18/07/2013-
Quinta Feira –Trecentésima Sexagésima Terceira Mensagem.
“Conhecereis a Verdade e a Verdade
vos Libertará”. (João 8.32).
A Verdade que Liberta é:
a) O Cristo dos Evangelhos;
b) Incontestável;
c) Renovadora.
A Mensagem do Dia:
NÃO
IMPORTA. Que importa a idade?
(De Durvelina Santos).
Que importa a idade se há
vida interior
a nos mover e a nos
incentivar
à prática do bem, e com amor
pudermos a dor alheia
aliviar! – 04/07/2013- Quinta Feira.- 18/07/2013- Quinta Feira.
Notas e Reflexões:
Estamos chegando ao final de mais uma
fase do PAM. Faltam apenas 16 lições e em seguida entraremos numa nova fase,
após 15 dias de recesso (1º- a 15/08/2013). Que tal conhecermos um pouco de
Tomás de Aquino neste final de estudos.
Estaremos tomando como ponto de Partida uma de suas mais importante
obra: A justiça (Suma Teológica II-II. Q.57) – Tradução de João Sérgio Lauand
para os cursos de ESDC – São Paulo.
(Como prometemos no mês de agosto de 2012, a partir do mês de
setembro estariamos publicando a verdadeira história do “Projeto Amor: Cristo,
Verdade que Liberta”. Assim todas as quintas feiras estamos publicando nessa sessão parte de sua
história).
GRUPOS DE CRESCIMENTO.
BASES PARA A FORMAÇÃO.
Tomamos como base
para a formação de um Cristão capaz de entender e vivenciar a “Verdade que
Liberta” quatro áreas fundamentais:
Primeira área- Dez
(10) Metas a serem alcançadas;
Segunda área- Dez
(10) credos a serem confessados;
Terceira área- Dez
(10) Virtudes a serem vivenciadas;
Quarta área- Oito (8)
Princípios Teologais a serem objetivos de estudos profundos e reflexões
demoradas.
Dez (10) Virtudes a
serem vivenciadas;
1- São consideradas
virtudes fundamentais apontadas pelos presentes estatutos: a sinceridade; a
justiça; a verdade; o respeito ao próximo e a natureza criada pelo Altíssimo,
assim como os próprios homens e mulheres; tolerância; o juramento; a ordem;
obediência. humildade; e a honestidade.
2- Estas 10
virtudes deverão ser ensinadas pelas escolas, pelas religiões e por todas
entidades que de alguma modo visem a formação do caráter do cidadão. Elas
estarão registradas de muitas formas a fim de facilitar a todos a sua
assimilação. Deverão ser cantadas em versos e
prosas por toda a comunidade.
3- O ensinamento
destas virtudes deverá seguir as orientações que se seguem:
<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
7ª- A
ORDEM.
INTRODUÇÃO:
“A ordem é uma questão de ordem que não se
pode abrir mão sem danos para a conquista de qualquer objetivo construtivo”.
De um modo geral entendemos que para se alcançar um
determinado fim precisamos de no mínimo três estágios que devem seguir a
seguinte ordem: Princípio, Meio e Fim.
A bíblia inicia afirmando que: NO PRICÍPIO, criou Deus
os céus e a terra. (Gênesis 1.1). Quando o Evangelista João pretende revelar
para os seus discípulos o “Plano Salvífico” de Deus também ele afirma: NO
PRICÍPIO era o verbo e o verbo estava com Deus.
“O que é Ordem e Progresso?:
Ordem e Progresso é a frase que está escrita na bandeira brasileira, e é o lema nacional, desde sua formação, e foi idealizadapor Raimundo Teixeira Mendes.A expressão ordem e progresso é o lema político do positivismo, e é uma forma abreviada do lema de autoria do positivista francês Augusto Comte: "O Amor por princípio e a Ordem por base; o Progresso por fim”. O positivismo possui ideais republicanos, como a busca de condições sociais básicas, através do respeito aos seres humanos, salários dignos etc., e também o melhoramento do país em termos materiais, intelectuais e, principalmente, morais .
No século XIX surgiu uma corrente de pensamento chamada positivismo, e o filósofo francês foi Auguste Comte. Ele defendia que o progresso era a uma das únicas saídas para a evolução da humanidade.
Ordem e Progresso também é um livro do escritor Gilberto Freyre, publicado em 1957 em que o autor aborda a transição do regime monarquista ao republicano no Brasil.” (Autor desconhecido – Fonte: Internete).
“- Procedimentos no discurso Como tudo, haverá dificuldades se não houver determinadas regras e normas, procedimentos regulares, dos sujeitos que fala, a ordem do discurso será difícil de manter, sendo assim possível determinar a importância de se falar tendo controle e suspeição, não entrando apenas num discurso descomprometido e destituído de um objetivo. Assim sendo, é de suma importância ser o discurso calcado por procedimentos previamente conectado com a realidade. A comunicação num discurso não pode ser superficial. incrementando por sua vez a importância do ritual, definindo a qualificação possuída pelos indivíduos que falam, sendo que, no jogo de um diálogo, da interrogação, da recitação, devem ocupar determinada posição e formular determinado tipo de enunciados.” (A ordem do discurso em Foucault).
Não havendo ordem desembocamos no caos e não passamos de loucos.
Conclusão;
Portanto a ordem é uma virtude fundamental para a ação daquele que pretende, de alguma forma, contribuir para o desenvolvimento da Humanidade.
“Que qualquer um, não pode falar de qualquer
coisa. Foucault entende que o discurso assume um poder de transformar, ou mais,
de indicar o necessário a fazer através da argüição, não sendo apenas um
amontoado de palavras soltas ao vento. Assume um papel fundamental na
construção social e vertical de uma sociedade, sensível aos mandos e desmandos.
Assim sendo impossível não requerer a máxima importância defrenestrando
qualquer mal surgido ao ser humano como cidadão e pessoa existente numa
comunidade. Há outro princípio que orienta a sociedade, a exclusão, ou
separação, ou ainda, uma rejeição. Pensar neste âmbito na oposição razão e
loucura desloca ao contexto inicial. Desde a alta idade média, o ser louco se
resumia naquele cujo discurso não poderia circular como os demais, considerando
que sua palavra poderia ser taxada de nula ou sem sentido. Assim, destituída da
verdade, sem importância, não podendo prestar testemunho na justiça, não sendo
capaz de autenticar um ato, contrato, não podendo nem mesmo participar de uma
missa. A palavra de um louco não era ouvida, ou caía no nada, sendo assim
rejeitada, ou decifrava a razão ingênua ou astuciosa, de qualquer modo era
excluída.” (A Ordem do Discurso em
Foucault).
Este Poema retrata bem o que seria uma humanidade “SEM
ORDEM”.
ASSIM CAMINHA A
HUMANIDADE
Poema
de Antonio Miranda
Ilustração
de LEO LOBOS*
“escombros
sobre escombros”
”acordar
os mortos
e
recompor as ruínas”
WALTER
BENJAMIN
a história da humanidade
é
a prova da insanidade
a
que estamos submetidos
—
sem deus, sem destino
bilhões
de seres calcinados
reciclando
a pervers(idade)
readubando
rancores, sortilégios
agourentos,
malfadados
a
história não tem ciclos
nem
fases, mas camadas
—
ossários, escombros
matéria
em decomposição
recompor
os mortos
putrefactos,
liquefeitos
de
olhos arregalados
sem
a noção de tempo
anjos
sem asas, desfeitos
como
poeira, atritando-se
desviando-se
no espaço
de
um tempo estagnado:
tempo
sem cronologia
espaço
de materialidade
transformável
e errante
na
indissolução do fim
8ª- A Obediência:
Versículos bíblicos sobre a obediência:
Quem dera eles tivessem sempre no coração esta disposição
para temer-me e para obedecer a todos os meus mandamentos. Assim tudo iria bem
com eles e com seus descendentes para sempre!
Deuteronômio 5:29
Deuteronômio 5:29
Samuel, porém, respondeu: "Acaso tem o Senhor tanto
prazer em holocaustos e em sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra?
A obediência é melhor do que o sacrifício, e a submissão é melhor do que a
gordura de carneiros.
1 Samuel 15:22
1 Samuel 15:22
Assim que me ouvem, me obedecem; são estrangeiros que se
submetem a mim.
Salmos 18:44
Salmos 18:44
"Por que vocês me chamam 'Senhor, Senhor' e não fazem
o que eu digo?
Lucas 6:46
Lucas 6:46
Pedro e os outros apóstolos responderam: "É preciso
obedecer antes a Deus do que aos homens!
Atos dos Apóstolos 5:29
Atos dos Apóstolos 5:29
Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes,
enganando vocês mesmos.
Tiago 1:22
Tiago 1:22
Não deixe de falar as palavras deste Livro da Lei e de
meditar nelas de dia e de noite, para que você cumpra fielmente tudo o que nele
está escrito. Só então os seus caminhos prosperarão e você será bem-sucedido.
Josué 1:8
Josué 1:8
Todo aquele que desobedecer a um desses mandamentos, ainda
que dos menores, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será chamado menor no
Reino dos céus; mas todo aquele que praticar e ensinar estes mandamentos será
chamado grande no Reino dos céus.
Mateus 5:19
Mateus 5:19
"Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos.
João 14:15
João 14:15
A Lei foi introduzida para que a transgressão fosse
ressaltada. Mas onde aumentou o pecado transbordou a graça,
Romanos 5:20
Romanos 5:20
Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois
não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por
ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se
opondo contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem
condenação sobre si mesmos.
Romanos 13:1-2
Romanos 13:1-2
Embora sendo Filho, ele aprendeu a obedecer por meio
daquilo que sofreu; e, uma vez aperfeiçoado, tornou-se a fonte da salvação
eterna para todos os que lhe obedecem,
Hebreus 5:8-9
Hebreus 5:8-9
Em
obediência ao que o Senhor tinha ordenado a Moisés, Arão colocou o maná junto
às tábuas da aliança, para ali ser guardado.
Êxodo 16:34
Êxodo 16:34
Mesmo
assim eles não quiseram ouvir os juízes, antes se prostituíram com outros
deuses e os adoraram. Ao contrário dos seus antepassados, logo se desviaram do
caminho pelo qual os seus antepassados tinham andado, o caminho da obediência
aos mandamentos do Senhor.
Juízes 2:17
Juízes 2:17
Samuel,
porém, respondeu: "Acaso tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e em
sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? A obediência é melhor do
que o sacrifício, e a submissão é melhor do que a gordura de carneiros.
1 Samuel 15:22
1 Samuel 15:22
Davi
foi para lá, em obediência à ordem que Gade tinha dado em nome do Senhor.
2 Samuel 24:19
2 Samuel 24:19
Davi
foi para lá, em obediência à palavra que Gade havia falado em nome do Senhor.
1 Crônicas 21:19
1 Crônicas 21:19
Em
tudo o que ele empreendeu no serviço do templo de Deus e na obediência à lei e
aos mandamentos, ele buscou o seu Deus e trabalhou de todo o coração; e por
isso prosperou.
2 Crônicas 31:21
2 Crônicas 31:21
Quem
dera fossem firmados os meus caminhos na obediência aos teus decretos.
Salmos 119:5
Salmos 119:5
"Os
olhos de quem zomba do pai, e, zombando, nega obediência à mãe, serão
arrancados pelos corvos do vale, e serão devorados pelos filhotes do abutre.
Provérbios 30:17
Provérbios 30:17
Com
ele vocês também trarão, manhã após manhã, uma oferta de cereal, de um sexto de
arroba e um terço de galão de azeite para umedecer a farinha. A apresentação
dessa oferta de cereal será feita em obediência a um decreto perpétuo.
Ezequiel 46:14
Ezequiel 46:14
Em
seguida, foram para casa e prepararam perfumes e especiarias aromáticas. E descansaram
no sábado, em obediência ao mandamento.
Lucas 23:56
Lucas 23:56
Participe
com esses homens dos rituais de purificação e pague as despesas deles, para que
rapem a cabeça. Assim, todos saberão que não é verdade o que falam de você, mas
que você continua vivendo em obediência à lei.
Atos dos Apóstolos 21:24
Atos dos Apóstolos 21:24
Por
meio dele e por causa do seu nome, recebemos graça e apostolado para chamar
dentre todas as nações um povo para a obediência que vem pela fé.
Romanos 1:5
Romanos 1:5
Portanto,
ninguém será declarado justo diante dele baseando-se na obediência à Lei, pois
é mediante a Lei que nos tornamos plenamente conscientes do pecado.
Romanos 3:20
Romanos 3:20
Onde
está, então, o motivo de vanglória? É excluído. Baseado em que princípio? No da
obediência à Lei? Não, mas no princípio da fé.
Romanos 3:27
Romanos 3:27
Pois
sustentamos que o homem é justificado pela fé, independente da obediência à
Lei.
Romanos 3:28
Romanos 3:28
Logo,
assim como por meio da desobediência de um só homem muitos foram feitos
pecadores, assim também por meio da obediência de um único homem muitos serão
feitos justos.
Romanos 5:19
Romanos 5:19
Não
sabem que, quando vocês se oferecem a alguém para lhe obedecer como escravos,
tornam-se escravos daquele a quem obedecem: escravos do pecado que leva à
morte, ou da obediência que leva à justiça?
Romanos 6:16
Romanos 6:16
Todos
têm ouvido falar da obediência de vocês, por isso estou muito alegre; mas quero
que sejam sábios em relação ao que é bom, e sem malícia em relação ao que é
mau.
Romanos 16:19
Romanos 16:19
Por
meio dessa prova de serviço ministerial, outros louvarão a Deus pela obediência
que acompanha a confissão que vocês fazem do evangelho de Cristo e pela
generosidade de vocês em compartilhar seus bens com eles e com todos os outros.
2 Coríntios 9:13
2 Coríntios 9:13
E
estaremos prontos para punir todo ato de desobediência, uma vez estando
completa a obediência de vocês.
2 Coríntios 10:6.
2 Coríntios 10:6.
O Texto que segue, realmente é bem longo, mas ele não pode
faltar neste projeto. Faça um esforço e leia todo ele... vale a pena.
A Obediência à Lei É Liberdade
Os homens e as
mulheres recebem seu arbítrio como dádiva de Deus, mas sua liberdade e, por sua
vez, sua felicidade eterna decorrem da obediência às leis Dele.
Recebi um
presente especial no Natal passado que trouxe consigo muitas lembranças.
Ganhei-o de minha sobrinha. Era uma das coisas que eu havia deixado na antiga
casa de nossa família quando me mudei depois de me casar. O presente foi este
pequeno livro marrom que tenho na mão. É um livro que era dado aos soldados SUD
que entravam para as forças armadas durante a Segunda Guerra Mundial.
Pessoalmente, eu considerava o livro como um presente do Presidente Heber J.
Grant e de seus conselheiros, J. Reuben Clark Jr. e David O. McKay.
No início do
livro, aqueles três profetas de Deus escreveram: “A conjuntura das forças
armadas não permite que nos mantenhamos em contato pessoal com você, seja
diretamente ou por representantes pessoais. O melhor que podemos fazer é
colocar em suas mãos estes trechos de revelação moderna e explicações de
princípios do evangelho que lhe proporcionarão, onde quer que esteja, renovada
fé e esperança, bem como conforto, consolo e paz de espírito”.1
Encontramo-nos
hoje em meio a outra guerra. Não é uma guerra travada com armas, é uma guerra
de pensamentos, palavras e ações. É uma guerra contra o pecado, e mais do que
nunca precisamos ser lembrados dos mandamentos. O materialismo está se tornando
a norma, e muitas de suas crenças e práticas entram em conflito direto com as
que foram instituídas pelo próprio Senhor em benefício de Seus filhos.
No livrinho
marrom, logo após a carta da Primeira Presidência, há uma Nota Introdutória
para os Soldados, intitulada: “A Obediência à Lei é Liberdade”. O texto
traça um paralelo entre a lei militar, que é “para o bem de todos os que servem
nas forças armadas”, e a lei divina.
Ali lemos: “No
universo, onde Deus está no comando, também existe uma lei (…) — uma lei
universal e eterna — com certas bênçãos e penalidades imutáveis”.
As palavras
finais da nota enfocam a obediência à lei de Deus: “Se quiser retornar a seus
entes queridos com a cabeça erguida, (…) se deseja ser um homem e viver com
abundância — então cumpra a lei de Deus. Ao fazê-lo, você poderá acrescentar a
essa inestimável liberdade, pela qual está lutando para preservar, outra na
qual as pessoas muito podem confiar: a liberdade do pecado; porque, de fato, ‘a
obediência à lei é liberdade’”.2
Por que a frase
“a obediência à lei é liberdade” me pareceu tão verdadeira na época? Por que
soa tão verdadeira para todos nós hoje?
Talvez seja
porque temos um conhecimento revelado de nossa história pré-mortal. Sabemos que
quando Deus, o Pai Eterno, apresentou Seu plano para nós no princípio dos
tempos, Satanás quis alterar o plano. Ele disse que iria redimir toda a
humanidade. Nenhuma alma se perderia, e Satanás estava confiante de que poderia
executar o que propôs. Mas havia um custo inaceitável — a destruição do
arbítrio do homem, que foi e é uma dádiva de Deus (ver Moisés 4:1–3). Acerca dessa dádiva, o Presidente
Harold B. Lee disse: “Excluindo-se a própria vida, o livre-arbítrio é a maior
dádiva concedida à humanidade”.3 Portanto, não era insignificante que
Satanás desprezasse o arbítrio do homem. Na verdade, essa se tornou a principal
questão pela qual foi travada a Guerra no Céu. A vitória da Guerra no Céu foi
uma vitória a favor do arbítrio do homem.
Satanás, porém,
não havia terminado. Seu plano de reserva — o plano que ele vem executando
desde a época de Adão e Eva — era tentar os homens e as mulheres,
essencialmente para provar que não mereciam a dádiva divina do arbítrio.
Satanás tem muitos motivos para fazer o que faz. Talvez o mais forte deles seja
a vingança, mas ele também quer tornar os homens e as mulheres tão miseráveis
quanto ele próprio. Nenhum de nós deve subestimar a determinação que Satanás
tem em alcançar sucesso. Seu papel no plano eterno de Deus cria “oposição em
todas as coisas” (2 Néfi 2:11) e põe nosso arbítrio à prova. Cada
escolha que fazemos é um teste de nosso arbítrio — a decisão de sermos
obedientes ou desobedientes aos mandamentos de Deus, na verdade, é uma escolha
entre “a liberdade e a vida eterna” e “o cativeiro e a morte”.
Essa doutrina
fundamental está claramente ensinada no segundo capítulo de 2 Néfi: “Portanto
os homens são livres segundo a carne; e todas as coisas de que necessitam lhes
são dadas. E são livres para escolher a liberdade e a vida eterna por meio do
grande Mediador de todos os homens, ou para escolherem o cativeiro e a morte,
de acordo com o cativeiro e o poder do diabo; pois ele procura tornar todos os
homens tão miseráveis como ele próprio” (2 Néfi 2:27).
Em muitos
aspectos, este mundo sempre esteve em guerra. Creio que, quando a Primeira Presidência
me enviou o livrinho marrom, eles estavam preocupados com uma guerra maior do
que a Segunda Guerra Mundial. Também acredito que eles esperavam que o livro
fosse um escudo de fé contra Satanás e seus exércitos nessa guerra maior — a
guerra contra o pecado — e que me servisse de lembrete para viver os
mandamentos de Deus.
Uma forma de
avaliar-nos e comparar-nos às gerações anteriores é usar o mais antigo dos
padrões conhecidos pelo homem: os Dez Mandamentos. Para grande parte do mundo
civilizado, principalmente o mundo judeu-cristão, os Dez Mandamentos foram a
delimitação mais aceita e perene entre o bem e o mal.
A meu ver, quatro
dos Dez Mandamentos são levados mais a sério hoje do que nunca. Como cultura,
desprezamos e condenamos o assassinato, o roubo e a mentira, e ainda cremos na
responsabilidade que os filhos têm em relação a seus pais.
Mas como
sociedade em geral, rotineiramente descartamos os outros seis mandamentos:
- •
Se as prioridades do mundo forem um indício, sem dúvida
temos “outros deuses” que colocamos à frente do Deus verdadeiro.
- •
Celebridades, estilos de vida, riqueza e, sim, muitas vezes
até imagens de escultura ou objetos se tornam nossos ídolos.
- •
Usamos o nome de Deus de todas as formas profanas,
inclusive em nossas exclamações e xingamentos.
- •
Usamos o Dia do Senhor para nossos maiores jogos, nossa
recreação mais séria, nossas compras mais intensas e praticamente tudo o mais,
exceto a adoração.
- •
Tratamos as relações sexuais fora dos laços do matrimônio
como recreação e entretenimento.
- •
E a cobiça se tornou um estilo de vida extremamente comum
(ver Êxodo 20:3–17).
Os profetas de
todas as dispensações advertiram constantemente em relação à violação de dois
dos mais sérios mandamentos — os que se referem ao assassinato e ao adultério.
Vejo uma base em comum para esses dois mandamentos essenciais — a crença de que
a vida propriamente dita é prerrogativa de Deus e que nosso corpo físico, o
templo da vida mortal, deve ser gerado dentro dos limites estabelecidos por
Deus. O fato de o homem querer substituir as leis de Deus por suas próprias
regras, em qualquer dos extremos da vida, é o cúmulo da presunção e o abismo do
pecado.
Os principais
efeitos dessa atitude depreciativa em relação à santidade do casamento são as
consequências para a família — a estabilidade da família está se deteriorando
em ritmo alarmante. Essa deterioração está causando amplos danos à sociedade.
Vejo nisso uma relação direta de causa e efeito. Ao abandonarmos o
comprometimento e a fidelidade ao cônjuge, removemos o cimento que mantém nossa
sociedade unida.
Um modo útil de
pensar nos mandamentos é que eles são um conselho amoroso de um Pai Celestial
sábio e onisciente. Sua meta é nossa felicidade eterna, e Seus mandamentos são
o mapa da estrada que Ele nos deu para retornarmos à presença Dele, que é o
único caminho pelo qual seremos eternamente felizes. O quanto o lar e a família
são importantes para nossa felicidade eterna? Na página 141 de meu livrinho
marrom, lemos: “Sem dúvida nosso céu pouco mais é do que uma projeção de nosso
lar na eternidade”.4
A doutrina da
família e do lar foi reiterada recentemente com grande clareza e força em “A
Família: Proclamação ao Mundo”. Ela declara a natureza eterna da família e
depois explica a relação com a adoração no templo. A proclamação também declara
a lei na qual se baseia a felicidade eterna da família: “Que os poderes
sagrados de procriação sejam empregados somente entre homem e mulher,
legalmente casados”.5
Deus revela a
Seus profetas que existem princípios morais absolutos. O pecado sempre será
pecado. A desobediência aos mandamentos do Senhor sempre nos privará de Suas
bênçãos. O mundo muda de modo constante e drástico, mas Deus, Seus mandamentos
e as bênçãos prometidas não mudam. São imutáveis e inalteráveis. Os homens e as
mulheres recebem seu arbítrio como dádiva de Deus, mas sua liberdade e, por sua
vez, sua felicidade eterna decorrem da obediência às leis Dele. Como Alma
aconselhou a seu filho errante Coriânton: “Iniquidade nunca foi felicidade” (Alma 41:10).
Nesta época da
Restauração da plenitude do evangelho, o Senhor nos revelou novamente as
bênçãos que nos são prometidas por nossa obediência a Seus mandamentos.
Em Doutrina e
Convênios 130, lemos:
“Há uma lei,
irrevogavelmente decretada no céu antes da fundação deste mundo, na qual todas
as bênçãos se baseiam—
E quando
recebemos uma bênção de Deus, é por obediência à lei na qual ela se baseia” (D&C 130:20–21).
Sem dúvida não
poderia haver doutrina mais vigorosamente expressa nas escrituras do que os
mandamentos imutáveis do Senhor e sua relação com nossa felicidade e bem-estar
como indivíduos, família e sociedade. Existem princípios morais absolutos. A
desobediência aos mandamentos do Senhor sempre nos privará de Suas bênçãos.
Essas coisas não mudam.
Em um mundo em
que a bússola moral da sociedade está falhando, o evangelho restaurado de Jesus
Cristo jamais fraqueja, tampouco suas estacas e alas, suas famílias e seus
membros individualmente. Não podemos pegar e escolher quais mandamentos achamos
que são importantes para guardar, mas devemos reconhecer todos os mandamentos
de Deus. Precisamos permanecer firmes e fortes, tendo perfeita confiança na
constância do Senhor e em Suas promessas.
Que sempre
sejamos uma luz sobre o monte, um exemplo no cumprimento dos mandamentos, que
nunca mudaram e nunca mudarão. Assim como aquele pequeno livro encorajava os
soldados SUD a permanecerem moralmente firmes em tempos de guerra, sejamos nós,
nesta guerra dos últimos dias, um feixe de luz para toda a Terra e
principalmente para os filhos de Deus que buscam as bênçãos do Senhor. Presto
testemunho disso em nome de Jesus Cristo. Amém.
(Todo material desse blog pertence ao arquivo do PAM-CVL.
Seu uso é liberado sem restrição, solicitando-se apenas a citação da fonte:
PAM-CVL-Alfredopam).
(Visite meu blog:
pamcvl.blogspot.com.br)
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