sexta-feira, 5 de julho de 2013

Suma Teológia - Tomás de Aquino



05/07/2013- Sexta Feira- Trecentésima Quinquagésima Mensagem.
“Conhecereis a Verdade e a Verdade vos Libertará”. (João 8.32).

A Verdade que Liberta é:

a) O Cristo dos Evangelhos;
b) Incontestável;
c) Renovadora.

A Mensagem do Dia.

O que significa: “Conheça-te a ti mesmo?”.  (II/III)
Sócrates marcou o seu tempo, assim como do Cristo dos cristãos.  Na Filosofia Antiga, os filósofos anteriores a ele são tradicionalmente chamados de pré-socráticos. De fato, Sócrates provoca uma mudança radical no rumo das discussões filosóficas sobre a verdade e o conhecimento. Os primeiros filósofos estavam preocupados em encontrar o fundamento (arké) de todas as coisas. Sócrates, por sua vez, está mais interessado em nossa relação com os outros e com o mundo. Curiosamente, Sócrates nada escreveu - e tudo o que sabemos dele é graças a seus discípulos, particularmente Platão. Sócrates teria tomado a inscrição da entrada do templo de Delfos como inspiração para construir sua filosofia: Conhece-te a ti mesmo.  Para compreendermos o sentido dessa frase, segundo o filósofo francês Michel Foucault (1926 - 1984), devemos entende-la com um sentido mais geral, referindo-se não apenas ao cuidado de si mesmo mas numa visão bem mais ampla.- 06/10/2012- Sábado. – 18/05/2013- Sábado. – 05/07/2013- Sexta Feira.


Notas e Reflexões.

Estamos chegando ao final de mais uma fase do PAM. Faltam apenas 16 lições e em seguida entraremos numa nova fase, após 15 dias de recesso (1º- a 15/08/2013). Que tal conhecermos um pouco de Tomás de Aquino neste final de estudos.

Estaremos tomando como ponto de Partida uma de suas mais importante obra: A justiça (Suma Teológica II-II. Q.57) – Tradução de João Sérgio Lauand para os cursos de ESDC – São Paulo. 
Santo Tomás de Aquino
ARTIGO 1
Se o objeto da justiça é o direito
Objeções pelas quais parece que o direito não é o objeto da justiça:
1. Pois diz o jurisconsulto Celso que o direito é a arte do bom e do eqüitativo. Ora, a arte não é objeto da justiça, mas por si mesma é uma virtude intelectual. Portanto o direito não é objeto da justiça.
2. Como diz Isidoro, no livro Etymol., a lei é uma espécie de direito. Mas a lei não é objeto da justiça, mas antes da prudência; e por isso o Filósofo põe a arte de legislar como parte da prudência. Portanto o direito não é objeto da justiça.
3. Além disso, a justiça submete principalmente o homem a Deus; pois diz Agostinho, no livro De mor. Eccl. Cathol, que a justiça é um amor que só serve a Deus e, por isso, rege bem as outras coisas que estão submetidas ao homem. Mas o direito não pertence às coisas divinas, e somente às humanas, como afirma Isidoro, nas Etymol, que o sagrado é lei divina: pelo contrário, o direito é lei humana. Por isso, o direito não é objeto da justiça.
Contra isto: está Isidoro que diz no mesmo livro que o direito se chama assim porque é justo. Mas o justo é objeto de justiça; pois afirma o Filósofo, em V Ethic., que todos decidem chamar justiça ao hábito, mediante o qual realizam coisas justas. Portanto, o direito é objeto da justiça.
Respondo: o que é próprio da justiça frente às outras virtudes é ordenar o homem nas coisas que estão em relação com o outro. Isso implica certa igualdade, como seu próprio nome manifesta. Vulgarmente se diz que as coisas que se igualam se ajustam. Ora, a igualdade se estabelece em relação a outro. As outras virtudes aperfeiçoam o homem somente no que diz respeito a si mesmo. Assim, aquilo que é reto nas ações das outras virtudes, para o que tende a intenção da virtude como seu objeto próprio, não se determina senão em relação ao agente. Pelo contrário, o que é reto no ato da justiça, mesmo sem contar a relação com o agente, se distribui por relação a outro sujeito; pois em nossas ações se chama justo aquilo que, de acordo com alguma igualdade, corresponde a outro, como a retribuição do salário devido por um serviço prestado.
Portanto, chama-se justo a algo, isto é, portador da retidão da justiça, ao termo de um ato de justiça, mesmo sem a consideração de como é feito pelo agente. Mas nas outras virtudes não se define algo como reto a não ser pela consideração de como é feito pelo agente. Por isso, o objeto da justiça, diferentemente das outras virtudes, é o objeto específico que se chama o justo. Certamente, isto é o direito. Portanto fica claro que o direito é o objeto da justiça. (Continuará no próximo texto).
<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> 
 “(1) Porque brotará um rebento do tronco de Jessé e das suas raízes em renovo frutificará. (2) E repousará sobre ele o espírito do Senhor, o espírito de sabedoria e de inteligência, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor. (3) E deleitar-se-á no temor do Senhor; e não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos. (4) Mas julgará com justiça os pobres e repreenderá   com equidade os mansos da terra; e ferirá a terra com a vara de sua boca, e com o sopro dos seus lábios matará o ímpio. (5) E a justiça será o cinto dos seus lombos, e a verdade o cinto dos seus rins. (6) E morará o lobo com o cordeiro e o leopardo com o cabrito se deitará, e o bezerro, e o filho de leão e a ovelha cevada viverão juntos, e um menino pequeno os guiará.” – (Isaias 11.1-6)
“Que o DEUS que CHAMA, CURA, CAPACITA, ENVIA E SUSTENTA nos abençoe e nos guarde para os seus propósitos hoje, amanhã e para sempre. AMÉM! AMÉM e AMÉM!!! – (Alfredopam)”
(Todo material desse blog pertence ao arquivo do PAM-CVL. Seu uso é liberado sem restrição, solicitando-se  apenas a citação da fonte: PAM-CVL-Alfredopam).
(Visite meu  blog: pamcvl.blogspot.com.br)


Nenhum comentário:

Postar um comentário