25/07/2013-
Quinta Feira –Trecentésima Septuagésima Mensagem.
“Conhecereis a Verdade e a Verdade
vos Libertará”. (João 8.32).
A Verdade que Liberta é:
a) O Cristo dos Evangelhos;
b) Incontestável;
c) Renovadora.
A Mensagem do Dia:
NÃO
IMPORTA. Que importa a idade?
(De Durvelina Santos).
Que importa a idade se existe
ainda em nós
A coragem de viajar com
ansiedade,
De conhecer o mundo, embora a
sós,
Sufocando talvez uma
saudade!... – 11/07/2013- Quinta Feira. – 25/07/2013- Quinta Feira.
Notas e Reflexões:
Estamos chegando ao final de mais uma
fase do PAM. Faltam apenas 06 lições e em seguida entraremos numa nova fase,
após 15 dias de recesso (1º- a 15/08/2013).
(Como prometemos no mês de agosto de 2012, a partir do mês de
setembro estariamos publicando a verdadeira história do “Projeto Amor: Cristo,
Verdade que Liberta”. Assim todas as quintas feiras estamos publicando nessa sessão parte de sua
história).
GRUPOS DE CRESCIMENTO.
BASES PARA A FORMAÇÃO.
Tomamos como base
para a formação de um Cristão capaz de entender e vivenciar a “Verdade que
Liberta” quatro áreas fundamentais:
Primeira área- Dez
(10) Metas a serem alcançadas;
Segunda área- Dez
(10) credos a serem confessados;
Terceira área- Dez
(10) Virtudes a serem vivenciadas;
Quarta área- Oito (8)
Princípios Teologais a serem objetivos de estudos profundos e reflexões
demoradas.
Dez (10) Virtudes a
serem vivenciadas;
1- São consideradas
virtudes fundamentais apontadas pelos presentes estatutos: a sinceridade; a
justiça; a verdade; o respeito ao próximo e a natureza criada pelo Altíssimo,
assim como os próprios homens e mulheres; tolerância; o juramento; a ordem;
obediência. humildade; e a honestidade.
2- Estas 10
virtudes deverão ser ensinadas pelas escolas, pelas religiões e por todas
entidades que de alguma modo visem a formação do caráter do cidadão. Elas
estarão registradas de muitas formas a fim de facilitar a todos a sua
assimilação. Deverão ser cantadas em versos e
prosas por toda a comunidade.
3- O ensinamento
destas virtudes deverá seguir as orientações que se seguem:
<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
9ª- Humildade
Humildade na Bíblia
O temor do Senhor ensina a sabedoria, e a
humildade antecede a honra.
Provérbios 15:33
Provérbios 15:33
e disse: "Eu asseguro que, a não ser
que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos
céus.
Mateus 18:3
Mateus 18:3
Por isso, pela graça que me foi dada digo
a todos vocês: Ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve
ter; mas, ao contrário, tenha um conceito equilibrado, de acordo com a medida
da fé que Deus lhe concedeu.
Romanos 12:3
Romanos 12:3
Portanto, como povo escolhido de Deus,
santo e amado, revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão
e paciência.
Colossenses 3:12
Colossenses 3:12
Portanto, humilhem-se debaixo da poderosa
mão de Deus, para que ele os exalte no tempo devido.
1 Pedro 5:6
1 Pedro 5:6
O temor do Senhor ensina a sabedoria, e a humildade
antecede a honra.
Provérbios 15:33
Provérbios 15:33
Antes da sua queda o coração do homem se envaidece, mas a
humildade antecede a honra.
Provérbios 18:12
Provérbios 18:12
A recompensa da humildade e do temor do Senhor são a
riqueza, a honra e a vida.
Provérbios 22:4
Provérbios 22:4
Busquem o Senhor, todos vocês, os humildes da terra, vocês
que fazem o que ele ordena. Busquem a justiça, busquem a humildade; talvez
vocês tenham abrigo no dia da ira do Senhor.
Sofonias 2:3
Sofonias 2:3
pois atentou para a humildade da sua serva. De agora em
diante, todas as gerações me chamarão bem-aventurada,
Lucas 1:48
Lucas 1:48
Servi ao Senhor com toda a humildade e com lágrimas, sendo
severamente provado pelas conspirações dos judeus.
Atos dos Apóstolos 20:19
Atos dos Apóstolos 20:19
Não permitam que ninguém que tenha prazer numa falsa
humildade e na adoração de anjos os impeça de alcançar o prêmio. Tal pessoa
conta detalhadamente suas visões, e sua mente carnal a torna orgulhosa.
Colossenses 2:18
Colossenses 2:18
Essas regras têm, de fato, aparência de sabedoria, com sua
pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas não têm
valor algum para refrear os impulsos da carne.
Colossenses 2:23
Colossenses 2:23
Portanto, como povo escolhido de Deus, santo e amado,
revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência.
Colossenses 3:12
Colossenses 3:12
Quem é sábio e tem entendimento entre vocês? Que o
demonstre por seu bom procedimento, mediante obras praticadas com a humildade
que provém da sabedoria.
Tiago 3:13
Tiago 3:13
INTRODUÇÃO.
Humildade
vem do latim humus que significa "filhos da
terra". Refere-se à qualidade daqueles que não tentam se projetar sobre as
outras pessoas, nem mostrar ser superior a elas. A Humildade é considerada pela
maioria das pessoas como a virtude que dá o sentimento
exato do nosso bom senso ao nos avaliarmos em relação às outras pessoas.
Características como cordialidade,
respeito, simplicidade e honestidade,
embora sejam frequentemente associadas à humildade, são independentes. Portanto,
quem as possui não precisa necessariamente ser humilde.
Muito confundida com Modéstia, pode ser exatamente o contrário, o
modesto tem falta de ambição, a humildade pode estar no ato de reconhecer que
em determinado momento estamos sendo ambiciosos ao invés de gananciosos.Diz-se que a humildade é uma virtude de quem é humilde; quem se vangloria mostra simplesmente que humildade lhe falta. É nessa posição que talvez se situe a humilde confissão de Albert Einstein quando reconhece que “por detrás da matéria há algo de inexplicável”.
Um das características de Jesus Cristo foi a humildade, pois a Bíblia diz que Ele "sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz" (Carta de Paulo aos Filipenses 2:6-8, ARC).
O oposto à humildade é o orgulho, a presunção, a vanglória; trata-se do vício fundamental, o mal supremo (C. S. Lewis, Cristianismo Puro e Simples) que atingiu tanto o coração do anjo Lucifer (veja a descrição da queda deste querubim no livro do profeta Ezequiel cap. 28) como do primeiro casal Adão e Eva (leia o relato de Gênesis cap. 3). A única virtude a quem Deus concede graça é aos humildes, porém aos soberbos, isto é, aos orgulhosos, Ele resiste (carta do apóstolo Tiago cap. 4:6, e do apóstolo Pedro cap. 5:5, ARC). Cristo, em seus último ensinamento antes da crucificação, declarou que "o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado" (Evangelho de Mateus 23:12, ARC). Um das caraterísticas do verdadeiro amor é a humildade. Na conhecida descrição do amor feita pelo apóstolo Paulo em 1ª Coríntios 13 é dito que "o amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece" (1ª Co. 13:4), ou seja, quem ama é humildade, sendo impossível um orgulhoso amar de verdade.
De Cora Coralina
A Humildade –
(Josef Pieper)
Um dos bens
em que o homem, segundo a natureza, procura a plena realização da sua
existência, é a excellentia, a superioridade, a primazia, o fazer-se
valer .
A virtude da temperança, da disciplina e da medida, enquanto vincula esse
impulso natural à ordenação da razão, chama-se humildade. A humildade consiste
em avaliar-se da
maneira
que corresponde à realidade . Com isso está quase tudo dito.
Partindo dessa definição, dificilmente se compreende
como é que o conceito de humildade pôde transformar-se num objecto de luta. Se
prescindíssemos das potências demoníacas, dirigidas contra o bem, e
especialmente contra este aspecto da fisionomia cristã do homem, só seria
possível essa transformação se o conceito de humildade se tivesse extinguido na
própria consciência cristã. Em todo o tratado de São Tomás sobre a humildade e
o orgulho, não se encontra uma só frase que possa dar azo a sugerir que uma
atitude de constante autodiminuição, de inferiorização do próprio ser ou das
próprias possibilidades, tenha, em princípio, alguma coisa a ver com a
humildade ou com qualquer outra virtude cristã.
Magnanimidade
Nada há que indique um caminho mais claro para a
verdadeira compreensão da humildade que este princípio: a humildade e a
magnanimidade (magnanimitas) não são antitéticas, não se excluem uma à
outra , mas são pelo contrário afins e
complementares, contrapondo-se ambas ao mesmo tempo ao orgulho e à
pusilanimidade.
E na verdade, que significa magnanimidade?
Magnanimidade é o vôo, a tendência do espírito para os grandes feitos. É magnânimo quem exige grandes coisas do
seu coração e se torna digno delas. O magnânimo é em certo sentido “difícil de
contentar”; não estabelece contacto com tudo o que lhe surge no caminho, mas
apenas com o que é grande.
Mais que tudo, a magnanimidade deseja as grandes honras; “o magnânimo lança-se
para as acções que são dignas da maior honra”.
Na Summa Theologica lê-se: “É reprovável desprezar as honras, de modo a
descurar aquele que as merece”. Por outro lado, o magnânimo não se sente
atingido pela desonra; ele despreza-a como não sendo digna da sua atenção. O
magnânimo olha com desprezo para tudo o que é mesquinho. Nunca atuará de modo
reprovável, só para evitar o desagrado de alguns. As palavras do Salmo XIV:
“Aos seus olhos, o perverso nada vale” segundo São Tomás referem-se ao
magnânimo “desprezo pelos homens” do justo. Sinceridade destemida é a marca da
magnanimidade: nada há que mais odeie do que ocultar, por medo, a verdade. O
magnânimo evita peremptòriamente as palavras aduladoras e as dissimulações,
pois ambas são fruto de um coração mesquinho. O magnânimo não se queixa, porque
o seu coração não se deixa vencer por qualquer mal externo. O magnânimo traz
consigo a indestrutível firmeza da sua esperança, uma confiança desmedida, quase
temerária , e no seu coração sem medo reina uma paz
imperecedoira . O magnânimo não cede ao aperto das
preocupações, nem aos homens, nem aos acontecimentos: só perante Deus se
inclina. É com pasmo que reconhecemos que esta imagem da magnanimidade se
encontra passo a passo desenhada na Summa Theologica de São Tomás de
Aquino. Tornava-se necessário recordar isto. Porque no tratado sobre a
humildade diz-se diversas vezes: a humildade não contradiz a magnanimidade.
Agora poder-se-á medir o que esta frase, expressa como aviso e prevenção contra
fáceis erros, quer na verdade dizer. Nada mais do que isto: que uma “humildade”
demasiado mesquinha e débil para saber suportar a tensão interior da sua
convivência com a magnanimidade, não pode ser humildade autêntica.
Soberba
A mentalidade ordinária das pessoas inclina-se a
descobrir no magnânimo um soberbo, e, portanto, do mesmo modo, a enganar-se
acerca da verdadeira essência da humildade. “É um soberbo”, proclama-se
depressa e facilmente. Mas muito poucas vezes essa locução coincide, na
realidade, com a verdadeira soberba (superbia). Antes de mais nada, a
soberba não é um modo de comportamento ordinário nas relações entre as pessoas.
A soberba refere-se às relações do homem com Deus: é a negação, contrária à
realidade, da relação de dependência da criatura para com o Criador: é um
desconhecimento da criaturalidade do homem, da sua condição de criatura.
Em todos os pecados há este duplo aspecto: a aversio, aversão a Deus, e
a conversio, a conversão, o apegamento aos bens efêmeros. O elemento
formal determinante é o primeiro: a aversão a Deus. E esse, em nenhum outro
pecado é tão explícito e formal como na soberba. “Todos os outros pecados fogem
de Deus, e só a soberba se opõe a Deus”. É só dos soberbos que a Sagrada
Escritura diz que Deus lhes resiste (Tiago 4, 6).
Humildade como comportamento social
A humildade também não é, em primeiro lugar, uma
atitude externa nas relações da convivência humana. A humildade é, sobretudo,
uma atitude do homem perante a Deus. Aquilo que a soberba nega e destrói, a
humildade reafirma e consolida: a condição de criatura do homem. Esta condição
constitui a essência mais profunda do homem. Portanto, a humildade, como
“sujeição do homem a Deus”, é a adesão, o sim de assentimento a esta condição
originária e essencial.
Em segundo lugar, a humildade não consiste num
comportamento exterior, mas numa atitude interior, nascida da decisão da
vontade. Consiste naquela atitude que, fixa em Deus e
consciente da sua condição de criatura, reconhece a realidade graças à vontade
divina. É principalmente a simples aceitação disto: que o homem e a humanidade
não são Deus, nem “como Deus”. E é aqui que aflora a ligação escondida que une
a humildade, virtude cristã, com o Dom - talvez também cristão - do humor.
Será possível evitar dizer agora - em terceiro lugar
-, por fim e francamente, que a humildade, para além de tudo quanto já se
disse, também é uma atitude do homem para com o homem, e principalmente atitude
de humilhação voluntária e recíproca? Vejamos.
São Tomás de Aquino levantou a questão da atitude de
humildade dos homens para com os homens, e respondeu da seguinte maneira:
“Observa-se nos homens uma dupla realidade: aquilo que é de Deus, e aquilo que
é do homem... A humildade, no entanto, no sentido mais próprio, é a reverência
do homem submetido a Deus. É por isso que o homem, olhando para aquilo que lhe
é próprio, tem que submeter-se ao seu próximo, olhando para aquilo que esse tem
de Deus em si. Mas
a humildade não exige que alguém submeta aquilo que nele há de Deus, àquilo que
parece haver de Deus no próximo... Do mesmo modo, a humildade não exige que
alguém submeta aquilo que tem em si de próprio, ao que nos outros é próprio dos
homens”.
No âmbito vasto, de muitos degraus, embora bastante
bem delimitado, desta resposta, há espaço tanto para o “desprezo pelo homem” do
magnânimo, como também para a humilhação voluntária de São Francisco de Assis,
que largou o hábito para se apresentar ao povo com um baraço em volta do
pescoço. Aqui também se demonstra que a ética cristã não dá grande valor a
medidas e regras estreitas e carriladas. Esta opinião, mais, esta opinião
negativa, é expressa por Santo Agostinho sobre outra questão também ligada com
a presente, na seguinte frase: “Quando alguém diz que não se deve receber
diariamente a Comunhão e outrem diz o contrário, então cada um faça aquilo que julgar
mais conforme à sua fé e devoção. Também não se contradisseram Zaqueu e o
centurião, ainda que um tenha recebido o Senhor com alegria (Lucas 19, 6), e o
outro tenha dito: ‘Não sou digno de que entreis na minha casa’ (Lucas 7, 6).
Ambos honraram o Salvador, cada qual a seu modo”.
Nota: Reproduzimos aqui esta clássica
página de Pieper, extraída de Virtudes
Fundamentais, Lisboa Aster, 1960. Trad. de Narino e Silva & Beckert
da Assumpção.
10a- Honestidade
O que é Honestidade:
Honestidade, é uma qualidade de ser verdadeiro; não
mentir, não fraudar, não enganar. A honestidade é a honra, uma qualidade
da pessoa, ou de uma instituição, significa falar a verdade, não omitir, não
dissimular. O indivíduo que é honesto repudia a malandragem a esperteza de
querer levar vantagem em tudo.
Honestidade, de maneira explícita, é a obediência
incondicional às regras morais existentes.Existem alguns procedimentos para
alguns tipos de ações, que servem como guia, como referência para as decisões.
Exercer a honestidade em caráter amplo, é muito difícil , porque existe as
convenções sociais que nem sempre espelham a realidade, mas como estão
formalizadas e enraizadas são tidas como certas.
Para muitos, a pessoa honesta é aquela que não mente,
não furta, não rouba, vive uma vida honesta para ter alegria, paz, respeito dos
outros e boas amizades. Atualmente, o conceito de honestidade está meio
deturpado, uma vez que os indivíduos que agem corretamente são chamados de
"careta", ou são humilhados por outros.
Honestidade e Integridade
Não
furtarás. Não dirás falso testemunho.
Êxodo 20:15–16
Sejam honestos com vocês mesmos, com os outros e com
Deus, o tempo todo. Ser honesto significa decidir não mentir, roubar, enganar
ou trapacear de modo algum. Se vocês forem honestos, desenvolverão uma força de
caráter que lhes permitirá prestar grande serviço a Deus e às pessoas. Vocês
serão abençoados com paz de consciência e respeito próprio. Terão a confiança
do Senhor e estarão dignos de entrar em Seus templos sagrados.
A desonestidade prejudica vocês mesmos e as outras
pessoas também. Se mentirem, roubarem, furtarem ou trapacearem, estarão
prejudicando seu espírito e seu relacionamento com as pessoas. Ser honesto
aumentará suas oportunidades futuras e sua capacidade de serem guiados pelo Espírito
Santo. Sejam honestos na escola. Decidam não trapacear de forma alguma. Sejam
honestos no emprego, oferecendo uma medida completa de trabalho pelo que
recebem em pagamento.
Não se justifiquem dizendo que a desonestidade é aceitável,
mesmo que os outros achem que isso não importa.
Algo intimamente associado à honestidade é a
integridade. Integridade significa pensar e fazer o que é certo o tempo todo,
sejam quais forem as consequências. Quando somos íntegros, estamos dispostos a
viver segundo nossos padrões e nossas crenças, mesmo que ninguém esteja
observando. Decidam viver de modo que seus pensamentos e seu comportamento
sempre estejam em harmonia com o evangelho.
Sou honesto em tudo o que digo e faço?
Frases sobre a honestidade:
Nas pessoas de capacidade limitada, a modéstia não passa de mera
honestidade, mas em quem possui grande talento, é hipocrisia.
Para o comerciante até a honestidade é uma especulação financeira.
O poder da beleza transforma a honestidade em meretriz
mais depressa do que a força da honestidade faz a beleza se assemelhar a ela.
mais depressa do que a força da honestidade faz a beleza se assemelhar a ela.
Nenhuma herança é tão rica quanto a honestidade.
De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar
a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os
poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da
honra e a ter vergonha de ser honesto.
Se o desonesto soubesse a vantagem de ser honesto, ele seria
honesto ao menos por desonestidade.
Três Toalhas e um Jornal de 25 Centavos
First Counselor in the Presiding Bishopric
Quando somos fiéis aos princípios
sagrados da honestidade e da integridade, somos fiéis a nossa fé e somos fiéis
a nós mesmos.
Diante deste enorme público mundial e com certo
retraimento, farei uma confissão pessoal. Faço isso como introdução ao assunto
que tem pesado muito em minha mente há algum tempo. Em 1955, depois do meu
primeiro ano de faculdade, passei as férias de verão trabalhando na recém-inaugurada
Pousada Jackson Lake, em Moran, Wyoming. Meu meio de transporte era um Hudson
1941 que deveria ter sido aposentado 10 anos antes. Entre outros traços
marcantes do carro, o piso estava tão enferrujado que, se não fosse por um
pedaço de madeira, eu poderia literalmente pôr os pés na estrada. O ponto
positivo é que, ao contrário da maioria dos veículos de 14 anos daquela época,
ele não usava óleo — muita água no radiador, mas não óleo. Eu não entendia para
onde ia a água e por que o óleo ficava cada vez mais fino e mais claro.
Em preparação para a viagem de quase 300 quilômetros de
volta para casa ao fim do verão, levei o carro ao único mecânico de Moran. Após
uma rápida análise, ele explicou que o bloco de cilindros estava danificado e
havia água vazando para o óleo. Isso explicava o mistério da água e do óleo. Eu
perguntava-me se poderia também fazer a água vazar para o tanque de gasolina e
assim gastar menos combustível.
Agora, a confissão: após o milagre de chegar a casa,
meu pai saiu ao meu encontro e recebeu-me com alegria. Depois de um abraço e
algumas brincadeiras, ele olhou para o banco de trás do carro e viu três
toalhas da Pousada Jackson Lake — do tipo que não se encontra à venda. Com um
olhar de decepção, disse simplesmente: “Eu esperava mais de você”. Eu não
achava que fizera algo tão errado. Para mim, as toalhas eram apenas a lembrança
de um verão inteiro de trabalhos num hotel de luxo, uma espécie de “rito de
iniciação”. Contudo, ao levá-las para casa, senti que perdera a confiança e o respeito
do meu pai, e fiquei arrasado.
No fim de semana seguinte, ajustei a tábua no piso do
carro, enchi o radiador de água e comecei a viagem de quase 600 quilômetros de
ida e volta à Pousada Jackson Lake para devolver as toalhas. Meu pai não
perguntou o motivo de minha volta à pousada, e eu também não expliquei. Nem era
preciso. Foi uma lição cara e dolorosa sobre honestidade, que me acompanhou ao
longo de toda a vida.
É triste, mas alguns dos maiores valores ausentes do
mundo atual são a honestidade e a integridade. Nos últimos anos, inúmeros
líderes do mundo dos negócios foram denunciados publicamente por desonestidade
e outras formas de mau comportamento. Dezenas de milhares de funcionários
antigos e leais perderam seu meio de subsistência e pensão. Para alguns, isso
resultou na perda da casa própria e na interrupção dos estudos e de outros
planos de vida. Lemos e ouvimos falar da desonestidade generalizada nas
escolas, praticada por alunos mais preocupados em receber boas notas ou
diplomas do que em aprender e preparar-se. Ouvimos falar de alunos que no
passado usaram meios ilícitos para concluir a faculdade de Medicina e hoje
estão realizando cirurgias complicadas em seus pacientes. Pessoas idosas e
outras são vítimas de fraudadores, o que não raro resulta na perda de imóveis
ou de economias de toda uma vida. Essa desonestidade e a falta de integridade
sempre surgem da ganância, arrogância e desrespeito.
Em Provérbios, lemos: “Os lábios mentirosos são
abomináveis ao Senhor, mas os que agem fielmente são o seu deleite” (Provérbios
12:22).
Mórmon, referindo-se aos lamanitas convertidos que
ficaram conhecidos como o povo de Ânti-Néfi-Leí, escreveu: “E eles estavam com
o povo de Néfi e foram também contados com o povo que era da igreja de Deus. E
também se distinguiram por seu zelo para com Deus, assim como para com os
homens, porque eram perfeitamente honestos e justos em todas as coisas; e
conservaram-se firmes na sua fé em Cristo até o fim” (Alma 27:27; grifo do
autor).
Há cerca de trinta anos, quando eu trabalhava no meio
empresarial, estava de passagem com alguns colegas de trabalho pelo Aeroporto
O’Hare, em Chicago, Illinois. Um deles acabara de vender sua companhia por
dezenas de milhões de dólares: em outras palavras, ele não era pobre.
Ao passarmos por uma máquina de venda de jornais, esse
homem inseriu uma única moeda, abriu a portinhola e começou a distribuir, sem
pagar, jornais a cada um de nós. Quando ele me passou um exemplar, pus uma
moeda na máquina e, tentando não ofender, mas deixando clara a minha opinião,
disse em tom de brincadeira: “Jim, não vou vender minha integridade por 25
centavos. Por um dólar, talvez, mas não por 25 centavos”. Como vocês vêem, eu
nunca me esqueci da experiência das três toalhas e do velho Hudson 1941. Alguns
minutos depois, passamos pela mesma máquina de venda de jornais. Percebi que
Jim se afastou do grupo e estava introduzindo moedas na máquina. Não lhes conto
essa história para posar de exemplo perfeito de honestidade, mas sim para
enfatizar as lições tiradas de três toalhas e de um jornal de 25 centavos.
Nunca existirá honestidade no mundo dos negócios, nas
escolas, no lar ou em qualquer outro local, se não houver honestidade no
coração.
Lições importantes e duradouras freqüentemente são
dadas por meio de exemplos simples — talvez tão simples quanto três toalhas, ou
um jornal de 25 centavos. Fico me perguntando como seria o mundo se lições
simples de honestidade fossem ministradas às crianças no lar, desde a mais
tenra infância, lições simples como “amarás o teu próximo como a ti mesmo” (ver
Mateus 22:39; Marcos 12:31) e “o que quereis que vos façam, fazei-lho também
vós” (ver Mateus 7:12; Lucas 6:31). Pergunto-me onde estariam hoje os milhares
de trabalhadores despedidos e extorquidos, se alguns grandes empresários
tivessem tido na juventude experiências como as das três toalhas ou a do jornal
de 25 centavos.
A honestidade é a base de uma verdadeira vida cristã.
Para os santos dos últimos dias, a honestidade é um requisito importante para
entrar no santo templo do Senhor. A honestidade permeia os convênios que
fazemos no templo. A cada domingo, ao participarmos dos emblemas sagrados da
carne e do sangue do Salvador, renovamos nossos convênios básicos e sagrados,
que incluem a honestidade. Como santos dos últimos dias, temos a sagrada
obrigação não somente de ensinar o princípio da honestidade, mas também de
vivê-lo, talvez com lições simples como três toalhas ou um jornal de 25
centavos. A honestidade deve estar entre os valores mais fundamentais que
governam nosso cotidiano.
Quando somos fiéis aos princípios sagrados da
honestidade e da integridade, somos fiéis a nossa fé e somos fiéis a nós
mesmos.
Oro para que, como santos dos últimos dias, sejamos
reconhecidos como as pessoas mais honestas do mundo. E assim, se dirá de nós o
que foi escrito sobre o povo de Ânti-Néfi-Leí, que somos “perfeitamente
honestos e justos em todas as coisas; e (…) firmes na (…) fé em Cristo até o
fim” (Alma 27:27). Em nome de Jesus Cristo. Amém. (Fonte: Internete)
“Viva
o padrão de Deus e seja feliz de verdade!” - (P/AViS-Primavera1987)
“Que o DEUS que CHAMA, CURA, CAPACITA, ENVIA E
SUSTENTA nos abençoe e nos guarde para os seus propósitos hoje, amanhã e para
sempre. AMÉM! AMÉM e AMÉM!!! – (Alfredopam)”
(Todo material desse blog pertence ao arquivo do PAM-CVL.
Seu uso é liberado sem restrição, solicitando-se apenas a citação da fonte:
PAM-CVL-Alfredopam).
(Visite meu blog: pamcvl.blogspot.com.br)
Nenhum comentário:
Postar um comentário