quinta-feira, 25 de julho de 2013

Humildade e Honestidade.



25/07/2013- Quinta Feira –Trecentésima Septuagésima Mensagem.

“Conhecereis a Verdade e a Verdade vos Libertará”. (João 8.32).

A Verdade que Liberta é:

a) O Cristo dos Evangelhos;
b) Incontestável;
c) Renovadora.

A Mensagem do Dia:

NÃO IMPORTA. Que importa a idade? (De Durvelina Santos).
Que importa a idade se existe ainda em nós
A coragem de viajar com ansiedade,
De conhecer o mundo, embora a sós,
Sufocando talvez uma saudade!... – 11/07/2013- Quinta Feira. – 25/07/2013- Quinta Feira.


 Notas e Reflexões:
 
Estamos chegando ao final de mais uma fase do PAM. Faltam apenas 06 lições e em seguida entraremos numa nova fase, após 15 dias de recesso (1º- a 15/08/2013).

(Como prometemos no mês de agosto de 2012, a partir do mês de setembro estariamos publicando a verdadeira história do “Projeto Amor: Cristo, Verdade que Liberta”. Assim todas as quintas feiras  estamos publicando nessa sessão parte de sua história).
GRUPOS DE CRESCIMENTO.
BASES PARA A FORMAÇÃO.

Tomamos como base para a formação de um Cristão capaz de entender e vivenciar a “Verdade que Liberta” quatro áreas fundamentais:

Primeira área- Dez (10) Metas a serem alcançadas;
Segunda área- Dez (10)  credos a serem confessados;
Terceira área- Dez (10) Virtudes a serem vivenciadas;
Quarta área- Oito (8) Princípios Teologais a serem objetivos de estudos profundos e reflexões demoradas.

Dez (10) Virtudes a serem vivenciadas;

1- São consideradas virtudes fundamentais apontadas pelos presentes estatutos: a sinceridade; a justiça; a verdade; o respeito ao próximo e a natureza criada pelo Altíssimo, assim como os próprios homens e mulheres; tolerância; o juramento; a ordem; obediência. humildade; e a honestidade.
2- Estas 10 virtudes deverão ser ensinadas pelas escolas, pelas religiões e por todas entidades que de alguma modo visem a formação do caráter do cidadão. Elas estarão registradas de muitas formas a fim de facilitar a todos a sua assimilação. Deverão ser cantadas em versos e prosas por toda a comunidade.
3- O ensinamento destas virtudes deverá seguir as orientações que se seguem:
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9ª- Humildade

Humildade na Bíblia

O temor do Senhor ensina a sabedoria, e a humildade antecede a honra.
Provérbios 15:33
e disse: "Eu asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos céus.
Mateus 18:3
Por isso, pela graça que me foi dada digo a todos vocês: Ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter; mas, ao contrário, tenha um conceito equilibrado, de acordo com a medida da fé que Deus lhe concedeu.
Romanos 12:3
Portanto, como povo escolhido de Deus, santo e amado, revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência.
Colossenses 3:12
Portanto, humilhem-se debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele os exalte no tempo devido.
1 Pedro 5:6
O temor do Senhor ensina a sabedoria, e a humildade antecede a honra.
Provérbios 15:33
Antes da sua queda o coração do homem se envaidece, mas a humildade antecede a honra.
Provérbios 18:12
A recompensa da humildade e do temor do Senhor são a riqueza, a honra e a vida.
Provérbios 22:4
Busquem o Senhor, todos vocês, os humildes da terra, vocês que fazem o que ele ordena. Busquem a justiça, busquem a humildade; talvez vocês tenham abrigo no dia da ira do Senhor.
Sofonias 2:3
pois atentou para a humildade da sua serva. De agora em diante, todas as gerações me chamarão bem-aventurada,
Lucas 1:48
Servi ao Senhor com toda a humildade e com lágrimas, sendo severamente provado pelas conspirações dos judeus.
Atos dos Apóstolos 20:19
Não permitam que ninguém que tenha prazer numa falsa humildade e na adoração de anjos os impeça de alcançar o prêmio. Tal pessoa conta detalhadamente suas visões, e sua mente carnal a torna orgulhosa.
Colossenses 2:18
Essas regras têm, de fato, aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas não têm valor algum para refrear os impulsos da carne.
Colossenses 2:23
Portanto, como povo escolhido de Deus, santo e amado, revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência.
Colossenses 3:12
Quem é sábio e tem entendimento entre vocês? Que o demonstre por seu bom procedimento, mediante obras praticadas com a humildade que provém da sabedoria.
Tiago 3:13

INTRODUÇÃO.

Humildade vem do latim humus que significa "filhos da terra". Refere-se à qualidade daqueles que não tentam se projetar sobre as outras pessoas, nem mostrar ser superior a elas. A Humildade é considerada pela maioria das pessoas como a virtude que dá o sentimento exato do nosso bom senso ao nos avaliarmos em relação às outras pessoas. Características como cordialidade, respeito, simplicidade e honestidade, embora sejam frequentemente associadas à humildade, são independentes. Portanto, quem as possui não precisa necessariamente ser humilde.
Muito confundida com Modéstia, pode ser exatamente o contrário, o modesto tem falta de ambição, a humildade pode estar no ato de reconhecer que em determinado momento estamos sendo ambiciosos ao invés de gananciosos.
Diz-se que a humildade é uma virtude de quem é humilde; quem se vangloria mostra simplesmente que humildade lhe falta. É nessa posição que talvez se situe a humilde confissão de Albert Einstein quando reconhece que “por detrás da matéria há algo de inexplicável”.
Um das características de Jesus Cristo foi a humildade, pois a Bíblia diz que Ele "sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz" (Carta de Paulo aos Filipenses 2:6-8, ARC).
O oposto à humildade é o orgulho, a presunção, a vanglória; trata-se do vício fundamental, o mal supremo (C. S. Lewis, Cristianismo Puro e Simples) que atingiu tanto o coração do anjo Lucifer (veja a descrição da queda deste querubim no livro do profeta Ezequiel cap. 28) como do primeiro casal Adão e Eva (leia o relato de Gênesis cap. 3). A única virtude a quem Deus concede graça é aos humildes, porém aos soberbos, isto é, aos orgulhosos, Ele resiste (carta do apóstolo Tiago cap. 4:6, e do apóstolo Pedro cap. 5:5, ARC). Cristo, em seus último ensinamento antes da crucificação, declarou que "o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado" (Evangelho de Mateus 23:12, ARC). Um das caraterísticas do verdadeiro amor é a humildade. Na conhecida descrição do amor feita pelo apóstolo Paulo em 1ª Coríntios 13 é dito que "o amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece" (1ª Co. 13:4), ou seja, quem ama é humildade, sendo impossível um orgulhoso amar de verdade.

De Cora Coralina

Senhor, fazei com que eu aceite minha pobreza tal como sempre foi. Que não sinta o que não tenho. Não lamente o que podia ter e se perdeu por caminhos errados e nunca mais voltou. Dai, Senhor, que minha humildade seja como a chuva desejada caindo mansa, longa noite escura numa terra sedenta e num telhado velho. Que eu possa agradecer a Vós, minha cama estreita, minhas coisinhas pobres, minha casa de chão, pedras e tábuas remontadas. E ter sempre um feixe de lenha debaixo do meu fogão de taipa, e acender, eu mesma, o fogo alegre da minha casa na manhã de um novo dia que começa.

 A Humildade – (Josef Pieper)

 Um dos bens em que o homem, segundo a natureza, procura a plena realização da sua existência, é a excellentia, a superioridade, a primazia, o fazer-se valer  . A virtude da temperança, da disciplina e da medida, enquanto vincula esse impulso natural à ordenação da razão, chama-se humildade. A humildade consiste em avaliar-se da
maneira que corresponde à realidade . Com isso está quase tudo dito.
Partindo dessa definição, dificilmente se compreende como é que o conceito de humildade pôde transformar-se num objecto de luta. Se prescindíssemos das potências demoníacas, dirigidas contra o bem, e especialmente contra este aspecto da fisionomia cristã do homem, só seria possível essa transformação se o conceito de humildade se tivesse extinguido na própria consciência cristã. Em todo o tratado de São Tomás sobre a humildade e o orgulho, não se encontra uma só frase que possa dar azo a sugerir que uma atitude de constante autodiminuição, de inferiorização do próprio ser ou das próprias possibilidades, tenha, em princípio, alguma coisa a ver com a humildade ou com qualquer outra virtude cristã.

Magnanimidade

Nada há que indique um caminho mais claro para a verdadeira compreensão da humildade que este princípio: a humildade e a magnanimidade (magnanimitas) não são antitéticas, não se excluem uma à outra , mas são pelo contrário afins e complementares, contrapondo-se ambas ao mesmo tempo ao orgulho e à pusilanimidade.
E na verdade, que significa magnanimidade? Magnanimidade é o vôo, a tendência do espírito para os grandes feitos. É magnânimo quem exige grandes coisas do seu coração e se torna digno delas. O magnânimo é em certo sentido “difícil de contentar”; não estabelece contacto com tudo o que lhe surge no caminho, mas apenas com o que é grande. Mais que tudo, a magnanimidade deseja as grandes honras; “o magnânimo lança-se para as acções que são dignas da maior honra”. Na Summa Theologica lê-se: “É reprovável desprezar as honras, de modo a descurar aquele que as merece”. Por outro lado, o magnânimo não se sente atingido pela desonra; ele despreza-a como não sendo digna da sua atenção. O magnânimo olha com desprezo para tudo o que é mesquinho. Nunca atuará de modo reprovável, só para evitar o desagrado de alguns. As palavras do Salmo XIV: “Aos seus olhos, o perverso nada vale” segundo São Tomás referem-se ao magnânimo “desprezo pelos homens” do justo. Sinceridade destemida é a marca da magnanimidade: nada há que mais odeie do que ocultar, por medo, a verdade. O magnânimo evita peremptòriamente as palavras aduladoras e as dissimulações, pois ambas são fruto de um coração mesquinho. O magnânimo não se queixa, porque o seu coração não se deixa vencer por qualquer mal externo. O magnânimo traz consigo a indestrutível firmeza da sua esperança, uma confiança desmedida, quase temerária , e no seu coração sem medo reina uma paz imperecedoira . O magnânimo não cede ao aperto das preocupações, nem aos homens, nem aos acontecimentos: só perante Deus se inclina. É com pasmo que reconhecemos que esta imagem da magnanimidade se encontra passo a passo desenhada na Summa Theologica de São Tomás de Aquino. Tornava-se necessário recordar isto. Porque no tratado sobre a humildade diz-se diversas vezes: a humildade não contradiz a magnanimidade. Agora poder-se-á medir o que esta frase, expressa como aviso e prevenção contra fáceis erros, quer na verdade dizer. Nada mais do que isto: que uma “humildade” demasiado mesquinha e débil para saber suportar a tensão interior da sua convivência com a magnanimidade, não pode ser humildade autêntica.

Soberba

A mentalidade ordinária das pessoas inclina-se a descobrir no magnânimo um soberbo, e, portanto, do mesmo modo, a enganar-se acerca da verdadeira essência da humildade. “É um soberbo”, proclama-se depressa e facilmente. Mas muito poucas vezes essa locução coincide, na realidade, com a verdadeira soberba (superbia). Antes de mais nada, a soberba não é um modo de comportamento ordinário nas relações entre as pessoas. A soberba refere-se às relações do homem com Deus: é a negação, contrária à realidade, da relação de dependência da criatura para com o Criador: é um desconhecimento da criaturalidade do homem, da sua condição de criatura. Em todos os pecados há este duplo aspecto: a aversio, aversão a Deus, e a conversio, a conversão, o apegamento aos bens efêmeros. O elemento formal determinante é o primeiro: a aversão a Deus. E esse, em nenhum outro pecado é tão explícito e formal como na soberba. “Todos os outros pecados fogem de Deus, e só a soberba se opõe a Deus”. É só dos soberbos que a Sagrada Escritura diz que Deus lhes resiste (Tiago 4, 6).

Humildade como comportamento social

A humildade também não é, em primeiro lugar, uma atitude externa nas relações da convivência humana. A humildade é, sobretudo, uma atitude do homem perante a Deus. Aquilo que a soberba nega e destrói, a humildade reafirma e consolida: a condição de criatura do homem. Esta condição constitui a essência mais profunda do homem. Portanto, a humildade, como “sujeição do homem a Deus”, é a adesão, o sim de assentimento a esta condição originária e essencial.
Em segundo lugar, a humildade não consiste num comportamento exterior, mas numa atitude interior, nascida da decisão da vontade. Consiste naquela atitude que, fixa em Deus e consciente da sua condição de criatura, reconhece a realidade graças à vontade divina. É principalmente a simples aceitação disto: que o homem e a humanidade não são Deus, nem “como Deus”. E é aqui que aflora a ligação escondida que une a humildade, virtude cristã, com o Dom - talvez também cristão - do humor.
Será possível evitar dizer agora - em terceiro lugar -, por fim e francamente, que a humildade, para além de tudo quanto já se disse, também é uma atitude do homem para com o homem, e principalmente atitude de humilhação voluntária e recíproca? Vejamos.
São Tomás de Aquino levantou a questão da atitude de humildade dos homens para com os homens, e respondeu da seguinte maneira: “Observa-se nos homens uma dupla realidade: aquilo que é de Deus, e aquilo que é do homem... A humildade, no entanto, no sentido mais próprio, é a reverência do homem submetido a Deus. É por isso que o homem, olhando para aquilo que lhe é próprio, tem que submeter-se ao seu próximo, olhando para aquilo que esse tem de Deus em si. Mas a humildade não exige que alguém submeta aquilo que nele há de Deus, àquilo que parece haver de Deus no próximo... Do mesmo modo, a humildade não exige que alguém submeta aquilo que tem em si de próprio, ao que nos outros é próprio dos homens”.
No âmbito vasto, de muitos degraus, embora bastante bem delimitado, desta resposta, há espaço tanto para o “desprezo pelo homem” do magnânimo, como também para a humilhação voluntária de São Francisco de Assis, que largou o hábito para se apresentar ao povo com um baraço em volta do pescoço. Aqui também se demonstra que a ética cristã não dá grande valor a medidas e regras estreitas e carriladas. Esta opinião, mais, esta opinião negativa, é expressa por Santo Agostinho sobre outra questão também ligada com a presente, na seguinte frase: “Quando alguém diz que não se deve receber diariamente a Comunhão e outrem diz o contrário, então cada um faça aquilo que julgar mais conforme à sua fé e devoção. Também não se contradisseram Zaqueu e o centurião, ainda que um tenha recebido o Senhor com alegria (Lucas 19, 6), e o outro tenha dito: ‘Não sou digno de que entreis na minha casa’ (Lucas 7, 6). Ambos honraram o Salvador, cada qual a seu modo”.
Nota: Reproduzimos aqui esta clássica página de Pieper, extraída de Virtudes Fundamentais, Lisboa Aster, 1960. Trad. de Narino e Silva & Beckert da Assumpção.


10a- Honestidade

O que é Honestidade:

Honestidade, é uma qualidade de ser verdadeiro; não mentir, não fraudar, não enganar. A honestidade é a honra, uma  qualidade da pessoa, ou de uma instituição, significa falar a verdade, não omitir, não dissimular. O indivíduo que é honesto repudia a malandragem a esperteza de querer levar vantagem em tudo.
Honestidade, de maneira explícita, é a obediência incondicional às regras morais existentes.Existem alguns procedimentos para alguns tipos de ações, que servem como guia, como referência para as decisões. Exercer a honestidade em caráter amplo, é muito difícil , porque existe as convenções sociais que nem sempre espelham a realidade, mas como estão formalizadas e enraizadas são tidas como certas.
Para muitos, a pessoa honesta é aquela que não mente, não furta, não rouba, vive uma vida honesta para ter alegria, paz, respeito dos outros e boas amizades. Atualmente, o conceito de honestidade está meio deturpado, uma vez que os indivíduos que agem corretamente são chamados de "careta", ou são humilhados por outros.

Honestidade e Integridade

Não furtarás. Não dirás falso testemunho.
Êxodo 20:15–16
Sejam honestos com vocês mesmos, com os outros e com Deus, o tempo todo. Ser honesto significa decidir não mentir, roubar, enganar ou trapacear de modo algum. Se vocês forem honestos, desenvolverão uma força de caráter que lhes permitirá prestar grande serviço a Deus e às pessoas. Vocês serão abençoados com paz de consciência e respeito próprio. Terão a confiança do Senhor e estarão dignos de entrar em Seus templos sagrados.
A desonestidade prejudica vocês mesmos e as outras pessoas também. Se mentirem, roubarem, furtarem ou trapacearem, estarão prejudicando seu espírito e seu relacionamento com as pessoas. Ser honesto aumentará suas oportunidades futuras e sua capacidade de serem guiados pelo Espírito Santo. Sejam honestos na escola. Decidam não trapacear de forma alguma. Sejam honestos no emprego, oferecendo uma medida completa de trabalho pelo que recebem em pagamento. Não se justifiquem dizendo que a desonestidade é aceitável, mesmo que os outros achem que isso não importa.
Algo intimamente associado à honestidade é a integridade. Integridade significa pensar e fazer o que é certo o tempo todo, sejam quais forem as consequências. Quando somos íntegros, estamos dispostos a viver segundo nossos padrões e nossas crenças, mesmo que ninguém esteja observando. Decidam viver de modo que seus pensamentos e seu comportamento sempre estejam em harmonia com o evangelho.
Sou honesto em tudo o que digo e faço?

Frases sobre a honestidade:

Nas pessoas de capacidade limitada, a modéstia não passa de mera honestidade, mas em quem possui grande talento, é hipocrisia.
Para o comerciante até a honestidade é uma especulação financeira.
O poder da beleza transforma a honestidade em meretriz
mais depressa do que a força da honestidade faz a beleza se assemelhar a ela.

Nenhuma herança é tão rica quanto a honestidade.

De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.
Se o desonesto soubesse a vantagem de ser honesto, ele seria honesto ao menos por desonestidade.

Três Toalhas e um Jornal de 25 Centavos

First Counselor in the Presiding Bishopric
Quando somos fiéis aos princípios sagrados da honestidade e da integridade, somos fiéis a nossa fé e somos fiéis a nós mesmos.
Diante deste enorme público mundial e com certo retraimento, farei uma confissão pessoal. Faço isso como introdução ao assunto que tem pesado muito em minha mente há algum tempo. Em 1955, depois do meu primeiro ano de faculdade, passei as férias de verão trabalhando na recém-inaugurada Pousada Jackson Lake, em Moran, Wyoming. Meu meio de transporte era um Hudson 1941 que deveria ter sido aposentado 10 anos antes. Entre outros traços marcantes do carro, o piso estava tão enferrujado que, se não fosse por um pedaço de madeira, eu poderia literalmente pôr os pés na estrada. O ponto positivo é que, ao contrário da maioria dos veículos de 14 anos daquela época, ele não usava óleo — muita água no radiador, mas não óleo. Eu não entendia para onde ia a água e por que o óleo ficava cada vez mais fino e mais claro.
Em preparação para a viagem de quase 300 quilômetros de volta para casa ao fim do verão, levei o carro ao único mecânico de Moran. Após uma rápida análise, ele explicou que o bloco de cilindros estava danificado e havia água vazando para o óleo. Isso explicava o mistério da água e do óleo. Eu perguntava-me se poderia também fazer a água vazar para o tanque de gasolina e assim gastar menos combustível.
Agora, a confissão: após o milagre de chegar a casa, meu pai saiu ao meu encontro e recebeu-me com alegria. Depois de um abraço e algumas brincadeiras, ele olhou para o banco de trás do carro e viu três toalhas da Pousada Jackson Lake — do tipo que não se encontra à venda. Com um olhar de decepção, disse simplesmente: “Eu esperava mais de você”. Eu não achava que fizera algo tão errado. Para mim, as toalhas eram apenas a lembrança de um verão inteiro de trabalhos num hotel de luxo, uma espécie de “rito de iniciação”. Contudo, ao levá-las para casa, senti que perdera a confiança e o respeito do meu pai, e fiquei arrasado.
No fim de semana seguinte, ajustei a tábua no piso do carro, enchi o radiador de água e comecei a viagem de quase 600 quilômetros de ida e volta à Pousada Jackson Lake para devolver as toalhas. Meu pai não perguntou o motivo de minha volta à pousada, e eu também não expliquei. Nem era preciso. Foi uma lição cara e dolorosa sobre honestidade, que me acompanhou ao longo de toda a vida.
É triste, mas alguns dos maiores valores ausentes do mundo atual são a honestidade e a integridade. Nos últimos anos, inúmeros líderes do mundo dos negócios foram denunciados publicamente por desonestidade e outras formas de mau comportamento. Dezenas de milhares de funcionários antigos e leais perderam seu meio de subsistência e pensão. Para alguns, isso resultou na perda da casa própria e na interrupção dos estudos e de outros planos de vida. Lemos e ouvimos falar da desonestidade generalizada nas escolas, praticada por alunos mais preocupados em receber boas notas ou diplomas do que em aprender e preparar-se. Ouvimos falar de alunos que no passado usaram meios ilícitos para concluir a faculdade de Medicina e hoje estão realizando cirurgias complicadas em seus pacientes. Pessoas idosas e outras são vítimas de fraudadores, o que não raro resulta na perda de imóveis ou de economias de toda uma vida. Essa desonestidade e a falta de integridade sempre surgem da ganância, arrogância e desrespeito.
Em Provérbios, lemos: “Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor, mas os que agem fielmente são o seu deleite” (Provérbios 12:22).
Mórmon, referindo-se aos lamanitas convertidos que ficaram conhecidos como o povo de Ânti-Néfi-Leí, escreveu: “E eles estavam com o povo de Néfi e foram também contados com o povo que era da igreja de Deus. E também se distinguiram por seu zelo para com Deus, assim como para com os homens, porque eram perfeitamente honestos e justos em todas as coisas; e conservaram-se firmes na sua fé em Cristo até o fim” (Alma 27:27; grifo do autor).
Há cerca de trinta anos, quando eu trabalhava no meio empresarial, estava de passagem com alguns colegas de trabalho pelo Aeroporto O’Hare, em Chicago, Illinois. Um deles acabara de vender sua companhia por dezenas de milhões de dólares: em outras palavras, ele não era pobre.
Ao passarmos por uma máquina de venda de jornais, esse homem inseriu uma única moeda, abriu a portinhola e começou a distribuir, sem pagar, jornais a cada um de nós. Quando ele me passou um exemplar, pus uma moeda na máquina e, tentando não ofender, mas deixando clara a minha opinião, disse em tom de brincadeira: “Jim, não vou vender minha integridade por 25 centavos. Por um dólar, talvez, mas não por 25 centavos”. Como vocês vêem, eu nunca me esqueci da experiência das três toalhas e do velho Hudson 1941. Alguns minutos depois, passamos pela mesma máquina de venda de jornais. Percebi que Jim se afastou do grupo e estava introduzindo moedas na máquina. Não lhes conto essa história para posar de exemplo perfeito de honestidade, mas sim para enfatizar as lições tiradas de três toalhas e de um jornal de 25 centavos.
Nunca existirá honestidade no mundo dos negócios, nas escolas, no lar ou em qualquer outro local, se não houver honestidade no coração.
Lições importantes e duradouras freqüentemente são dadas por meio de exemplos simples — talvez tão simples quanto três toalhas, ou um jornal de 25 centavos. Fico me perguntando como seria o mundo se lições simples de honestidade fossem ministradas às crianças no lar, desde a mais tenra infância, lições simples como “amarás o teu próximo como a ti mesmo” (ver Mateus 22:39; Marcos 12:31) e “o que quereis que vos façam, fazei-lho também vós” (ver Mateus 7:12; Lucas 6:31). Pergunto-me onde estariam hoje os milhares de trabalhadores despedidos e extorquidos, se alguns grandes empresários tivessem tido na juventude experiências como as das três toalhas ou a do jornal de 25 centavos.
A honestidade é a base de uma verdadeira vida cristã. Para os santos dos últimos dias, a honestidade é um requisito importante para entrar no santo templo do Senhor. A honestidade permeia os convênios que fazemos no templo. A cada domingo, ao participarmos dos emblemas sagrados da carne e do sangue do Salvador, renovamos nossos convênios básicos e sagrados, que incluem a honestidade. Como santos dos últimos dias, temos a sagrada obrigação não somente de ensinar o princípio da honestidade, mas também de vivê-lo, talvez com lições simples como três toalhas ou um jornal de 25 centavos. A honestidade deve estar entre os valores mais fundamentais que governam nosso cotidiano.
Quando somos fiéis aos princípios sagrados da honestidade e da integridade, somos fiéis a nossa fé e somos fiéis a nós mesmos.
Oro para que, como santos dos últimos dias, sejamos reconhecidos como as pessoas mais honestas do mundo. E assim, se dirá de nós o que foi escrito sobre o povo de Ânti-Néfi-Leí, que somos “perfeitamente honestos e justos em todas as coisas; e (…) firmes na (…) fé em Cristo até o fim” (Alma 27:27). Em nome de Jesus Cristo. Amém. (Fonte: Internete)
“Viva o padrão de Deus e seja feliz de verdade!” - (P/AViS-Primavera1987)

“Que o DEUS que CHAMA, CURA, CAPACITA, ENVIA E SUSTENTA nos abençoe e nos guarde para os seus propósitos hoje, amanhã e para sempre. AMÉM! AMÉM e AMÉM!!! – (Alfredopam)”

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