babilônia” era um nome críptico para Roma. A evidência, contudo, não apóia tal conceito. Em parte alguma a Bíblia indica que Babilônia especificamente se referisse a Roma. Visto que Pedro dirigiu a sua carta aos nos literais Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia, segue-se logicamente que sua referência a Babilônia era ao lugar literal que tinha este nome. (1:1) Havia bons motivos para Pedro estar em Babilônia. Ele fora incumbido de levar ‘as boas novas aos circuncisos’, e havia uma grande população judia em Babilônia. (Gál. 2:7-9) A Encyclopaedia Judaica, ao considerar a produção do Talmude babilônico, refere-se às “grandes academias [do judaísmo] de Babilônia” durante a Era Comum.

As Escrituras inspiradas, incluindo as duas cartas escritas por Pedro, não mencionam ter ele ido a Roma. Paulo fala de estar em Roma, mas nunca se refere a Pedro como estando ali. Embora Paulo mencione 35 nomes em sua carta aos romanos e envie cumprimentos por nome a 26, por que não menciona Pedro? Simplesmente porque Pedro não estava lá naquela ocasião! (Rom. 16:3-15) A “Babilônia” de onde Pedro escreveu sua primeira carta era evidentemente a Babilônia literal às margens do rio Eufrates, na Mesopotâmia.

CONCLUSÃO


Queremos concluir nosso estudo sobre a Primeira Carta de Pedro. Vamos rever alguns pontos já referidos neste texto.. Estes pontos funcionam como chave-de-leitura para entender os motivos pelos quais nos orientamos ao estudar esta Carta escrita no final do primeiro século de nossa era. Eles nos ajudarão também a conhecer melhor nossa missão e a animar nossa caminhada na construção de um Novo Mundo.
Como já vimos a  Primeira Carta de Pedro é dirigida aos cristãos e cristãs da Ásia Menor, espalhados por cinco regiões da Ásia Menor: Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia. São pessoas migrantes em busca de uma vida melhor, abandonadas pela política oficial do Império Romano por serem consideradas inúteis e sem importância. Além da opressão do Império, esta gente era mal-vista pela cultura grega e, muitas vezes, maltratada. As palavras, em grego, que definem estas pessoas e se encontram em nossa Carta, são: paroikoi (estrangeiros que não têm onde morar), parepidemoi (estrangeiros sem-teto) e oiketai (escravos domésticos).
Nós, cristãos e cristãs, conhecemos a tradição bem antiga dos nossos Pais e Mães na fé, os quais também viveram em situação de migração e de diáspora (dispersão) pelo mundo. Eles souberam descobrir a presença de Deus vivo nestas situações de insegurança e caminhadas contínuas em busca da terra sem males. Nós também, mesmo perseguidos e incompreendidos e numa situação econômica de penúria, podemos abrir caminhos novos em vista de um mundo de igualdade e de fraternidade, como aconteceu no tempo do êxodo. Somos um povo especial, um povo escolhido, um povo eleito, um povo que caminha pelo deserto em busca da Canaã.
Constituímos o edifício de Deus e formamos um sacerdócio régio, isto é: somos sacerdotes e sacerdotisas, não mais submetidos aos senhores deste mundo, mas nos entregamos voluntariamente pela causa da vida, onde Deus é o nosso único Rei e Senhor; somos uma nação santa, agimos de acordo com a vontade de Deus que nos quer irmãos e irmãs, independente do espaço físico. Por isso, nos consideramos um Povo de propriedade divina: somos pequenas comunidades, espalhadas por muitos lugares, pobres e indefesas, mas temos a consciência de que a ação libertadora de Deus, como antigamente, se realiza através dos fracos e oprimidos. Jesus Cristo, nosso Mestre e Senhor, fazendo-se servo de todos, rejeitado e morto, tornou-se a nossa pedra angular
Nós nos deixamos conduzir pela certeza de que Deus é o Senhor da história. As dificuldades em que nos encontramos não vão impedir a realização do Plano de Deus, manifestado em Jesus de Nazaré. Por isso, agüentamos firmes todo tipo de contrariedades. Participamos de um movimento de resistência e de esperança militante.
As perseguições e sofrimentos das pessoas justas são sinais de que a manifestação de Jesus Cristo está acontecendo; são sinais da iminência do julgamento de Deus; representam o cadinho para testar a qualidade de nossa fé; nos vinculam à própria pessoa de Jesus Cristo, o Servo sofredor, que assumiu a missão de nos libertar de todo mal; através do sofrimento nos unimos a todas as pessoas que lutam pela causa da justiça e sofrem as conseqüências de sua opção... Assim, nos tornamos solidários e co-responsáveis pela construção de um mundo novo.
Irmãos e Irmãs! Levantamos aqui alguns pontos que podem orientar a releitura da Primeira Carta de Pedro. Cada grupo e também cada pessoa poderá levantar muitos outros. O nosso objetivo é animar o trabalho de evangelização  através do qual devemos refletir Jesus, pela HUMILDADE, pela CARIDADE e pelo  DESPREENDIMENTO. São auxílios valiosos para o nosso cultivo pessoal e para a missão a que fomos chamados.

UM ESBOÇO PARA O ESTUDO DESSA CARTA.

Esboço de 1º Pedro.

Introdução 1.1-2

I. A fé e esperança dos crentes no mundo 1.3-2.10

regozijando na esperança da volta de Cristo 1.3-12
Vida Justa devido à esperança 1.13-2.3
Renovação para o povo de Deus 2.4-10


II. A conduta do crente nas circunstâncias diárias 2.11-5.11
Submissão e respeito pelos outros 2.11-3.12
Sofrimento em nome de Cristo 3.13-4.19
Servindo humildemente enquanto sofre 5.1-11


Conclusão 5.12-14

Silvano, co-autor desta carta 5.12

Saudações 5.13


Exortações finais com bênção 5.14


“Objetivo principal do Projeto Amor: Promover o Crescimento Emocional e Espiritual das pessoas que temem a Deus através do estudo da palavra e pela a Ação do Espírito Santo”.

“Que o DEUS que CHAMA, CURA, CAPACITA, ENVIA E SUSTENTA nos abençoe e nos guarde para os seus propósitos hoje, amanhã e para sempre. AMÉM! AMÉM e AMÉM!!! – (Alfredopam)”

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