quinta-feira, 18 de julho de 2013

A Ordem e a Obediência



18/07/2013- Quinta Feira –Trecentésima Sexagésima Terceira Mensagem.
“Conhecereis a Verdade e a Verdade vos Libertará”. (João 8.32).

A Verdade que Liberta é:

a) O Cristo dos Evangelhos;
b) Incontestável;
c) Renovadora.

A Mensagem do Dia:

NÃO IMPORTA. Que importa a idade? (De Durvelina Santos).
Que importa a idade se há vida interior
a nos mover e a nos incentivar
à prática do bem, e com amor
pudermos a dor alheia aliviar! – 04/07/2013- Quinta Feira.- 18/07/2013- Quinta Feira.




Notas e Reflexões:
Estamos chegando ao final de mais uma fase do PAM. Faltam apenas 16 lições e em seguida entraremos numa nova fase, após 15 dias de recesso (1º- a 15/08/2013). Que tal conhecermos um pouco de Tomás de Aquino neste final de estudos.

Estaremos tomando como ponto de Partida uma de suas mais importante obra: A justiça (Suma Teológica II-II. Q.57) – Tradução de João Sérgio Lauand para os cursos de ESDC – São Paulo. 

(Como prometemos no mês de agosto de 2012, a partir do mês de setembro estariamos publicando a verdadeira história do “Projeto Amor: Cristo, Verdade que Liberta”. Assim todas as quintas feiras  estamos publicando nessa sessão parte de sua história).
GRUPOS DE CRESCIMENTO.
BASES PARA A FORMAÇÃO.

Tomamos como base para a formação de um Cristão capaz de entender e vivenciar a “Verdade que Liberta” quatro áreas fundamentais:

Primeira área- Dez (10) Metas a serem alcançadas;
Segunda área- Dez (10)  credos a serem confessados;
Terceira área- Dez (10) Virtudes a serem vivenciadas;
Quarta área- Oito (8) Princípios Teologais a serem objetivos de estudos profundos e reflexões demoradas.

Dez (10) Virtudes a serem vivenciadas;

1- São consideradas virtudes fundamentais apontadas pelos presentes estatutos: a sinceridade; a justiça; a verdade; o respeito ao próximo e a natureza criada pelo Altíssimo, assim como os próprios homens e mulheres; tolerância; o juramento; a ordem; obediência. humildade; e a honestidade.
2- Estas 10 virtudes deverão ser ensinadas pelas escolas, pelas religiões e por todas entidades que de alguma modo visem a formação do caráter do cidadão. Elas estarão registradas de muitas formas a fim de facilitar a todos a sua assimilação. Deverão ser cantadas em versos e prosas por toda a comunidade.
3- O ensinamento destas virtudes deverá seguir as orientações que se seguem:
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7ª- A ORDEM.
INTRODUÇÃO:

“A ordem é uma questão de ordem que não se pode abrir mão sem danos para a conquista de qualquer objetivo construtivo”.

De um modo geral entendemos que para se alcançar um determinado fim precisamos de no mínimo três estágios que devem seguir a seguinte ordem: Princípio, Meio e Fim.

A bíblia inicia afirmando que: NO PRICÍPIO, criou Deus os céus e a terra. (Gênesis 1.1). Quando o Evangelista João pretende revelar para os seus discípulos o “Plano Salvífico” de Deus também ele afirma: NO PRICÍPIO era o verbo e o verbo estava com Deus.

“O que é Ordem e Progresso?:

Ordem e Progresso é a frase que está escrita na bandeira brasileira, e é o lema nacional, desde sua formação, e foi idealizadapor Raimundo Teixeira Mendes.
A expressão ordem e progresso é o lema político do positivismo, e é uma forma abreviada do lema de autoria do positivista francês Augusto Comte: "O Amor por princípio e a Ordem por base; o Progresso por fim”. O positivismo possui ideais republicanos, como a busca de condições sociais básicas, através  do respeito aos seres humanos, salários dignos etc., e também o melhoramento do país em termos materiais, intelectuais e, principalmente, morais .
No século XIX surgiu uma corrente de pensamento chamada positivismo, e o filósofo francês foi Auguste Comte. Ele defendia que o progresso era a uma das únicas saídas para a evolução da humanidade.
Ordem e Progresso também é um livro do escritor Gilberto Freyre, publicado em 1957 em que o autor aborda a transição do regime monarquista ao republicano no Brasil.” (Autor desconhecido – Fonte: Internete).
“- Procedimentos no discurso Como tudo, haverá dificuldades se não houver determinadas regras e normas, procedimentos regulares, dos sujeitos que fala, a ordem do discurso será difícil de manter, sendo assim possível determinar a importância de se falar tendo controle e suspeição, não entrando apenas num discurso descomprometido e destituído de um objetivo. Assim sendo, é de suma importância ser o discurso calcado por procedimentos previamente conectado com a realidade. A comunicação num discurso não pode ser superficial.  incrementando por sua vez a importância do ritual, definindo a qualificação possuída pelos indivíduos que falam, sendo que, no jogo de um diálogo, da interrogação, da recitação, devem ocupar determinada posição e formular determinado tipo de enunciados.” (A ordem do discurso em Foucault).
Não havendo ordem desembocamos no caos e não passamos de loucos.
Conclusão;
Portanto a ordem é uma virtude fundamental para a ação daquele que pretende, de alguma forma, contribuir para o desenvolvimento da Humanidade.
“Que qualquer um, não pode falar de qualquer coisa. Foucault entende que o discurso assume um poder de transformar, ou mais, de indicar o necessário a fazer através da argüição, não sendo apenas um amontoado de palavras soltas ao vento. Assume um papel fundamental na construção social e vertical de uma sociedade, sensível aos mandos e desmandos. Assim sendo impossível não requerer a máxima importância defrenestrando qualquer mal surgido ao ser humano como cidadão e pessoa existente numa comunidade. Há outro princípio que orienta a sociedade, a exclusão, ou separação, ou ainda, uma rejeição. Pensar neste âmbito na oposição razão e loucura desloca ao contexto inicial. Desde a alta idade média, o ser louco se resumia naquele cujo discurso não poderia circular como os demais, considerando que sua palavra poderia ser taxada de nula ou sem sentido. Assim, destituída da verdade, sem importância, não podendo prestar testemunho na justiça, não sendo capaz de autenticar um ato, contrato, não podendo nem mesmo participar de uma missa. A palavra de um louco não era ouvida, ou caía no nada, sendo assim rejeitada, ou decifrava a razão ingênua ou astuciosa, de qualquer modo era excluída.”  (A Ordem do Discurso em Foucault).
Este Poema retrata bem o que seria uma humanidade “SEM ORDEM”.
                          ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE
 Poema de Antonio Miranda
 Ilustração de LEO LOBOS*

 “escombros sobre escombros”
”acordar os mortos
e recompor as ruínas”
WALTER BENJAMIN
 a história da humanidade
 é a prova da insanidade
 a que estamos submetidos
 — sem deus, sem destino

 bilhões de seres calcinados
 reciclando a pervers(idade)
 readubando rancores, sortilégios
 agourentos, malfadados

 a história não tem ciclos
 nem fases, mas camadas
 — ossários, escombros
 matéria em decomposição

 recompor os mortos
 putrefactos, liquefeitos
 de olhos arregalados
 sem a noção de tempo

 anjos sem asas, desfeitos
 como poeira, atritando-se
 desviando-se no espaço
de um tempo estagnado:

 tempo sem cronologia
 espaço de materialidade
 transformável e errante
 na indissolução do fim
8ª- A Obediência:

Versículos bíblicos sobre a obediência:

Quem dera eles tivessem sempre no coração esta disposição para temer-me e para obedecer a todos os meus mandamentos. Assim tudo iria bem com eles e com seus descendentes para sempre!
Deuteronômio 5:29
Samuel, porém, respondeu: "Acaso tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e em sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? A obediência é melhor do que o sacrifício, e a submissão é melhor do que a gordura de carneiros.
1 Samuel 15:22
Assim que me ouvem, me obedecem; são estrangeiros que se submetem a mim.
Salmos 18:44
"Por que vocês me chamam 'Senhor, Senhor' e não fazem o que eu digo?
Lucas 6:46
Pedro e os outros apóstolos responderam: "É preciso obedecer antes a Deus do que aos homens!
Atos dos Apóstolos 5:29
Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando vocês mesmos.
Tiago 1:22
Não deixe de falar as palavras deste Livro da Lei e de meditar nelas de dia e de noite, para que você cumpra fielmente tudo o que nele está escrito. Só então os seus caminhos pros­perarão e você será bem-sucedido.
Josué 1:8
Todo aquele que desobedecer a um desses mandamentos, ainda que dos menores, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será chamado menor no Reino dos céus; mas todo aquele que praticar e ensinar estes mandamentos será chamado grande no Reino dos céus.
Mateus 5:19
"Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos.
João 14:15
A Lei foi introduzida para que a transgressão fosse ressaltada. Mas onde aumentou o pecado transbordou a graça,
Romanos 5:20
Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se opondo contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos.
Romanos 13:1-2
Embora sendo Filho, ele aprendeu a obedecer por meio daquilo que sofreu; e, uma vez aperfeiçoado, tornou-se a fonte da salvação eterna para todos os que lhe obedecem,
Hebreus 5:8-9
Em obediência ao que o Senhor tinha ordenado a Moisés, Arão colocou o maná junto às tábuas da aliança, para ali ser guardado.
Êxodo 16:34
Mesmo assim eles não quiseram ouvir os juízes, antes se prostituíram com outros deuses e os adoraram. Ao contrário dos seus antepassados, logo se desviaram do caminho pelo qual os seus antepassados tinham andado, o caminho da obediência aos mandamentos do Senhor.
Juízes 2:17
Samuel, porém, respondeu: "Acaso tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e em sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? A obediência é melhor do que o sacrifício, e a submissão é melhor do que a gordura de carneiros.
1 Samuel 15:22
Davi foi para lá, em obediência à ordem que Gade tinha dado em nome do Senhor.
2 Samuel 24:19
Davi foi para lá, em obediência à palavra que Gade havia falado em nome do Senhor.
1 Crônicas 21:19
Em tudo o que ele empreendeu no serviço do templo de Deus e na obediência à lei e aos mandamentos, ele buscou o seu Deus e trabalhou de todo o coração; e por isso prosperou.
2 Crônicas 31:21
Quem dera fossem firmados os meus caminhos na obediência aos teus decretos.
Salmos 119:5
"Os olhos de quem zomba do pai, e, zombando, nega obediência à mãe, serão arrancados pelos corvos do vale, e serão devorados pelos filhotes do abutre.
Provérbios 30:17
Com ele vocês também trarão, manhã após manhã, uma oferta de cereal, de um sexto de arroba e um terço de galão de azeite para umedecer a farinha. A apresentação dessa oferta de cereal será feita em obediência a um decreto perpétuo.
Ezequiel 46:14
Em seguida, foram para casa e prepararam perfumes e especiarias aromáticas. E descansaram no sábado, em obediência ao mandamento.
Lucas 23:56
Participe com esses homens dos rituais de purificação e pague as despesas deles, para que rapem a cabeça. Assim, todos saberão que não é verdade o que falam de você, mas que você continua vivendo em obediência à lei.
Atos dos Apóstolos 21:24
Por meio dele e por causa do seu nome, recebemos graça e apostolado para chamar dentre todas as nações um povo para a obediência que vem pela fé.
Romanos 1:5
Portanto, ninguém será declarado justo diante dele baseando-se na obediência à Lei, pois é mediante a Lei que nos tornamos plenamente conscientes do pecado.
Romanos 3:20
Onde está, então, o motivo de vanglória? É excluído. Baseado em que princípio? No da obediência à Lei? Não, mas no princípio da fé.
Romanos 3:27
Pois sustentamos que o homem é justificado pela fé, independente da obediência à Lei.
Romanos 3:28
Logo, assim como por meio da desobediência de um só homem muitos foram feitos pecadores, assim também por meio da obediência de um único homem muitos serão feitos justos.
Romanos 5:19
Não sabem que, quando vocês se oferecem a alguém para lhe obedecer como escravos, tornam-se escravos daquele a quem obedecem: escravos do pecado que leva à morte, ou da obediência que leva à justiça?
Romanos 6:16
Todos têm ouvido falar da obediência de vocês, por isso estou muito alegre; mas quero que sejam sábios em relação ao que é bom, e sem malícia em relação ao que é mau.
Romanos 16:19
Por meio dessa prova de serviço ministerial, outros louvarão a Deus pela obediência que acompanha a confissão que vocês fazem do evangelho de Cristo e pela generosidade de vocês em compartilhar seus bens com eles e com todos os outros.
2 Coríntios 9:13
E estaremos prontos para punir todo ato de desobediência, uma vez estando completa a obediência de vocês.
2 Coríntios 10:6.

O Texto que segue, realmente é bem longo, mas ele não pode faltar neste projeto. Faça um esforço e leia todo ele... vale a pena.

A Obediência à Lei É Liberdade


Os homens e as mulheres recebem seu arbítrio como dádiva de Deus, mas sua liberdade e, por sua vez, sua felicidade eterna decorrem da obediência às leis Dele.
Recebi um presente especial no Natal passado que trouxe consigo muitas lembranças. Ganhei-o de minha sobrinha. Era uma das coisas que eu havia deixado na antiga casa de nossa família quando me mudei depois de me casar. O presente foi este pequeno livro marrom que tenho na mão. É um livro que era dado aos soldados SUD que entravam para as forças armadas durante a Segunda Guerra Mundial. Pessoalmente, eu considerava o livro como um presente do Presidente Heber J. Grant e de seus conselheiros, J. Reuben Clark Jr. e David O. McKay.
No início do livro, aqueles três profetas de Deus escreveram: “A conjuntura das forças armadas não permite que nos mantenhamos em contato pessoal com você, seja diretamente ou por representantes pessoais. O melhor que podemos fazer é colocar em suas mãos estes trechos de revelação moderna e explicações de princípios do evangelho que lhe proporcionarão, onde quer que esteja, renovada fé e esperança, bem como conforto, consolo e paz de espírito”.1
Encontramo-nos hoje em meio a outra guerra. Não é uma guerra travada com armas, é uma guerra de pensamentos, palavras e ações. É uma guerra contra o pecado, e mais do que nunca precisamos ser lembrados dos mandamentos. O materialismo está se tornando a norma, e muitas de suas crenças e práticas entram em conflito direto com as que foram instituídas pelo próprio Senhor em benefício de Seus filhos.
No livrinho marrom, logo após a carta da Primeira Presidência, há uma Nota Introdutória para os Soldados, intitulada: A Obediência à Lei é Liberdade”. O texto traça um paralelo entre a lei militar, que é “para o bem de todos os que servem nas forças armadas”, e a lei divina.
Ali lemos: “No universo, onde Deus está no comando, também existe uma lei (…) — uma lei universal e eterna — com certas bênçãos e penalidades imutáveis”.
As palavras finais da nota enfocam a obediência à lei de Deus: “Se quiser retornar a seus entes queridos com a cabeça erguida, (…) se deseja ser um homem e viver com abundância — então cumpra a lei de Deus. Ao fazê-lo, você poderá acrescentar a essa inestimável liberdade, pela qual está lutando para preservar, outra na qual as pessoas muito podem confiar: a liberdade do pecado; porque, de fato, ‘a obediência à lei é liberdade’”.2
Por que a frase “a obediência à lei é liberdade” me pareceu tão verdadeira na época? Por que soa tão verdadeira para todos nós hoje?
Talvez seja porque temos um conhecimento revelado de nossa história pré-mortal. Sabemos que quando Deus, o Pai Eterno, apresentou Seu plano para nós no princípio dos tempos, Satanás quis alterar o plano. Ele disse que iria redimir toda a humanidade. Nenhuma alma se perderia, e Satanás estava confiante de que poderia executar o que propôs. Mas havia um custo inaceitável — a destruição do arbítrio do homem, que foi e é uma dádiva de Deus (ver Moisés 4:1–3). Acerca dessa dádiva, o Presidente Harold B. Lee disse: “Excluindo-se a própria vida, o livre-arbítrio é a maior dádiva concedida à humanidade”.3 Portanto, não era insignificante que Satanás desprezasse o arbítrio do homem. Na verdade, essa se tornou a principal questão pela qual foi travada a Guerra no Céu. A vitória da Guerra no Céu foi uma vitória a favor do arbítrio do homem.
Satanás, porém, não havia terminado. Seu plano de reserva — o plano que ele vem executando desde a época de Adão e Eva — era tentar os homens e as mulheres, essencialmente para provar que não mereciam a dádiva divina do arbítrio. Satanás tem muitos motivos para fazer o que faz. Talvez o mais forte deles seja a vingança, mas ele também quer tornar os homens e as mulheres tão miseráveis quanto ele próprio. Nenhum de nós deve subestimar a determinação que Satanás tem em alcançar sucesso. Seu papel no plano eterno de Deus cria “oposição em todas as coisas” (2 Néfi 2:11) e põe nosso arbítrio à prova. Cada escolha que fazemos é um teste de nosso arbítrio — a decisão de sermos obedientes ou desobedientes aos mandamentos de Deus, na verdade, é uma escolha entre “a liberdade e a vida eterna” e “o cativeiro e a morte”.
Essa doutrina fundamental está claramente ensinada no segundo capítulo de 2 Néfi: “Portanto os homens são livres segundo a carne; e todas as coisas de que necessitam lhes são dadas. E são livres para escolher a liberdade e a vida eterna por meio do grande Mediador de todos os homens, ou para escolherem o cativeiro e a morte, de acordo com o cativeiro e o poder do diabo; pois ele procura tornar todos os homens tão miseráveis como ele próprio” (2 Néfi 2:27).
Em muitos aspectos, este mundo sempre esteve em guerra. Creio que, quando a Primeira Presidência me enviou o livrinho marrom, eles estavam preocupados com uma guerra maior do que a Segunda Guerra Mundial. Também acredito que eles esperavam que o livro fosse um escudo de fé contra Satanás e seus exércitos nessa guerra maior — a guerra contra o pecado — e que me servisse de lembrete para viver os mandamentos de Deus.
Uma forma de avaliar-nos e comparar-nos às gerações anteriores é usar o mais antigo dos padrões conhecidos pelo homem: os Dez Mandamentos. Para grande parte do mundo civilizado, principalmente o mundo judeu-cristão, os Dez Mandamentos foram a delimitação mais aceita e perene entre o bem e o mal.
A meu ver, quatro dos Dez Mandamentos são levados mais a sério hoje do que nunca. Como cultura, desprezamos e condenamos o assassinato, o roubo e a mentira, e ainda cremos na responsabilidade que os filhos têm em relação a seus pais.
Mas como sociedade em geral, rotineiramente descartamos os outros seis mandamentos:
Se as prioridades do mundo forem um indício, sem dúvida temos “outros deuses” que colocamos à frente do Deus verdadeiro.
Celebridades, estilos de vida, riqueza e, sim, muitas vezes até imagens de escultura ou objetos se tornam nossos ídolos.
Usamos o nome de Deus de todas as formas profanas, inclusive em nossas exclamações e xingamentos.
Usamos o Dia do Senhor para nossos maiores jogos, nossa recreação mais séria, nossas compras mais intensas e praticamente tudo o mais, exceto a adoração.
Tratamos as relações sexuais fora dos laços do matrimônio como recreação e entretenimento.
E a cobiça se tornou um estilo de vida extremamente comum (ver Êxodo 20:3–17).
Os profetas de todas as dispensações advertiram constantemente em relação à violação de dois dos mais sérios mandamentos — os que se referem ao assassinato e ao adultério. Vejo uma base em comum para esses dois mandamentos essenciais — a crença de que a vida propriamente dita é prerrogativa de Deus e que nosso corpo físico, o templo da vida mortal, deve ser gerado dentro dos limites estabelecidos por Deus. O fato de o homem querer substituir as leis de Deus por suas próprias regras, em qualquer dos extremos da vida, é o cúmulo da presunção e o abismo do pecado.
Os principais efeitos dessa atitude depreciativa em relação à santidade do casamento são as consequências para a família — a estabilidade da família está se deteriorando em ritmo alarmante. Essa deterioração está causando amplos danos à sociedade. Vejo nisso uma relação direta de causa e efeito. Ao abandonarmos o comprometimento e a fidelidade ao cônjuge, removemos o cimento que mantém nossa sociedade unida.
Um modo útil de pensar nos mandamentos é que eles são um conselho amoroso de um Pai Celestial sábio e onisciente. Sua meta é nossa felicidade eterna, e Seus mandamentos são o mapa da estrada que Ele nos deu para retornarmos à presença Dele, que é o único caminho pelo qual seremos eternamente felizes. O quanto o lar e a família são importantes para nossa felicidade eterna? Na página 141 de meu livrinho marrom, lemos: “Sem dúvida nosso céu pouco mais é do que uma projeção de nosso lar na eternidade”.4
A doutrina da família e do lar foi reiterada recentemente com grande clareza e força em “A Família: Proclamação ao Mundo”. Ela declara a natureza eterna da família e depois explica a relação com a adoração no templo. A proclamação também declara a lei na qual se baseia a felicidade eterna da família: “Que os poderes sagrados de procriação sejam empregados somente entre homem e mulher, legalmente casados”.5
Deus revela a Seus profetas que existem princípios morais absolutos. O pecado sempre será pecado. A desobediência aos mandamentos do Senhor sempre nos privará de Suas bênçãos. O mundo muda de modo constante e drástico, mas Deus, Seus mandamentos e as bênçãos prometidas não mudam. São imutáveis e inalteráveis. Os homens e as mulheres recebem seu arbítrio como dádiva de Deus, mas sua liberdade e, por sua vez, sua felicidade eterna decorrem da obediência às leis Dele. Como Alma aconselhou a seu filho errante Coriânton: “Iniquidade nunca foi felicidade” (Alma 41:10).
Nesta época da Restauração da plenitude do evangelho, o Senhor nos revelou novamente as bênçãos que nos são prometidas por nossa obediência a Seus mandamentos.
Em Doutrina e Convênios 130, lemos:
“Há uma lei, irrevogavelmente decretada no céu antes da fundação deste mundo, na qual todas as bênçãos se baseiam—
E quando recebemos uma bênção de Deus, é por obediência à lei na qual ela se baseia” (D&C 130:20–21).
Sem dúvida não poderia haver doutrina mais vigorosamente expressa nas escrituras do que os mandamentos imutáveis do Senhor e sua relação com nossa felicidade e bem-estar como indivíduos, família e sociedade. Existem princípios morais absolutos. A desobediência aos mandamentos do Senhor sempre nos privará de Suas bênçãos. Essas coisas não mudam.
Em um mundo em que a bússola moral da sociedade está falhando, o evangelho restaurado de Jesus Cristo jamais fraqueja, tampouco suas estacas e alas, suas famílias e seus membros individualmente. Não podemos pegar e escolher quais mandamentos achamos que são importantes para guardar, mas devemos reconhecer todos os mandamentos de Deus. Precisamos permanecer firmes e fortes, tendo perfeita confiança na constância do Senhor e em Suas promessas.
Que sempre sejamos uma luz sobre o monte, um exemplo no cumprimento dos mandamentos, que nunca mudaram e nunca mudarão. Assim como aquele pequeno livro encorajava os soldados SUD a permanecerem moralmente firmes em tempos de guerra, sejamos nós, nesta guerra dos últimos dias, um feixe de luz para toda a Terra e principalmente para os filhos de Deus que buscam as bênçãos do Senhor. Presto testemunho disso em nome de Jesus Cristo. Amém.

Que o DEUS que CHAMA, CURA, CAPACITA, ENVIA E SUSTENTA nos abençoe e nos guarde para os seus propósitos hoje, amanhã e para sempre. AMÉM! AMÉM e AMÉM!!! – (Alfredopam)”


(Todo material desse blog pertence ao arquivo do PAM-CVL. Seu uso é liberado sem restrição, solicitando-se  apenas a citação da fonte: PAM-CVL-Alfredopam).

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