04/07/2013-
Quinta Feira –Trecentésima Quadragésima Nona Mensagem.
“Conhecereis a Verdade e a Verdade
vos Libertará”. (João 8.32).
A Verdade que Liberta é:
a) O Cristo dos Evangelhos;
b) Incontestável;
c) Renovadora.
A Mensagem do Dia:
NÃO IMPORTA. Que importa a idade? (De Durvelina Santos).
Que importa a idade se há no coração
O calor do amor pela humanidade,
Se podemos estender a nossa mão
Num gesto de afeto e caridade! – 20/06/2013- Quinta Feira.
04/07/2013- Quinta Feira
Notas e Reflexões:
(Como prometemos no mês de agosto de 2012, a partir do mês de
setembro estariamos publicando a verdadeira história do “Projeto Amor: Cristo,
Verdade que Liberta”. Assim todas as quintas feiras estamos publicando nessa sessão parte de sua
história).
GRUPOS DE
CRESCIMENTO.
BASES PARA A FORMAÇÃO.
Tomamos como base para a formação de um Cristão capaz
de entender e vivenciar a “Verdade que Liberta” quatro áreas fundamentais:
Primeira área- Dez (10) Metas a serem alcançadas;
Segunda área- Dez (10)
credos a serem confessados;
Terceira área- Dez (10) Virtudes a serem vivenciadas;
Quarta área- Oito (8) Princípios Teologais a serem
objetivos de estudos profundos e reflexões demoradas.
Dez (10) Virtudes a serem vivenciadas;
1- São consideradas virtudes fundamentais apontadas
pelos presentes estatutos: a sinceridade; a justiça; a verdade; o respeito ao
próximo e a natureza criada pelo Altíssimo, assim como os próprios homens e
mulheres; tolerância; o juramento; a ordem; obediência. humildade; e a
honestidade.
2-
Estas 10 virtudes deverão ser ensinadas pelas escolas, pelas religiões e por
todas entidades que de alguma modo visem a formação do caráter do cidadão. Elas
estarão registradas de muitas formas a fim de facilitar a todos a sua
assimilação. Deverão ser cantadas em versos e prosas por
toda a comunidade.
3-
O ensinamento destas virtudes deverá seguir as orientações que se seguem:
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5ª- A
Tolerância.
Oração de Gandhi
"Senhor, ajuda-me a dizer a verdade
diante dos fortes e a não dizer mentiras para
ganhar o aplauso dos fracos.
Se me dás fortuna, não me tires a razão.
Se me dás sucesso, não me tires a humildade.
Se me dás humildade, não me tires a dignidade.
Ajuda-me a enxergar o outro lado da moeda.
Não me deixes acusar o outro
por traição aos demais, apenas por não pensar igual a
mim.
Ensina-me a amar os outros como a mim mesmo.
Não deixes que me torne orgulhoso, se triunfo;
nem cair em desespero se fracasso.
Mas recorda-me que o fracasso
é a experiência que precede o triunfo.
Ensina-me que perdoar é um sinal de grandeza
e que a vingança é um sinal de baixeza.
Se não me deres o êxito,
dá-me forças para aprender com o fracasso.
Se eu ofender as pessoas,
dá-me coragem para desculpar-me.
E se as pessoas me ofenderem,
dá-me grandeza para perdoar-lhes.
Senhor, se eu me esquecer de Ti,
nunca Te esqueças de mim."
Introdução:
O Tratado
sobre a tolerância é uma obra que François Marie
Arouet, dit Voltaire escreveu no Castelo de Ferney-Voltaire e publicou em 17631
depois da morte de Jean Calas, injustamente acusado e executado a 10 de Março
de 1762
pela morte do seu filho, que se havia convertido ao catolicismo
nota 1
.
Nessa
obra Voltaire convida à tolerância entre os religiosos, atacando diretamente o fatalismo
religioso - e mais particularmente o dos jesuítas
onde havia estudado quando jovem - e onde apresenta um requisitório contra as superstições
ligadas aos religiosos
(ler Nota 1 ).
Jean
Calas pertencia a uma
família protestante
huguenote,
com exceção da empregada, católica, e do seu filho, uma vez convertido. Depois do suicídio
do seu filho, Jean Calas foi acusado de homicídio
voluntário. A família é presa, e o pai, a pedido da população e segundo ordem
de oito juizes,
é condenado à pena de morte mesmo na ausência de provas. De notar o contexto
histórico durante o qual se realiza o processo então profundamente marcado pela guerra das religiões
francesas dos séculos anteriores.
Depois
da execução de Jean Calas, que sempre gritou a sua inocência, o processo é
aberto de novo em Paris e
a família Calais reabilitada.
A TOLERÂNCIA
Parece óbvio que não se pode tolerar tudo, mas também não se deve perseguir
tudo. Como encontrar um equilíbrio?
Todos sabemos que tolerar certos atos (roubo,
violação, assassínio, etc.) seria uma degradação e que perseguir outros
converteria a sociedade em algo asfixiante, pois desembocariam num regime
repressivo. Por essa razão, não convém perseguir absolutamente todo o mal, pois
então produzir-se-ia um mal maior. Por exemplo, mentir é mau (Aristóteles
firmava que uma prova disso é que ninguém gosta de ser apelidado de mentiroso),
mas perseguir absolutamente todas as mentiras, de todos os cidadãos e em todas
as circunstâncias, conduziria a uma sociedade opressiva. Com efeito, a maioria
dos ordenamentos jurídicos persegue apenas a mentira “qualificada” (perjúrio,
falsidade num contrato ou documento público, calúnia nos meios de comunicação,
etc.).
Algo semelhante poderia dizer-se acerca do álcool, da
droga, da prostituição, etc. Em todos esses casos produz-se um conflito moral,
de natureza muito diversa, e encontrar um equilíbrio adequado não é simples,
mas pode avançar-se bastante analisando alguns princípios em torno da tolerância.
Fala-se muito de tolerância, mas a história recente demonstra que ainda
existem, inclusive, muitas formas de violência e de intolerância que todos
abominamos.
A tolerância, entendida como respeito e consideração face à diferença, ou como uma disposição para admitir nos outros uma maneira de ser e de agir distinta da nossa, de aceitação de um pluralismo legítimo, é em todos os aspectos um valor de enorme importância. Estimular a tolerância, neste sentido, pode contribuir para resolver muitos conflitos e erradicar muitas violências. E como estes conflitos e violências são notícias nos mais diversos âmbitos da vida social, isso leva-nos a pensar que a tolerância é um valor a promover, necessária e urgente.
No entanto, a tolerância não é uma atitude de simples
neutralidade ou indiferença, mas uma posição resultante de algo, que ganha
significado quando se opõe ao seu limite, que é o intolerável. Com efeito,
muitas formas de intolerância têm a sua origem num excesso de tolerância
prévio, que provocou conflitos violentos.
NINGUÉM TEM O DIREITO DE ME IMPOR OS SEUS VALORES:
Então, o
que se entende exatamente por “tolerância”?
Existem duas acepções principais da palavra tolerância
que englobam o que acabei de dizer. Uma é o “respeito e consideração face às
práticas dos outros, ainda que sejam diferentes das nossas”. A outra, que
revela o seu sentido mais específico, sublinha que “tolerar é permitir algo que
não se considera lícito, sem o aprovar expressamente”, ou seja, não impedir,
podendo fazê-lo, que outro ou outros pratiquem determinado mal.
O problema é que o conceito de bem e de mal
é muito relativo para muita gente...
COMO DISCERNIR ENTÃO?
E qual o critério para distinguir quando se deve
impedir algo e quando se deve tolerar?
É preciso fazer uma avaliação moral, considerando com retidão o bem comum, que é a única causa que legitima a tolerância. Deve julgar-se, avaliando com a máxima ponderação possível, as consequências nefastas que surgem da não tolerância, comparando-as depois com as que seriam evitadas mediante a aceitação da fórmula tolerante.
O fundamento último da tolerância, e o que justifica
permitir o mal menor quando se poderia impedi-lo, é o dever universal e
primário de praticar o bem e evitar o mal. Quando reprimir um erro comporta um
mal maior, a tolerância está justificada e, em muitos casos, é inclusive
eticamente obrigatória. O que nunca será lícito é praticar o mal para obter um
bem, pois seria como dizer que o fim (bom) justifica os meios (maus). A
tolerância não é praticar um mal menor para evitar um mal maior, nem praticar
um mal pequeno para conseguir um bem grande: tolerar é não impedir o erro, o
que não é o mesmo que cometê-lo.
Conclusão:
Como se explicam algumas atuações
históricas da Igreja em que se empregou a violência em nome da fé?
A Igreja é uma sociedade viva que atravessa os séculos, e através desse caminhar pela história não pode evitar que o grão bom esteja misturado com o joio, que a santidade se estabeleça junto da infidelidade e do pecado. A Igreja é santa, mas alberga pecadores no seu seio. Por isso quis fazer uma profunda e corajosa revisão do seu passado, e essa purificação da memória supôs um ato de valentia e de humildade no reconhecimento das deficiências realizadas por quantos usaram o nome de cristãos ao longo da história.
Os cristãos de hoje, ainda que não tendo
responsabilidade pessoal nesses erros, pediram perdão por essas culpas, e
fazê-lo foi um sinal de vitalidade e de autenticidade da Igreja, que reforça a
sua credibilidade e ajudará a modificar essa falsa imagem de obscurantismo e
intolerância com que, por ignorância ou má fé, alguns sectores da opinião
pública se comprazem em identificá-la.
Além disso, se examinarmos a evolução da liberdade por
todo o mundo e ao longo da história, podemos verificar que as culturas de raiz
cristã manifestam um conceito e uma aplicação da liberdade muito mais madura.
Lançando um olhar rápido à situação mundial neste
último século, pode dizer-se que a tolerância se desenvolveu fundamentalmente
nos países de maior tradição cristã. Em contrapartida, a intolerância
revelou-se com grande crueza nos países regidos por outras ideologias.
O fato de que, algumas vezes, ao longo da história, a
verdade tenha tomado a aparência ou praticado atos de intolerância, e inclusive
que no seu erro tenha chegado a levar homens para a fogueira, não é culpa da
verdade, mas de quem não a soube entender. Tudo, até o que está mais acima, se
pode degradar. É verdade que o amor pode fazer um insensato cometer um crime,
mas não é por isso que se vai abominar o amor, nem a verdade, que nunca
deixarão de ser as raízes que sustêm a vida humana. Assim, podemos afirmar que
a TOLERÃNCIA é a consequência imediata da
prática do AMOR e da VERDADE.
“JESUS
CRISTO deu o maior de todos os exemplos de tolerância para a humanidade”.
(Todo material desse blog pertence ao arquivo do PAM-CVL.
Seu uso é liberado sem restrição, solicitando-se apenas a citação da fonte:
PAM-CVL-Alfredopam).
(Visite meu blog:
pamcvl.blogspot.com.br)
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